Passeata contra empresa poluidora marca 1º de maio no Rio
Fonte: Agência Petroleira de NotÃcias
Veja fotos da atividade na Agência Petroleira de NotÃcias.
Lula auf Baustelle: http://www.thyssenkrupp-steel.de/csa/de/news/pressrelease.jsp?cid=2776348
http://www.hart-brasilientexte.de/2009/04/30/lula-auf-thyssenkrupp-baustelle-bei-rio-de-janeiro/
Baustelle-Website: http://www.thyssenkrupp-steel.de/csa/de/media/bildergalerie/
Demo-Fotos: http://picasaweb.google.com.br/anamagni/1DeMaio2009Rio#
Com muita criatividade e energia, os movimentos sociais do Rio de Janeiro celebraram o Dia do Trabalhador com um ato contra a Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA), na Zona Oeste do Rio. Os mais de mil participantes do ato denunciaram os fortes impactos econômicos, sociais, ambientais e culturais conseqüentes do mega empreendimento instalado na BaÃa de Sepetiba. Ameaça a populaçáo, ataque ao ecossistema local e falta condições dignas de trabalho motivaram a escolha da empresa como sÃmbolo da resistência dos trabalhadores contra o sistema capitalista.Ônibus do Centro do Rio, de Niterói e outros locais, além dos moradores da zona oeste do Rio se concentraram na praça em frente ao Hospital Pedro II, em Santa Cruz. Depois de apresentações teatrais sobre as atrocidades cometidas pela TKCSA e algumas falações a passeata partiu em direçáo à Sepetiba. Ao longo do caminho os manifestantes entregaram um jornal do 1º de maio, com textos sobre a crise e os danos causados pela Companhia Siderúrgica do Atlântico. A aceitaçáo do material foi muito boa. Os moradores da regiáo se penduravam nas janelas, amontoavam-se nas portas e até acenavam para a passeata como se assistissem a um desfile. Populaçáo recebe manifestaçáo com entusiasmoAo chegar à portaria 2 da CSA, na Rua Joáo XXIII, por volta de meio-dia, os manifestantes pressionaram os portões da companhia ameaçando uma possÃvel entrada. O elevado número de seguranças particulares somado ao reforço da polÃcia militar, porém, inviabilizaram uma açáo mais contundente de ocupaçáo. As entidades e organizações populares que constroem a Plenária dos Movimentos Sociais, responsável pela manifestaçáo, foram unânimes em exaltar o sucesso da atividade.- Ver o interesse da comunidade em nossa manifestaçáo, mostrar nossa solidariedade de classe e conscientizar esse povo da zona oeste da exploraçáo a que estáo sendo submetidos é a melhor forma de resgatar o sentido do 1º de maio. Náo podemos esquecer que essa data tem origem no assassinato de trabalhadores porque seus patrões náo queriam negociar a reduçáo da jornada de trabalho para oito horas, durante uma greve em Chicago, nos EUA, em 1886 “ relembra o bancário Vinicius Codeço, coordenador da Intersindical.Além das centrais sindicais e outras entidades de trabalhadores, a manifestaçáo contou com a participaçáo de movimentos comunitários, estudantis, ambientais, entre tantos outros.- Estamos felizes por retomar o 1º de maio como um dia de luta dos trabalhadores e náo uma festa, um feriado qualquer. Viemos até Santa Cruz, assim como estaremos em todos os lugares, para mostrar que a sociedade náo irá aceitar de forma inerte todos os ataques da CSA. Esse projeto é só um sÃmbolo para mostrarmos que os trabalhadores iráo se unir e náo aceitaremos pagar a conta pela crise global “ afirma o petroleiro Emanuel Cancella, coordenador do Sindipetro-RJ, filiado à CUT.
Por dentro do projeto TKCSAA primeira indústria da programada para a regiáo é a Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA). O projeto tem 10% das suas ações votantes nas máos da VALE (CVRD) e outros 90% com a empresa alemá Thyssen Krupp Steel. No total, estáo programadas cinco indústrias siderúrgicas e oito portos privados. Todos esses empreendimentos contam com o apoio econômico e polÃtico dos governos . O poder executivo municipal, estadual e federal garantem isençáo de impostos e financiamento direto, principalmente através do BNDES. Desrespeito à legislaçáo brasileira, desmatamento, poluiçáo, falsas promessas de empregos, relaçáo com milÃcias e diversos riscos à saúde sáo apenas algumas das denúncias que pairam sobre o negócio.Leia mais sobre a mobilizaçáo dos movimentos sociais do Rio contra a TKCSA.
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