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	<title>Klaus Hart Brasilientexte &#187; CIMI</title>
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	<description>Aktuelle Berichte aus Brasilien - Politik, Kultur und Naturschutz</description>
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		<title>Belo Monte: &#8222;Brasilianische Regierung verbreitet Lügen über Wasserkraft-Projekt &#8211; keine saubere Energie&#8220;, laut bischöflichem Indianermissionsrat CIMI.</title>
		<link>http://www.hart-brasilientexte.de/2010/04/25/belo-monte-brasilianische-regierung-verbreitet-lugen-uber-wasserkraft-projekt-keine-saubere-energie-laut-bischoflichem-indianermissionsrat-cimi/</link>
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		<pubDate>Sun, 25 Apr 2010 21:21:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Klaus Hart]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Kultur]]></category>
		<category><![CDATA[Naturschutz]]></category>
		<category><![CDATA[Politik]]></category>
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		<description><![CDATA[Nota do CIMI sobre o Leiláo da Usina Belo Monte &#8211; DENÃšNCIACf. www.cimi.org.br O Conselho Indigenista MissionÃ¡rio repudia a postura intransigente e autoritÃ¡ria do governo brasileiro que insiste na implementaçáo do projeto da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, apesar de todas as incertezas, de todos os questionamentos cientÃ­ficos e judiciais e de todas as manifestaçÃµes [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Nota do CIMI sobre o Leiláo da Usina Belo Monte &#8211; DENÃšNCIA</strong>Cf. <a href="http://www.cimi.org.br/" title="http://www.cimi.org.br/">www.cimi.org.br</a></p>
<p>O Conselho Indigenista MissionÃ¡rio repudia a postura intransigente e autoritÃ¡ria do governo brasileiro que insiste na implementaçáo do projeto da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, apesar de todas as incertezas, de todos os questionamentos cientÃ­ficos e judiciais e de todas as<br />
manifestaçÃµes populares contrÃ¡rias a essa insanidade.</p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2010/04/21/belo-monte-stauwerk-drittgrostes-der-welt-wird-in-amazonien-von-brasilianischem-staatskonsortium-errichtet-international-gefeierte-lula-regierung-macht-aus-sicht-der-privatwirtschaft-alles-richtig/">http://www.hart-brasilientexte.de/2010/04/21/belo-monte-stauwerk-drittgrostes-der-welt-wird-in-amazonien-von-brasilianischem-staatskonsortium-errichtet-international-gefeierte-lula-regierung-macht-aus-sicht-der-privatwirtschaft-alles-richtig/</a></p>
<p><span id="more-5131"></span><br />
Belo Monte náo se justifica. O governo vem tentando iludir a populaçáo brasileira na perspectiva de construÃ­-la &#8222;de qualquer jeito&#8220;. Para tanto, tem feito uso de uma série de mentiras que denunciamos publicamente. O governo mente aos brasileiros ao dizer que a energia produzida por Belo Monte serÃ¡ limpa e eficiente. O governo mente aos brasileiros ao dizer que a energia produzida por Belo Monte serÃ¡ barata e utilizada pela populaçáo carente do paÃ­s. O governo mente aos brasileiros ao dizer que os povos indÃ­genas foram consultados no decorrer do processo de licenciamento ambiental.<br />
Denunciamos e repudiamos a transformaçáo de Belo Monte num instrumento poderoso de transferÃªncia de capital da populaçáo brasileira Ã  meia dÃºzia de grandes empresas. Entre isençáo de impostos e juros subsidiados, o governo estÃ¡ simplesmente repassando cerca de R$ 6 bilhÃµes ao consÃ³rcio vencedor do leiláo, que pretende construir a usina. Ã‰ de se estranhar que tamanho volume de recursos seja concedido, dessa maneira, em pleno ano<br />
eleitoral. Entendemos que esses recursos seriam muito melhor utilizados, caso fossem usados para incentivar a pesquisa e a adoçáo de tecnologias alternativas de geraçáo de energia, tais como a eÃ³lica e a solar.</p>
<p>Reafirmamos nossa contrariedade ao modelo energético adotado pelo atual governo. Um modelo criminoso, baseado em grandes obras, que atinge milhares de pessoas paÃ­s afora e que beneficia apenas um pequeno grupo de grandes empresas.</p>
<p>Causou-nos perplexidade, tamanha rapidez e agilidade por parte da presidÃªncia do Tribunal Regional Federal, 1Âª. Regiáo, em analisar e cassar todas as liminares concedidas pela Justiça Federal de Altamira que<br />
suspendiam a realizaçáo do leiláo neste dia 20 de abril de 2010.</p>
<p>Solidarizamo-nos com todas as comunidades atingidas por esta obra, de modo especial os povos indÃ­genas. Reafirmamos a importÃ¢ncia de continuarmos<br />
mobilizados e de cabeça erguida, unidos, articulados e firmes na luta contra Belo Monte. Uma luta que, confiamos, serÃ¡ vitoriosa, pois é, sem nenhuma dÃºvida, uma luta justa.</p>
<p>BrasÃ­lia, DF, 20 de abril de 2010.</p>
<p>Cimi &#8211; Conselho Indigenista MissionÃ¡rio</p>
<p>Frei Gilvander Moreira, e-mail: <a href="mailto:gilvander@igrejadocarmo.com.br" title="mailto:gilvander@igrejadocarmo.com.br">gilvander@igrejadocarmo.com.br</a>Â </p>
<p><strong><font size="3">Lula, os <em>esperneios</em> e o apagáo</font></strong><font size="3">Â </font><font size="3">Tal como nos palanques eleitorais de outrora, o presidente da RepÃºblica tem se manifestado enfaticamente, falando contra supostos opositores de seus projetos de governo que, para ele, torcem para que tudo dÃª errado. As crÃ­ticas ao projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA), seriam, conforme declarou o Advogado-Geral da Uniáo, Luis InÃ¡cio Adams simplesmente, ”<em>esperneios de perdedor</em>.</font><font size="3">Â </font><font size="3">Lula, por sua vez, reclama: ”<em>essa gente, desde que eu tomei posse em 2003, eles levantam de manhá e váo dormir Ã  tarde fazendo figa para que tenha um apagáo neste paÃ­s, para eles poderem dizer que o governo foi incompetente na questáo energética</em>.</font><font size="3">Â </font><font size="3">Talvez o presidente da RepÃºblica jÃ¡ tenha se esquecido o significado da palavra democracia, e das inevitÃ¡veis relaçÃµes de força quando se trata de assegurar um verdadeiro e amplo diÃ¡logo. E ele se esqueceu, possivelmente, porque vive cercado de pessoas que a tudo dizem sim! E nestes tempos de declarada campanha para a candidata Dilma Rousseff, muitos membros do governo “ inclusive antigos assessores de movimentos combativos que marcaram a histÃ³ria desse paÃ­s “ exercem hoje a contraditÃ³ria funçáo de abrandar os Ã¢nimos daqueles que esboçam insatisfaçÃµes, de barganhar apoios e também de impedir que certos canais de comunicaçáo alternativos manifestem abertamente crÃ­ticas ao modo ”<em>lulista</em> de governar.</font><font size="3">Â </font><font size="3">A execuçáo do que, nos vergonhosos tempos da ditadura, se poderia chamar de ”<em>serviço sujo</em> e controle de informaçÃµes, hoje é feito de modo voluntÃ¡rio por muitos ex-militantes de movimentos populares que conhecem por dentro as estratégias de resistÃªncia e de luta indÃ­gena, popular e campesina. Nas palavras do presidente, ”<em>Belo Monte, Jirau e Santo AntÃ´nio sáo coisas que nossos adversÃ¡rios torcem para náo dar certo</em>. Mas, quem seriam os supostos adversÃ¡rios? </font><font size="3">Â </font><font size="3">Ao que tudo indica, náo sáo os partidos de oposiçáo ao governo “ se é que se pode falar em oposiçáo nas atuais circunstÃ¢ncias “ os que apresentam resistÃªncias a estas usinas e ao projeto de expansáo energética. A verdadeira oposiçáo vem de alguns movimentos populares, dos povos indÃ­genas, de setores progressistas da Igreja, em suma, daqueles que o presidente Lula chama de ”<em>adversÃ¡rios</em> e que, de fato, sáo os que resistem e se opÃµem a um projeto de desenvolvimento unilateral e contrÃ¡rio Ã  vida.</font><font size="3">Â </font><font size="3">A palavra sustentabilidade, que irrompe em nosso cotidiano desde a década de 1990, é hoje central em qualquer projeto que se planeje implementar. Mas quando se pretende consolidar uma plataforma grandiosa para a futura candidata ao Governo Federal, que conta com o apoio declarado do presidente, os custos sociais, ambientais e éticos, se convertem em questÃµes ”<em>menores</em>.</font><font size="3">Â </font><font size="3">Se a preocupaçáo do governo fosse, efetivamente, evitar um apagáo, este teria que ouvir as diferentes propostas de setores sociais dedicados ao estudo de questÃµes energéticas “ um debate amplo que se realiza em diferentes meios de comunicaçáo, em universidades, em institutos de pesquisa, no Brasil e no mundo.</font><font size="3">Â </font><font size="3">Náo hÃ¡ consenso nem mesmo em segmentos do governo, sobre os caminhos escolhidos para assegurar a oferta de energia no futuro e evitar um suposto ”<em>apagáo</em>. HÃ¡ grupos que defendem a construçáo prioritÃ¡ria de hidrelétricas, soluçáo mais fÃ¡cil, e que, de quebra, possibilita que se arrolem recursos pÃºblicos para beneficiar empresas privadas (e náo é por acaso que os empresÃ¡rios e os banqueiros estejam entre os que mais exibem seu contentamento e náo poupam elogios Ã  polÃ­tica econÃ´mica de Lula).</font><font size="3">Â </font><font size="3">Outros grupos, dentro do prÃ³prio governo, apostam em fontes alternativas de produçáo energética, tal como a eÃ³lica, que em alguns paÃ­ses é responsÃ¡vel pela oferta de aproximadamente 40% da energia distribuÃ­da. Outros, ainda, defendem a necessidade de melhorar o aproveitamento das fontes jÃ¡ existentes, evitando desperdÃ­cios, por exemplo. </font><font size="3">Â </font><font size="3">HÃ¡ uma infinidade de estudos mostrando alternativas viÃ¡veis para contornar os riscos de escassez de energia, mas todo esse debate, bem como as divergÃªncias quanto aos melhores caminhos para assegurar o crescimento do paÃ­s náo interessa, neste momento, ao presidente Lula. Ele celebra as ”<em>vitÃ³rias</em> contra os supostos adversÃ¡rios, ele declara seu descontentamento com aqueles que se opÃµem aos seus imponentes projetos.</font><font size="3">Â </font><font size="3">Iniciativas para evitar que se realizasse o leiláo de concessáo da Usina de Belo Monte foram tomadas por diferentes setores, incluindo o Ministério PÃºblico Federal, tendo em vista vÃ¡rias irregularidades táo bem demonstradas nas açÃµes ajuizadas em todo o processo. Mas, para o Advogado-Geral da Uniáo, aqueles que entraram com açÃµes judiciais desejavam ”<em>criar nuvens de suspeitas</em> sobre a construçáo desta obra “ como se ela náo fosse uma das mais polÃªmicas obras desde os anos 1980 e como se tal discordÃ¢ncia fosse expressáo de um capricho de ONGs que atuam no paÃ­s.</font><font size="3">Â </font><font size="3">No mesmo tom, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Gilmar Mendes, afirmou que o Ministério PÃºblico náo deveria servir aos interesses de ONGs. Para ele ”<em>é preciso ancorar esse debate sem paixáo. Ã‰ comum que ONGs façam cooptaçáo do MP para as suas teses</em> (Ongs que, ressalta ele, sáo financiadas por empresas internacionais). E os velhos fantasmas da internacionalizaçáo ressurgem vigorosos “ em outras palavras, quem náo é favorÃ¡vel aos projetos do presidente, é contra a naçáo, e a semelhança com discursos de tempos de autoritarismo náo parece ser coincidÃªncia.</font><font size="3">Â </font><font size="3">Neste ”<em>belo monte</em> de argumentos que defendem a hidrelétrica como algo inevitÃ¡vel, náo se permite falar claramente do desmatamento de 118 km<sup>2</sup> de floresta, ou do represamento de uma Ã¡rea superior a 516 km<sup>2</sup>, ou da emissáo de gÃ¡s metano (e do efeito estufa) e menos ainda, da imensa Ã¡rea que estarÃ¡ sujeita Ã  seca e que hoje possibilita a existÃªncia de incontÃ¡veis espécies vivas, que o presidente costuma referir, pejorativamente, como ”<em>alguns bagres</em> ou ”<em>algumas pererecas</em>, coisinhas insignificantes diante do fascÃ­nio de táo grandiosa obra.</font><font size="3">Â </font><font size="3">Para Lula, as pessoas que dizem que a usina terÃ¡ grandes impactos ambientais náo conhecem o projeto, ou sáo mal intencionadas, ou sáo os tais ”<em>adversÃ¡rios polÃ­ticos</em> que desejam o apagáo. Mas vale ressaltar que náo faltam desencontros quando se apresentam dados sobre a usina: ela é orçada, pelo governo, em cerca de R$ 19 bilhÃµes, mas a iniciativa privada afirma que os custos ficaráo entre R$ 23 bilhÃµes e R$ 30 bilhÃµes. Neste sentido, uma nota técnica elaborada por duas estatais de energia do grupo EletrobrÃ¡s, Furnas e Eletrosul, indicou que a construçáo desta usina é um mau negÃ³cio, e custarÃ¡ R$ 28,5 bilhÃµes &#8211; bem acima, portanto, da previsáo oficial.</font><font size="3">Â </font><font size="3">Além disso, o consÃ³rcio vencedor poderÃ¡ contar com financiamento de até 80% do valor do empreendimento, concedido pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento EconÃ´mico e Social), sem falar dos descontos que chegam a 75% no Imposto de Renda durante 10 anos.</font><font size="3">Â </font><font size="3">O quadro se torna ainda mais crÃ­tico quando comparamos o pacote de incentivos Ã  construçáo de Belo Monte com outros investimentos do governo Lula. A construçáo da usina implicarÃ¡ em gastos pÃºblicos (ou em recursos que o governo deixarÃ¡ de arrecadar) na ordem de R$ 6 bilhÃµes, quase 02 vezes o valor orçado para o Ministério do Meio Ambiente, que é de pouco mais de R$ 3,5 bilhÃµes;Â  quase 04 vezes o orçamento do Ministério dos Esportes, de R$ 1,6 bilhÃµes; mais que todo o orçamento do Ministério do Desenvolvimento AgrÃ¡rio, de R$ 5,7 bilhÃµes; ou quase 03 vezes o orçamento do Ministério da Cultura, de R$ 2,2 bilhÃµes. Belo Monte significa, em termos orçamentÃ¡rios, 454 vezes o orçamento destinado Ã  erradicaçáo do trabalho escravo no paÃ­s, e 184 vezes o orçamento para Demarcaçáo e Regularizaçáo de Terras IndÃ­genas, que soma R$ 32 milhÃµes.</font><font size="3">Â </font><font size="3">Se o governo estÃ¡ disposto a gastar ou abrir máo de tamanho montante de recursos, a pergunta a ser feita é: por que náo melhorar o aproveitamento de fontes de energia jÃ¡ existentes e canalizar tais investimentos a outras Ã¡reas estratégicas que possam articular o crescimento econÃ´mico a um adequado Ã­ndice de desenvolvimento humano?</font><font size="3">Â </font><font size="3">Diante dos inegÃ¡veis impactos ecolÃ³gicos, econÃ´micos, e sociais que seráo causados pela usina de Belo Monte, insistir em sua construçáo sÃ³ pode representar algum tipo de ”<em>apagáo</em> na memÃ³ria do presidente e de seus assessores. Ao invés de pensar em conspiraçáo oposicionista para promover um apagáo, o governo deveria estar imbuÃ­do do desejo de construir polÃ­ticas justas e honestas para a populaçáo.</font><font size="3">Â </font><font size="3">Porto Alegre (RS), 25 de abril de 2010.</font><font size="3">Â </font><strong><font size="3">Roberto Antonio Liebgott</font></strong><strong><font size="3">Vice-Presidente do Cimi</font></strong><br />
<!--adsense-->  </p>
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		<title>&#8222;Government License for the Belo Monte Dam Provokes International Outcry&#8220;. Weltweite Kritik an Brasiliens Staudammprojekt &#8222;Belo Monte&#8220; in Amazonien. Deutscher Außenminister Westerwelle in Brasilien.</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 20:10:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Klaus Hart]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Government License for the Belo Monte Dam Provokes International Outcry Letter to President Lula Demands Cancellation of Massive Hydroelectric Project http://www.hart-brasilientexte.de/2010/03/08/berlin-wirbt-um-brasilien-financial-times-deutschland-besuch-von-ausenminister-guido-westerwelle-gunter-nooke-unsagliche-folterpraxis-in-brasilien/ http://www.hart-brasilientexte.de/2010/02/03/belo-monte-staudammprojekt-scharfe-proteste-von-greenpeace-wwf-indianern-bischof-erwin-krautlerindios-wurden-nicht-konsultiert/ Today, a coalition of 140 international organizations sent a letter to Brazil&#8217;s President Luiz InÃ¡cio Lula da Silva to demand that he immediately halt plans to build Belo Monte Dam on the Amazon&#8217;s [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Government License for the Belo Monte Dam<br />
Provokes International Outcry</strong></p>
<p><strong>Letter to President Lula Demands Cancellation<br />
of Massive Hydroelectric Project</strong></p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2010/03/08/berlin-wirbt-um-brasilien-financial-times-deutschland-besuch-von-ausenminister-guido-westerwelle-gunter-nooke-unsagliche-folterpraxis-in-brasilien/">http://www.hart-brasilientexte.de/2010/03/08/berlin-wirbt-um-brasilien-financial-times-deutschland-besuch-von-ausenminister-guido-westerwelle-gunter-nooke-unsagliche-folterpraxis-in-brasilien/</a></p>
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<p><!--adsense--></p>
<p><span id="more-4796"></span></p>
<p>Today, a coalition of 140 international organizations sent a <a href="http://salsa.democracyinaction.org/dia/track.jsp?key=-1&amp;url_num=1&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.internationalrivers.org%2Ffiles%2FAppeal_letter_English.pdf" title="http://salsa.democracyinaction.org/dia/track.jsp?key=-1&amp;url_num=1&amp;url=http://www.internationalrivers.org/files/Appeal_letter_English.pdf">letter to Brazil&#8217;s President Luiz InÃ¡cio Lula da Silva</a> to demand that he immediately halt plans to build Belo Monte Dam on the Amazon&#8217;s Xingu River due to its immense social and environmental impacts, and instead consider alternatives. The letter was sent to President Lula following an emergency meeting convened by the Movimento Xingu Vivo Para Sempre (The Xingu Alive Forever Movement) that brought together dozens of Brazilian and international organizations opposed to the dam in Altamira, a city that will be partially flooded by the project.</p>
<p>Slated to be the world&#8217;s third largest hydroelectric project, Belo Monte has been mired in controversy for over 20 years. The mega-project would divert the flow of the Xingu River and devastate an extensive area of the Amazon rainforest, threatening the survival of indigenous peoples.</p>
<p>The letter to President Lula was signed by a group of prominent environmental and human rights organizations, including Greenpeace, Amnesty International, and 40 indigenous groups from across the U.S., Europe, Asia, and Africa. Among its arguments, the letter encourages Lula to embrace alternatives to mega-dams in the Amazon, refuting the government&#8217;s claim that Belo Monte will provide clean and renewable energy, and showing how Belo Monte would actually exacerbate climate change. In fact, while Belo Monte is said to provide clean energy, the dam will emit large quantities of methane, a greenhouse gas that is 25 times more potent per ton than C02. Studies have shown that by investing in energy efficiency, Brazil could cut demand for electricity by 40% by 2020 and save $19 billion in the process. The amount of energy saved would be equivalent to 14 Belo Monte dams.Â </p>
<p>&#8222;International NGOs and indigenous groups are outraged at the Brazilian government&#8217;s attempts to ram through this project in violation of Brazilian law and the rights of indigenous peoples. Local communities are strongly opposed and committed to stopping this project and international groups are vowing to support them,&#8220; said Christian Poirier, Brazil Program Coordinator for Amazon Watch.</p>
<p>In July of 2009, President Lula met with representatives of Brazilian civil society and leaders of Indigenous communities from the Xingu River basin in Brasilia, promising them renewed dialogue on the looming mega-project and assuring them that &#8222;Belo Monte will not be shoved down anyone&#8217;s throat&#8220;.</p>
<p>&#8222;We understood this to mean that Belo Monte would only be approved once affected communities had been adequately consulted about the project, understood its implications, and consented to its construction,&#8220; the letter states. &#8222;Yet less than a year later, your government has given the green light to the project, despite the outrage of local communities as well as glaring concerns and warnings by Brazilian experts.&#8220;</p>
<p>Chief among those concerns is Brazil&#8217;s failure to secure the free, prior and informed consent of affected indigenous communities, in violation of international law.</p>
<p>Belo Monte would inundate 500 square km of land and divert most of the river&#8217;s flow through artificial canals, drying out a 100-km stretch of the Xingu River&#8217;s &#8222;Big Bend&#8220;, leaving Indigenous and traditional communities without water, fish, or a means of river transport. At least 20,000 people would be forced from their homes in Altamira and the Xingu&#8217;s Big Bend.</p>
<p>Indigenous leaders, Brazilian and international civil society groups are stepping up their opposition to Belo Monte. Among other actions, legal challenges to the provisional license are being prepared, advocacy efforts have spread to audiences worldwide, and the region&#8217;s indigenous peoples are mobilizing a major response to the government&#8217;s plans to dam a river they hold sacred.</p>
<p>&#8222;Belo Monte will only bring death to the Xingu, its inhabitants, and its immense intact biodiversity,&#8220; said Antonia Melo of the Movimento Xingu Vivo. &#8222;We are glad that the international community has joined us in our fight to save this life-giving river.&#8220;</p>
<p>###</p>
<p><strong>More information:</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://salsa.democracyinaction.org/dia/track.jsp?key=-1&amp;url_num=2&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.internationalrivers.org%2Ffiles%2FAppeal_letter_English.pdf" title="http://salsa.democracyinaction.org/dia/track.jsp?key=-1&amp;url_num=2&amp;url=http://www.internationalrivers.org/files/Appeal_letter_English.pdf">Download a copy of the letter</a></li>
<li><a href="http://salsa.democracyinaction.org/dia/track.jsp?key=-1&amp;url_num=3&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.internationalrivers.org%2Fen%2Fnode%2F5154" title="http://salsa.democracyinaction.org/dia/track.jsp?key=-1&amp;url_num=3&amp;url=http://www.internationalrivers.org/en/node/5154">International Rivers&#8216; Belo Monte Fact Sheet</a></li>
</ul>
<p><strong>Media Contacts:<br />
</strong>Christian Poirier, Amazon Watch, <a href="mailto:christian@amazonwatch.org" title="mailto:christian@amazonwatch.org">christian@amazonwatch.org</a>, +55 11 8565 5343<br />
Aviva Imhof, International Rivers, <a href="mailto:aviva@internationalrivers.org" title="mailto:aviva@internationalrivers.org">aviva@internationalrivers.org</a>, + 55 11 8460 9513</p>
<p><a href="http://salsa.democracyinaction.org/dia/track.jsp?key=-1&amp;url_num=4&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.amazonwatch.org" title="http://salsa.democracyinaction.org/dia/track.jsp?key=-1&amp;url_num=4&amp;url=http://www.amazonwatch.org">Amazon Watch</a> is a nonprofit, nongovernmental organization that works to protect the rainforest and advance the rights of indigenous peoples in the Amazon Basin. We partner with indigenous and environmental organizations in campaigns for human rights, corporate accountability and the preservation of the Amazon&#8217;s ecological systems.</p>
<p><a href="http://salsa.democracyinaction.org/dia/track.jsp?key=-1&amp;url_num=5&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.internationalrivers.org" title="http://salsa.democracyinaction.org/dia/track.jsp?key=-1&amp;url_num=5&amp;url=http://www.internationalrivers.org">International Rivers</a> is an environmental and human rights organization with staff in four continents. For over two decades, Internationatl Rivers has been at the heart of the global struggle to protect rivers and the rights of communities that depend on them.</p>
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<td width="100%" align="center"></td>
<p><font size="2" face="Times New Roman">With kind regards,<br />
</font><font size="2" face="Times New Roman">Paul Wolters</font><font face="Times New Roman">Conselho Indigenista MissionÃ¡rio (Cimi)<br />
Secretariado Nacional, BrasÃ­lia<br />
tel: (55) &#8211; 61 &#8211; 21 06 16 66</font></p>
<p><font face="Times New Roman"><a href="http://www.cimi.org.br/" title="http://www.cimi.org.br/">www.cimi.org.br</a><font size="2"><br />
</font><a href="http://www.indianeninbrasil.nl/" title="http://www.indianeninbrasil.nl/">www.indianeninbrasil.nl</a><font size="2"><br />
</font><a href="http://www.guarani-campaign.eu/" title="http://www.guarani-campaign.eu/">www.guarani-campaign.eu</a></font></p>
<p>Should you prefer not to receive this CIMI Newsletter, please let me knowÂ via <a href="mailto:cooperante@cimi.org.br" title="mailto:cooperante@cimi.org.br">cooperante@cimi.org.br</a></p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2010/02/08/john-stanmeyer-fotos-von-brandrodungen-in-brasilien-anklicken-warum-die-lula-regierung-alles-richtig-macht-siehe-weltwirtschaftsforum-davos-2010/#more-4595">http://www.hart-brasilientexte.de/2010/02/08/john-stanmeyer-fotos-von-brandrodungen-in-brasilien-anklicken-warum-die-lula-regierung-alles-richtig-macht-siehe-weltwirtschaftsforum-davos-2010/#more-4595</a></p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2010/03/17/in-den-brasilianischen-gefangnissen-sind-die-opfer-des-politisch-wirtschaftlichen-systems-eingekerkert-anwalt-bruno-alves-de-souza-29-prasident-des-menschenrechtsrates-im-teilstaat-espirito-san/">http://www.hart-brasilientexte.de/2010/03/17/in-den-brasilianischen-gefangnissen-sind-die-opfer-des-politisch-wirtschaftlichen-systems-eingekerkert-anwalt-bruno-alves-de-souza-29-prasident-des-menschenrechtsrates-im-teilstaat-espirito-san/</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Europäisches Parlament über umstrittenes Umleitungsprojekt am &#8222;Rio Sao Francisco&#8220; in Brasilien informiert: Indianer und Saulo Feitosa, bischöflicher Indianermissionsrat CIMI, in Brüssel. Argumente von Franziskanerbischof Luiz Cappio, Kant-Preisträger. Bischof Kräutler gegen Belo-Monte-Staudamm. Atomkraftwerksprojekte.</title>
		<link>http://www.hart-brasilientexte.de/2010/02/05/europaisches-parlament-uber-umstrittenes-umleitungsprojekt-am-rio-sao-francisco-in-brasilien-informiert-indianer-und-saulo-feitosa-bischoflicher-indianermissionsrat-cimi-in-brussel-argumente-v/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 18:37:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Klaus Hart]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Kultur]]></category>
		<category><![CDATA[Naturschutz]]></category>
		<category><![CDATA[Politik]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
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		<description><![CDATA[ViolaçÃµes da Transposiçáo apresentadas ao Parlamento Europeu Â Bruxelas, 3 de fevereiro 2010 &#8211; Quatro frentes parlamentares do Parlamento da Uniáo Européia receberam a delegaçáo da &#8222;Campanha OparÃ¡ &#8211; Povos IndÃ­genas em defesa do rio Sáo Francisco&#8220;.Os parlamentares sáo membros da Delegaçáo Mercosul do Parlamento Europeu.Foram os deputados Antonello Antinoro, Federica Ferreti, Vittorio Prodi e Monica [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ViolaçÃµes da Transposiçáo apresentadas ao Parlamento Europeu<br />
Â </strong><strong>Bruxelas, 3 de fevereiro 2010 &#8211; Quatro frentes parlamentares do Parlamento da Uniáo Européia receberam a delegaçáo da &#8222;Campanha OparÃ¡ &#8211; Povos IndÃ­genas em defesa do rio Sáo Francisco&#8220;.</strong><strong>Os parlamentares sáo membros da Delegaçáo Mercosul do Parlamento Europeu.</strong><strong>Foram os deputados Antonello Antinoro, Federica Ferreti, Vittorio Prodi e Monica Frassoni, essa Ãºltima presidente do partido Verde Europeu, que receberam a delegaçáo da campanha OparÃ¡. </strong><strong>Edilene TrukÃ¡, Uilton dos Santos TuxÃ¡ e Saulo Feitosa (CIMI) apresentaram a problemÃ¡tica da Transposiçáo, as denÃºncias das violÃªncias e das violaçÃµes de direitos humanos decorrentes da obra. Entregaram também o relatÃ³rio de denÃºncia publicada pela APOINME.</strong></p>
<p><strong>Protest-Argumente gegen Umleitungsprojekt:</strong> <a href="http://www.apoinme.org.br/">http://www.apoinme.org.br/</a></p>
<p><img src="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-content/uploads/2010/02/cappiosp.jpg" alt="cappiosp.jpg" /></p>
<p><strong>Franziskanerbischof Cappio in Berlin:</strong> <a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2009/05/16/bischof-luiz-cappio-auf-misereor-tagung-in-berlin-hunger-armut-biokraftstoffe-deutsche-importeure/">http://www.hart-brasilientexte.de/2009/05/16/bischof-luiz-cappio-auf-misereor-tagung-in-berlin-hunger-armut-biokraftstoffe-deutsche-importeure/</a></p>
<p><strong>Leonardo Boff 2010 :“Lula machte die größte Revolution der sozialen  Ökologie des Planeten, eine Revolution für die Bildung, ethische  Politik.“  </strong></p>
<p><strong>Kant-Preis für Cappio:</strong> <a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2009/05/11/franziskaner-luiz-cappio-erhalt-kant-weltburgerpreis-in-freiburg-solidarisch-gegen-das-system-des-todes/">http://www.hart-brasilientexte.de/2009/05/11/franziskaner-luiz-cappio-erhalt-kant-weltburgerpreis-in-freiburg-solidarisch-gegen-das-system-des-todes/</a></p>
<p><strong>Am Rio Sao Francisco ist der Bau von zwei Atomkraftwerken geplant.</strong></p>
<p><strong>Toinho Pescador:</strong> <a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2011/01/08/antonio-gomes-dos-santos-genannt-toinho-pescador-mit-seiner-frau-in-penedo-beide-kampfen-gegen-die-brutale-naturvernichtung-am-rio-sao-francisco-toinho-pescador-ist-grunder-und-prasident-der-natur/">http://www.hart-brasilientexte.de/2011/01/08/antonio-gomes-dos-santos-genannt-toinho-pescador-mit-seiner-frau-in-penedo-beide-kampfen-gegen-die-brutale-naturvernichtung-am-rio-sao-francisco-toinho-pescador-ist-grunder-und-prasident-der-natur/</a></p>
<p><span id="more-4537"></span></p>
<p><strong>Por parte dos parlamentares houve uma grande receptividade, todos demonstraram grande preocupaçáo com as mudanças climÃ¡ticas e o aquecimento global. No prÃ³ximo mÃªs de novembro haverÃ¡ em Salvador, BA, um encontro sobre o Mercosul com a participaçáo de representantes do Parlamento Europeu. Os parlamentares membros da delegaçáo mercosul se comprometeram em pautar o tema da transposiçáo durante o encontro.</strong></p>
<p><strong>Sociedade civil<br />
Ainda de noite, houve um encontro com vÃ¡rias entidades da sociedade civil na cidade de LiÃ¨ge.<font face="Arial" size="2">Hoje e manhá, 6 de fevereiro, a delegaçáo estÃ¡ em Berlim (Alemanha).</font></strong></p>
<p><strong>Bischof Erwin Kräutler zu Belo-Monte-Staudamm:</strong> <a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2010/02/03/belo-monte-staudammprojekt-scharfe-proteste-von-greenpeace-wwf-indianern-bischof-erwin-krautlerindios-wurden-nicht-konsultiert/">http://www.hart-brasilientexte.de/2010/02/03/belo-monte-staudammprojekt-scharfe-proteste-von-greenpeace-wwf-indianern-bischof-erwin-krautlerindios-wurden-nicht-konsultiert/</a></p>
<p><strong>Atomkraftwerke:</strong> <a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2010/01/28/atom-burgschaft-fur-brasilien-bundesverband-christliche-demokraten-gegen-atomkraftcdak-kritisiert-mogliche-fdp-interessenkollision-der-fdp-politikerin-ulrike-flach/">http://www.hart-brasilientexte.de/2010/01/28/atom-burgschaft-fur-brasilien-bundesverband-christliche-demokraten-gegen-atomkraftcdak-kritisiert-mogliche-fdp-interessenkollision-der-fdp-politikerin-ulrike-flach/</a></p>
<p><strong>36 Rafale-Jagdbomber:</strong> <a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2010/02/04/36-franzosische-jagdbomber-rafale-an-brasilien-milliardengeschaft-von-lula-regierung-endgultig-beschlossen-laut-medienberichten-frankreich-ist-strategischer-partner/">http://www.hart-brasilientexte.de/2010/02/04/36-franzosische-jagdbomber-rafale-an-brasilien-milliardengeschaft-von-lula-regierung-endgultig-beschlossen-laut-medienberichten-frankreich-ist-strategischer-partner/</a></p>
<p><strong>Lula und Weltwirtschaftsforum in Davos:</strong> <a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2010/01/29/lula-macht-laut-wertekriterien-des-weltwirtschaftsforums-in-davos-alles-richtig-hohe-ehrung-mit-preis-global-statesmanship-wirtschaftsethik-und-menschenrechtslage-weltsozialforum-2010/">http://www.hart-brasilientexte.de/2010/01/29/lula-macht-laut-wertekriterien-des-weltwirtschaftsforums-in-davos-alles-richtig-hohe-ehrung-mit-preis-global-statesmanship-wirtschaftsethik-und-menschenrechtslage-weltsozialforum-2010/</a></p>
<p><strong>&#8222;Putschversuch gegen Lula 2005&#8243;:</strong> <a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2010/02/05/putschversuch-gegen-lula-2005-und-das-weltsozialforum-in-salvador-da-bahia-komplexe-hintergrunde-des-fast-durchweg-von-der-lula-regierung-finanzierten-weltsozialforums-2010-in-brasilien-a-tent/">http://www.hart-brasilientexte.de/2010/02/05/putschversuch-gegen-lula-2005-und-das-weltsozialforum-in-salvador-da-bahia-komplexe-hintergrunde-des-fast-durchweg-von-der-lula-regierung-finanzierten-weltsozialforums-2010-in-brasilien-a-tent/</a></p>
<p><strong>Bischof Cappio zu Stimmenkauf:</strong> <a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2009/05/07/bolsa-familia-fur-arme-geht-an-312000-tote-reiche-und-politiker-titelt-o-dia-was-ist-das-fur-ein-land-vergonha-no-bolsa-familia-bischof-luiz-cappio-bolsa-familia-ist-programm/">http://www.hart-brasilientexte.de/2009/05/07/bolsa-familia-fur-arme-geht-an-312000-tote-reiche-und-politiker-titelt-o-dia-was-ist-das-fur-ein-land-vergonha-no-bolsa-familia-bischof-luiz-cappio-bolsa-familia-ist-programm/</a></p>
<p><img src="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-content/uploads/2011/01/canabrand2.JPG" alt="canabrand2.JPG" /></p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2011/01/06/was-heute-als-bio-und-oko-bejubelt-wird-ubliches-abbrennen-von-zuckerrohrblattern-kurz-vor-der-ernte-des-rohrschafts-schauplatz-penedo-am-rio-sao-francisco-nordost-teilstaat-alagoas-janua/">http://www.hart-brasilientexte.de/2011/01/06/was-heute-als-bio-und-oko-bejubelt-wird-ubliches-abbrennen-von-zuckerrohrblattern-kurz-vor-der-ernte-des-rohrschafts-schauplatz-penedo-am-rio-sao-francisco-nordost-teilstaat-alagoas-janua/</a></p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2010/02/05/tony-blair-als-olympia-berater-rio-de-janeiros-paulo-coelho-zuenir-ventura-und-auch-politiker-protestieren-marcelo-freixopsol-para-ingles-ver/">http://www.hart-brasilientexte.de/2010/02/05/tony-blair-als-olympia-berater-rio-de-janeiros-paulo-coelho-zuenir-ventura-und-auch-politiker-protestieren-marcelo-freixopsol-para-ingles-ver/</a></p>
<p><strong>Deutscher Franziskaner Johannes Gierse:</strong> <a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2010/01/28/deutscher-franziskaner-johannes-gierse-uber-die-rolle-der-regierungen-deutschlands-frankreichs-und-brasiliens-oded-grajew-weltsozialforum-2010/">http://www.hart-brasilientexte.de/2010/01/28/deutscher-franziskaner-johannes-gierse-uber-die-rolle-der-regierungen-deutschlands-frankreichs-und-brasiliens-oded-grajew-weltsozialforum-2010/</a></p>
<p><strong>Lula und evangelikale Sekten:</strong> <a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2009/09/04/jesus-marsch-tag-dank-lula-apostel-estevam-und-bischofin-sonia-frisch-aus-usa-knast-zum-staatschef-halleluja/">http://www.hart-brasilientexte.de/2009/09/04/jesus-marsch-tag-dank-lula-apostel-estevam-und-bischofin-sonia-frisch-aus-usa-knast-zum-staatschef-halleluja/</a></p>
<p><!--adsense--></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Brasilien: Disappeared Guarani Kaiowá teachers found dead in Mato Grosso do Sul. Zwei Indiolehrer tot aufgefunden, meldet bischöflicher Indianermissionsrat CIMI unter Berufung auf Guarani-Indios. &#8222;Pistoleiro-Attacken&#8220;.</title>
		<link>http://www.hart-brasilientexte.de/2009/11/08/zwei-indiolehrer-tot-aufgefunden-meldet-bischoflicher-indianermissionsrat-cimi-unter-berufung-auf-guarani-indios-pistoleiro-attacken/</link>
		<comments>http://www.hart-brasilientexte.de/2009/11/08/zwei-indiolehrer-tot-aufgefunden-meldet-bischoflicher-indianermissionsrat-cimi-unter-berufung-auf-guarani-indios-pistoleiro-attacken/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 17:37:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Klaus Hart]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Kultur]]></category>
		<category><![CDATA[Politik]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[CIMI]]></category>
		<category><![CDATA[Guarani]]></category>
		<category><![CDATA[Indianer]]></category>
		<category><![CDATA[Kindermord]]></category>

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		<description><![CDATA[Professores Guarani foram encontrados mortos no Mato Grosso do Sul. HÃ¡Â seis dias pistoleiros atacaram comunidade http://www.hart-brasilientexte.de/2009/05/18/jeder-kindesmord-ist-einer-zuviel-und-darf-nicht-einfach-mit-achselzucken-hingenommen-werden-bischof-erwin-krautler-cimi-prasident-zu-kindermord-praktiken-bei-indianerstammen-brasiliens-ode/ http://www.hart-brasilientexte.de/2009/11/05/die-aids-epidemie-in-brasilien-ist-nicht-unter-kontrolle-analia-maria-de-paula-leiterin-der-bischoflichen-aids-pastoral-in-nordbrasilien-gesichter-brasiliens/ IndÃ­genas da comunidadeÂ PoÂ´i KuÃª informaram que, no inÃ­cio da tarde de hoje, 4 de novembro, foram encontrados os corpos dos professores Guarani KaiowÃ¡ Olindo VerÃ¡ e Genivaldo VerÃ¡. Eles estavam desaparecidos desde 30 de outubro, quando foram atacados [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Professores Guarani foram encontrados mortos no Mato Grosso do Sul. HÃ¡Â seis dias pistoleiros atacaram comunidade</p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2009/05/18/jeder-kindesmord-ist-einer-zuviel-und-darf-nicht-einfach-mit-achselzucken-hingenommen-werden-bischof-erwin-krautler-cimi-prasident-zu-kindermord-praktiken-bei-indianerstammen-brasiliens-ode/">http://www.hart-brasilientexte.de/2009/05/18/jeder-kindesmord-ist-einer-zuviel-und-darf-nicht-einfach-mit-achselzucken-hingenommen-werden-bischof-erwin-krautler-cimi-prasident-zu-kindermord-praktiken-bei-indianerstammen-brasiliens-ode/</a></p>
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<p><span id="more-3486"></span><br />
IndÃ­genas da comunidadeÂ PoÂ´i KuÃª informaram que, no inÃ­cio da tarde de hoje, 4 de novembro, foram encontrados os corpos dos professores Guarani KaiowÃ¡ Olindo VerÃ¡ e Genivaldo VerÃ¡. Eles estavam desaparecidos desde 30 de outubro, quando foram atacados por um grupo de pistoleiros perto da cidade de Paranhos no Mato Grosso do Sul. Os dois professores faziam parte de um grupo de 25 indÃ­genas que vivem na aldeia PirajuÃ­ e tinham voltado ao seu tekohÃ¡ (territÃ³rio tradicional) PoÂ´i KuÃª, no dia 29 de outubro. No dia seguinte, um grupo de pistoleiros atacou os indÃ­genas e os expulsou da Ã¡rea. Diversos Guarani ficaram feridos. A PolÃ­cia Federal estÃ¡ investigando o ocorrido. A Ã¡rea indÃ­gena Po`i KuÃª,Â  ocupada hoje pela fazenda Triunfo, fica no municÃ­pio de Paranhos na fronteira com o Paraguai e é reivindicada pelos indÃ­genas. Esta terra estÃ¡ entre as Ã¡reas a serem estudas pelos gruposÂ técnicos de identificaçáo de terras indÃ­genas instituÃ­dos pela Fundaçáo Nacional do Ãndio (Funai) em julho de 2008. Os Guarani KaiowÃ¡ enfrentam a pior situaçáo entre os povos indÃ­genas do Brasil, apresentando altos Ã­ndices de suicÃ­dio e desnutriçáo infantil. O confinamento em pequenas parcelas de terra é uma das razÃµes principais para a precÃ¡ria situaçáo do povo. Por exemplo,Â na aldeia PirajuÃ­ -Â onde viviam os professores -Â moram cerca de 3000 pessoas emÂ 2.118 hectareres.<br />
Marcy Picanço<br />
Cimi &#8211; Assessoria de Comunicaçáo<br />
(61) 2106 1650/ 9979 7059<br />
<a href="{1443600F-C249-486C-B0B4-2D6D20DAEDF3}mid://00000030/!x-usc:http://www.cimi.org.br/">www.cimi.org.br</a></p>
<p><strong>CORREÃ‡ÃƒO: Náo foram encontrados corpos dos professores Guarani desaparecidos no MS</strong>Â Â O Conselho Indigenista MissionÃ¡rio (Cimi) corrige a informaçáo divulgada ontem, 4 de novembro, a respeito da morte de dois professores Guarani KaiowÃ¡ desaparecidos. Integrantes da comunidade PoÂ´i KuÃª afirmaram aos missionÃ¡rios do Cimi que os corpos haviam sido encontrados na regiáo do municÃ­pio de Paranhos, Mato Grosso do Sul, onde ocorreu um despejo violento praticado por pistoleiros no dia 30 de outubro. Porém esta informaçáo sobre os corpos náo procede.Â Â Os professores indÃ­genas Olindo VerÃ¡ e Genivaldo VerÃ¡ continuam desaparecidos e a comunidade segue aflita com a situaçáo.<font size="3">Â </font></p>
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		</item>
		<item>
		<title>&#8222;Birdwatchers&#8220;: 130 Indios Guarani-KaiowÃ¡ erhielten Reservat &#8222;GuyrarokÃ¡&#8220; mit 11401 Hektar demarkiert, laut CIMI. Mehrere Indios spielten in &#8222;Birdwatchers&#8220; von Regisseur Marco Bechis mit.</title>
		<link>http://www.hart-brasilientexte.de/2009/10/09/birdwatchers-130-indios-guarani-kaiowa-erhielten-reservat-guyraroka-mit-11401-hektar-demarkiert-laut-cimi-mehrere-indios-spielten-in-birdwatchers-von-regisseur-marco-bechis-mit/</link>
		<comments>http://www.hart-brasilientexte.de/2009/10/09/birdwatchers-130-indios-guarani-kaiowa-erhielten-reservat-guyraroka-mit-11401-hektar-demarkiert-laut-cimi-mehrere-indios-spielten-in-birdwatchers-von-regisseur-marco-bechis-mit/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 13:44:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Klaus Hart]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Kultur]]></category>
		<category><![CDATA[Politik]]></category>
		<category><![CDATA[Birdwatchers]]></category>
		<category><![CDATA[Brasilien]]></category>
		<category><![CDATA[CIMI]]></category>
		<category><![CDATA[Guarani Kaiowa]]></category>
		<category><![CDATA[Marco Bechis]]></category>

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		<description><![CDATA[http://www.cimi.org.br/dev.php?system=news&#38;action=imprimir&#38;id=4192&#38;eid=274 http://www.hart-brasilientexte.de/2009/04/30/birdwatchers-gedreht-in-dourados-brasilien-das-umfeld-des-italienisch-brasilianischen-streifens-politisch-korrekte-vereinfachungen/]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cimi.org.br/dev.php?system=news&amp;action=imprimir&amp;id=4192&amp;eid=274">http://www.cimi.org.br/dev.php?system=news&amp;action=imprimir&amp;id=4192&amp;eid=274</a></p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2009/04/30/birdwatchers-gedreht-in-dourados-brasilien-das-umfeld-des-italienisch-brasilianischen-streifens-politisch-korrekte-vereinfachungen/">http://www.hart-brasilientexte.de/2009/04/30/birdwatchers-gedreht-in-dourados-brasilien-das-umfeld-des-italienisch-brasilianischen-streifens-politisch-korrekte-vereinfachungen/</a></p>
<p><img src="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-content/uploads/2009/10/birdwatchers.jpg" alt="birdwatchers.jpg" /></p>
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		<title>Indianer in Brasilien, Hintergrundfakten, Analysen: Saulo Feitosa, Vizepräsident des bischöflichen Indianermissionsrates(CIMI), über Kindermord, Infantizid bei Indiostämmen Brasiliens. &#8222;Moralischer Pluralismus und Recht auf Leben in verschiedenen Kulturen.&#8220; Kannibalismus, Pädophilie, Kindermord, Versklavung von Stämmen durch Stämme, Sklavenjagd durch Indios &#8211; kulturelle Rechte?</title>
		<link>http://www.hart-brasilientexte.de/2009/04/01/saulo-feitosa-vizeprasident-des-bischoflichen-indianermissionsrates-uber-kindermord-infantizid-bei-indiostammen-brasiliens-moralischer-pluralismus-und-recht-auf-leben-in-verschiedenen-kulturen/</link>
		<comments>http://www.hart-brasilientexte.de/2009/04/01/saulo-feitosa-vizeprasident-des-bischoflichen-indianermissionsrates-uber-kindermord-infantizid-bei-indiostammen-brasiliens-moralischer-pluralismus-und-recht-auf-leben-in-verschiedenen-kulturen/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 21:41:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Klaus Hart]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Kultur]]></category>
		<category><![CDATA[Politik]]></category>
		<category><![CDATA[CIMI]]></category>
		<category><![CDATA[Infantizid]]></category>
		<category><![CDATA[Kindermord]]></category>
		<category><![CDATA[Saulo Feitosa]]></category>

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		<description><![CDATA[PLURALISMO MORAL E DIREITO Ã€ VIDA EM DIFERENTES CULTURAS Foto Carmem Vaught http://www.hart-brasilientexte.de/2010/10/20/kindermord-in-indiostammen-brasiliens-haufig-als-tod-durch-unterernahrung-vertuscht-laut-expertenberichten-weltspiegel-beitrag-zu-infantizid/ „As vezes ouve se ao longe o choro abafado da crianca, abandonada para morrer na mata. O choro só cessa quando a crianca desfalece, ou quando é devorada para algum animal. Ou quando algum parente, irritado com a insistencia daquele choro, resolve [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>PLURALISMO MORAL E DIREITO Ã€ VIDA EM DIFERENTES CULTURAS</p>
<p><img src="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-content/uploads/2009/04/hakanimukind.jpg" alt="hakanimukind.jpg" />Foto Carmem Vaught</p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2010/10/20/kindermord-in-indiostammen-brasiliens-haufig-als-tod-durch-unterernahrung-vertuscht-laut-expertenberichten-weltspiegel-beitrag-zu-infantizid/">http://www.hart-brasilientexte.de/2010/10/20/kindermord-in-indiostammen-brasiliens-haufig-als-tod-durch-unterernahrung-vertuscht-laut-expertenberichten-weltspiegel-beitrag-zu-infantizid/</a></p>
<p><strong>„As vezes ouve se ao longe o choro abafado da crianca, abandonada para morrer na mata. O choro só cessa quando a crianca desfalece, ou quando é devorada para algum animal. Ou quando algum parente, irritado com a insistencia daquele choro, resolve silencia-lo com uma flecha ou um porrete.“</strong></p>
<p><strong>(Laut Zitat hört man teils von weitem noch das Weinen des Kindes, das im Wald zum Sterben zurückgelassen wurde. “Das Weinen hört nur auf, wenn das Kind stirbt oder wenn es durch irgendein Tier aufgefressen wird. Oder wenn ein Verwandter, irritiert von diesem fortdauernden Weinen, beschließt, es mit einem Pfeil oder einem Knüppel zum Verstummen zu bringen.)</strong></p>
<p><span id="more-2038"></span></p>
<p><span style="font-size: medium">Nas sociedades modernas, cada vez mais secularizadas e pluralistas, o debate sobre a vida é cotidianamente atualizado e passa a exigir uma maior dedicaçáo Ã  reflexáo sobre como ela se manifesta e é concebida em suas vÃ¡rias formas. Essa realidade impÃµe um debate permanente entre a pluralidade dos sistemas morais e a universalidade da experiÃªncia moral. O pluralismo reside nos conteÃºdos diferentes elaborados e validados em comunidades morais particulares. JÃ¡ o ato de fazer, a obrigatoriedade que pesa sobre o agente moral em qualquer comunidade humana especÃ­fica e culturalmente distinta, constitui-se numa realidade universal. Dessa forma, se por um lado é universalmente consensual<em> ”</em>o dever de fazer<em></em>, por outro resulta em grande dissenso ”o que faze<em>r.</em></span><span style="font-size: medium">Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  Como observa Schramm, estamos diante de um duplo desafio:</span><span style="font-size: medium">Por um lado, levar em consideraçáo a especificidade da situaçáo dos conflitos particulares nos quais deve atuarÂ  a bioética, mas sem chegar ao extremo do relativismo moral; e, por outro lado, levar em consideraçáo o contexto da tradiçáo universalista do discurso moral, ainda que sem apagar as diferenças existentes entre as situaçÃµes concretas, para evitar a discriminaçáo cÃ­nica de indivÃ­duos e de populaçÃµes vulnerÃ¡veis</span><a title="_ftnref3" href="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-admin/#_ftn3" name="_ftnref3"><span style="color: #000080">[3]</span></a><span style="font-size: medium">.</span><span style="font-size: medium">Â </span><span style="font-size: medium">Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  Em decorrÃªncia desta situaçáo posta, assistimos Ã s polÃªmicas batalhas em torno de temas complexos como uso de células tronco, aborto e eutanÃ¡sia dentre outros. Neste contexto, tratar do Direito Ã  Vida náo é uma tarefa fÃ¡cil. Para os humanos, a grande interrogaçáo sobre esse seu principal objeto de desejo é permanente e sobrevive aos tempos. Ã‰ verdade que muitas respostas jÃ¡ foram dadas, contudo náo sáo suficientemente satisfatÃ³rias para todas as culturas, embora possam atender Â aos respectivos grupos humanos que as formularam a partir de explicaçÃµes prÃ³prias, sejam elas culturais, religiosas ou cientÃ­ficas. </span><span style="font-size: medium">Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  Náo obstante a grandiosa e valiosa diversidade cultural, é fato que todos os seres humanos pertencem a uma Ãºnica espécie, habitam no mesmo planeta e participam da mesma histÃ³ria da humanidade. Por isso, obrigam-se a ser solidÃ¡rios e estabelecer vÃ­nculos que possibilitem a todos viver e garantir a continuidade da espécie. Essa condiçáo humana exige a criaçáo de instrumentos que garantam a existÃªncia do planeta e de todas as formas de vida nele existentes. Em se tratando especificamente de vida humana &#8211; pois é a ela que se direciona nossa abordagem &#8211; no campo do Direito, um instrumento importante de proteçáo e valorizaçáo da vida é a Declaraçáo Universal dos Direitos Humanos, que a define como um Direito Fundamental. Tal entendimento foi sendo reafirmado e referendado pelo Direito Internacional desde a aprovaçáo da Declaraçáo e passou a ser adotado por todos os paÃ­ses.</span><span style="font-size: medium">Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  Contudo, o fato de a humanidade ter avançado para um consenso jurÃ­dico sobre o Direito Fundamental Ã  Vida, náo implica que haja uma maneira Ãºnica de concebÃª-la. Por conseguinte, as interrogaçÃµes sobre ela continuam: o que Â realmente é? Quando começa? Quando termina? Assim como teÃ³logos, filÃ³sofos e cientistas, muitos outros fizeram incursÃµes ao tema. O cantor e compositor Gonzaguinha, em uma de suas belas cançÃµes chegou a indagar: ”e a vida, o que é? Diga lÃ¡ meu irmáo! Depois de responder com algumas afirmaçÃµes feitas sempre na terceira pessoa do singular, constatou &#8211; ” e a pergunta rola e a cabeça agita “ e finalmente toma uma decisáo: ”eu fico com a pureza da resposta das crianças.</span><span style="font-size: medium">Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  Aproveitando a criatividade do poeta, nos perguntamos: o que respondem entáo as crianças em sua pureza? Imaginemos a mesma pergunta a respeito da vida sendo respondida por cinco crianças de uma mesma idade: a primeira residente no complexo do Alemáo, no Rio de Janeiro; a segunda moradora do Lago Sul, em BrasÃ­lia; a terceira pertencente ao povo Makua de Moçambique; a quarta da etnia Curda do Iraque e a quinta indÃ­gena do povo SuruahÃ¡, localizado no Estado do Amazonas. Em um novo exercÃ­cio imaginativo, formulemos a mesma questáo para seus pais e em seguida para outras pessoas de suas comunidades. Talvez nos surpreendÃªssemos constatar que as respostas guardam menos identificaçáo entre os meninos e meninas de uma mesma faixa etÃ¡ria e encontram maior proximidade entre crianças, jovens e adultos pertencentes a um mesmo grupo étnico e social. Ainda que consideremos a pureza como uma caracterÃ­stica pueril universal, náo serÃ¡ essa capaz de determinar Ã s crianças de culturas diferentes ou grupos socialmente diferenciados uma mesma compreensáo a respeito da vida. </span><span style="font-size: medium">Â </span><span style="font-size: medium">Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  Este seminÃ¡rio nos convoca a refletir sobre ”as mÃºltiplas dimensÃµes do direito Ã  vida e nos situa nas fronteiras da bioética fazendo-nos tomar consciÃªncia da complexidade dos temas aqui abordados, exigindo-nos todo o cuidado necessÃ¡rio para uma abordagem responsÃ¡vel e comprometida. Reconhecendo todas estas implicaçÃµes, nos propomos aqui fazer algumas consideraçÃµes sobre a prÃ¡tica do infanticÃ­dio nas culturas indÃ­genas.</span><span style="font-size: medium">Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  Embora comum em varias culturas ao longo do desenvolvimento da histÃ³ria da humanidade, o infanticÃ­dio constitui-se numa das mais controvertidas prÃ¡ticas de controle de natalidade. Talvez depois do incesto, condenÃ¡vel em quase todas as culturas, seja o tema mais complexo e por essa razáo evitado, silenciado e reduzido pelos cÃ³digos penais dos Estados ocidentais a um ato criminoso com sua correspondente tipificaçáo. </span><span style="font-size: medium">Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  Nos Ãºltimos meses o tema tem aparecido com certa freqüÃªncia nas pÃ¡ginas policiais dos jornais que circulam nas vÃ¡rias regiÃµes do Brasil. Dependendo da forma como a vÃ­tima foi eliminada pela máe, pode virar manchete de primeira pÃ¡gina. O destaque é dado ao ato violento, Ã  atitude criminosa e cruel de uma mulher, máe impiedosa, assassina sanguinÃ¡ria que destrÃ³i o fruto saÃ­do de suas entranhas. A notÃ­cia assim veiculada, com todo o requinte inerente ao sensacionalismo peculiar de certos Ã³rgáos de imprensa, cumpre uma Ãºnica funçáo: chocar a opiniáo pÃºblica. Outra vez Â cairÃ¡ no esquecimento até que uma outra máe assassina volte a cometer crime semelhante, náo consiga ocultÃ¡-lo dos Ã³rgáos de polÃ­cia e náo impeça sua conseqüente exposiçáo Ã  mÃ­dia.</span><span style="font-size: medium">Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  A prÃ¡tica do infanticÃ­dio e sua criminalizaçáo guarda relaçáo direta com o desenvolvimento histÃ³rico da humanidade. Na Europa, até o final do século XIX, ainda era bastante presente e motivo de grandes discussÃµes. Acontecia principalmenteÂ  entre mulheres solteiras que náo pretendiam se tornar máes e em muitos casos conseguiam transcorrer toda a gestaçáo em segredo. Com a descoberta de métodos contraceptivos, o avanço das lutas das mulheres pelo direito em dispor sobre o prÃ³prio corpo e a descriminalizaçáo do aborto, deixou de ser um problema no Continente Europeu, mas perdurou em outras regiÃµes geogrÃ¡ficas a exemplo de Ãfrica e Ãsia. No Continente Americano ainda ocorre entre algumas populaçÃµes tradicionais e no Brasil pode ser identificado em alguns povos indÃ­genas.</span><span style="font-size: medium">Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  Tratado sempre como um tabu pelas sociedades modernas, o infanticÃ­dio nas antigas civilizaçÃµes Grega e Romana era justificado por vÃ¡rias razÃµes, inclusive como polÃ­tica de controle da natalidade. Tanto Platáo (RepÃºblica 5.460c), como AristÃ³teles (PolÃ­tica I,1335b) o aprovavam e recomendavam.</span><strong>Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  </strong>Nas produçÃµes acadÃªmicas recentes é geralmente tratado conjuntamente com o aborto, sobretudo, em pesquisas voltadas aos direitos reprodutivos femininos. Nesse sentido, merece destaqueÂ  o livro organizado pela professora Joana Maria Pedro, do Depto. de HistÃ³ria da UFSC, <em>PrÃ¡ticas Proibidas e PrÃ¡ticas Costumeiras de Aborto e InfanticÃ­dio no Século XX</em>. Trata-se de uma coletÃ¢nea de diferentes autores, possibilitando umaÂ  abordagem diversificada sobre as prÃ¡ticas e como as mulheres as vivenciam, analisam e sofrem as conseqüÃªncias da reprovaçáo moral e da criminalizaçáo das mesmas. Em outro estudo semelhante, a antropÃ³loga FabÃ­ola Rhoden, no livro <em>A arte de enganar a natureza: contracepçáo, aborto e infanticÃ­dio no inÃ­cio do século XX</em> , publicado com base em sua pesquisa de doutorado, analisou trabalhos médicos, inquéritos policiais e processos judiciais da primeira metade do século XX, envolvendo casos de infanticÃ­dio e de aborto. Constatou que ”em alguns processos as categorias infanticÃ­dio e aborto chegavam mesmo a ser usadas indistintamente pelos agentes da polÃ­cia e da justiça<a title="_ftnref4" href="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-admin/#_ftn4" name="_ftnref4"><span style="color: #000080">[4]</span></a>. O infanticÃ­dio também tem sido objeto de estudo em cursos de pÃ³s-graduaçáo na Ã¡rea de Medicina Legal e Direito Penal. Esses trabalhos ocupam-se do enfoque da matéria em sua implicaçáo criminal, procurando sempre localizar o ato criminoso e o tratamento recebido dentro do ordenamento jurÃ­dico brasileiro de acordo com o CÃ³digo Penal vigente.<span style="font-size: medium">Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  Mas mesmo tomando como referÃªncia apenas o tratamento dispensado pelaÂ  lei, é possÃ­vel constatar que subjaz Ã  descriçáo e estabelecimento da pena do crime de infanticÃ­dio uma imposiçáo do contexto cultural da época, sempre evidenciando um conflito moral impossÃ­vel de ser solucionado pelo texto legal. </span><span style="font-size: medium">Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  No que se refere Ã  especificidade do infanticÃ­dio praticado por povos indÃ­genas no Brasil, as pesquisas sáo restritas Ã  antropologia. Ele aparece sempre como um dos capÃ­tulos integrantes de estudos etnogrÃ¡ficos mais amplos. Por considerar sua importÃ¢ncia para a produçáo etnogrÃ¡fica, o antropÃ³logo e professor Roberto Cardoso de Oliveira, dedicou atençáo ao tema no livro ”<em>O Trabalho do AntropÃ³logo</em> publicado pela Editora Unesp em 1998. Em um dos capÃ­tulos faz referÃªncia ao povo Tapirapé, cujo territÃ³rio tradicional localiza-se no Estado do Mato Grosso. Analisa como a prÃ¡tica foi abandonada por aquele povo que para tanto contou com a colaboraçáo de um grupo de religiosas catÃ³licas, da Â Congregaçáo das Irmázinhas de Jesus que convive os Tapirapé desde 1952.</span><span style="font-size: medium">Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  Em se tratando de reflexáo bioética dentro de uma perspectiva laica e pluralista, pode-se considerar as obras <em>The Fundations of Bioethics</em>, publicada por Engelhardt em 1986 e <em>Practical Ethics</em> por Peter Singer, 1993, como referÃªncias principais para um estudo sobre o infanticÃ­dio. O primeiro traz uma contribuiçáo importante ao distingüir a condiçáo de pessoa enquanto agente moral &#8211; a quem define como pessoa em sentido estrito, e a pessoa em sentido social &#8211; que náo se constitui necessariamente em agente moral, a exemplo do recém-nascido. Para Engelhardt, embora o <em>status</em> de agente moral sÃ³ seja alcançado posteriormente com seu desenvolvimento biolÃ³gico e sobretudo social, o bebÃª jÃ¡ possui os mesmos direitos da pessoa em sentido estrito, masÂ  observa que ”os direitos das pessoas, em um sentido social, sáo criados por comunidades particulares</span><a title="_ftnref5" href="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-admin/#_ftn5" name="_ftnref5"><span style="color: #000080">[5]</span></a><span style="font-size: medium">. A partir desta compreensáo é possÃ­vel supor a existÃªncia de comunidades morais onde esses direitos náo sejam assegurados ao neonato ou até mesmo Ã  criança até certa idade. </span><span style="font-size: medium">Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  Discutindo sobre a condiçáo moral do feto e do recém-nascido, Singer cogita uma possÃ­vel justificaçáo do infanticÃ­dio e conclui que ”tirar a vida de um bebÃª deficiente náo equivale, moralmente, a tirar a vida de um bebÃª normal</span><a title="_ftnref6" href="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-admin/#_ftn6" name="_ftnref6"><span style="color: #000080">[6]</span></a><span style="font-size: medium">. Para chegar a tal conclusáo toma em consideraçáo tanto a impossibilidade do desenvolvimento, como no caso dos anencefÃ¡licos, quanto o náo interesse dos pais pelo filho e a náo possibilidade de adoçáo por terceiros, hipÃ³tese que considera muito remota dependendo do grau de deficiÃªncia, mas possÃ­vel em relaçáo Ã s crianças normais<strong>.</strong></span><span style="font-size: medium"><strong>Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  A ocorrÃªncia da prÃ¡tica de infanticÃ­dio em alguns povos indÃ­genas no Brasil sempre foi do conhecimento de náo indÃ­genas que estabelecem relaçÃµes de convivÃªncia com as respectivas comunidades onde ela ocorre. Por entender o ato como sendo uma prÃ¡tica tradicional cultural, servidores da agÃªncia indigenista do Estado, membros de organizaçÃµes indigenistas náo governamentais, antropÃ³logos e outros agentes externosÂ  adotaram sempre uma atitude de respeito e reconhecimento do direito interno dos povos em fazÃª-lo.</strong></span><span style="font-size: medium">Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  <strong>Mesmo havendo esta compreensáo, hÃ¡ no meio indigenista testemunhos de pessoas que em algum momento, impulsionadas por suas referÃªncias morais, acabaram intervindo de maneira isolada com o intuito de evitar a consumaçáo do sacrifÃ­cio de alguma criança. Essas experiÃªncias sáo sempre traumÃ¡ticas e delas podem advir conseqüÃªncias graves, seja para o possÃ­vel sobrevivente, a comunidade ou quem praticou a intervençáo.</strong> Por essa razáo, considerando-se toda a complexidade que o tema impÃµe, embora haja uma concordÃ¢ncia meritÃ³ria sobre inaceitabilidade ética do infanticÃ­dio, hÃ¡ um consenso geral entre os agentes externos de que qualquer mudança em relaçáo a tal prÃ¡tica sÃ³ serÃ¡ possÃ­vel a partir da tomada de decisáo do prÃ³prio povo indÃ­gena.</span><span style="font-size: medium">Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  Ocorre que nos Ãºltimos dois anos, motivados por convicçÃµes religiosas, parlamentares da Frente Evangélica passaram a dedicar atençáo ao assunto e o trouxeram para ser debatido na CÃ¢mara Federal. O tema foi tratado pela primeira vez no ano de 2005, numa audiÃªncia pÃºblica promovida pela Comissáo da AmazÃ´nia. Dessa audiÃªncia, resultou uma ”Campanha Nacional a Favor da Vida e Contra o InfanticÃ­dio, lançada em 2006. <strong>Agora, em 2007, a questáo passou a ser tratada em forma de projeto de lei através do PL 1057/2007, de autoria do Deputado Henrique Afonso, do PT do Acre.</strong> Este projeto tem como finalidade dispor ”<em>sobre o combate a prÃ¡ticas tradicionais nocivas Ã  proteçáo dos direitos fundamentais de crianças indÃ­genas, bem como pertencentes a outras sociedades ditas náo tradicionais</em>.</span><span style="font-size: medium">Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  <strong>Partindo do pressuposto de que o infanticÃ­dio constitui-se numa prÃ¡tica cultural nociva aos direitos humanos fundamentais, o referido PL dÃ¡-lhe um tratamento de homicÃ­dio comum.</strong> Estabelece que toda pessoa que tenha conhecimento de determinada gravidez de mulher indÃ­gena onde haja risco da criança ser sacrificada apÃ³s o parto deverÃ¡ obrigatoriamente comunicar Ã  Funasa, Funai, Conselho Tutelar ou autoridade judiciÃ¡ria e policial, sob pena de responder pelo crime de omissáo de socorro.</span><span style="font-size: medium">Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  Esta proposiçáo legislativa representa mais uma das formas autoritÃ¡rias do Estado na tentativa de solucionar dilemas morais. PropÃµe a criminalizaçáo de prÃ¡ticas tradicionais revelando sua incapacidade de lidar com elas<strong>. Ã‰ uma demonstraçáo clara de que, passados mais de 500 anos desde o inÃ­cio da colonizaçáo portuguesa nas terras brasileiras, a imposiçáo de valores morais da cultura invasora sobre a cultura invadida continua acontecendo.</strong> </span><span style="font-size: medium">Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  Sob o aspecto jurÃ­dico, hÃ¡ um debate a ser feito quanto Ã  universalidade dos Direitos Humanos Fundamentais e sua aplicaçáo de maneira absoluta, sem tomar em conta as especificidades étnico-culturais que necessariamente implicam também na consideraçáo dos Direitos Humanos Culturais e Sociais. Nesse contexto, o Pluralismo JurÃ­dico que reconhece a capacidade das diversas sociedades produzirem seus prÃ³prios cÃ³digos legais irÃ¡ confrontar-se com o Direito Positivo que concebe o Estado como o Todo-Poderoso, detentor da moralidade e daÂ  legalidade, investido portanto da capacidade suprema de julgar e castigar como lhe convém.</span><span style="font-size: medium">Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  Na justificativa para o referido PL faz-se referÃªncia Ã  Convençáo 169 da OIT que no parÃ¡grafo 2 do art. 8Âº, assegura aos povos indÃ­genas ”o direito de conservar seus costumes e instituiçÃµes prÃ³prias, contudo adverte que em casos de incompatibilidade com o sistema jurÃ­dico nacional e os direitos humanos, sejam estabelecidos procedimentos para solucionar o conflito. Em nosso entendimento, aqui hÃ¡ o indicativo correto para o diÃ¡logo e náo justifica a ofensiva de criminalizaçáo das prÃ¡ticas tradicionais estabelecida pelo projeto de lei.</span>Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  <span style="font-size: medium">Para a bioética, resta clara a necessidade de se estabelecer um relacionamento entre comunidades morais diferentes. A primeira corresponde a um minoritÃ¡rio grupo étnico com <em>status</em> social de povo, ondeÂ  a prÃ¡tica do infanticÃ­dio é aceita, justificada e entendida como um dever moral. A segunda constitui-se numa macro sociedade com <em>status</em> de Estado Nacional, onde o infanticÃ­dio é considerado crime, com tipificaçáo e pena previstas no CÃ³digo Penal. HÃ¡ um confronto estabelecido entre o dever moral de matar crianças imposto aos membros de determinadas comunidades indÃ­genas e a exigibilidade ética de salvar vidas por parte de agentes do Estado Brasileiro. </span><span style="font-size: medium">Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  A prÃ³pria situaçáo aqui encontrada é uma mostra clara que as questÃµes de ordem moral jamais seráo solucionadas por mera imposiçáo de uma ordem jurÃ­dica externa alheia aos cÃ³digos morais das respectivas culturas. Dizemos isso pelo fato de que desde a chegada dos primeiros colonizadores ao entáo chamado ”novo mundo, os costumes indÃ­genas, sobretudo aqueles que implicavam em sacrifÃ­cio humano, passaram a ser condenados, proibidos e passÃ­veis de castigos, mas mesmo assim perduram cinco séculos depois.</span><span style="font-size: medium">Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  Entendemos que a bioética, por náo se furtar em explorar as fronteiras da moralidade e da ética, poderÃ¡ contribuir com uma reflexáo em seu campo especÃ­fico sobre a realidade do infanticÃ­dio, a forma como ele é praticado por algumas comunidades indÃ­genas no Brasil e apontar para a busca de soluçáo; sem que seja necessÃ¡rio, mais uma vez, se recorrer a medidas autoritÃ¡rias por meio da imposiçáo de leis ou outros mecanismos repressivos, muitos deles jÃ¡ comprovadamente ineficazes como instrumentos de superaçáo do problema.</span><span style="font-size: medium">Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  Para contribuir com essa reflexáo, recorremos Ã s consideraçÃµes feitas acerca do InfanticÃ­dio, AbortoÂ  e EutanÃ¡sia Neonatal, a partir de trabalho realizado conjuntamente com pesquisadores da CÃ¡tedra Unesco de Bioética da Universidade de BrasÃ­lia. </span><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'">Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  </span>Hoje, em aproximadamente Â¾ dos paÃ­ses do mundo, o aborto náo é considerado crime, ao contrÃ¡rio do infanticÃ­dio, denunciado como um atentado aos direitos humanos. Diante dessa realidade, Singer levanta uma discussáo sobre a aceitabilidade moral do aborto e a inaceitabilidade do infanticÃ­dio: </span><span style="font-size: medium">O nascimento náo assinala uma linha divisÃ³ria moralmente significativa. Náo vejo como se pode defender o ponto de vista de que os fetos podem ser ˜substituÃ­dos™ antes do nascimento, mas os recém-nascidos náo podem sÃª-lo. Tampouco existe qualquer outro aspecto, como por exemplo, a viabilidade, que leve a bom termo a divisáo entre o feto e o bebÃª </span><a title="_ftnref7" href="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-admin/#_ftn7" name="_ftnref7"><span style="color: #000080">[7]</span></a><span style="font-size: medium">.</span><span style="font-size: medium">Na década de 1970, os filÃ³sofos Michael Tooley e Baruch Brody haviam chegado a esse mesmo entendimento. Mais tarde, Tooley publicou o livro <em>Abortion and Infanticide</em>, sugerindo que as pessoas que aceitam o aborto vÃªem-se obrigadas, por coerÃªncia, a aceitar o infanticÃ­dio. Da mesma maneira, diz ele, as pessoas que náo aceitam o infanticÃ­dio, também estáo obrigadas a náo aceitar o aborto (TOOLEY; 1983). A argumentaçáo deles é clara: a vida humana, do ponto de vista biolÃ³gico, náo é por si mesma um direito. Náo pode se pensar em algo como um direito natural Ã  sobrevivÃªncia. A sobrevivÃªncia do indivÃ­duo é, de fato, somente uma das possibilidades: de maneira especial entre os humanos, a neotenia obriga a comunidade a tomar conta do recém-nascido para que ele possa sobreviver. Desta forma, o direito Ã  vida é algo que a sociedade determina, é um direito social, que define que aquele indivÃ­duo da espécie que nasceu ou estÃ¡ para nascer, recebe direito a isso, isto é, viverÃ¡ enquanto acolhido no interior da comunidade.</span><span style="font-size: medium">Desta forma, ambos, aborto e infanticÃ­dio, se equivalem por serem resultado de uma decisáo da comunidade de náo dar o direito Ã  vida, seja ao feto ou ao recém-nascido, pelas mais diferentes motivaçÃµes éticas da sociedade em pauta. Pois o direito Ã  vida, tanto de um como do outro, é um direito social. </span><span style="font-size: medium">No ano 1986, a justiça estadunidense, por meio da decisáo que ficou conhecida como sentença <em>Bowen vs. American Hospital Association</em>, passou a admitir que a ”um recém-nascido que sofra de atraso mental ou deformaçáo fÃ­sica pode ser ˜negada a assistÃªncia™, desde que com consentimento dos pais, mesmo que essa negaçáo de assistÃªncia conduza Ã  sua morte. Destaque-se que a alimentaçáo é considerada uma forma de assistÃªncia<a title="_ftnref8" href="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-admin/#_ftn8" name="_ftnref8"><span style="color: #000080">[8]</span></a>.</span><span style="font-size: medium">Em novembro de 2006 a Igreja Anglicana da Inglaterra divulgou seu posicionamento sobre a Â ”eutanÃ¡sia em bebÃªs muito doentes.Â  Apresentou razÃµes humanitÃ¡rias e econÃ´micas para justificar sua decisáo. Diante do sofrimento do bebÃª e dos altos custos para a saÃºde pÃºblica, quando os recursos ali investidos poderiam salvar outras vidas, a suspensáo da assistÃªncia médica torna-se aceitÃ¡vel. Referindo-se Ã s declaraçÃµes do bispo anglicano Tom Butler, a agÃªncia de noticias EFE informa que, para ele, &#8222;pode haver ocasiÃµes em que a compaixáo cristá se sobreponha Ã  regra de preservaçáo da vida a todo custo&#8220; e um exemplo disso &#8222;é o tratamento desproporcional apenas para prolongar uma vida&#8220; <a title="_ftnref9" href="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-admin/#_ftn9" name="_ftnref9">[9]</a>.</span><span style="font-size: medium">A posiçáo adotada pelos anglicanos merece destaque em funçáo do carÃ¡ter sagrado atribuÃ­do Ã  vida humana pelo cristianismo. O papa Joáo Paulo II, na encÃ­clica<em> Evangelium Vitae</em> reafirma essa condiçáo:</span><span style="font-size: medium">mesmo por entre dificuldades e incertezas, todo o homem Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â sinceramente aberto Ã  verdade e ao bem pode, pela luz da razáo e com o secreto influxo da graça, chegar a reconhecer, na lei natural inscrita no coraçáo (cf. Rm 2, 14Â´15), o valor sagrado da vida humana desde o seu inÃ­cio até ao seu termo, e afirmar o direito que todo o ser humano tem de ver plenamente respeitado este seu bem primÃ¡rio.</span><a title="_ftnref10" href="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-admin/#_ftn10" name="_ftnref10"><span style="color: #000080">[10]</span></a><span style="font-size: medium">Â </span><span style="font-size: medium">Tanto a decisáo da Corte Americana, como a recomendaçáo da Igreja Anglicana, possibilitam a eutanÃ¡sia neonatal, que se assemelha a uma forma de infanticÃ­dio, aquele decorrente da náo assistÃªncia ao bebÃª. Ressalva-se o fato da eutanÃ¡sia neonatal estar justificada na inviabilidade do recém-nascido. Contudo, entre as comunidades indÃ­genas, o critério de inviabilidade também é considerado como determinante para decidir por um infanticÃ­dio. A diferença reside nas condiçÃµes dadas, nas possibilidades e recursos existentes. O que é inviÃ¡vel numa realidade, poderia náo ser na outra.</span><span style="font-size: medium">Diante de tais reflexÃµes, chegamos a um entendimento de que as categorias aborto, infanticÃ­dio e eutanÃ¡sia neonatal estáo muito prÃ³ximas e a possibilidade de se optar por uma delas serÃ¡ sempre influenciada por determinantes histÃ³ricos de ordem cultural, religiosa, econÃ´mica e legal, dependendo sempre da comunidade moral onde a decisáo serÃ¡ tomada. Posto isto, reafirmamos a imperiosa necessidade do estabelecimento do diÃ¡logo na busca da superaçáo dos controversos dilemas morais.</span><span style="font-size: medium">Â </span><strong><span style="font-size: medium">BIBLIOGRAFIA</span></strong><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>AGUIRRE</strong>, Francisco BallÃ³n (1993). <strong>”<em>Antropologia JurÃ­dica de EmergÃªncias: unir los fragmentos</em></strong>. In: WRAY, Alberto (<em>et ali</em>). <strong>Derecho, Pueblos IndÃ­genas y Reforma del Estado</strong>. (ColecciÃ³n Biblioteca Abya-Yala n.Âº 2) Quito :Â  Ediciones Abya-Yala, 1993; p.174 &#8211; 181.</span></span><span style="font-size: medium"><strong>ALBÃ“</strong>, Xavier (1999). ”<strong><em>Principales CaracterÃ­sticas del Derecho Consuetudinario</em></strong>. In: <span style="text-decoration: underline">Revista ArtÃ­culo Primero</span><em>. </em>nÂ° 7, Santa Cruz de la Sierra, 1999.</span><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>BARTOLOMÃ‰</strong>, Miguel A.<strong> &amp; ROBINSON</strong>, Scott S. (1971). ”<strong><em>Indigenismo, Dialética e ConsciÃªncia Ã‰tnica</em></strong>. Traduçáo de Edson Passeti. In: JUNQUEIRA, Carmem &amp; CARVALHO, Edgard de Assis (orgs.).<strong> Antropologia e Indigenismo na América Latina</strong>. 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<p><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>CARDOSO DE OLIVEIRA</strong>, LuÃ­s R.(1992) &#8222;<strong><em>Comparaçáo e Interpretaçáo na Antropologia JurÃ­dica</em></strong>&#8222;. In: <strong>AnuÃ¡rio</strong> <strong>AntropolÃ³gico/89</strong>, Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, pp. 23-45.</span></span><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>CLASTRES</strong>, Pierre (1974). <strong>A Sociedade contra o Estado: pesquisas de Antropologia PolÃ­tica</strong>. [Traduçáo: Théo Santiago.] Sáo Paulo : <em>Cosac Naify, 2003</em></span></span><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>DAVIS</strong>, Shelton H. (1977). <strong>VÃ­timas do Milagre. O desenvolvimento e os Ã­ndios do Brasil</strong>. Sáo Paulo : Zahar Editores, 1978. TÃ­tulo original: <em>Victims of the Miracle: Development and the Indians of </em><em>Brazil</em>. <em>Cambridge University Press, 1977</em>.</span></span><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>DAVIS</strong>, Shelton H. &amp;<strong> MENGET</strong>, Patrick. (1971). ”<strong>Povos primitivos e ideologias civilizadas no Brasil</strong>. Traduçáo de Carlos Alberto DÃ³ria. In: <strong>JUNQUEIRA</strong>, Carmem &amp; </span></span></p>
<p><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>DAVIS</strong>, Shelton H (1970). ”<strong><em>Introduçáo</em></strong>. In: <strong>DAVIS</strong>, Shelton (org.). Traduçáo de Roberto da Matta. <strong>Antropologia do Direito: estudo comparativo de categorias de dÃ­vida e contrato</strong>. Rio de Janeiro : Zahar Editores, 1973; pp. 9-24.</span></span></p>
<p><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>ENGELHARDT</strong>, Jr. H. T.<strong>Os Fundamentos da Bioética</strong>, 2Âª ediçáo, originalmente publicada em inglÃªs em 1996 e traduzida para portuguÃªs pelas EdiçÃµes Loyola, Sáo Paulo, 1998.</span></span></p>
<p><span style="font-size: medium"><strong>ERIKSON</strong>, P. 1990 <strong><em>Les Matis d&#8217;Amazonie</em></strong><em>. <strong>Parure des corps, identité ethnique et organisation sociale</strong></em>, these de docteur, Université de Paris X &#8211; Nanterre.</span><span style="font-family: 'Times New Roman';font-size: medium">Â </span><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>FERRER</strong>, Jorge José &amp; <strong>ÃLVAREZ</strong>, Juan Carlos. P<strong>ara Fundamentar a Bioética</strong>. Traduzido por EdiçÃµes Loyola: Sáo Paulo, 2005.</span></span></p>
<p><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>FOUCAULT</strong><strong>,Â  Michel(2004). </strong>Â <strong>Vigiar e punir : Â  nascimento da prisáo</strong>. Traduçáo de Raquel Ramalhete. 28.Âª ed. PetrÃ³polis : Vozes, 2004. 262p. TÃ­tulo original: <em>Surveiller et punir</em>. </span></span></p>
<p><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>GARRAFA</strong>, Volnei &amp; <strong>PORTO</strong>, Dora. <strong>Bioética de IntervenciÃ³n</strong>. VERBETEÂ  <strong>in</strong> TEALDI, J. C. (org.) DicionÃ¡rio Latino-americano de Bioética. BogotÃ¡: Unibiblos/UNESCO, 2007 (em publicaçáo). </span></span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';font-size: medium">Â </span><span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>GARRAFA</strong>, V &amp; <strong>PORTO</strong>, D. <strong>Intervention bioethics: a proposal for peripheral countries in a context of power and injustice</strong>. Bioethics 2003; 17:399-416.</span><span style="font-family: 'Times New Roman';font-size: medium">Â </span><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>GEERTZ</strong>, Clifford (1983). <strong>O Saber Local: Novos ensaios em</strong> <strong>antropologia interpretativa</strong>. Traduçáo de Vera Mello Joscelyne. 7.Âª ediçáo, PetrÃ³polis: Editora Vozes, 2004. TÃ­tulo original: <em>Local Knowledge. </em>New York: Basic Books.. </span></span><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>GÃ“MEZ</strong>, Ambrosio Velasco (1993). ”<strong><em>Multiculturalismo y republicanismo</em></strong>. In: <strong>OLIVÃ‰</strong>, Leon (compilador) <strong>Ã‰tica y Diversidad Cultural</strong>. 2.Âª ed. México : Fondo de Cultura EconÃ³mica &#8211; FCE, Universidad Nacional AutÃ³noma de México &#8211; Unam, 2004. p. 320 &#8211; 340.</span></span><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>HABERMAS</strong>, Jürgen(2003). <strong>A Ã‰tica da Discussáo e a Questáo da Verdade</strong>. Organizaçáo e introduçáo de Patrick Savidan; traduçáo de Marcelo Brandáo Cipolla. Sáo Paulo : Martins Fontes, 2004. (Coleçáo TÃ³picos). TÃ­tulo original: <em>L™étique de </em><em>la Discussion</em><em> et la question de </em><em>la Vérité</em>.</span></span><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>HOYOS VASQUEZ,</strong> Guillermo. <strong><em>A estruturaçáo do discurso bioético I: comunicaçáo e linguagem</em></strong>. In: GARRAFA, Volnei; KOTTOW, Miguel; SAADA, Alya (org.). Bases Conceituais da Bioética: enfoque latino-americano. Sáo Paulo: Gaia/Unesco; 2006.</span></span><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>KROEMER</strong>, Gunter. <strong>O Povo do Veneno.</strong> Belém: EdiçÃµes Mensageiro, 1994, p.35.</span></span><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>LAPLANTINE</strong>, François (1988). <strong>Aprender Antropologia</strong>. Traduçáo Marie-AgnÃ¨s Chauvel. Sáo Paulo : Brasilense, 1988. TÃ­tulo original: <em>Clefs pour l™anthropologie.</em></span></span></p>
<p><span style="font-size: medium"><strong>LIMA</strong>, Edilene Coffaci de. <strong>A OnomÃ¡stica Katukina é pano?</strong> Revista de Antropologia vol. 40, nÂº 2. Sáo Paulo, 1997.</span></p>
<p><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>MALINOWSKI</strong>, Bronislaw (1926).<strong> Crime e Costume na Sociedade Selvagem. </strong>Traduçáo de Maria Clara CorrÃªa Dias; revisáo técnica de Beatriz Sidou. “ BrasÃ­lia : Editora Universidade de BrasÃ­lia; Sáo Paulo : Imprensa Oficial do Estado, 2003. 100p. TÃ­tulo original: <em>Crime and Custom in Savage Society</em>.</span></span><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>MEGGERS</strong>, BettyÂ  J.Â  AmazÃ´nia, <strong>A Ilusáo de um ParaÃ­so</strong>. Rio de Janeiro: Civilizaçáo Brasileira, 1977.</span></span><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>OLIVÃ‰</strong>, Julio César (1993). ”<strong><em>La igualdad jurÃ­dica</em></strong>. In: <strong>OLIVÃ‰</strong>, Leon (compilador) <strong>Ã‰tica y Diversidad Cultural</strong>. 2.Âª ed. México : Fondo de Cultura EconÃ³mica &#8211; FCE, Universidad Nacional AutÃ³noma de México &#8211; Unam, 2004. p. 173-189.</span></span><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>OLIVÃ‰</strong>, Leon. ”<strong><em>Un modelo normativo de relaciones interculturales</em></strong>. In: <strong>OLIVÃ‰</strong>, Leon (compilador). <strong>Ã‰tica y Diversidad Cultural</strong>. 2.Âª ed. México : Fondo de Cultura EconÃ³mica &#8211; FCE, Universidad Nacional AutÃ³noma de México &#8211; Unam, 2004. p. 341- 358.</span></span><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>OLIVEIRA FILHO</strong>, Joáo Pacheco (1988). ”<strong>O Nosso Governo : os Ticuna e o Regime Tutelar</strong>. Sáo Paulo : Marco Zero; BrasÃ­lia “ DF : MCT/CNPq, 1988. 315 pp.</span></span><span style="font-size: medium"><strong>PEDRO</strong>, Joana Maria (org). <span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>PrÃ¡ticas Proibidas: prÃ¡ticas costumeiras de aborto e infanticÃ­dio no século XX. </strong>FlorianÃ³polois: Cidade Futura, 2003.</span></span><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>ROHDEN</strong>, FabÃ­ola. <strong>A arte de enganar a natureza: contracepçáo, aborto e infanticÃ­dio no inÃ­cio do século XX</strong>. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2003.</span></span></p>
<p><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>RIBEIRO</strong>, Darcy (1968). <strong>Os Ãndios e a Civilizaçáo: a integraçáo das populaçÃµes indÃ­genas no Brasil moderno</strong>. 3.Âª ed., PetrÃ³polis : Vozes, 1979; 512pp.</span></span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'">Â </span><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>SCHRAMM</strong>, FermÃ­n Roland. <strong><em>Bioética sem universalidade?</em> <em>Justificaçáo de uma bioética latino-americana e caribenha de proteçáo</em></strong>. In: GARRAFA, Volnei; KOTTOW, Miguel; SAADA, Alya (org.). Bases Conceituais da Bioética: enfoque latino-americano. Sáo Paulo: Gaia/Unesco; 2006. p. 143-157.</span></span><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>SEGATO</strong>, Laura Rita (2005). RelatÃ³rio da exposiçáo da autora na Mesa ”<strong><em>O instrumental da Antropologia na defesa dos direitos socioculturais</em></strong>. In: ”<strong>Curso PreparatÃ³rio </strong>˜<strong>A Antropologia no Ministério PÃºblico Federal e a Defesa dos Direitos Socioculturais. </strong>BrasÃ­lia: Ministério PÃºblico Federal, 6Âª CÃ¢mara de Coordenaçáo e Revisáo -Â  Povos IndÃ­genas e Minorias, março de 2005. pp. 4-5. DisponÃ­vel em </span></span><a href="http://www.pgr.mpf.gov.br/pgr/6camara/seminarios/relatorio%20antropologia%20no%20mpf.pdf"><span style="color: #000080;font-family: 'Times New Roman';font-size: medium">http://www.pgr.mpf.gov.br/pgr/6camara/seminarios/relatorio antropologia no mpf.pdf</span></a><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'">&gt; (Acesso:20.10.2005).Â  </span></span></p>
<p><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>SINGER</strong>, Peter. <strong>Ã‰tica PrÃ¡tica;</strong> traduçáo Jefferson Luiz Camargo “ 3Âª ediçáo. Sáo Paulo: Martins fontes, 2002 “ (Coleçáo biblioteca universal).</span></span></p>
<p><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>SIQUEIRA</strong>, José Eduardo. <strong><em>ComentÃ¡rio ao texto de Guillermo Hoyos VÃ¡squez</em></strong><em>.</em> In: GARRAFA, Volnei; KOTTOW, Miguel; SAADA, Alya (org.). Bases Conceituais da Bioética: enfoque latino-americano. Sáo Paulo: Gaia/UNESCO</span></span><span style="font-size: medium"><span style="font-family: 'Times New Roman'"><strong>VILLORO</strong>, Luis (1993). ”<strong><em>Aproximaciones a uma ética de la cultura</em></strong>. In: <strong>OLIVÃ‰</strong>, Leon (compilador) <strong>Ã‰tica y Diversidad Cultural</strong>. 2.Âª ed. México : Fondo de Cultura EconÃ³mica &#8211; FCE, Universidad Nacional AutÃ³noma de México &#8211; Unam, 2004. p.130 -152.</span></span><strong><span style="font-family: 'Times New Roman';font-size: medium">Â </span></strong><strong><span style="font-family: 'Times New Roman';font-size: medium">Â </span></strong><strong><span style="font-family: 'Times New Roman';font-size: medium">Â </span></strong><strong><span style="font-family: 'Times New Roman';font-size: medium">Â </span></strong><strong><span style="font-family: 'Times New Roman';font-size: medium">Â </span></strong><strong><span style="font-family: 'Times New Roman';font-size: medium">Â </span></strong><strong><span style="font-family: 'Times New Roman';font-size: medium">Â </span></strong><strong><span style="font-family: 'Times New Roman';font-size: medium">Â </span></strong><strong><span style="font-family: 'Times New Roman';font-size: medium">Â </span></strong><strong><span style="font-family: 'Times New Roman';font-size: medium">Â </span></strong><strong><span style="font-family: 'Times New Roman';font-size: medium">Â </span></strong><strong><span style="font-family: 'Times New Roman';font-size: medium">Â </span></strong><span style="font-size: medium">Â </span><br />
<span style="font-size: medium"><br />
</span></p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<p><a title="_ftn1" href="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-admin/#_ftnref1" name="_ftn1"><span style="color: #000080">[1]</span></a><span style="font-family: 'Times New Roman'"> Texto elaborado a partir de projeto de pesquisa apresentado ao MestradoÂ  em Bioética da Faculdade de CiÃªncias da SaÃºde da UnB.</span></p>
<p><a title="_ftn2" href="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-admin/#_ftnref2" name="_ftn2"><span style="color: #000080">[2]</span></a><span style="font-family: 'Times New Roman'"> Especialista e mestrando em Bioética pela UNB.</span></p>
<p><a title="_ftn3" href="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-admin/#_ftnref3" name="_ftn3"><span style="color: #000080">[3]</span></a><span style="font-family: 'Times New Roman'"> SCHRAMM, FermÃ­n Roland. Bioética sem universalidade? Justificaçáo de uma bioética latino-americana e caribenha de proteçáo. In: Bases Conceituais da Bioética : enfofoque latino-americano. GARRAFA, Volnei; KOTOW, Miguel; SAADA, Alya (org.). Sáo Paulo: Gaia/Unesco; 2006, p.150.</span></p>
<p><a title="_ftn4" href="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-admin/#_ftnref4" name="_ftn4"><span style="color: #000080">[4]</span></a><span style="font-family: 'Times New Roman'"> ROHDEN, FabÃ­ola. A arte de enganar a natureza: contracepçáo, aborto e infanticÃ­dio no inÃ­cio do século XX. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2003, p.127.</span></p>
<p><a title="_ftn5" href="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-admin/#_ftnref5" name="_ftn5"><span style="color: #000080">[5]</span></a><span style="font-family: 'Times New Roman'"> ENGELHARDT, Jr. H. T. The Fundations of Bioethcs, 2Âª ediçáo, originalmente publicada em inglÃªs em 1996 e traduzida para portuguÃªs pelas EdiçÃµes Loyola, Sáo Paulo, 1998, p. 191.Â  </span></p>
<p><a title="_ftn6" href="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-admin/#_ftnref6" name="_ftn6"><span style="color: #000080">[6]</span></a><span style="font-family: 'Times New Roman'"> SINGER, Peter. Ã‰tica PrÃ¡tica; traduçáo jefferson Luiz Camargo “ 3Âª ediçáo. Sáo Paulo: Martins fontes, 2002 “ (Coleçáo biblioteca universal), p.200</span></p>
<p><a title="_ftn7" href="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-admin/#_ftnref7" name="_ftn7"><span style="color: #000080">[7]</span></a><span style="font-family: 'Times New Roman'"> SINGER, Peter. Op. Cit., p. 198.</span><a title="_ftn8" href="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-admin/#_ftnref8" name="_ftn8"><span style="color: #000080">[8]</span></a><span style="font-family: 'Times New Roman'"> http://aborto.aaldeia.net/infanticidionosusa.htm.</span><a title="_ftn9" href="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-admin/#_ftnref9" name="_ftn9"><span style="color: #000080">[9]</span></a> <a href="http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1244047-EI238,00.html"><span style="font-family: 'Times New Roman'">http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1244047-EI238,00.html</span></a></p>
<p><a title="_ftn10" href="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-admin/#_ftnref10" name="_ftn10"><span style="color: #000080">[10]</span></a> Joáo Paulo II &#8211; Carta EncÃ­clica <em>EVANGELIUM VITAE</em>, n.02. Roma, 1995.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.hart-brasilientexte.de/2009/04/01/saulo-feitosa-vizeprasident-des-bischoflichen-indianermissionsrates-uber-kindermord-infantizid-bei-indiostammen-brasiliens-moralischer-pluralismus-und-recht-auf-leben-in-verschiedenen-kulturen/feed/</wfw:commentRss>
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		<title>Kindermord und sexueller Kindesmißbrauch bei Indiostämmen Brasiliens: Gutachten des bischöflichen Indianermissionsrates(CIMI) gegen den Gesetzentwurf des Abgeordneten Henrique Afonso(PT)</title>
		<link>http://www.hart-brasilientexte.de/2009/04/01/kindermord-und-sexueller-kindesmisbrauch-bei-indiostammen-brasiliens-gutachten-des-bischoflichen-indianermissionsratescimi-gegen-den-gesetzentwurf-des-abgeordneten-henrique-afonsopt/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 20:36:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Klaus Hart]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Kindermord]]></category>
		<category><![CDATA[sexueller KindesmiÃŸbrauch]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.hart-brasilientexte.de/2009/04/01/kindermord-und-sexueller-kindesmisbrauch-bei-indiostammen-brasiliens-gutachten-des-bischoflichen-indianermissionsratescimi-gegen-den-gesetzentwurf-des-abgeordneten-henrique-afonsopt/</guid>
		<description><![CDATA[Parecer sobre o Projeto de Lei nÂº 1057/2007 http://www.hart-brasilientexte.de/2009/04/01/todliche-brauche-kindermord-kindesmisbrauch-publik-forum-zeitung-kritischer-christen/ &#160; I. O conteÃºdo da proposiçáo legislativa Trata-se de proposiçáo legislativa de autoria do Deputado Federal Henrique Afonso, do PT-AC, no qual pretende dispor ”sobre o combate a prÃ¡ticas tradicionais nocivas Ã  proteçáo dos direitos fundamentais de crianças indÃ­genas, bem como pertencentes a outras sociedades ditas [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong><font size="3">Parecer sobre o Projeto de Lei nÂº 1057/2007</font></strong></p>
<p align="center"><strong><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2009/04/01/todliche-brauche-kindermord-kindesmisbrauch-publik-forum-zeitung-kritischer-christen/">http://www.hart-brasilientexte.de/2009/04/01/todliche-brauche-kindermord-kindesmisbrauch-publik-forum-zeitung-kritischer-christen/</a></strong></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center"><strong><font size="3"><span id="more-2037"></span></font></strong></p>
<p><strong><em><font size="3">I. O conteÃºdo da proposiçáo legislativa</font></em></strong></p>
<p><font size="3">Trata-se de proposiçáo legislativa de autoria do Deputado Federal Henrique Afonso, do PT-AC, no qual pretende dispor ”<em>sobre o combate a prÃ¡ticas tradicionais nocivas Ã  proteçáo dos direitos fundamentais de crianças indÃ­genas, bem como pertencentes a outras sociedades ditas náo tradicionais</em>.</font></p>
<p><font size="3">O art. 1Âº do PL 1057/2007 consigna conteÃºdo com referÃªncia pretensamente balizadora de conduta, no sentido de reafirmar ”<em>o respeito e o fomento a prÃ¡ticas tradicionais indÃ­genas e de outras sociedades ditas náo tradicionais, sempre que as mesmas estejam em conformidade com os direitos humanos fundamentais, estabelecidos na Constituiçáo Federal e internacionalmente reconhecidos</em>.</font></p>
<p><font size="3">No seu art. 2Âº, a proposiçáo legislativa em questáo relaciona doze (12) hipÃ³teses que sugere sejam consideradas nocivas, para efeitos da lei proposta, como: ”<em>prÃ¡ticas tradicionais que atentem contra a vida e a integridade fÃ­sico-psÃ­quica</em>.</font></p>
<p><font size="3">As nove (9) primeiras hipÃ³teses relacionadas no art. 2Âº referem-se Ã  prÃ¡tica de homicÃ­dios de recém-nascidos:</font></p>
<p><font size="3">1. em casos de falta de um dos genitores;</font></p>
<p><font size="3">2. em casos de gestaçáo mÃºltipla;</font></p>
<p><font size="3">3. quando forem portadores de deficiÃªncias fÃ­sicas ”<em>e/ou</em> mentais;</font></p>
<p><font size="3">4. quando houver preferÃªncia de gÃªnero;</font></p>
<p><font size="3">5. quando houver breve espaço de tempo entre uma gestaçáo anterior e o nascimento em questáo;</font></p>
<p><font size="3">6. em casos de exceder o nÃºmero de filhos considerado apropriado para o grupo;</font></p>
<p><font size="3">7. quando possuÃ­rem algum sinal ou marca de nascença que os diferencie dos demais;</font></p>
<p><font size="3">8. quando forem considerados portadores de mÃ¡-sorte para a famÃ­lia ou para o grupo;</font></p>
<p><font size="3">9. em caso de crença de que a criança desnutrida é fruto de maldiçáo, ou qualquer outra crença que leve ao Ã³bito intencional por desnutriçáo;</font></p>
<p><font size="3">As 3 (trÃªs) hipÃ³teses restantes relacionadas no art. 2Âº do PL 1057/2007, consideradas como prÃ¡ticas nocivas sáo as seguintes:</font></p>
<p><font size="3">1. abuso sexual, em quaisquer condiçÃµes e justificativas;</font></p>
<p><font size="3">2. maus-tratos, quando se verificarem problemas de desenvolvimento fÃ­sico ”<em>e/ou</em> psÃ­quico na criança;</font></p>
<p><font size="3">3. todas as outras agressÃµes Ã  integridade fÃ­sico-psÃ­quica de crianças e seus genitores, em razáo de quaisquer manifestaçÃµes culturais e tradicionais, culposa ou dolosamente, que configurem violaçÃµes aos direitos humanos reconhecidos pela legislaçáo nacional e internacional.</font></p>
<p><font size="3">No art. 3Âº, a proposiçáo legislativa fixa a <strong>obrigaçáo</strong> <strong>para ”<em>qualquer pessoa</em></strong><em> que tenha conhecimento de casos em que haja suspeita ou confirmaçáo de gravidez considerada de risco (tais como os itens mencionados no artigo 2Âº), de crianças correndo risco de morte, seja por envenenamento, soterramento, desnutriçáo, maus-tratos ou qualquer outra forma</em>, <strong>de forma que sejam<em> ”obrigatoriamente comunicados</em></strong><em>, preferencialmente por escrito, por outras formas (rÃ¡dio, fax, telex, telégrafo, correio eletrÃ´nico, entre outras) ou pessoalmente, <strong>Ã  FUNASA, Ã  FUNAI, ao Conselho Tutelar</strong> da respectiva localidade ou, na falta deste, <strong>Ã  autoridade judiciÃ¡ria e policial</strong>, <strong>sem prejuÃ­zo de outras providÃªncias </strong></em><strong>legais</strong>.</font></p>
<p><font size="3">O art. 4Âº propÃµe que as pessoas que tenham ”<em>conhecimento das situaçÃµes de risco, em funçáo de tradiçÃµes nocivas</em> devam ter o dever de notificar imediatamente as autoridades relacionadas no art. 3Âº do Projeto de Lei, ”<em>sob pena de responsabilizaçáo por crime de omissáo de socorro, em conformidade com a lei penal vigente</em>.</font></p>
<p><font size="3">O art. 4Âº repete a pena fixada no art. 135 do CÃ³digo Penal, que dispÃµe sobre o crime de omissáo de socorro, punÃ­vel com pena de <em>”detençáo, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa</em>.</font></p>
<p><font size="3">O art. 5Âº atribui Ã s autoridades relacionadas no art. 3Âº do projeto de lei, a prÃ¡tica do crime de omissáo de socorro, ”<em>quando náo adotem, de maneira imediata, as medidas cabÃ­veis</em>.</font></p>
<p><font size="3">No art. 6Âº a proposiçáo legislativa estabelece o ”<em>dever das autoridades judiciais competentes</em>, no sentido de ”<em>promover a retirada provisÃ³ria da criança e/ou dos seus genitores do convÃ­vio do respectivo grupo e determinar a sua colocaçáo em abrigos mantidos por entidades governamentais e náo governamentais, devidamente registradas nos Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente</em>, sempre que for ”<em>constatada a disposiçáo dos genitores ou do grupo em persistirem na prÃ¡tica tradicional nociva</em>.</font></p>
<p><font size="3">Neste mesmo dispositivo, propÃµe-se o ”<em>dever das mesmas autoridades gestionar, no sentido de demovÃª-los, sempre por meio do diÃ¡logo, da persistÃªncia nas citadas prÃ¡ticas, até o esgotamento de todas as possibilidades ao seu alcance</em>.</font></p>
<p><font size="3">O parÃ¡grafo Ãºnico do art. 6Âº estabelece que: ”<em>Frustradas as gestÃµes acima, deverÃ¡ a criança ser encaminhada Ã s autoridades judiciÃ¡rias competentes para fins de inclusáo no programa de adoçáo, como medida de preservar seu direito fundamental Ã  vida e Ã  integridade fÃ­sico-psÃ­quica</em>.</font></p>
<p><font size="3">Por fim, o art. 7Âº do Projeto de Lei propÃµe que: ”<em>Seráo adotadas medidas para a erradicaçáo das prÃ¡ticas tradicionais nocivas, sempre por meio da educaçáo e do diÃ¡logo em direitos humanos, tanto em meio Ã s sociedades em que existem tais prÃ¡ticas, como entre os agentes pÃºblicos e profissionais que atuam nestas sociedades. Os Ã³rgáos governamentais competentes poderáo contar com o apoio da sociedade civil neste intuito</em>.</font></p>
<p><font size="3">Em sua justificativa, o autor do Projeto de Lei invoca a Convençáo sobre os Direitos da Criança, as RecomendaçÃµes da Assembléia Geral da ONU, estabelecidas nas ResoluçÃµes: A/RES/56/128, de 2002; e A/S-27/19; a Constituiçáo Federal, o CÃ³digo Civil Brasileiro, a Convençáo nÂº 169 da OIT, estudo do Instituto de Pesquisas Innocenti, da Unicef e consideraçÃµes constantes em pesquisa da entidade ”<em>ATINI “ Voz pela Vida</em>, que segundo consta nesta justificativa, ”<em>defende o direito humano universal e inatado Ã  vida.</em></font></p>
<p><strong><font size="3">II.</font>Â Â Â Â Â  </strong><strong><font size="3">ConsideraçÃµes sobre a proposiçáo legislativa</font></strong></p>
<p><font size="3">A proposiçáo legislativa em anÃ¡lise é apresentada e justificada em razáo de supostas prÃ¡ticas em comunidades indÃ­genas, que o autor do projeto de lei considera ”<em>nocivas</em>, por considerÃ¡-las atentatÃ³rias ao direito Ã  vida e Ã  integridade fÃ­sico-psÃ­quica.</font></p>
<p><font size="3">A proposiçáo legislativa náo nega que seu conteÃºdo e objetivo suscita questáo grave relacionada a concepçÃµes culturais e normas de conduta de povos étnica e culturalmente distintos e diferenciados entre si e da sociedade que os envolve. Porém, opta por orientaçáo no sentido de considerar nocivos um rol de condutas que o autor do projeto de lei entende atentatÃ³rios ao direito Ã  vida e Ã  integridade fÃ­sico-psÃ­quico das crianças envolvidas.</font></p>
<p><font size="3">Com efeito, trata-se de pretensáo no sentido de regular questÃµes decorrentes de condutas de grupos étnica e culturalmente distintos e diferenciados, em tema que expÃµe a diferença entre formas prÃ³prias de organizaçáo social e cultural, como fonte normatizadora de condutas que diferem radicalmente de concepçÃµes morais e jurÃ­dicas positivadas pelo Estado nacional brasileiro.</font></p>
<p><font size="3">ApÃ³s relacionar as prÃ¡ticas tradicionais em comunidades indÃ­genas que o autor do Projeto de Lei considera nocivas, por atentarem ”<em>contra a vida e a integridade fÃ­sico-psÃ­quica</em>, fixa obrigaçÃµes para os náo-Ã­ndios que venham a tomar conhecimento destas prÃ¡ticas no sentido de comunicarem aos Ã³rgáos e autoridades que relaciona no seu art. 3Â° &#8211; Funai, Funasa, Conselho Tutelar, autoridades judiciais e policiais e submete Ã  pena do crime de omissáo de socorro (art. 135 do CPB): as pessoas que náo notificarem aquelas autoridades, para que adotem as ”<em>medidas cabÃ­veis</em>; e estas autoridades e os agentes pÃºblicos que náo adotarem ”<em>de maneira imediata, as medidas cabÃ­veis</em>.</font></p>
<p><font size="3">O quarto aspecto da proposiçáo legislativa em questáo consiste na determinaçáo no sentido de que o poder pÃºblico, promova, por intervençáo judicial, a retirada provisÃ³ria da criança e de seus pais, do convÃ­vio do grupo indÃ­gena, que na concepçáo do autor do projeto de lei estaria ameaçando a integridade fÃ­sica e psÃ­quica da criança.</font></p>
<p><font size="3">Na seqüÃªncia destas providÃªncias consideradas acautelatÃ³rias, a proposiçáo legislativa sugere ainda que as autoridades judiciÃ¡rias e as vinculadas ao Poder Executivo gestionem junto Ã  comunidade ou ao povo indÃ­gena envolvido, ”<em>no sentido de demovÃª-los, sempre por meio do diÃ¡logo, da persistÃªncia nas citadas prÃ¡ticas, até o esgotamento de todas as possibilidades ao seu alcance</em>.</font></p>
<p><font size="3">Caso estas gestÃµes náo logrem Ãªxito, o parÃ¡grafo Ãºnico do art. 6Â° do projeto de lei propÃµe que a criança seja encaminhada Ã s autoridades judiciÃ¡rias competentes para fins de adoçáo.</font></p>
<p><font size="3">Por fim, o projeto de lei determina a adoçáo de medidas educacionais e o ”<em>diÃ¡logo em direitos humanos</em>, com o propÃ³sito de ”<em>erradicaçáo das prÃ¡ticas tradicionais nocivas</em>.</font></p>
<p><font size="3">A proposiçáo, para efeito de sua anÃ¡lise pode ser, portanto dividida nos seguintes quatro aspectos:</font></p>
<p><strong><em><font size="3">1Â°) definiçáo de prÃ¡ticas nocivas;Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  </font></em></strong></p>
<p><font size="3">No que se refere ao que o Projeto de Lei considera como prÃ¡ticas nocivas impÃµe-se ponderar que as 12 hipÃ³teses relacionadas no seu art. 2Â°, jÃ¡ sáo consideradas nocivas pelo ordenamento jurÃ­dico brasileiro, na medida em que sáo tipificadas como crimes no CÃ³digo Penal, nos seus arts. 121, 122, 123, 132, 133, 134, 136, 213,, 215, 217, 218, 223, 224, dentre outras condutas tipificadas como delituosas.</font></p>
<p><font size="3">A questáo, porém que precisa ser ponderada, consiste na possÃ­vel circunstÃ¢ncia, de relevÃ¢ncia jurÃ­dico penal, segundo a qual as comunidades nas quais as supostas prÃ¡ticas das condutas que o autor do projeto de lei considera nocivas, por serem tidas como atentatÃ³rias contra os direitos humanos, náo as considerarem como condutas moral e juridicamente recriminÃ¡veis, e, portanto náo serem consideradas como delituosas, de acordo com seus usos, costumes e tradiçÃµes.</font></p>
<p><font size="3">O reconhecimento estatal Ã  organizaçáo social, aos usos, costumes, Ã s lÃ­nguas, Ã s crenças e Ã s tradiçÃµes dos Ã­ndios, inscrito no <em>caput</em> do art. 231 da Constituiçáo Federal, com a determinaçáo de que a Uniáo proteja os bens indÃ­genas e promova seu respeito conforma referÃªncia normativa relevante, de forma que as manifestaçÃµes culturais, ou condutas praticadas pelos membros das comunidades indÃ­genas precisam ser analisadas, no Ã¢mbito dos valores resultantes da organizaçáo sÃ³cio-cultural e mesmo religiosas dos povos indÃ­genas.</font></p>
<p><font size="3">O que para membros de um determinado grupo social pode ser objeto de valoraçáo negativa, a ponto de ser considerado conduta punÃ­vel, em outro grupo social, em razáo de suas referÃªncias culturais, sociais, religiosas e mesmo polÃ­ticas pode ser objeto de outro tipo de valoraçáo, podendo mesmo náo ser objeto de recriminaçáo ou puniçáo. </font></p>
<p><font size="3">No caso dos povos indÃ­genas, importa que antes de se fixar conceito negativo em relaçáo Ã s condutas verificadas entre os membros de suas comunidades, a organizaçáo social e cultural, bem como suas crenças, suas tradiçÃµes, seu idioma, seus usos e costumes sejam conhecidos e compreendidos, de forma que as normas de conduta fixadas por estes grupos sociais étnica e culturalmente distintos e diferenciados sejam percebidas como expressáo do pluralismo jurÃ­dico decorrente da autonomia destes povos no Ã¢mbito da organizaçáo estatal brasileira.</font></p>
<p><font size="3">Embora náo esteja expressamente previsto na legislaçáo penal brasileira, afigura-se razoÃ¡vel aplicar-se, por analogia, o disposto no art. 26 do CÃ³digo Penal, combinado com o estatuÃ­do no art. 231 da CF, de forma que os membros de comunidades e povos indÃ­genas que pratiquem atos considerados pelo ordenamento jurÃ­dico brasileiro como crimes, poderáo ser considerados inimputÃ¡veis, na medida em que as condutas tipificadas como delituosas náo sejam valoradas, de acordo com a organizaçáo social e cultural do povo ou da comunidade indÃ­gena em questáo, de forma negativa, a ponto de virem a ser recriminadas e punidas.</font></p>
<p><font size="3">Trata-se, no caso, de construçáo hermenÃªutica, cabÃ­velÂ  desde a vigÃªncia da Lei nÂ° 6.001, de 19 de dezembro de 1973</font><a name="_ftnref1" href="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-admin/#_ftn1" title="_ftnref1">[1]</a><font size="3">, mas principalmente Ã  partir da vigÃªncia do texto constitucional de 1988, na medida em que os Ã­ndios náo sáo isentos de pena em razáo de ”<em>doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado</em>. A inimputabilidade resultaria da percepçáo comprovada em devido processo legal, no sentido de que ”<em>ao tempo da açáo ou da omissáo</em> incriminadas, os Ã­ndios acusados da prÃ¡tica de determinado delito náo entenderiam o ”<em>carÃ¡ter ilÃ­cito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento</em>, náo por serem ”<em>inteiramente incapazes de entender o carÃ¡ter ilÃ­cito</em>, mas porque de acordo com os valores da organizaçáo social que convivem, sua cultura náo considera o ato praticado como crime.</font></p>
<p><font size="3">Conceber que o Estado, por intermédio de seu Poder Legislativo e eventualmente com a sançáo do Poder Executivo venha a conceituar genericamente como <strong>nocivas</strong> determinadas condutas tipificadas como crime náo contribui para o aperfeiçoamento das bases institucionais de relacionamento do Estado para com os Povos IndÃ­genas no Brasil.</font></p>
<p><font size="3">A determinaçáo inscrita no art. 231 da CF, no sentido da Uniáo promover o respeito aos bens indÃ­genas, implica que Ã  todos é imposta a obrigaçáo de respeitar os bens materiais e imateriais dos grupos étnica e culturalmente distintos e diferenciados, que a Convençáo 169 da Organizaçáo Internacional do Trabalho</font><a name="_ftnref2" href="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-admin/#_ftn2" title="_ftnref2">[2]</a><font size="3"> define como ”<em>Povos IndÃ­genas</em>. No respeito devido a estes povos indÃ­genas inclui-se, portanto a consideraçáo Ã s formas prÃ³prias de organizaçáo social de cada um deles. E a organizaçáo social destes povos, naturalmente resulta das concepçÃµes culturais e polÃ­ticas que sua histÃ³ria de vida conforma. DaÃ­ que as normas de conduta fixadas para a convivÃªncia dos membros das comunidades dos povos indÃ­genas precisam ser compreendidas no contexto histÃ³rico e cultural de cada um dos povos indÃ­genas.</font></p>
<p><font size="3">Importa destacar a absoluta impossibilidade e completo equÃ­voco procedimental no sentido de generalizar uma determinada prÃ¡tica cultural eventualmente normatizada por um povo indÃ­gena, como sendo conduta adotada por todos os povos indÃ­genas. Isto definitivamente náo ocorre, em que pese possam existir institutos de um povo que até se assemelhem a de outros grupos étnicos.</font></p>
<p><font size="3">Resulta destas consideraçÃµes, que a valoraçáo genérica de condutas tidas como ”<em>tradicionais</em> identificadas em comunidades indÃ­genas, como sendo ”<em>nocivas</em> e atentatÃ³rias Ã  vida e Ã  integridade fÃ­sico-psÃ­quica das crianças envolvidas nas prÃ¡ticas relacionadas no art. 2Â° do projeto de lei projeta postura discriminatÃ³ria e que ignora as circunstÃ¢ncias e principalmente os fundamentos ou motivaçÃµes para cada prÃ¡tica ou conduta.</font></p>
<p><font size="3">O disposto no parÃ¡grafo 2 do art. 8Â° da Convençáo nÂ° 169, da OIT, citado inclusive na justificativa do projeto de lei,Â  náo obstante estabeleça que os povos indÃ­genas ”<em>deveráo ter o direito de conservar seus costumes e instituiçÃµes prÃ³prias, desde que eles náo sejam incompatÃ­veis com os direitos fundamentais definidos pelo sistema jurÃ­dico nacional nem com os direitos humanos internacionalmente reconhecidos</em>, consigna:</font></p>
<p><font size="3">”<em>Sempre que for necessÃ¡rio, deveráo ser estabelecidos procedimentos para se solucionar os conflitos que possam surgir na aplicaçáo deste princÃ­pio</em>.</font></p>
<p><font size="3">Percebe-se, portanto, que a Convençáo 169 da OIT, jÃ¡ balizou um limite Ã s prÃ¡ticas culturais e Ã s instituiçÃµes prÃ³prias adotadas pelos povos indÃ­genas, porém sem valorÃ¡-las negativamente, como pretende o projeto de lei em questáo. Além disso, remete expressamente ao estabelecimento de ”<em>procedimentos para se solucionar os conflitos que possam surgir na aplicaçáo deste princÃ­pio</em>.</font></p>
<p><font size="3">O disposto nos artigos 9Â° e 10 da mesma Convençáo 169 apresentam ainda elementos relevantes para o tratamento de condutas e prÃ¡ticas tradicionais que conflitam com ”<em>o sistema jurÃ­dico nacional e com os direitos humanos internacionalmente reconhecidos</em>.Â  </font></p>
<p><font size="3">O art. 9Â° estabelece no seu parÃ¡grafo 2 que: </font></p>
<p><font size="3">”<em>As autoridades e os tribunais solicitados para se pronunciarem sobre questÃµes penais deveráo levar em conta os costumes dos povos mencionados a respeito do assunto</em>. </font></p>
<p><font size="3">E no art. 10, consta que: </font></p>
<p><font size="3">”<em>Quando sançÃµes penais sejam impostas pela legislaçáo geral a membros dos povos mencionados, deveráo ser levadas em conta as suas caracterÃ­sticas econÃ´micas, sociais e culturais</em>.</font></p>
<p><font size="3">Considerando que a Convençáo 169, da OIT, a partir da vigÃªncia do Decreto nÂ° 5.051/2004 passou a vigorar no Brasil no mesmo plano ”<em>de validade, de eficÃ¡cia e de autoridade em que se posicionam as leis ordinÃ¡rias</em>, nos termos de entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal, por ocasiáo do julgamento da ADI 1480, ”<em>havendo, em conseqüÃªncia, entre estas<a name="_ftnref3" href="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-admin/#_ftn3" title="_ftnref3"><strong>[3]</strong></a> e os atos de direito internacional pÃºblico, mera relaçáo de paridade normativa</em></font><a name="_ftnref4" href="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-admin/#_ftn4" title="_ftnref4">[4]</a><font size="3">, conclui-se no sentido de que o propÃ³sito do projeto de lei em anÃ¡lise jÃ¡ se encontra normatizado, nos termos da Convençáo 169 da OIT, sem qualquer referÃªncia depreciativa em relaçáo Ã s condutas, prÃ¡ticas, ou instituiçÃµes de povos e comunidades indÃ­genas.</font></p>
<p><font size="3"><strong><em>2Â°) obrigaçáo de comunicaçáo ao poder pÃºblico</em></strong> <strong><em>e criminalizaçáo pela ausÃªncia de notificaçáo ou de providÃªncias</em></strong></font></p>
<p><font size="3">A obrigaçáo para que qualquer pessoa ”<em>que tenha conhecimento de casos em que haja suspeita ou confirmaçáo</em> de risco Ã  integridade fÃ­sica de crianças, em razáo das condutas consideradas indevidamente nocivas, pelo projeto de lei, comunique a Ã³rgáos pÃºblicos e autoridades, para que adotem providÃªncias, sobÂ  pena de responderem pela prÃ¡tica de crime de omissáo de socorro consiste também em soluçáo normativa equivocada e prejudicial ao correto tratamento de conflitos entre ordenamentos jurÃ­dicos envolvendo o Estado e povos indÃ­genas.</font></p>
<p><font size="3">Na medida em que o legislador fixa obrigaçáo dirigida a ”<em>qualquer pessoa que tenha conhecimento de casos em que haja suspeita ou confirmaçáo</em> do que considera maus-tratos ou agressÃµes Ã  crianças indÃ­genas, criminalizando as pessoas que náo cumprirem com esta obrigaçáo, bem como os agentes pÃºblicos que náo adotarem providÃªncias, ou ”<em>medidas cabÃ­veis</em>, conforma-se uma perspectiva repressiva em relaçáo a membros da prÃ³pria comunidade indÃ­gena e a quaisquer pessoas que efetivamente tenham conhecimento sobre tais realidades, mas que por razÃµes de dever de ofÃ­cio, como no caso de servidores da Funai, da Funasa, ou mesmo em razáo de apoios que prestam Ã s comunidades indÃ­genas, como missionÃ¡rios, ou indigenistas leigos.</font></p>
<p><font size="3">As pessoas que poderáo ter conhecimento de eventuais prÃ¡ticas que o projeto de lei define como ”<em>nocivas</em> provavelmente seráo pessoas que mantém algum tipo de relacionamento com a comunidade. No caso dos servidores pÃºblicos ou membros de entidades religiosas ou civis que atuem com as comunidades indÃ­genas envolvidas, a ”<em>delaçáo</em> preconizada pelo projeto de lei, poderÃ¡ inviabilizar a continuidade do trabalho que desenvolvem na comunidade, tendo em vista eventuais reaçÃµes de parte ou de toda a comunidade.</font></p>
<p><font size="3">Além disso, a obrigaçáo cujo descumprimento caracterizaria a prÃ¡tica de um ilÃ­cito penal poderia ensejar a provocaçáo de animosidades e mesmo de acusaçÃµes infundadas, na medida exata em que tais prÃ¡ticas resultam de construçÃµes culturais e sociais especÃ­ficas e diferenciadas.</font></p>
<p><font size="3">Na realidade, criminalizar as pessoas que tenham conhecimento de prÃ¡ticas tradicionais, que se revelem conflituosas com o ordenamento jurÃ­dico nacional ou internacional na afirmaçáo de direitos humanos, colide com a perspectiva adotada pela Convençáo nÂ° 169 da OIT, que recomenda a adoçáo de ”<em>procedimentos para se solucionar os conflitos que possam surgir na aplicaçáo</em> dos ”<em>costumes e instituiçÃµes prÃ³prias</em> dos povos indÃ­genas.</font></p>
<p><font size="3">E para a adoçáo de ”<em>procedimentos para se solucionar os conflitos que possam surgir na aplicaçáo</em> dos ”<em>costumes e instituiçÃµes prÃ³prias</em> dos povos indÃ­genas, náo é necessÃ¡rio, em hipÃ³tese alguma, ameaçar as pessoas que podem e devem mediar estas relaçÃµes, com a condenaçáo pela prÃ¡tica de suposto crime.</font></p>
<p><strong><em><font size="3">3Â°) providÃªncias cautelares e medidas definitivas para adoçáo</font></em></strong></p>
<p><font size="3">As providÃªncias cogitadas no art. 6Â° do projeto de lei, no sentido de indicar Ã s autoridades judiciÃ¡rias: ”<em>a retirada provisÃ³ria da criança e/ou dos seus genitores do convÃ­vio do respectivo grupo e determinar a sua colocaçáo em abrigos mantidos por entidades governamentais e náo governamentais, devidamente registradas nos Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente</em>; e caso as gestÃµes <em>por meio do diÃ¡logo</em> náo surtam o efeito desejado, no sentido de superar a prÃ¡tica considerada ”<em>nociva</em> pelo projeto de lei, que a criança seja incluÃ­da em programas de adoçáo; náo se revelam corretas, na medida em que estas soluçÃµes concebidas para todas as situaçÃµes, desconsideram o conhecimento e o respeito necessÃ¡rio aos valores culturais, aos costumes, Ã s crenças e Ã s tradiçÃµes dos povos indÃ­genas envolvidos.</font></p>
<p><font size="3">Nenhuma providÃªncia no sentido de administrar ou superar conflitos entre concepçÃµes culturais e normativas entre povos indÃ­genas e o Estado nacional serÃ¡ simples.</font></p>
<p><font size="3">A rigor, simplificar a soluçáo de conflitos que revelam a radicalidade de diferenças entre sistemas jurÃ­dicos afigura-se perigoso e prejudicial ao respeito devido aos povos étnica e culturalmente distintos e diferenciados e que vivem no Estado brasileiro com autonomia.</font></p>
<p><font size="3">Cada caso deverÃ¡ ser analisado administrativa e eventualmente até judicialmente de forma muito particular, considerando os valores culturais, os costumes, as crenças e as tradiçÃµes de cada povo.</font></p>
<p><strong><font size="3">4Â°) gestÃµes administrativas de carÃ¡ter suasÃ³rio e educacional</font></strong></p>
<p><font size="3">Para a adoçáo das gestÃµes propostas no art. 7Â° do projeto de lei náo se torna necessÃ¡rio impÃ´-las por intermédio de ato normativo, até porque a indicaçáo normativa neste e em quaisquer outros sentidos decorre do disposto no art. 9Â°, 2 e art. 10, ambos da Convençáo 169, da OIT.</font></p>
<p><strong><em><font size="3">III.</font>Â Â  </em></strong><strong><em><font size="3">Conclusáo</font></em></strong></p>
<p><font size="3">Â Do exposto, conclui-se no sentido de que a Projeto de Lei nÂ° 1.057, de 2007, deva ser rejeitado.</font></p>
<p align="center"><font size="3">BrasÃ­lia, 17 de agosto de 2007</font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center"><font size="3">Paulo Machado Guimaráes</font></p>
<p align="center"><font size="3">Advogado e</font></p>
<p align="center"><font size="3">Assessor JurÃ­dico do</font></p>
<p align="center"><font size="3">Conselho Indigenista MissionÃ¡rio</font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center"><font size="3">Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  </font></p>
<p><font size="3"></p>
<hr SIZE="1" width="33%" align="left" /></font></p>
<p><a name="_ftn1" href="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-admin/#_ftnref1" title="_ftn1">[1]</a><font face="Times New Roman"> </font>Em razáo do que estabelece seu art. 6Â° e principalmente do art. 57</p>
<p><a name="_ftn2" href="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-admin/#_ftnref2" title="_ftn2">[2]</a> Promulgada no Brasil pelo Decreto nÂ° 5.051, de 19 de abril de 2004, do Presidente da RepÃºblica, publicado no DOU de 20/04/2004. O Congresso Nacional aprovou a Convençáo 169,da OIT, por intermédio do Decreto Legislativo nÂ° 143, de 20 de junho de 2002.</p>
<p><a name="_ftn3" href="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-admin/#_ftnref3" title="_ftn3">[3]</a> Leis ordinÃ¡rias</p>
<p><a name="_ftn4" href="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-admin/#_ftnref4" title="_ftn4">[4]</a> Ementa do AcÃ³rdáo do julgamento da ADI 1480, Relator Min. Celso de Mello. Julgada em 04/09/1997 e acÃ³rdáo publicado no DJU de 18/05/2001</p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2008/03/18/brasilia-plant-gesetz-gegen-kindstotungen-bei-indiostammen/">http://www.hart-brasilientexte.de/2008/03/18/brasilia-plant-gesetz-gegen-kindstotungen-bei-indiostammen/</a></p>
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		<title>Brasilien: Lula kritisiert brasilianischen Erzbischof Sobrinho, der Medizinerteam wegen Abtreibung bei neunjährigem Mädchen exkommuniziert, das vom Stiefvater vergewaltigt worden war und Zwillinge erwartete. Abtreibung und Kindermord bei Indiostämmen. Leonardo Boff.</title>
		<link>http://www.hart-brasilientexte.de/2009/03/06/brasilianischer-erzbischof-exkommuniziert-medizinerteam-wegen-abtreibung-bei-neunjahrigem-madchen-das-vom-stiefvater-vergewaltigt-worden-war-und-zwillinge-erwartete-abtreibung-und-kindermord-bei-ind/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Mar 2009 13:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Klaus Hart]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Kultur]]></category>
		<category><![CDATA[Politik]]></category>
		<category><![CDATA[Abtreibung]]></category>
		<category><![CDATA[christliche Werte]]></category>
		<category><![CDATA[CIMI]]></category>
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		<category><![CDATA[Kindermord]]></category>
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		<description><![CDATA[Der Erzbischof von Olinda und Recife, José Cardoso Sobrinho, exkommunizierte zudem die Mutter des Mädchens. Laut Medizinerangaben war das Risiko hoch, daß die Neunjährige infolge der Zwillingsgeburt stirbt. Die Exkommunizierung hat in Brasilien auch unter Katholiken eine heftige Ethik-Debatte ausgelöst. Erzbischof Sobrinho verurteilte Abtreibung generell als &#8222;stillen Holocaust&#8220;. Er äußerteÂ  sich u.a. nicht zu der [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Der Erzbischof von Olinda und Recife, José Cardoso Sobrinho, exkommunizierte zudem die Mutter des Mädchens. Laut Medizinerangaben war das Risiko hoch, daß die Neunjährige infolge der Zwillingsgeburt stirbt. Die Exkommunizierung hat in Brasilien auch unter Katholiken eine heftige Ethik-Debatte ausgelöst. Erzbischof Sobrinho verurteilte Abtreibung generell als &#8222;stillen Holocaust&#8220;. Er äußerteÂ  sich u.a. nicht zu der Frage, daß in von katholischen Missionaren und Priestern Â betreuten Indianergemeinden Brasiliens Kindermord ebenso gängige Praxis ist wie die Abtreibung. Der Vizepräsident des bischöflichen Indianermissionsrates CIMI hatte gegenüber dieser WebsiteÂ betont, daß Abtreibung bei den Indios üblich sei, nach wie vor Stämme den Infantizid praktizierten. Ein Großteil der brasilianischen Indianer ist katholisch getauft.</strong></p>
<p><strong>Die katholische Kirche betreut u.a. die Yanomami in Amazonien:</strong> <a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2009/03/05/yanomami-und-kindermord-infantizid-ist-wichtigste-todesursache-unter-den-yanomami/">http://www.hart-brasilientexte.de/2009/03/05/yanomami-und-kindermord-infantizid-ist-wichtigste-todesursache-unter-den-yanomami/</a></p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2009/03/06/bei-den-yanomami-wird-abtreibung-in-traumatischer-form-realisiert-mit-einem-stein-oder-einem-stuck-holz-wird-auf-den-bauch-geschlagen-bis-dadurch-blutungen-und-die-abtreibung-ausgelost-werden/">http://www.hart-brasilientexte.de/2009/03/06/bei-den-yanomami-wird-abtreibung-in-traumatischer-form-realisiert-mit-einem-stein-oder-einem-stuck-holz-wird-auf-den-bauch-geschlagen-bis-dadurch-blutungen-und-die-abtreibung-ausgelost-werden/</a></p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2009/03/11/tote-deine-kinder-erfulle-deine-pflicht-gegenuber-dem-stamm-dokudrama-uber-den-kindermord-bei-brasilianischen-indianerstammen-anklicken-herunterladen/">http://www.hart-brasilientexte.de/2009/03/11/tote-deine-kinder-erfulle-deine-pflicht-gegenuber-dem-stamm-dokudrama-uber-den-kindermord-bei-brasilianischen-indianerstammen-anklicken-herunterladen/</a></p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2009/03/07/kindermord-gewaltsam-traumatische-abtreibung-verprugeln-der-eigenen-frau-mit-freunden-polygamie-sex-mit-kindern-brasilianische-indiotraditionen-finden-auch-in-deutschland-viel-bewunderung-auch/">http://www.hart-brasilientexte.de/2009/03/07/kindermord-gewaltsam-traumatische-abtreibung-verprugeln-der-eigenen-frau-mit-freunden-polygamie-sex-mit-kindern-brasilianische-indiotraditionen-finden-auch-in-deutschland-viel-bewunderung-auch/</a></p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2008/02/25/babymord-in-deutschland-und-brasilien-unterschiedliche-debatten/#more-143">http://www.hart-brasilientexte.de/2008/02/25/babymord-in-deutschland-und-brasilien-unterschiedliche-debatten/#more-143</a></p>
<p><span id="more-1908"></span></p>
<p><strong>Â Staatschef Lula hat Erzbischof Sobrinho kritisiert, dessen Schritt beklagt. &#8222;Die Medizin ist korrekter als die Kirche&#8220;</strong></p>
<p><strong>&#8222;Como cristáo e como catÃ³lico, lamento profundamente que um bispo da Igreja CatÃ³lica tenha um comportamento, eu diria, conservador como esse. Ou seja, náo é possÃ­vel que uma menina estuprada por um padrasto tenha esse filho até porque a menina corria risco de vida. Eu acho que, nesse aspecto, a medicina estÃ¡ mais correta que a Igreja. A medicina fez o que tinha que ser feito: salvar a vida de uma menina de nove anos&#8220;, disse.</strong></p>
<p><strong>Vor allem in den brasilianischen Slums gehört zur Erfahrung ungezählter Mädchen, immer wieder von Stiefvätern sexuell mißbraucht zu werden. Nicht selten teilen bereits etwa zehnjährige Mädchen ihren Spielkameradinnen mit: &#8222;Heute säuft er wieder &#8211; und dann bin ich stets dran, fickt er mich immer.&#8220; Im Nordosten ist es in ganzen Slum-Straßenzügen offenes Geheimnis, welche Väter oder Stiefväter Mädchen der Familie sexuell mißbrauchen. Die Inzestrate ist in diesen Regionen sehr hoch. In den brasilianischen Slums ist zudem keineswegs selten, daß Frauen jedes ihrerÂ vielen Kinder &#8211; nicht selten fünf bis acht &#8211; Â mit einem anderen Mann gezeugt haben. Familiäre Zerrüttung und Verwahrlosung hat ein für mitteleuropäische Begriffe schwer vorstellbares Ausmaß. Nach Angaben des brasilianischen Kongreßabgeordneten Henrique Afonso sind Pädophilie und Inzest in Brasilien verbreitet. </strong></p>
<p><strong>Abtreibungen sind in Brasilien zwar per Gesetz nur in Ausnahmefällen erlaubt &#8211; wennÂ beispielsweise Â die Mutter in Lebensgefahr ist &#8211; werden indessen massenhaft in fast jedermann bekannten Privatkliniken praktiziert. In Großstädten stehen die von Mittelschichtsfrauen frequentierten gelegentlich sogar gegenüber von Kirchen. Nur sehr selten werden Abtreibungsärzte angezeigt und laut Gesetz bestraft. Abtreibungen bilden für Privatärzte in Brasilien ein außerordentlich profitables Geschäft. Der Widerstand gegen die Freigabe der Abtreibung wird von nicht wenigen Brasilianern damit erklärt, daß just die Privatärzte verhindern wollen, daß Abtreibungen künftig gratis in öffentlichen Hospitälern vorgenommen werden &#8211; und damit dieser lukrative Erwerbszweig wegfiele. </strong></p>
<p>Menschenrechte unter Lula: <a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2008/12/06/menschenrechtstribunal-in-sao-paulo-verurteilt-brasilianischen-staat-wegen-folter-gefangnis-horror-kriminalisierung-von-armen-und-sozialbewegungen-sowie-wegen-bruchs-internationaler-menschenrechtsab/">http://www.hart-brasilientexte.de/2008/12/06/menschenrechtstribunal-in-sao-paulo-verurteilt-brasilianischen-staat-wegen-folter-gefangnis-horror-kriminalisierung-von-armen-und-sozialbewegungen-sowie-wegen-bruchs-internationaler-menschenrechtsab/</a></p>
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		<title>Kindermorde in Brasilien &#8211; nach wie vor keinerlei Reaktionen von sog. Menschenrechts-NGO, sog. für Menschenrechtsfragen zuständigen Politikern Europas. Brasiliens bischöflicher Indianermissionsrat CIMI veröffentlicht bisher nicht Wissen und Erfahrungen der katholischen Missionare über die Kindermorde bei Stämmen. Leonardo Boff über Indianer.</title>
		<link>http://www.hart-brasilientexte.de/2009/03/04/kindermorde-in-brasilien-nach-wie-vor-keinerlei-reaktionen-von-sog-menschenrechts-ngo-sog-fur-menschenrechtsfragen-zustandigen-politikern-brasiliens-bischoflicher-indianermissionsrat-cimi-veroff/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Mar 2009 14:07:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Klaus Hart]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Kindermorde]]></category>
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		<description><![CDATA[http://www.harhttp://www.hart-brasilientexte.de/2009/03/03/hakani-suruwaha-und-der-kindermord-in-brasilien/ Leonardo Boff über die Indianer: &#8222;Und ich habe sie immer bewundert, sie sind unsere großen Meister im Hinblick auf die Haltung gegenüber der Natur. Die sind technologisch gesehen rückständig, aber zivilisatorisch, sie sind vorwärts, sie sind reicher als wir. Wenn wir lernen wollen, was wir für eine Beziehung mit der Natur eingehen sollen, die [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.harhttp://www.hart-brasilientexte.de/2009/03/03/hakani-suruwaha-und-der-kindermord-in-brasilien/">http://www.harhttp://www.hart-brasilientexte.de/2009/03/03/hakani-suruwaha-und-der-kindermord-in-brasilien/</a></p>
<p><span id="more-1896"></span></p>
<p><strong>Leonardo Boff über die Indianer: &#8222;Und ich habe sie immer bewundert, sie sind unsere großen Meister im Hinblick auf die Haltung gegenüber der Natur. Die sind technologisch gesehen rückständig, aber zivilisatorisch, sie sind vorwärts, sie sind reicher als wir. Wenn wir lernen wollen, was wir für eine Beziehung mit der Natur eingehen sollen, die Beziehung zwischen dem Alter und den Kindern, den Erwachsenen und alten Leuten, die Beziehung zwischen Arbeit und Freizeit, die Beziehung zwischen Leben und Tod, dann müssen wir die Indianer hören. Die haben eine große Weisheit und vieles haben sie uns zu sagen.&#8220;</strong></p>
<p>Menschenrechte unter Lula: <a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2008/12/06/menschenrechtstribunal-in-sao-paulo-verurteilt-brasilianischen-staat-wegen-folter-gefangnis-horror-kriminalisierung-von-armen-und-sozialbewegungen-sowie-wegen-bruchs-internationaler-menschenrechtsab/">http://www.hart-brasilientexte.de/2008/12/06/menschenrechtstribunal-in-sao-paulo-verurteilt-brasilianischen-staat-wegen-folter-gefangnis-horror-kriminalisierung-von-armen-und-sozialbewegungen-sowie-wegen-bruchs-internationaler-menschenrechtsab/</a></p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2008/12/06/demo-mit-zerstuckeltem-haftling-in-vitoria-extremsituationen-extremreaktionen-maria-nacort-eine-couragierte-menschenrechtsaktivistin-appelliert-an-amnesty-international-und-uno/">http://www.hart-brasilientexte.de/2008/12/06/demo-mit-zerstuckeltem-haftling-in-vitoria-extremsituationen-extremreaktionen-maria-nacort-eine-couragierte-menschenrechtsaktivistin-appelliert-an-amnesty-international-und-uno/</a></p>
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