Klaus Hart Brasilientexte

Aktuelle Berichte aus Brasilien – Politik, Kultur und Naturschutz

Kein sauberer Strom aus Amazonas-Wasserkraftwerken, wie immer behauptet: Philip Fearnside, weltbekannter Amazonas-Biologe, über enorme Methan-Produktion durch Staudämme.

 Die Amazonas-Wasserkraftwerke seien regelrechte Methan-Fabriken – und Methan sei pro Tonne nach neueren Studien sogar 34-mal schädlicher für das Klima als eine Tonne CO2. Fearnside arbeitet im Amazonas-Forschungsinstitut INPA, nannte gegenüber der Qualitätszeitung “O Estado de Sao Paulo” die Hauptprobleme von Belo Monte. Die Rousseff-Regierung hat unterdessen an die Interamerikanische Menschenrechtskommission, die einen Baustopp verlangt hatte, ein Verteidigungspapier geschickt. Laut Medien ist Präsidentin Rousseff eine begeisterte Verfechterin von Belo Monte.In Europa wird von interessierter Seite betont, das Wasserkraftwerk sei gut für den Klimaschutz. Laut Fearnside wird auch Belo Monte keine saubere Energie liefern. Brasiliens Klimabilanz erhält in Europa sehr viel Lob – was stets mit Hinweis auf die Wasserkraftwerke begründet wird. 

http://www.hart-brasilientexte.de/2009/11/29/brasilien-produziert-weiter-massenhaft-treibhausgas-co2-durch-abfackeln-von-naturgas-bisher-noch-tabu-thema-vor-der-kopenhagen-klimakonferenz/

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Fearnside im Website-Interview:”Zwar gibt es viele Studien wie die von mir über diesen Sachverhalt – doch wird in der Presse und in politischen Reden so oft wiederholt, daß diese Energie sauber sei, daß die Leute schließlich nur dies gehört haben – und sich daher nicht weiter in die Sachlage vertiefen. Und dann ebenso wiederholen, was sie gehört haben. Doch an den Fakten über die klimaschädlichen Emissionen ändert dies nichts.” (In Bezug auf die Windkraft läuft es bekanntlich genauso)

Viele Fearnside-Texte, anklicken:  http://philip.inpa.gov.br/publ_livres/lista%20aberta.htm

http://www.hart-brasilientexte.de/2011/04/15/amazonas-staudamme-wie-belo-monte-gut-fur-den-klimaschutz-wie-in-europa-behauptet-fachleute-weise-auf-massive-produktion-von-extrem-klimaschadlichen-faulgasen-darunter-methan/

Wie Barack Obama den Tropenstaat Brasilien bewertet: “Brasilien ist eine beispielhafte Demokratie. Dieses Land ist nicht länger das Land der Zukunft – die Menschen in Brasilien sollten wissen, daß die Zukunft gekommen ist, sie ist hier, jetzt”.

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http://www.hart-brasilientexte.de/2011/05/20/belo-monte-und-der-indianerprotest-in-sao-paulo-2011-scharfe-kritik-an-brasiliens-prasidentin-dilma-rousseff-belo-monte-de-merda-fotoserie/

‘Hidrelétricas emitem metano, um gás de efeito estufa com 25 vezes mais impacto sobre o aquecimento global por tonelada de gás do que o gás carbônico’, diz Philip. E é o metano que sai da água que passa pelas turbinas e vertedouros de uma hidrelétrica que transforma a energia gerada em vilã.

‘Os autores calculam essas baixas emissões de metano das hidrelétricas por ignorar duas das principais rotas para emissão desse gás: a água que passa pelas turbinas e pelos vertedouros. Essa água é tirada de uma profundidade suficiente para ser isolada da camada superficial do reservatório, e tem uma alta concentração de metano dissolvido. Muito desse metano é liberado para a atmosfera, como tem sido medido em hidrelétricas como Balbina, no Amazonas’. 

Sao Paulos stinkender Müll – bestialisch bei Tropentemperaturen:  http://www.hart-brasilientexte.de/2011/02/28/sao-paulo-lateinamerikas-reichste-stadt-kein-radwegenetz-keine-mulltonnen-gut-fur-die-ratten/

Methan-Produzent Sao Paulo:  http://www.hart-brasilientexte.de/2010/06/16/das-ist-nicht-normal-neue-website-uber-lateinamerikas-fuhrende-megacity-sao-paulo-umweltvergiftung-stadtzerstorung-absurditaten/

“Kampf für die Schöpfung” – Bischof Erwin Kräutler:  http://www.dradio.de/dkultur/sendungen/religionen/1333914/

Brasilias Atomkraftwerke-Programm:  http://www.hart-brasilientexte.de/2011/04/27/brasiliens-atomkraftwerke-programm-lula-dekretierte-kurz-vor-amtsabtritt-noch-totale-steuerbefreiung-fur-nuklearimporte-laut-landesmedien/

Handverlesene Rousseff-Bejubler neben protestierenden Studenten in Ouro Preto:  http://www.hart-brasilientexte.de/2011/04/25/brasiliens-staatsprasidentin-dilma-rousseff-zur-feierlichen-zeremonie-2011-in-ouro-preto-am-todestag-des-nationalhelden-tiradentes-lautstarke-proteste-von-studenten-gegen-sozial-und-bildungspolitik-d/

Sklavenarbeiter, Zuckerrohr, “Biosprit”:  http://www.hart-brasilientexte.de/2011/01/26/dieser-weltmarkt-heute-will-garnicht-wissen-ob-das-zuckerrohr-von-sklavenarbeitern-geerntet-wurde-ob-man-die-plantagen-umweltfeindlich-abfackelte-mario-mantovani-prasident-der-renommierten-umw/

http://www.hart-brasilientexte.de/2011/04/27/deutscher-bundesprasident-christian-wulff-besucht-vom-4-bis-7-mai-2011-brasilien-weilt-mit-seiner-hochrangigen-delegation-in-brasilia-sao-paulo-und-rio-de-janeiro-strategische-partnerschaft/

29/4/2011

Tucuruí: ”Mesmo depois de 30 anos continuamos sem receber indenização”
Câncer, depressão, prostituição, extinção de peixes, desmatamento e destruição de toda uma vida foram alguns dos custos que pagam há 30 anos mulheres e suas famílias após a vinda da usina hidrelétrica de Tucuruí (PA).  Muitas ainda não receberam nenhum tipo de compensação pelos impactos recebidos.A reportagem é de Thais Iervolino e publicada por Amazonia.org.br, 29-04-2011.Uma vida construída às margens do rio Tocantins. Lá a família plantava e pescava o que comia e o que vendia para sobreviver.  Toda uma história de luta para construir uma vida melhor.  Até que, de repente, sua família viu-se obrigada a ter de sair do local, com uma ‘mão atrás da outra’, ‘sem eira nem beira’.  O motivo?  A construção da maior hidrelétrica nacional, Tucuruí, que a partir da década de 1970 desalojou, além da família de Dilma Ferreira Silva, também outras centenas de pessoas com o discurso da vinda de mais desenvolvimento à população.”Minha cidade ficou alagada.  A usina, quando abriu as comportas, levou tudo.  Assim foi, assim será com outras [usinas hidrelétricas]”, diz Dilma.  Atualmente, existem 573 hidrelétricas e Pequenas Centras Hidrelétricas (PCHs) no país, 62 sendo construídas e 167 em planejamento, segundo os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica.Apesar de ter o mesmo nome da presidenta do Brasil, Dilma pouco foi reconhecida pelo governo: mesmo após 30 anos da vinda da obra, sua família não recebeu nenhuma compensação por tudo o que teve que deixar no local.”Minha cidade ficou alagada.  A usina, quando abriu as comportas, levou tudo.  Assim foi, assim será com outras [usinas hidrelétricas]”Ela, que atualmente coordena a regional de Tucuruí do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), conta que na época em que se iniciaram as obras, não havia um estudo apropriado para a indenização das pessoas atingidas.  “Naquele tempo, não tínhamos orientação, era a empresa que oferecia o que ela queria a quem ela escolhia indenizar. Outras famílias foram indenizadas, mas nós não recebemos nada.  Mesmo depois de 30 anos continuamos sem receber”.

Obrigada a sair do local sem quaisquer recompensas por tudo o que tinham deixado, a família de Dilma teve que iniciar uma nova vida.  “Depois da chegada da usina, todos fomos para a cidade.  Meu pai não se acostumou a morar na cidade e teve que recomeçar sua vida no Maranhão.  Ele passou toda uma vida dando estrutura para nós [família] e, quando ele conseguiu, tivemos que sair: perdemos tudo de uma hora para outra”, diz Dilma.

Com o intuito de gerar mais energia e tornar navegável um trecho do rio, iniciou-se, em 1975, a construção da .  Com ela, são gerados 8.370 MW de energia, sendo que a maior parte, cerca de 70%, é destinada às siderúrgicas para a produção de alumínio para exportação.

No entanto, a energia produzida tem um custo, com um valor muito mais caro a ser pago pelas mulheres.  De acordo com o estudo “O Impacto das Barragens na vida das mulheres: relatório sobre a violação dos direitos humanos das mulheres atingidas“, elaborado pelo MAB e que ainda não foi lançado, “ademais dos impactos ambientais e sociais, a perda do rio e da casa, as mulheres sofrem profundas perdas que vão para além do material, sofrendo graves problemas de depressão e desilusão associados à desestruturação de suas vidas e ao afastamento do convívio de parentes e amigos”.

“Para matar a floresta, eles [responsáveis pela obra] usaram o veneno
de efeito laranja e, com isso, as famílias da jusante tiveram doenças, principalmente as mulheres, que tiveram câncer de pele”

O caso da família de Dilma não foi diferente.  “Minha mãe, quando soube que tinha que deixar sua casa, entrou em depressão.  Ela chorava, não queria construir nada porque se o construísse, a usina iria levar embora.  Ela ficava deitada”, conta Dilma, que também sentiu o impacto que a usina iria trazer à sua vida.  “Eu me senti muito estranha, a barragem mudou toda a minha estrutura.  Tive que deixar o meu local, a minha história, tudo o que vivi e tentar me estruturar na cidade”.

Segundo o estudo, a comissão especial do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) reconheceu que as mulheres são atingidas “de forma particularmente grave e encontram maiores obstáculos para a recomposição de seus meios e modos de vida; […] não têm, via de regra, sido considerados em suas especificidades e dificuldades particulares”, e por isso “têm sido vitimas preferenciais dos processos de empobrecimento e marginalização decorrentes do planejamento, implementação e operação de barragens”.

Um dos efeitos desses processos é a exploração sexual vivida por mulheres. De acordo com o estudo, durante as obras para construção de barragens, a prostituição nas cidades que recepcionam os grandes projetos de barragens vem crescendo.  Em Tucuruí, não foi diferente.  “Muitas mulheres que não tinham de onde tirar o seu sustento, foram para a prostituição”, diz Dilma.

As mulheres também sofreram com as doenças trazidas pela obra.  “Tanto na montante, como na jusante do rio, há impactos. Para matar a floresta, eles [responsáveis pela obra] usaram o veneno de efeito laranja e, com isso, as famílias da jusante tiveram doenças, principalmente as mulheres, que tiveram câncer de pele”, diz Dilma.

Outros impactos

Com a vinda do empreendimento, outras mudanças foram sentidas, a começar pelo meio ambiente: com a construção, mais de 37 espécies de peixes sumiram.

Acompanhados à destruição ambiental, chegaram os problemas sociais.  Antes de a hidrelétrica chegar, Tucuruí possuía 9 mil habitantes. Atualmente, ela abriga 90 mil.  Essa população sofre até hoje com a falta de planejamento na infraestrutura para atender a população migrante.  A superlotação da cidade trouxe alguns “presentes” aos seus habitantes.  “Com essa obra, veio o roubo, o vandalismo, a exploração sexual.  A violação dos direitos humanos foi muito grande”, explica Dilma.

 “Com essa obra, veio o roubo, o vandalismo, a exploração sexual.
As mulheres que não tinham de onde tirar o seu sustento, tinham que ir para a prostituição”

A coordenadora do MAB mostra que até hoje o desenvolvimento prometido pelo consórcio administrador da usina não tem se mostrado.  “Hoje não há tratamento de água, na seca do rio, a água é grossa, o banheiro não tem fossa e o esgoto mistura-se com a água do rio.  Não mudou nada”, diz.

Tucuruí é pior do que um monstro. Porque um monstro a gente vê e mata, esse bicho [usina], não.  É preciso muito trabalho, muita articulação para amenizar a vida da população atingida.  Vivemos num país democrático, mas as coisas continuam iguais com as reclusas de Tucuruí”, desabafa Dilma, que logo faz um convite: “Gostaria que todos que tivessem dúvidas sobre o que criticamos viessem ver a realidade daqueles que são afetados pelas barragens.  O melhor conhecimento é a experiência, por isso convido a todos que nos visitem, que visitem outras hidrelétricas para ver a realidade”.

Luta organizada

A luta social em busca de seus direitos traz uma importância fundamental às mulheres, dentro de seu processo de empoderamento.  Apesar de sofrer mais impactos que homens, as mulheres que estão organizadas não deixam de ter a luta desde a perspectiva de comunidade.

“O que nos dá força é o movimento [MAB], é a luta para não deixar o que aconteça com os outros”, explica Dilma, ao ser questionada sobre o motivo que a fez entrar no Movimento dos Atingidos por Barragens.

Foi no MAB que Dilma encontrou um caminho para lutar por seus direitos.  A partir do início de sua participação, ela mudou sua perspectiva de mundo.

“Antes vivia com um companheiro e pensava que era natural a mulher não participar de movimentos e tomadas de decisões. Comecei a ir aos encontros do MAB porque eles entregavam cestas básicas, mas logo vi a que era necessário lutar pela comunidade, e nunca mais deixei o MAB”, diz ela.

Dilma hoje vive somente com a filha. “Meu esposo disse que era para eu escolher entre a casa e o movimento.  Escolhi o movimento porque tenho que ser respeitada enquanto mulher”, conta.

Dieser Beitrag wurde am Mittwoch, 27. April 2011 um 14:44 Uhr veröffentlicht und wurde unter der Kategorie Kultur, Politik abgelegt. Du kannst die Kommentare zu diesen Eintrag durch den RSS-Feed verfolgen.

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