Klaus Hart Brasilientexte

Aktuelle Berichte aus Brasilien – Politik, Kultur und Naturschutz

Weltsozialforum 2009 und zahlreich vertretene Caiapó-Indianer – bekannt wegen illegaler Urwaldrodung, illegalen Edelholzgeschäften, Mahagoni-Export nach Europa, Goldschürferei, dem Fall Paiakan. Rocksänger Sting stieg aus…

 Brasiliens Umweltexperte Marcos Correia: “Die Caiapó verkauften das gesamte Mahagoni ihres Reservats.”

Rocksänger Sting blamierte sich weltweit mit seinem politisch korrekten PR-Spruch:”Wo Indianer sind, wird der Wald geschützt. Wo es keine gibt, wird er nicht geschützt.” Doch schon 1993 mußte er einräumen, daß im Caiapó-Reservat massiv und illegal Urwald gerodet wird. In vielen grob vereinfachenden Bla-Bla-Medienberichten aus Belem, mit denen die politische Brisanz des Weltsozialforums heruntergespielt werden soll, wird die Forderung nach Schutz der “Lebensräume der Ureinwohner” zitiert, ohne die tatsächliche Situation zu benennen.

Surui-Stamm und Amazonasvernichtung: “Die Paiter (Surui aus Rondônia) leben auf dem indigenen Land Sete de Setembro in Cacoal, Rondônia, Brasilien, das demarkiert und homologiert ist und 248.147 Hektar umfasst. Die Bevölkerungsgruppe umfasst ungefähr 1.300 Menschen, die die Sprache Tupi Monde sprechen und von Ackerbau und indigenem Kunsthandwerk leben.
Dieses Volk hat lange mitgewirkt bei dem illegalen Holzeinschlag auf indigenem Land, da einige ihrer führenden Köpfe von Holzfällern und korrupten Beamten der Nationale Stiftung für Indigene, FUNAI (Fundaçao Nacional do Indio), die sie mit dem aus dem Holzdiebstahl gewonnenen Geld lockten, dazu verleitet wurden.
In dem Bewusstsein, dass die illegale Praktik des Holzeinschlags ihrer Gemeinschaft nur schadet, gründeten die Paiter die Organisation Metareilá des indigenen Volkes der Surui, um gegen diese illegale Praxis anzukämpfen.” Zitat Almir Surui.

http://www.hart-brasilientexte.de/2009/01/29/weltsozialforum-2009-emporung-uber-mittelkurzung-in-lulas-umweltministerium-um-79-prozent-greenpeace-skandalos/

Weltspiegel zu Kindermord: http://www.hart-brasilientexte.de/2009/11/14/selten-hat-sich-eine-moderne-gesellschaft-schneller-und-radikaler-von-einem-mehrheitlich-akzeptierten-postulat-verabschiedet-als-die-deutschen-vom-schutz-der-natur-horst-stern-bereits-1996-manf/

“Caiapós, povos indígenas da Amazônia Kaiapó: Ou Kayapó, ou Caiapó. Povo de língua da família Jê. Distribuem-se por 14 grupos, num vasto território que se estende do SE do Pará ao N do Mato Grosso, na regiáo do rio Xingu. Os grupos sáo: Gorotire, Xikrin do Cateté, Xikrin do Bacajá, A™Ukre, Kararaô, Kikretum, Metuktire (Txucarramáe), Kokraimoro, Kubenkrankén e Mekragnoti. Há indicações de pelo menos três outros grupos ainda sem contato com a sociedade nacional.Os Caiapós do Pará sáo considerados atualmente os índios mais ricos do Brasil. Eles conseguiram razoável padráo de vida com a exploraçáo do mogno no sul do Pará,além do ouro que existe em abundância em suas terras.Movimentam cerca de U$$15 milhões por ano, derrubando, em média, 20 árvores de mogno por dia e extraindo 6 mil litros anuais de óleo de castanha. Quem iniciou a expansáo capitalista dos caiapós foi o controvertido cacique Tutu Pompo (morto em 1994). Para isso destitui o lendário Raoni e enfrentou a oposiçáo de outro caiapó, Paulinho Paiakan.Ganhador do Prêmio Global 500 da ONU, espécie de Oscar ecológico, admirado pelo príncipe Charles e por Jimmy Carter, Paiakan foi acusado do estupro de uma jovem estudante branca, em junho de 1992.Portal Amazônia
09.12.2005-GC”
Caiapós exigem do Ibama liberaçáo de mogno
12/03/2002
Fonte: Estado de S. Paulo-SP
Cerca de 100 índios, que formam as principais lideranças da naçáo caiapó no sul do Pará, estáo exigindo do Ibama a liberaçáo de 30 mil metros cúbicos de mogno extraídos nos últimos meses de suas terras por empresas madeireiras. Toda essa madeira está avaliada em mais de 70 milhões.
Apreendido por fiscais do Ibama, o mogno está empilhado dentro das reservas caiapós, e tem a Fundaçáo Nacional do Índio (Funai) como fiel depositária. Eles criticam portaria do Ibama, assinada em outubro do ano passado, proibindo extraçáo, transporte e comercializaçáo de mogno. E afirmam que estáo passando fome e sem dinheiro para comprar comida, roupas e remédios para a tribo.
Para cobrar uma posiçáo do Ibama, os índios fretaram dois ônibus e viajaram cerca de 3 mil quilômetros de Redençáo, no sul do Pará, até Brasília. A viagem teria sido patrocinada por madeireiros da regiáo interessados na retomada da venda de mogno para empresas da Europa e Estados Unidos.
Em Brasília, os caiapós estiveram reunidos com o presidente do Ibama, Hamilton Casara, e com a gerente executiva do órgáo no Pará, Selma Melgaço. Os dois ouviram as queixas dos índios, mas foram taxativos: náo iráo liberar o mogno estocado nas reservas porque se trata de espécie derrubada ilegalmente ou com falsos planos de manejo do Ibama.
Os caiapós ficaram furiosos, ameaçando tomar atitudes drásticas para fazer valer o que consideram seus “direitos”. Eles chegaram a dizer que eram donos da terra, da natureza e da vontade de fechar negócios com os madeireiros para garantir a sobrevivência de seu povo.
À tarde, mais calmos, eles direcionaram o foco de suas reivindicações para uma fiscalizaçáo conjunta entre Ibama e Funai sobre a exploraçáo de madeira em suas terras, caça e pesca.
Hoje o comércio ilegal de mogno é um excelente negócio apenas para as empresas madeireiras. Por cada tora retirada da terra caiapó o madeireiro paga R$ 50 ao índio, mas vende a mesma tora por U$ 600, cerca de R$ 1,4 mil.
Sting und Caiapó-Häupting Paiakan: http://www.amazonia.org.br/fotografias/detalhe.cfm?id=41001&cat_id=100&subcat_id=449

Caiapós decidem náo entregar Paiakan e Funai pede condicional

26/02/2002

Fonte: Estado de S. Paulo-SP

Índios náo querem a prisáo do cacique, que poderá cumprir resto da pena em liberdade

Os índios caiapós da aldeia Aukre, em Redençáo (Sul do Pará) decidiram ontem náo entregar à Justiça o cacique Paulinho Paiakan, condenado a seis anos de prisáo pelo Tribunal de Justiça do Estado e cuja sentença foi ratificada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A Fundaçáo Nacional do Índio (Funai) já entrou com um pedido de liberdade condicional para o cacique, pois ele já cumpriu em torno de dois anos e meio de prisáo domiciliar.

Paiakan foi condenado pelo estupro da entáo estudante Sílvia Letícia, em 1992, em Redençáo. Ele continua refugiado na reserva, onde a Polícia Federal, encarregada de efetuar sua prisáo, náo planeja entrar. A intençáo é negociar a rendiçáo do cacique, o que náo agrada à fundaçáo: “A Funai náo negocia, cumpre a decisáo judicial”, afirma o procurador da Fundaçáo, Joáo Ferreira da Costa Neto.

Segundo os líderes caiapós, embora Paiakan tenha cometido crime sexual contra uma mulher branca, sua prisáo dentro da aldeia representaria uma desmoralizaçáo para a tribo. Além disso, colocaria em risco toda a comunidade indígena, “que ficaria sujeita às leis da cidade”. Entregar Paiakan à Justiça também está fora de cogitaçáo.

Velhos e novos guerreiros garantem que nem a PF nem o Exército se atreveráo a enfrentar os guerreiros caiapós dentro de suas terras. Se isto vier a ocorrer, os índios afirmam que iráo “lutar até a morte”. Segundo o juiz do TJ paraense, José Torquato de Alencar, que assinou o mandado de prisáo, Paiakan é considerado foragido da Justiça e tem ainda quatro anos de pena a serem cumpridos em regime fechado.

Desde 1999 que o cacique, após tomar conhecimento de que sua apelaçáo contra a decisáo do TJ do Pará havia sido rejeitada pelo STF, refugiou-se na aldeia Aukre.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u7244.shtml

:: Justiça impede quatro madeireiras de exportar
O Liberal (PA), 27 de junho de 2002

As empresas Eidai do Brasil, Serraria Cotia Indústria e Comércio Ltda., Mirante Exportaçáo e Comércio Ltda. e Adair Comercial Ltda., todas do ramo de exploraçáo de mogno, tiveram barradas pela Justiça Federal suas pretensões de exportar a madeira. O juiz federal Gláucio Maciel, da 1ª Vara, proferiu sentenças negando a concessáo de mandados de segurança que todas elas impetraram contra ato do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), como também revogou liminares concedidas às três primeiras. Nas sentenças, o magistrado elogia o governo brasileiro pela forma como tem executado políticas em defesa do meio ambiente.

Nos mandados de segurança que impetraram, as quatro madeireiras apresentaram argumentos semelhantes e alegam, basicamente, a inconstitucionalidade da Instruçáo Normativa 17. Expedida pelo Ibama, ela entrou em vigor em 19 de outubro do ano passado e suspende o transporte, o beneficiamento e a comercializaçáo de mogno por tempo indeterminado. As empresas argumentaram ao juízo que náo haveria justificativa para a suspensáo da comercializaçáo da espécie e que a conduta do Instituto atenderia a interesses de grupos interessados na internacionalizaçáo da Amazônia, o que constituiria um atentado à soberania nacional, além de afetar a sobrevivência das atividades comerciais de firmas legalmente estabelecidas e o direito adquirido.

Depois de colher as informações da Superintendência do Ibama e do Ministério Público, o juiz rejeitou as preliminares que uma e outra apresentaram. O magistrado rejeitou a tese de que as madeireiras primeiro deveriam defender seus interesses na área administrativa, ou seja, junto ao Ibama, para só entáo ingressarem em juízo. Considerou ainda que, no caso, as empresas náo precisariam exibir provas para sustentar suas pretensões, uma vez que questionavam apenas o direito à comercializaçáo da madeira, o que náo podiam fazer por causa da instruçáo normativa. Por fim, e ao contrário do que entendia o Ibama, considerou o Instituto parte legítima para responder em juízo, pois dele “emanou o indeferimento das autorizações para exportaçáo da madeira.”

Quanto ao mérito da questáo, entretanto, o juiz Gláucio Maciel considerou improcedentes as alegações das quatro empresas. O magistrado classificou de “perfeitamente legais e constitucionais” o Decreto n. 2.687/98, que suspendeu a exploraçáo do mogno na Amazônia por dois anos, a contar de julho de 1998, o Decreto 3.559/00, que pelo mesmo prazo também suspendeu a exploraçáo do mogno, a Instruçáo Normativa 6/01 do Ibama e suas similares anteriores, que estabeleciam as quotas máximas de exportaçáo de mogno por semestres, além da Instruçáo Normativa 17/01, que suspendeu, por tempo indeterminado, o transporte, o beneficiamento e a comercializaçáo do produto.

Ele náo se convenceu de que as quatro empresas foram prejudicadas em relaçáo ao livre exercício da atividade econômica. Ressaltou que a própria a Constituiçáo autoriza o controle da produçáo e da comercializaçáo de produtos se houver perigo de dano ao meio ambiente e também prescreve que, em alguns casos previstos em lei, a atividade econômica pode depender de autorizaçáo de órgáos públicos. Seguno o magistrado, desde a vigência da Cites, convençáo firmada pelo Brasil em 1975, há restriçáo na exportaçáo de mogno, além do que o Código Florestal (Lei 4.771/65) também permite essa restriçáo.

“A suspensáo da exportaçáo do mogno náo é ilegal. Há necessidade de se verificar minuciosamente a origem do mogno que se pretende exportar, já que é fato nessa regiáo a extraçáo dessa madeira em locais náo-autorizados pelo Ibama, seja em reservas indígenas, em florestas densas, ou em planos de manejo ainda náo-formados”, escreveu Gláucio Maciel. Ele entendeu, ainda, que náo houve a alegada violaçáo do direito adquirido porque as empresas tinham conhecimento das restrições para a comercializaçáo do mogno, como a previsáo de contingenciamento das exportações, pelo menos desde a inclusáo do madeira no rol das espécies ameaçadas de extinçáo.

Madeireiros mobilizam Caiapós contra a Polícia Federal

Os madeireiros do sul do Pará envolvidos com a extraçáo ilegal de 18 mil metros cúbicos de mogno da reserva caiapó, em Sáo Félix do Xingu, decidiram fornecer armas e mobilizar os índios para impedir que agentes da Polícia Federal e fiscais do Ibama entrem na área conhecida por Caxangá para retirar a madeira apreendida na última segunda-feira pelos participantes da operaçáo “Amazônia Fique Legal”. Espingardas e rifles estariam sendo entregues aos indios para que eles defendam a continuidade do contrabando de mogno em suas terras.

A negociaçáo para permitir a entrada dos homens do governo na área estáo sendo tensas e devem demorar alguns dias. Os índios se consideram “prejudicados” pelo governo em suas negociações com os madeireiros, de quem se dizem amigos. As sete mil toras de mogno descobertas pelo Ibama foram amarradas com cabos de aço ao longo de 1,5 km do Rio Xingu para náo serem levadas pela correnteza. Em alguns pontos daquele rio, o Ibama descobriu serrarias já montadas somente para cortar a madeira derrubada na reserva caiapó.

Dinheiro – O argumento dos caiapós, para evitar o resgate do mogno pelos agentes do governo, é que eles precisam de dinheiro arrecadado com a venda da madeira para tocar seus projetos nas áreas de agricultura, saúde e energia elétrica.

Como a Funai e a Funasa pouco têm a oferecer aos caiapós para solucionar os problemas daquela comunidade, os índios alegam que a negociaçáo com os fazendeiros é a única maneira que eles têm de garantir a sobrevivência da tribo.

Os índios aceitariam entregar o mogno extraído de suas terras por seis empresas madeireiras se o governo apresentar a eles alternativas de rendimento econômico para a tribo sem que eles precisem destruir seus recursos naturais. E justificam que nem Ibama, nem a PF, e muito menos a Funai e a Funasa podem exigir qualquer coisa dos caiapós, porque nada lhes dáo em troca.

Direito – Em março deste ano, depois de uma operaçáo do Ibama que culminou com a apreensáo de mais de 20 mil metros cúbicos de mogno dentro das reservas Gorotire, os caiapós pediram ao entáo presidente do órgáo, Hamilton Casara, que a madeira fosse liberada. Casara indeferiu o pedido dos índios, alegando que a derrubada das árvores foi feita ilegalmente ou com certificados falsos de planos de manejo do Ibama.

Os índios protestaram ruidosamente contra a decisáo do presidente do Ibama, reclamando o “direito” de comercializar a madeira de suas reservas. Em outubro, portaria do Ibama proibiu a extraçáo, o transporte e a comercializaçáo de mogno. A viagem dos índios à Brasília foi bancada pelos madeireiros.

Explorados na comercializaçáo ilegal, os madeireiros pagam aos índios no máximo R$ 40 por cada metro cúbico de mogno. Esse mesmo metro cúbico é depois vendido para a Europa e Estados a U$$ 1,2 mil , ou quase R$ 3 mil.

Justiça autoriza empresas a exportar mogno apreendido pelo Ibama – 18/01/2002

Local: Belém – PA
Fonte: O Liberal
Link: http://www.oliberal.com.br/index.htm

Três madeireiras do Sul do Pará ganharam na Justiça Federal o direito de exportar o mogno apreendido por fiscais do Ibama e agentes da Polícia Federal durante operaçáo realizada nos meses de outubro, novembro e dezembro naquela regiáo, principalmente nos municípios de Redençáo, Tucumá, Ourilândia do Norte e Sáo Félix do Xingu. A liminar foi concedida pelo juiz substituto da 1ª Vara e que também acumula a 5ª Vara Federal de Belém, Francisco de Assis Garcês Castro Júnior. A decisáo do juiz beneficia as madeireiras Eidai do Brasil, Cotia Indústria e Comércio Ltda e Jatobá Comércio e Exportaçáo Ltda. As madeireiras Marajoara, Selecta, Peracchi e Mirante também ingressaram com liminares na Justiça e também ganharam condições de exportar o mogno existente no pátio de suas serrarias. No total, cerca de 20 mil metros cúbicos de mogno estariam prontos para ser vendidos fora do pais, o que representa quase R$ 50 milhões. A diretora da área técnica do Ibama em Belém, Nilma Macedo, anunciou ontem que o órgáo vai recorrer contra a decisáo de Francisco Garcês. Além do Ibama, o Ministério Público Federal vai pedir que o juiz reconsidere sua decisáo. Além da vitória na Justiça, os madeireiros conseguiram praticamente triplicar as cotas estabelecidas pelo Ibama para exportaçáo, pulando de 1.200 metros cúbicos para 3.700. Instruçáo – As madeireiras Mirante e Marajoara já teriam exportado o mogno que estava no pátio das duas empresas, mas sem exceder a cota de 1.200 metros fixada pelo Ibama. O estoque de madeira a ser comercializado pelas empresas Eidai, Cotia e Jatobá, segundo a liminar concedida pelo juiz, é o que estava acumulado no pátio das empresas antes da vigência da Instruçáo Normativa 17, baixada pelo presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Hamilton Nobre Casara. A instruçáo normativa, que entrou em vigor em 19 de outubro do ano passado, suspende o transporte, o beneficiamento e a comercializaçáo de mogno por tempo indeterminado. As três empresas ajuizaram mandados de segurança na Justiça Federal, alegando que, em decorrência do ato normativo, suas atividades comerciais tiveram que ser paralisadas e que o Ibama vinha se negando a autorizar a expediçáo de guias de exportaçáo dos produtos derivados do mogno. Alegaram ainda que essa instruçáo é ilegal, porque o Instituto náo teria competência para editá-la. Além disso, elas já teriam direito à comercializaçáo dos produtos adquiridos antes da vigência da norma. Ao fundamentar a concessáo da liminar, o juiz Francisco Garcês entendeu que o Ibama, na condiçáo de entidade autárquica criada para executar a política nacional de controle do meio ambiente, detém, como qualquer entidade pública, poder de polícia para exercer suas atribuições, mas isso náo pode contrariar limites impostos pela Constituiçáo Federal. Provas – Em razáo disso, observa Francisco Garcês, a Instruçáo Normativa 17 náo poderia alcançar situações consolidadas antes de suas vigência, como é o caso da madeira beneficiada e de contratos de comercializaçáo fechados antes do início da vigência do ato normativo. Ele também ressaltou que as provas apresentadas pelas três empresas, nos mandados de segurança ajuizados, atestaram que realmente já haviam adquirido grande quantidade de produtos derivados de mogno antes de 19 de outubro, quando a Instruçáo entrou em vigor. O magistrado também considerou que a decisáo do Ibama, de exigir autorizaçáo prévia para emitir guias de exportaçáo, perdeu eficácia depois da ediçáo da instruçáo normativa. O problema, argumenta a diretora do Ibama em Belém, Nilma Macedo, é que o órgáo constatou irregularidade, durante vistoria no pátio de algumas empresas citadas na liminar. ”A madeira que estava estocada era ilegal, porque foi extraída de área náo autorizada pelo Ibama. Nós autorizamos a extraçáo em uma área, mas eles tiraram de outra, resumiu ela. A vistoria técnica foi realizada depois da ediçáo da Instruçáo Normativa 17. O Ibama foi informado pelas empresas que a madeira era originária de uma área, mas os técnicos constataram que o local sequer foi mexido ou revelou a presença de máquinas e motosserras. Isto ficou comprovado no caso da Madeireira Cotia. A empresa declarou ao juiz que tinha em seu estoque 3.700 metros cúbicos e recebeu autorizaçáo para exportar esse volume. Nilma Macedo enfatiza que o estoque da Cotia era na verdade de 1.200 metros cúbicos. ”Vamos cumprir a decisáo da Justiça, mas estamos nos preparando para recorrer. Protesto – Ontem pela manhá, em Redençáo, trinta índios caiapós protestaram contra a falta de pagamento pela autorizaçáo para a extraçáo de mogno em suas terras. O alvo da manifestaçáo foi o madeireiro Osmar Ferreira, um dos ”reis do mogno na Amazônia. O outro madeireiro que domina o setor é Moisés Carvalho, proprietário da Madeireira Jatobá, uma das beneficiadas pela liminar concedida pela Justiça Federal para a exportaçáo do mogno. Os índios alegam que desde meados do ano passado náo recebem qualquer pagamento para permitir a retirada de madeira de sua reseva. A exploraçáo ilegal de mogno em áreas indígenas é uma atividade que só beneficia as grandes empresas madeireiras. No sul e sudoeste do Pará, os índios das tribos caiapó, xicrin, arara e assurin sáo os que menos lucram com isso. Segundo o cacique Megaron, um dos líderes dos caiapós, um índio recebe R$ 50,00 para permitir a derrubada de uma árvore de mogno com mais de 40 metros de altura. Depois de cortada, essa mesma árvore é dividida em toras que chegam a valer até R$ 2,1 mil no mercado internacional. Cada tora tem 3,2 metros cúbicos. O metro cúbico do mogno é cotado a U$$ 1.600.

Artigo

Midiáticos… Os caiapós!

De novo, em Altamira, no Pará. E também em protesto contra o projeto da construçáo da hidrelétrica Belo Monte (ex-Kararaô).

Da primeira vez, em fevereiro de 1989, a vítima foi o entáo diretor da Eletronorte José Antônio Muniz Lopes. Durante o I Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, a índia caiapó Tuíra empunhou um terçado (um tipo de facáo) e encostou a lâmina no rosto dele.

Semana passada, no encontro Xingu Vivo para Sempre, chegou a vez do engenheiro da Eletrobrás, Paulo Fernando Rezende. A mídia mostrou. Todo mundo viu. Ele cercado, agredido e atingido no braço por uma lâmina de terçado. Náo, náo foi Tuíra.  Ela só liderou a agressáo.

Ah, os caiapós.

Belicosos, temidos de longo tempo até por outras etnias indígenas (algumas quase dizimadas), eles sempre guerrearam por seu território. Por desavenças dentro do próprio grupo, se subdividiram e vivem em várias tribos e aldeias no médio Xingu.

Em 1980, estava eu com Carlos Humberto TDC na divisa de Mato Grosso com o Pará, em Sáo José do Bang-Bang. Olha o apelido do lugarejo… Documentávamos conflitos de terra entre fazendeiros e índios, na Amazônia Legal. De repente, a notícia da tragédia. Onze peões haviam sido mortos a bordunadas. Motivo? Os trabalhadores rurais cumpriam o trato com o dono de uma fazenda e desmatavam uma área contestada por caiapós.

O tempo passou. Nove anos depois, em Altamira, os caiapós se destacavam na primeira reuniáo dos povos indígenas do Xingu. Chamavam atençáo pela desenvoltura, pelos adereços, pintura corporal e dramatizaçáo espetaculares. Vide a atuaçáo de Tuíra. Entre os participantes do evento, a empreendedora ambientalista Anita Roddick, diretora da empresa inglesa de cosméticos Body Shop. Fascinada com a liderança de Paulinho Paiakan, ela resolveu investir ecologicamente em A-Ukre, a aldeia do cacique caiapó.

Em 1992, a fotógrafa Nair Benedicto e eu chegávamos em Redençáo, pequena cidade do sul do Pará. Tínhamos um encontro marcado e acertado por fax com Paiakan. Endereço: escritório da exportadora de óleo de castanha-do-pará A-Ukre Trading Company! Ele nos levou de aviáo monomotor à sua aldeia, na qual faríamos a reportagem sobre “os índios empresários” para a revista Marie Claire. O piloto era contratado da A-Ukre Trading Company e o aviáo pertencia aos caiapós.

Do alto, avistamos os pastos imensos das fazendas de gado, as madeireiras em torno de Redençáo e o garimpo Maria Bonita. Em seguida, observamos uma cadeia de montanhas, um canyon, cachoeiras, chapadas e veredas. Sobrevoamos também uma floresta densa até alcançar o Riozinho, subafluente do Xingu. Lá estava a pequenina A-Ukre. Primitiva e com sua fabriqueta rudimentar, produtora do óleo exportado para a Inglaterra.

Visitamos outras aldeias e constatamos a açáo, consentida, de garimpeiros de ouro e madeireiros de mogno nas terras caiapós. Como? A partir de contratos fechados diretamente com os próprios índios. Com o conhecimento da Funai. Isso, há 16 anos.

Hoje, a imagem de impacto é o close do braço sangrando do engenheiro da Eletrobrás.

Arcos e flechas, bordunas redondas e bordunas em forma de espada eram reconhecidamente as armas, de caça e de guerra, dos caiapós. E os facões? Bem, os primeiros facões certamente foram presenteados por algum sertanista com quem tiveram contato amigável a partir de 1930. Por aí.

Mas… É impressáo minha ou os caiapós se acostumaram a empunhar os terçados como se fossem bordunas espadas?

Prefiro acreditar que o ferimento no braço do engenheiro foi acidental. Que a violência náo passou de um descontrole da dramatizaçáo exagerada. Porque, dramatizar seus mitos, faz parte da cultura dos caiapós. Sim. Além disso, aprenderam: sáo mi-di-á-ti-cos!

Ateneia Feijó é jornalista e mora no Rio, onde trabalhou no Jornal do Brasil, nas revistas Manchete, Geográfica Universal, Fatos e Fotos, Cláudia e Marie Claire. Embrenhou-se muitas vezes pelos confins deste Brasil, numa época em que náo existia telefone celular. Volta e meia sumia na Amazônia de onde voltava com grandes reportagens. É carioca, escritora e avó de Júlia.

Rockmusiker Sting über seine Erfahrungen mit brasilianischen Indios:Os indios tentam enganar voce o tempo todo e podem ser muito frustrantes.  Eles veem os brancos mais como uma fonte de recursos do que como amigos. Eu era muito ingenuo. Estou deixando para trás os meus dias de selva.

http://www.hart-brasilientexte.de/2008/03/12/indianer-naturschutzer-oder-naturzerstorer-hatte-karl-may-recht/

http://www.hart-brasilientexte.de/2009/01/05/kindermord-in-brasilien-warum-nicht-die-menschenfresserei-wiedereinfuhren-wenn-der-kindermord-bei-brasilianischen-indianerstammen-zugelassen-ist-fragt-ironisch-denis-lerrer-rosenfield-philosophiep/

http://www.hart-brasilientexte.de/2009/01/19/weltsozialforum-2009-ende-januar-in-belem-para-politisch-korrekt-oder-realitatsnah-staatschef-lula-schickt-armee-spezialeinheit-in-die-stark-gewaltgepragte-forumsstadt/

http://www.hart-brasilientexte.de/2009/03/07/kindermord-gewaltsam-traumatische-abtreibung-verprugeln-der-eigenen-frau-mit-freunden-polygamie-sex-mit-kindern-brasilianische-indiotraditionen-finden-auch-in-deutschland-viel-bewunderung-auch/

Dieser Beitrag wurde am Dienstag, 27. Januar 2009 um 13:03 Uhr veröffentlicht und wurde unter der Kategorie Naturschutz, Politik abgelegt. Du kannst die Kommentare zu diesen Eintrag durch den RSS-Feed verfolgen.

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