Klaus Hart Brasilientexte

Aktuelle Berichte aus Brasilien – Politik, Kultur und Naturschutz

“Wahl-Markt”. Frei Betto, Brasiliens wichtigster Befreiungstheologe, analysiert die derzeitige Kampagne für die Pflichtwahlen im Oktober sowie Brasiliens soziale Ungleichheit. “Dilma ou Serra terão de governar sob pressão dos últimos redutos da oligarquia, o PMDB e o DEM, alvos de frequentes denúncias de corrupção, nepotismo e outras maracutaias.” “Declaring my vote”. Weltsozialforum-Erfinder Oded Grajew, José Arbex.

 http://www.bundestag.de/dasparlament/2010/12/Beilage/006.html

http://www.hart-brasilientexte.de/2010/09/17/mit-rund-500-euro-familieneinkommen-in-brasilien-schon-mittelschicht-was-in-europa-gut-ankommt/

dilmasarneyhandkus.jpg

Ausstellungsfoto – Dilma und Sarney. http://www.hart-brasilientexte.de/2010/09/11/dilma-rousseff-prasidentschaftskandidatin-im-spiegel-der-wahlkampfkarikaturen-kindersitz-gesetz/

Chico Buarque: http://www.youtube.com/watch?v=veeisMvPJm8

 “Marina, como já declarou, tentará suprir sua falta de alianças com um governo supostamente suprapartidário. O que, aliás, fez de fato o governo Lula, a ponto de merecer o apoio de Collor, Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho, Roberto Jefferson e José Roberto Arruda.”

http://www.hart-brasilientexte.de/2009/10/05/brasilien-auf-uno-index-fur-menschliche-entwicklung-jetzt-platz-75-hinter-argentinien-chile-und-kuba/

“Wahl-Markt”

O jogo é um vício nefasto. Ao contrário da bebida e da droga, a pulsão pela aposta não altera o estado de consciência e arrisca os recursos financeiros do jogador. Dostoiévski que o diga.  

A fantasia de ganho fácil faz naufragar a razão na emoção. O jogador dobra apostas, blefa, convicto de que a sorte, mulher apaixonada, jamais o abandona.

http://www.hart-brasilientexte.de/2010/07/22/plinio-der-provokateur-ich-habe-die-wende-der-arbeiterpartei-pt-nach-rechts-erlebt-prasidentschaftskandidat-plinio-arruda-sampaio-plinio-o-provocador-folha-de-sao-paulo/

Oscar Niemeyer: http://www.hart-brasilientexte.de/2010/09/10/kommunist-oscar-niemeyer-macht-wahlwerbung-fur-den-oligarchie-rechten-marco-macieldem-maciel-ist-intelligent-und-uberaus-ehrlich-wie-brasiliens-politik-funktioniert-stalin-war-phantasti/

José Arbex: http://www.hart-brasilientexte.de/2010/09/14/lula-und-der-herzliche-faschismus-auf-brasilianisch-jose-arbex-in-zeitschrift-caros-amigos-wir-erleben-die-barbarei-in-unserem-alltag/

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Frei Betto in Sao Paulo.

http://www.hart-brasilientexte.de/2010/09/06/brasiliens-grunen-kandidat-fernando-gabeira-macht-slum-wahlkampf-mit-banditenerlaubnis-laut-landesmedien-waffen-und-wahlerstimmen/

Grajew zu Wahlen: http://www.hart-brasilientexte.de/2010/01/22/warum-kopenhagen-scheiterte-weltsozialforum-erfinder-oded-grajewdie-regierenden-unterwarfen-sich-der-okonomischen-macht-die-ihre-wahlkampagnen-finanziert-diese-politiker-sind-angestellte-inter/

http://www.hart-brasilientexte.de/2010/06/01/lula-regierung-kurzt-stark-im-sozialbereich-128-milliarden-real-allein-im-bildungswesen-kurzungen-auch-bei-gesundheit-und-hungerbekampfung-anti-hunger-programm-beseitigt-nach-acht-jahren-extreme/

http://www.hart-brasilientexte.de/2010/09/05/brasiliens-zeitungen-eine-fundgrube-fur-medieninteressierte-kommunikations-und-kulturenforscher/

  O processo eleitoral, tal como ocorre hoje, não seria um jogo? A maioria dos candidatos é motivada pelo ideal de servir ao bem comum ou pela ambição de ocupar uma função de poder e, assim, assegurar melhor futuro para si e os seus?   Já no século IV a.C., Aristóteles, que defendia a rotatividade no poder como predicado da democracia, observava na Política (livro III) que as coisas mudavam porque, “devido às vantagens materiais que se tira dos bens do Estado ou que se alcança pelo exercício do poder, os homens desejam permanecer continuamente em funções. É como se o poder conservasse em permanente boa saúde os que o detêm…”.   Hoje, isso se acentua. Os candidatos, salvo exceções, não têm programas (exceto no papel), mas performance; nem objetivos, mas compromissos com aliados; nem princípios ideológicos, mas o pragmatismo que ignora a ética mais elementar. A política se tornou a arte de simular e dissimular.   Os marqueteiros têm mais poder sobre os candidatos que o partido. Não se trata mais de divulgar um projeto político, e sim um produto capaz de seduzir o mercado eleitoral. O perigo, adverte Umberto Eco, é o político se tornar um produto semiótico, teatralizado.   Muitos políticos rezam pelo Breviário do cardeal Mazarin, escrito no século XVII, onde se multiplicam conselhos deste quilate: “Arranja-te para que teu rosto jamais exprima nenhum sentimento particular, mas apenas uma espécie de perpétua amenidade”. Ou: “O importante é aprender a manejar a ambigüidade, a pronunciar discursos que possam ser interpretados tanto num sentido como no outro, a fim de que ninguém possa decidir”.   Os marqueteiros são, hoje, os verdadeiros artífices das candidaturas. Os eleitores, o alvo mercadológico. A diferença com os produtos do supermercado é que estes são adquiridos para uso do consumidor. No caso da política, o eleitor é “consumido” para uso do candidato. Meses depois, o eleitor nem se recorda dos nomes a quem deu seu voto, embora se queixe dos políticos e da política.   A roleta eleitoral ainda não conseguiu eliminar do processo um fator incômodo: a entrevista. A mídia exerce poderosa mediação entre o candidato e o eleitor, daí as concessões feitas pelos partidos para ampliar suas alianças e garantir maior tempo de exposição midiática de seus candidatos.   A entrevista incomoda porque impede o candidato de manter-se nos estreitos limites da retórica recomendada pelos marqueteiros. Surgem perguntas indesejadas, questionamentos éticos, e as contradições que o candidato tanto gostaria de ocultar.  

Sem entrevista, programa político e amor ao bem comum a democracia é mera farsa.

http://www.hart-brasilientexte.de/2010/04/14/atombombe-des-iran-kann-zur-verteidigung-dienen-brasiliens-vize-staatschef-jose-alencar-ausert-verstandnis-fur-iranische-atomwaffenplane-laut-brasilianischer-landespresse/
 

Qualquer semelhanca nao e coincidencia

Os programas de Dilma, Serra e Marina têm mais pontos em comum do que diferenças; a exceção é Plínio, que defende o socialismo


O Brasil ainda tem muito a conquistar nos quesitos saúde, educação, saneamento, moradia, segurança e infraestrutura (rodovias, portos e aeroportos). É um gigante com pés de barro.
Contudo, nossa democracia se aprimora graças aos movimentos sociais, à mídia vigilante, à exigência de transparência e à adoção de leis como a Ficha Limpa.
Algo de novo marca a atual disputa presidencial. Os quatro candidatos com melhor posição nas pesquisas têm em comum muito mais do que julga nosso vão preconceito.
Nenhum deles vem das tradicionais oligarquias que se acostumaram a fazer na vida pública o que fazem na privada. Nem pertencem à elite brasileira ou nasceram em berço esplêndido. Os quatro se originaram na classe pobre ou média. Todos abominam a ditadura militar, o conservadorismo e tiveram na esquerda sua iniciação política.
Três foram vítimas da ditadura: Plínio (cassado e exilado); Serra (exilado) e Dilma (presa e torturada). Marina, alfabetizada aos 16 anos, sofreu a opressão do latifúndio amazônico. Filha do seringal e discípula de Chico Mendes, viu-se obrigada a se “exilar” da floresta para livrar-se da pobreza e da falta de escolaridade.
Os programas de Dilma, Serra e Marina têm mais pontos em comum do que diferenças. A exceção é Plínio, que não se envergonha de defender o socialismo. O PSOL vale-se do período eleitoral para divulgar suas propostas e se afirmar como partido. Isso oxigena o debate democrático.
Dilma, Serra e Marina se irmanam na arte de se equilibrar na corda bamba. Evitam tombar à esquerda ou à direita e adotam discurso que não desagrada nem a uma nem a outra.
Assim, a distância entre oposição e situação quase se anula e permite a Lula, que faz um bom governo, manter-se na confortável posição de quase unanimidade nacional. E a Henrique Meirelles despontar como o nosso Alan Greenspan, que ficou quase 20 anos à frente do Banco Central dos EUA.
Embora discurso de campanha seja como produto de feira livre -não passa recibo-, e os quatro candidatos apareçam envoltos numa aura de confiabilidade, o problema reside no andar de baixo.
Ao contrário do ditado, o andor é de barro, e não o santo. Dilma ou Serra terão de governar sob pressão dos últimos redutos da oligarquia, o PMDB e o DEM, alvos de frequentes denúncias de corrupção, nepotismo e outras maracutaias.
Marina, como já declarou, tentará suprir sua falta de alianças com um governo supostamente suprapartidário. O que, aliás, fez de fato o governo Lula, a ponto de merecer o apoio de Collor, Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho, Roberto Jefferson e José Roberto Arruda.
Plínio, realista, sabe que a chance presidencial do PSOL é ainda um projeto de futuro.“Soziale Ungleichheit”
Relatório da ONU (Pnud), divulgado em julho, aponta o Brasil como o terceiro pior índice de desigualdade no mundo. Quanto à distância entre pobres e ricos, nosso país empata com o Equador e só fica atrás de Bolívia, Haiti, Madagascar, Camarões, Tailândia e África do Sul.   Aqui temos uma das piores distribuições de renda do planeta. Entre os 15 países com maior diferença entre ricos e pobres, 10 se encontram na América Latina e Caribe. Mulheres (que recebem salários menores que os homens), negros e indígenas são os mais afetados pela desigualdade social. No Brasil, apenas 5,1% dos brancos sobrevivem com o equivalente a 30 dólares por mês (cerca de R$ 54). O percentual sobe para 10,6% em relação a índios e negros.   Na América Latina, há menos desigualdade na Costa Rica, Argentina, Venezuela e Uruguai. A ONU aponta como principais causas da disparidade social a falta de acesso à educação, a política fiscal injusta, os baixos salários e a dificuldade de dispor de serviços básicos, como saúde, saneamento e transporte.   É verdade que nos últimos dez anos o governo brasileiro investiu na redução da miséria. Nem por isso se conseguiu evitar que a desigualdade se propague entre as futuras gerações. Segundo a ONU, 58% da população brasileira mantém o mesmo perfil social de pobreza entre duas gerações. No Canadá e países escandinavos, este índice é de 19%.   O que permite a redução da desigualdade é, em especial, o acesso à educação de qualidade. No Brasil, em cada grupo de 100 habitantes, apenas 9 possuem diploma universitário. Basta dizer que, a cada ano, 130 mil jovens, em todo o Brasil, ingressam nos cursos de engenharia. Sobram 50 mil vagas… E apenas 30 mil chegam a se formar. Os demais desistem por falta de capacidade para prosseguir os estudos, de recursos para pagar a mensalidade ou necessidade de abandonar o curso para garantir um lugar no mercado de trabalho.   Nas eleições deste ano votarão 135 milhões de brasileiros. Dos quais, 53% não terminaram o ensino fundamental. Que futuro terá este país se a sangria da desescolaridade não for estancada?   Há, sim, melhoras em nosso país. Entre 2001 e 2008, a renda dos 10% mais pobres cresceu seis vezes mais rapidamente que a dos 10% mais ricos. A dos ricos cresceu 11,2%; a dos pobres, 72%. No entanto, há 25 anos, de acordo com dados do IPEA, este índice não muda: metade da renda total do Brasil está em mãos dos 10% mais ricos do país. E os 50% mais pobres dividem entre si apenas 10% da riqueza nacional.   Para operar uma drástica redução na desigualdade imperante em nosso país é urgente promover a reforma agrária e multiplicar os mecanismos de transferência de renda, como a Previdência Social. Hoje, 81,2 milhões de brasileiros são beneficiados pelo sistema previdenciário, que promove de fato distribuição de renda.   Mais da metade da população do Brasil detém menos de 3% das propriedades rurais. E apenas 46 mil proprietários são donos de metade das terras. Nossa estrutura fundiária é a mesma desde o Brasil império! E quem dá emprego no campo não é o latifúndio nem o agronegócio, é a agricultura familiar, que ocupa apenas 24% das terras, mas emprega 75% dos trabalhadores rurais.   Hoje, os programas de transferência de renda do governo – incluindo assistência social, Bolsa Família e aposentadorias – representam 20% do total da renda das famílias brasileiras. Em 2008, 18,7 milhões de pessoas viviam com menos de ? do salário mínimo. Se não fossem as políticas de transferência, seriam 40,5 milhões. Isso significa que, nesses últimos anos, o governo Lula tirou da miséria 21,8 milhões de pessoas. Em 1978, apenas 8,3% das famílias brasileiras recebiam transferência de renda. Em 2008 eram 58,3%.   É uma falácia dizer que, ao promover transferência de renda, o governo está “sustentando vagabundos”. O governo sustenta vagabundos quando não pune os corruptos, o nepotismo, as licitações fajutas, a malversação de dinheiro público. Transferir renda aos mais pobres é dever, em especial num país em que o governo irriga o mercado financeiro engordando a fortuna dos especuladores que nada produzem. A questão reside em ensinar a pescar, em vez de dar o peixe. Entenda-se: encontrar a porta de saída do Bolsa Família.   Todas as pesquisas comprovam que os mais pobres, ao obterem um pouco mais de renda, investem em qualidade de vida, como saúde, educação e moradia.  DECLARING MY VOTEFrei Betto*This year my vote for President of the Republic will go to the candidate who intends to implement the ever promised, but never instituted, agrarian reform, tax reform, political reform and judiciary reform and who will promise that social welfare and labour reforms will not be used as a decoy to penalise workers and pensioners even more by benefitting big business.I shall vote for those who are prepared to revolutionise health and education. It is shameful that both the public education and health systems have been scrapped. Of the 190 million Brazilians only 30 million hold on with hope to the lifebuoy of private health plans. The rest are treated as second class citizens, self-denying penitents in hospital queues who are obliged to purchase medicines burdened with heavy taxes of approximately 39%.According to the MEC (Ministry for Education and Culture), there are 4.1 million Brazilians between the ages of 4 and 17 not enrolled in school and have thus virtually entered the world of crime. Our teachers are badly paid, the teaching of computer skills to students is a painful path to be followed and the four-hour school day is the gloss which covers the country with semi illiterates.Declaring my voteI shall vote for the candidate who is prepared to rigourously control carbon gas emissions in industry, pastureland and areas of environmental preservation like Amazonia. We cannot allow agro business to cut down forests, contaminate rivers and permit the use of manual labour unprotected by labour laws or in conditions of slavery.I will vote for those who commit to surpassing the compensatory nature of the Bolsa Familia (Family Food Hamper) and to recovering the emancipatory Zero Hunger programme thus helping families who survive at the government™s expense to find a way out and to generate their own income.I shall vote for the candidate who is prepared to change the existing economic policy which in 2008 channeled R$282 billion to pay off the internal and external debt but only R$44.5 billion towards health. In terms of percentages, 30% of the budget was destined to the financial market and only 5% to health, 3% to education and 12% to the entire social area.I shall vote for the candidate who is contrary to the Central Bank™s autonomy, for economy is not a sphere divorced from politics or from the social process. I vote for the reduction of interest rates, for exemptions for the basic food allowance and for medicines, for a realistic increase in the minimum salary and a reduction to 40 hours in the weekly work day.I vote for the legalisation and preservation of territories of indigenous peoples, of quilombolas[1] <#_ftn1> and riverine peoples in permanent dialogue with the social movements and I reject any attempt to criminalise these. I vote for initiatives in the economy of solidarity and fair trade and for the constitutional definition for the maximum limit for rural properties.I vote for the candidate who is convinced that it is necessary to reduce energy tariffs for family consumption and for mobile phone use, who is prepared to give priority to alternative sources of energy such as solar, aeolian, oceanic, from rubbish waste etc. and who is against the construction of thermo electric and hydroelectric plants which harm the environment.I vote for the candidate who gives priority to quality public transport, with accessible and subsidised prices, who demands the visible identification of generic foodstuffs offered for consumption, forbids the participation and use of children in advertising and vehemently condemns child labour.I shall vote for the candidate who is determined to install a Truth Commission in order to open the archives of the Armed Forces concerning the period of the dictatorship, to investigate the crimes committed in the name of the State and to reveal the whereabouts of persons who disappeared.I vote for those who will pursue current foreign policy which strengthens the sovereignty and independence of Brazil, diversifies its commercial relations, supports all forms of Latin American and Caribbean integration without the presence of the USA and the right for our country to have  a seat in the UN Security Council, rejects the USA™s criminal blockade against Cuba and the installation of North American military bases in Latin America.  I vote, especially, for whoever presents a programme which is convincing towards a significant reduction of Brazil™s greatest blight: social inequality.This is my vote.Now I must find the right candidate.lulaangelidilmakarneval.jpgWahlkarikatur von Angeli, aus Brasiliens größter Qualitätszeitung “Folha de Sao Paulo”.Lulas Kandidatin Dilma Rousseff liegt derzeit in den “Wahlumfragen” weit vorn.Was in der Wahlkampagne der Hauptkandidaten bisher völlig fehlt: http://www.hart-brasilientexte.de/2009/12/14/nach-wie-vor-hemmungslose-aktionen-der-todesschwadronen-institutionalisierte-barbarei-lulas-menschenrechtsminister-paulo-vannuchi-raumt-gegen-ende-der-zweiten-amtszeit-erneut-fortbestehen-der-b/ Kanidat Plinio Sampaio über Einkommensverteilung in Brasilien: http://www.youtube.com/watch?v=HIqOILVmVtg&feature=player_embeddedhttp://www.hart-brasilientexte.de/2010/07/12/lula-ist-autoritar-und-will-prasidentschaftskandidatin-dilma-rousseff-an-der-macht-um-weiter-im-land-bestimmen-zu-konnen-helio-bicudo-jurist-mitgrunder-der-arbeiterpartei-pt-kirchlicher-mensc/

Lula-Spielfilm:
http://www.hart-brasilientexte.de/2009/11/19/lula-sohn-des-kapitals-grosunternehmen-die-von-lula-stark-begunstigt-wurden-finanzierten-spielfilm-uber-den-arbeiterfuhrer-lula-o-filho-do-capital-o-globo-lula-war-nie-ein-li/

http://www.hart-brasilientexte.de/2009/05/15/dr-claudio-guimaraes-dos-santos-mediziner-therapeut-schriftsteller-sprachwissenschaftler-publizist-unter-den-wichtigsten-denkern-brasilien/

“Kommunistischer” Kongreßkandidat Netinho und seine famose Nachrückerin Matilde Ribeiro: http://www.hart-brasilientexte.de/2008/02/15/skandale-sturzten-bereits-acht-lula-minister-matilde-ribeiro-erwies-der-sache-der-schwarzen-einen-schlechten-dienst/

http://www.hart-brasilientexte.de/2009/09/09/gunther-zgubic-gefangenenpriester-aus-osterreich-etwa-15-millionen-brasilianer-leiden-hunger-das-offentliche-gesundheitswesen-ist-eine-katastrophe-die-offentlichen-schulen-sind-miserabel-doch/

http://www.hart-brasilientexte.de/2009/11/30/o-menino-do-mep-laut-nachrichtenmagazin-veja-handelt-es-sich-vermutlich-um-joao-batista-dos-santos-damals-im-movimento-de-emancipacao-do-proletariadomep/

Aufschrei der Ausgeschlossenen 2010: http://www.hart-brasilientexte.de/2010/09/07/landesweiter-aufschrei-der-ausgeschlossenen-am-unabhangigkeitstag-brasiliens-protestgottesdienst-in-der-kathedrale-sao-paulos-gegen-hunger-rechtlosigkeit/

http://www.hart-brasilientexte.de/2010/07/18/stimmenkauf-in-brasilien-auch-unter-lula-nicht-abgeschafft-demokratiebilanz-der-lula-regierung/

“Die Image-Fabrikation”: http://www.hart-brasilientexte.de/2010/04/29/die-image-fabrikation-lula-regierung-gibt-fur-propaganda-weit-mehr-aus-als-fur-sanierung-die-arme-begunstigt/

Dieser Beitrag wurde am Montag, 06. September 2010 um 15:50 Uhr veröffentlicht und wurde unter der Kategorie Kultur, Politik abgelegt. Du kannst die Kommentare zu diesen Eintrag durch den RSS-Feed verfolgen.

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