Klaus Hart Brasilientexte

Aktuelle Berichte aus Brasilien – Politik, Kultur und Naturschutz

Soros, CIA, Aecio Neves, Brasilien – die katholische Nachrichtenagentur ADITAL des Tropenlandes(ein dekadenter kirchlicher Mainstream wie in Deutschland existiert im größten katholischen Land nicht).Wahlumfragen und deutscher Mainstream.

http://site.adital.com.br/site/noticia.php?lang=PT&cod=83028

Soros manipula políticos. Obama é exemplo.

Por Wayne Madsen*

Depois que manipuladores na imprensa-empresa brasileira, a CIA e empregados de George Soros tentaram inventar Marina Silva, candidata-de-Partido-Verde- convertida-em-socialista- repentina, para concorrer à presidência do Brasil, depois de um acidente aéreo clássico “de manual” da CIA, em que morreu o candidato do verdadeiro Partido Socialista, Eduardo Campos, todas essas mesmas forçar voltam a atacar, favorecendo agora o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Aécio Neves.

Embora Neves estivesse em 2º lugar, atrás só da atual presidenta brasileira Dilma Rousseff, antes do 1º turno das eleições de outubro, a comoção gerada pela morte de Campos e de vários de seus assessores, dia 13 de agosto de 2014, empurrou Neves para o 3º lugar nas pesquisas.

“Schiffbruch von Aecio Neves in den Wahlumfragen”. Qualitätszeitung O Globo in Rio de Janeiro.

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Ausriß, 24.10.2014.

“Aécio Neves greift nach Präsidentschaft in Brasilien”. Die Zeit. “Bei der Präsidentschaftswahl in Brasilien hat Oppositionskandidat Aécio Neves gute Aussichten, Amtsinhaberin Dilma Rousseff abzulösen.”

”In Brasilien liegen kurz vor der Wahl beide Seiten gleichauf.” Tagesspiegel, Berlin.

Wahlumfragen und deutscher Mainstream: http://www.hart-brasilientexte.de/2014/10/28/brasilien-prasidentschaftswahlen-2014-wahlumfragen-die-den-sieg-von-dilma-rousseff-vorhersagten-waren-korrekt-laut-landesmedien-deutscher-mainstream-hatte-kurioserweise-behauptet-das-rennen-sei/

Neves erinnerte stark an den Oppositionskandidaten von Venezuela. **

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Ausriß. Kalter Krieg ums Öl – Regierungsgegner Capriles.  http://www.hart-brasilientexte.de/2014/03/28/ukraine-venezuela-brasiliens-katholische-nachrichtenagentur-adital-berichtet-uber-rolle-der-usa-bei-derzeitiger-destabilisierung-venezuelas-ua-durch-gewaltakte-der-demokratiebewegung-denu/

Was Aecio Neves für den deutschsprachigen Mainstream so sympathisch machte: http://www.hart-brasilientexte.de/2014/10/27/brasilien-lugen-demagogie-trug-zu-wahlschlappe-von-rechtskandidat-aecio-neves-bei-laut-analye-von-qualitatszeitung-folha-de-sao-paulo-dilma-71-gegen-lugeschlagzeile/

 http://www.hart-brasilientexte.de/2014/09/30/brasiliens-prasidentschaftswahlen-2014-deutscher-mainstream-darunter-der-kirchliche-trommelt-fur-evangelikale-sektenpredigerin-marina-silva-wie-zuvor-fur-lula-dilma-rousseff-spektakulare-schwach/

Peter Scholl-Latour: “Wir leben in einem Zeitalter der Massenverblödung, besonders der medialen Massenverblödung. Wenn Sie sich einmal anschauen, wie einseitig die hiesigen Medien, von TAZ bis Welt, über die Ereignisse in der Ukraine berichten, dann kann man wirklich von einer Desinformation im großen Stil berichten, flankiert von den technischen Möglichkeiten des digitalen Zeitalters, dann kann man nur feststellen, die Globalisierung hat in der Medienwelt zu einer betrüblichen Provinzialisierung geführt. Ähnliches fand und findet ja bezüglich Syrien und anderen Krisenherden statt.”(Telepolis)

Willy Brandt und Brasilien.  SPD Thüringen – auf wen sie sich beruft: http://www.hart-brasilientexte.de/2014/10/20/spd-in-thuringen-auf-wen-sie-sich-beruft-willy-brandt-ans-fenster/

Depois de afastado Eduardo Campos, Marina Silva, favorita de Soros e de sua rede internacional de dinheiro para ONGs, foi então catapultada para o 2º lugar. Felizmente, graças ao trabalho de inúmeros jornalistas blogueiros investigativos, as conexões de Marina Silva com Soros e sua equipe de intervencionistas e magnatas operadores de hedge funds foram descobertas e expostas.

Com os eleitores brasileiros já cientes dos cordões de marionete que ligavam Marina Silva a Soros e a outros banqueiros brasileiros e globais, ela afinal apareceu em 3º lugar nas urnas, dia 5 de outubro de 2014, fora, portanto, do segundo turno eleitoral. Adiante, a mesma Marina “socialista” Silva, derrotada nas urnas, declarou apoio ao neoliberal Neves – segunda aposta de Soros para tentar assumir as rédeas do poder presidencial no Brasil.

O principal conselheiro econômico de Neves e o homem que seria ministro das Finanças numa eventual presidência de Neves é Armínio Fraga Neto. Amigo próximo e ex-sócio de Soros e de sua empresa Quantum, de hedge funds . Fraga conta com a presidência de Neves para abrir o Brasil às “forças de mercado”, as mesmas que declararam guerra econômica à Venezuela e estão tentando derrubar a Argentina servindo-se de amigos de Soros que comandam fundos-abutres em Wall Street . Fraga, freqüentador habitué do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, é também ex-empregado de Salomon Brothers e ex-presidente do Banco Central do Brasil. Fraga também é ligado a Goldman Sachs, através de uma corretora imobiliária em Manhattan.

Armínio Fraga e George Soros

Fraga é também membro do elitista Conselho de Relações Exteriores [orig. Council on Foreign Relations ] e do Grupo dos 30 [orig. Group of 30 ], o que o põe no mesmo campo que outros vilões de Wall Street como Alan Greenspan, David Rockefeller, Jacob Frenkel, ex-presidente do Banco de Israel e o colunista Paul Krugman, apologista de Wall Street [e colunista da Folha de S.Paulo , onde no começo da semana em curso escreveu que “O que o mercado está dizendo, na verdade, é que o Fed está imprimindo dinheiro de menos ” (sic)] e do ex-secretário da Fazenda dos EUA, Larry Summers.

A vitória fácil de Rousseff no primeiro turno das eleições de 5 de outubro de 2014 pôs em modo de propaganda frenética toda Wall Street e seus operadores-jornalistas no Brasil que fazem oposição aos planos de Rousseff de ampliar o banco de desenvolvimento Banco dos BRICS) que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, para competir com o Banco Mundial.

Pesquisas muito questionáveis sugerem que Rousseff e Neves estariam correndo pescoço a pescoço (em “empate técnico”, como se diz no Brasil) agora que se aproxima o 2º turno das eleições, dia 26 de outubro de 2014. Mas esses resultados só são apresentados como confiáveis e rigorosos pelos sempre patéticos “estenógrafos” de Wall Street fantasiados de jornalistas, cujos textos enchem as páginas de The Wall Street Journal , Financial Times , Bloomberg News e Forbes.

Presidente Getúlio Vargas trabalhando…

O avô de Aécio Neves, Tancredo Neves [foi ministro da Justiça de Getúlio Vargas de junho de 1953 até o suicídio do presidente, tempos de extrema dificuldade; foi primeiro-ministro no final da ditadura; e] foi eleito presidente do Brasil dia 15/3/1985, em eleições ainda indiretas, depois de derrotada no Parlamento a campanha histórica pelas “Diretas Já”. Mas Tancredo foi eleito nas primeiras eleições que elegiam presidente civil , depois de já 20 anos de ditadura no Brasil. Na véspera de tomar posse, solenidade marcada para o dia 15/3/1985, Tancredo Neves caiu gravemente doente. Com a doença do presidente eleito, foi empossado o vice-presidente, bem mais conservador, José Sarney. Tancredo nunca se recuperou e morreu, ao que se sabe, de diverticulite, dia 21/4/1985. Depois se divulgou que Tancredo sofreria de um câncer não descoberto, senão depois de já se ter alastrado. Essa semana, dia 16 de outubro corrente (2014), na saída de um debate televisionado com o candidato Aécio Neves, a presidenta Dilma teve um ligeiro mal-estar, o que muito assustou muitos brasileiros, que lembraram do que acontecera a Tancredo Neves.

O que se sabe com certeza é que na CIA havia gente, além dos que sabiam preparar convenientes acidentes de avião , como os que mataram o primeiro-ministro português Francisco Sá Carneiro, o líder panamenho Omar Torrijos e o presidente do Equador Jaime Roldós, todos num período de seis meses, entre dezembro de 1980 e abril de 1981 [depois da eleição de Ronald Reagan à presidência dos EUA e da volta para dentro da CIA dos pistoleiros infames que haviam trabalhado para George H W Bush e William Casey], que servia na Divisão de Serviços Técnicos, que continuava a desenvolver armas químicas, inclusive agentes cancerígenos, para assassinar alvos políticos.

Néstor Kirchner e Hugo Chávez assassinados?

Em anos recentes, vários líderes latino-americanos foram atingidos ou por cânceres ou por ataques cardíacos. As duas vítimas mais notáveis foram os presidentes da Venezuela Hugo Chávez, e da Argentina, Nestor Kirchner. Noticiou-se que a esposa de Kirchner e atual presidenta da Argentina Cristina Fernandez de Kirchner teria um câncer na tireoide, o que adiante foi desmentido por seus porta-vozes. Mas uma “onda” de cânceres em diferentes graus atingiu vários outros líderes latino-americanos, como o ex-presidente do Paraguai Fernando Lugo (que foi deposto por golpe arquitetado pela CIA ); o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos (depois de haver assinado um acordo de paz com o movimento guerrilheiro revolucionário das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, FARC); o ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; e o recentemente re-eleito presidente da Bolívia, Evo Morales.

O presidente da Guiana, Forbes Burnham, morreu de câncer na garganta; e o presidente de Nauru , Bernard Dowiyogo, morreu de um ataque cardíaco fulminante, quando eram atendidos em hospitais em Washington. Muitas suspeitas cercaram essas duas mortes, acontecidas nos hospitais da Georgetown University e George Washington , respectivamente.

Sidney Gottlieb O macabro cientista-chefe da CIA , o judeu húngaro Dr. Sidney Gottlieb , desenvolveu várias armas biológicas para o programa MK-ULTRA da CIA , durante os mais de 20 anos de serviços que prestou à agência. Uma delas foi uma toxina biológica metida no tubo de pasta de dentes a ser usado pelo primeiro-ministro do Congo, Patrice Lumumba; outra, um lenço contaminado com bactérias de botulismo, a ser oferecido ao líder iraquiano general Abdul Karim Kassem.

Mas o movimento de Aécio Neves distanciar-se das credenciais democráticas do avô, é manifestação de outro aspecto das operações da CIA para influenciar governos estrangeiros. Aécio Neves representa os interesses de Wall Street , o que se vê claramente pela presença de Fraga como conselheiro econômico.

Os abutres de Wall Street , inclusive outros sócios de Soros e Fraga em New York , querem privatizar a empresa estatal de petróleo brasileira, Petrobras. Por isso, Aécio Neves foi imediatamente “encampado” pelos mesmos interesses financeiros globais que tentaram inventar Marina Silva para pô-la na presidência do Brasil. Com ela derrotada nas urnas, aquelas mesmas forças rapidamente se realinharam para tentar eleger o Neves-neto [desfrutável]. Para a CIA , o sangue não é mais espesso que a água.

Mas tampouco parece fazer qualquer diferença, também aos olhos do Neves-neto, que haja alta probabilidade de a CIA ter tido parte ativa no assassinato de seu avô. Um filho de Omar Torrijos, Martin Torrijos, tornou-se presidente do Panamá, exclusivamente para assinar um acordo de livre-comércio pró- Wall Street entre seu país e Washington. Martin Torrijos também obedeceu festivamente as ordens dos banqueiros globais, para que aumentasse a idade mínima para aposentadorias no Panamá e reformasse toda a seguridade social. E esse Torrijos-filho também foi aliado íntimo do presidente George W. Bush, sem se incomodar com o fato de o Bush-pai, presidente George H W Bush, ter, muito provavelmente, autorizado a operação da CIA que assassinou o Torrijos-pai.

A líder asiática de oposição preferida de George Soros, Aung San Suu Kyi, tampouco parece incomodada pelo fato de amigos de Soros no Gabinete de Serviços Estratégicos/ CIA terem ordenado à inteligência britânica que assassinassem o pai dela, Aung San.

Aung San Suu Kyi à frente do retrato de seu pai

Aung San, fundador do Partido Comunista da Birmânia foi escolhido para tornar-se o primeiro presidente de Burma independente, imediatamente depois da independência. Mas Aung San foi assassinado por terroristas a serviço do ex-primeiro ministro pró-Grã Bretanha, U Saw. As armas para os assassinos chegaram diretamente pelo capitão do exército britânico David Vivian, que conseguiu, com “ajuda” de alto nível dentro do governo de Burma, escapar de uma prisão local, em 1949.

O líder do Partido Liberal do Canadá Justin Trudeau, filho do ex-primeiro-ministro Pierre Elliott Trudeau, sempre agradou muito, ao contrário de seu pai, aos EUA, a Wall Street e à causa da globalização.

Justin Trudeau e Aécio Neves são claros exemplos de como águia da CIA opera tentando tomar debaixo da asa, para usar como seus instrumentos, filhos e netos de políticos populares importantes e representativos em todo o mundo, mas filhos e netos já esvaziados de qualquer conteúdo efetivamente histórico representativo de forças da maioria da população.

Dilma Rousseff vitoriosa!

As políticas da presidenta Rousseff criaram-lhe inimigos poderosos por trás das paredes da CIA em Langley, Virginia, e nas salas de reunião de Wall Street e das mais poderosas empresas do ocidente. No primeiro turno de 5 de outubro de 2014, a presidenta Rousseff conseguiu provar que pesquisas e “especialistas” erraram. Mas 26 de outubro de 2014 é outra eleição.

Dia 26 de outubro de 2014, o povo brasileiro votará pela própria vida.

Para os pobres do Brasil e para a emergente classe média, uma vitória de Neves destruirá os meios que afinal encontraram, para viver melhor, sim, mas também destruirá a própria vida que, afinal, conheceram, nos governos Lula-Dilma.

*Jornalista investigativo, autor e colunista. Tem cerca de vinte anos de experiência em questões de segurança. Como oficial da ativa projetou um dos primeiros programas de segurança de computadores para a Marinha dos EUA. Tem sido comentarista frequente da política de segurança nacional na Fox News e também nas redes ABC, NBC, CBS, PBS, CNN, BBC, Al Jazeera , Strategic Culture e MS-NBC. Foi convidado a depor como testemunha perante a Câmara dos Deputados dos EUA, o Tribunal Penal da ONU para Ruanda, e num painel de investigação de terrorismo do governo francês. É membro da Sociedade de Jornalistas Profissionais (SPJ) e do National Press Club. Reside em Washington, DC.

 Tucanos flertam com golpismo

Breno Altman

Adital


Que o resultado eleitoral não deve ser acolhido? Que os tucanos irão desconhecer a vontade das urnas, a partir da noite do dia 26, agindo como a pior parte da oposição venezuelana e tentando virar a mesa?

Goldman parece ter finalmente concluído sua adesão ao lacerdismo e seu bordões.

O que pensa parece inspirado no que foi escrito sobre Getúlio Vargas nos anos 50. Dilma não pode vencer. Se vencer, não pode governar. Se governar tem que cair.

Esta é a linha do prócer tucano?

O álibi para tal raciocínio é aberração que fere a Constituição. “Dilma recebeu 41,5% dos votos válidos no primeiro turno das eleições. Os restantes são 58,5%”, diz o ex-comunista.

Ora, por esta tese, qualquer vitória em segunda volta é ilegítima. Afinal, só há nova votação quando o primeiro colocado recebe menos sufrágios que a soma de seus adversários.

Vejam, por exemplo, a situação de Aécio Neves. Teve apenas 33,55% dos votos válidos na primeira rodada. Os demais foram 66,45%. Sua eventual vitória em segundo escrutínio, portanto, deveria ser politicamente impugnada?

Se Dilma vencer no próximo dia 26, com 50% mais um dos votos, como manda a carta maior, terá sido eleita pela aliança entre os petistas e o veto ao retrocesso conservador, e seu mandato terá plena legitimidade.

Caso venha a ser Aécio o vitorioso, na união entre os votos tucanos e a rejeição antipetista, seu triunfo também será legítimo e o neto de Tancredo teria “condições de governar”.

O resto é conversa golpista.

Mas Goldman vai além.

“A votação do PT se sobrepõe”, afirma, “quase que com absoluta perfeição, no mapa da distribuição dos programas assistenciais, em especial do bolsa família. Abstraídos os votos dessas áreas, que deram a Dilma mais de 50% dos votos, a derrota para a oposição é muito mais expressiva”.

O impressionante é sua conclusão. “O Brasil do trabalho formal, produtivo, dos seus trabalhadores e empresários, no campo e na cidade, o Brasil da cultura e da tecnologia – essa é, de fato, a elite brasileira – rejeitou, por ampla maioria, o PT e sua candidata.”

Quer dizer que o voto dos brasileiros que ganham menos de dois salários mínimos, entre os quais Dilma teve 52%, vale menos que a “elite brasileira” identificada pelo ex-governador?

Qual seria a sugestão de Goldman para resolver esta situação que o incomoda? O voto censitário? A concessão do título de eleitor apenas aos cidadãos do que considera ser “o Brasil da cultura e da tecnologia”?

Seu discurso não é apenas antidemocrático. Apela também para o preconceito social e a fúria de classe contra os pobres. Na pior tradição da direita brasileira.

Vergonhoso outono de um homem público que caminhou entre as forças progressistas antes de saltar o alambrado.

Respiramos mais tranquilos, mas…

Aram Aharonian

Adital

Estaremos mais tranquilos quando o PT, em sua quarta administração consecutiva, conseguir avançar nas transformações que ainda deve ao seu povo


Imagem:Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

Com a vitória de Dilma, respiramos mais tranquilos na América do Sul. Neste domingo estava em jogo muito mais do que a mudança ou a continuidade do projeto de seu governo. Estava em jogo a definição do mapa geopolítico regional, processo em que também deve ser incluída a contundente vitória eleitoral de Evo Morales na Bolívia, o segundo turno no Uruguai dentro de um mês e as eleições presidenciais da Argentina no próximo ano.

Dilma não venceu somente Aécio Neves, mas também o terror midiático do poder do conglomerado comunicacional. Não é por acaso que, quando as pesquisas mostravam uma ligeira vantagem para Dilma, uma suja campanha propagandística contra a atual presidente tenha se intensificado por parte da imprensa nacional e internacional cartelizadas. Vale lembrar que, desde 2003, o PT não conseguiu avançar em uma lei de telecomunicações que acabasse com os oligopólios e democratizasse a comunicação.

Desde 2003, quando Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a presidência, o Partido dos Trabalhadores conquistou transformações importantes para grandes maiorias brasileiras: tirou 40 milhões de pessoas da pobreza, reduziu o desemprego a níveis mínimos históricos, beneficiou as classes médias e conseguiu significativos avanços contra a fome no país, um dos de maior desigualdade no mundo. Porém, nos últimos tempos, a economia se desacelerou diante de um contexto global menos favorável, e o imaginário coletivo de um país com forte crescimento da década passada foi se desvanecendo, também graças à falta de uma política de comunicação.

Com seus 200 milhões de habitantes, o Brasil tem hoje a economia mais forte do Mercosul e da Unasul, e é uma das potências “emergentes” que fazem parte do grupo BRICS junto da Rússia, Índia, China e África do Sul. É o principal sócio comercial da Argentina e importante suporte para as economias cubana e venezuelana e o epicentro dos investimentos chineses na região.

Talvez seja certo que as políticas de Lula e Dilma tenham sido das mais tímidas dos projetos transformadores da América Latina. Não é menos verdadeiro que a direita não está mais forte porque cresce eleitoralmente, mas porque as políticas neoliberais dos governos progressistas desiludiram muitos de seus antigos simpatizantes, desmoralizou e desmobilizou outros.

Já não há uma forte esquerda no PT, partido que pagou o preço da burocratização e da cooptação dos dirigentes sociais para a gestão governamental. É mais: os movimentos sociais, que levaram Lula e Dilma ao poder, perderam as ruas diante da ofensiva social de uma direita fortalecida principalmente pelo apoio do grande capital estrangeiro e das mídias comerciais internas e estrangeiras. Mas há algo mais grave e é o vazio de ideias e propostas para sair da crise capitalista pela esquerda.

Resta a Dilma agora não apenas medir bem qual é sua situação e abandonar a resistência à ofensiva da direita para avançar na construção não apenas de uma alternativa, mas do poder popular que impeça estes sustos. A mídia internacional mostra somente vários escândalos de corrupção, inflação alta, serviços públicos deficientes.

Sobre o fim da campanha, a própria Dilma advertiu os eleitores, principalmente os mais pobres, de que um voto pelo PSDB implicaria em trazer de volta um Brasil mais desigual e socialmente injusto da década de 1990, quando se priorizou a busca pela estabilidade econômica e o ajuste fiscal a qualquer preço, a drástica diminuição do papel do Estado, priorizando os interesses privados nacionais e transnacionais, traçando um novo destino para os programas sociais.

Hoje respiramos um pouco mais tranquilos, sobretudo porque Aécio prometeu mudar drasticamente a política externa brasileira. Seu assessor, Rubens Barbosa, chefe do conselho de comércio exterior da poderosa Fiesp, a patronal Federação da Indústria do Estado de São Paulo, afirmou que tudo deveria ser mudado, começando pelas relações com os vizinhos para privilegiar as relações com os Estados Unidos e a União Europeia, mesmo prejudicando a produção industrial brasileira.

E ameaçou que a Bolívia perderia acesso ao crédito, a não ser que adotasse programas “confiáveis de combate às drogas”, Cuba não teria nenhum financiamento para obras de infraestrutura e o Mercosul passaria a ser tratado “como o que é: algo anacrônico que não serve aos interesses brasileiros”, com a nova função de esquecer­se da integração para buscar a liberalização comercial unilateral, eliminando a cláusula que obriga os países do bloco a adotar decisões e ações conjuntas.

Para Barbosa (e Aécio Neves), o PT quis fazer uma união política contra os Estados Unidos no Mercosul, na Unasul e na Celac, destacou como uma prioridade superar o atual estado das relações com os EUA, prejudicadas após o escândalo de espionagem que atingiu inclusive o celular e o e-mail particular de Dilma Rousseff.

Certamente estas ideias reduziriam a América Latina a ser novamente o quintal dos EUA, exumando o cadáver da ALCA (Área de Livre Comércio das Américas), sepultado pelos presidentes em 2005. Respiramos mais tranquilos na América do Sul. Mas estaremos mais tranquilos quando o Partido dos Trabalhadores, em sua quarta administração consecutiva, conseguir avançar nas transformações que ainda deve a seu povo, construindo um verdadeiro poder popular, com o apoio dos movimentos sociais, dos trabalhadores urbanos e rurais, estudantes e jovens.

Tradução de Daniella Cambaúva para Carta Maior.

http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Aram-Aharonian-Respiramos-mais-tranquilos-mas-/4/32097

Aram Aharonian

Magister en Integración, periodista y docente uruguayo, fundador de Telesur, director del Observatorio en Comunicación y Democracia, presidente de la Fundación para la Integración Latinoamericana

O golpe da Veja: processo e fim de anúncio

Altamiro Borges

Adital

Em sua página no Facebook, a revista Veja já anuncia a sua “bomba” para a véspera da eleição presidencial. A capa é das mais tenebrosas: “Eles sabiam de tudo”. No fundo escuro, as fotos sombrias de Dilma e Lula. Na chamada de capa, o “vazamento ilegal” do depoimento à Polícia Federal do doleiro Alberto Youssef, um bandido notório brindado com uma “delação premiada e premeditada”. Ele teria denunciado que a presidenta e o ex-presidente conheciam o esquema de desvio de dinheiro da Petrobras. A “reporcagem”, que ainda não foi disponibilizada no site da revista, é a última cartada da mafiosa famiglia Civita para tentar dar sobrevida à cambaleante candidatura do tucano Aécio Neves. (Confira abaixo o pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff sobre o comportamento criminoso de Veja):

Vale lembrar que Figueiredo Basto, advogado do doleiro suspeito de realizar estes vazamentos criminosos, é muito ligado ao governador tucano Beto Richa. Em meados de outubro, o senador Roberto Requião (PMDB) revelou no seu Twitter: “O advogado do Alberto Youssef, nessa cruzada contra o PT, é Antonio Augusto Lopes Figueiredo Basto. Ele foi membro do conselho da Sanepar”. O site da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) informa que ele foi conselheiro administrativo da empresa estatal até 28 de abril passado. Ele foi indicado para o cargo por Beto Richa e é tido como um homem da total confiança do governador tucano. Neste sentido, a “bomba” da revista Veja é mais uma armação descarada.

Em 13 de outubro, o ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acatou pedido da coligação da presidente Dilma Rousseff (PT) e concedeu liminar pela suspensão de uma inserção na rádio da “Veja”. Ele entendeu que a revista, a pretexto de veicular publicidade comercial, burlou a legislação eleitoral ao fazer propaganda ilegal de Aécio Neves (PSDB). “O ministro considerou que houve divulgação de conteúdo próprio do debate eleitoral, porém veiculado na programação normal do rádio na forma de publicidade comercial, em desacordo com a regra contida no artigo 44 da lei 9.504/97, que veda a veiculação de propaganda paga”, descreveu o jornal Valor.

Esta decisão do TSE, porém, parece que não intimidou os capangas da famiglia Civita. A “Veja” esta desesperada com a queda nas intenções de voto do cambaleante tucano, confirmada nesta quinta-feira (23) pelas pesquisas do Datafolha e Ibope. Já era previsível que tentasse uma última cartada ainda mais suja – mesmo correndo o risco de nova condenação. Diante destas e de várias outras atitudes ilegais e criminosas, o governo e o PT não podem vacilar. A revista deve ser processada, exigindo-se a imediata resposta da Justiça Eleitoral e, inclusive, a retirada de circulação deste panfleto tucano.

Este novo golpe também deveria fazer com que o governo repensasse sua política de publicidade. Não tem cabimento bancar anúncios milionários numa publicação asquerosa e irresponsável, que atenta semanalmente contra a democracia e o livre voto dos brasileiros. Não dá mais para alimentar cobras! Chega!

Altamiro Borges

Jornalista, presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, militante do PCdoB

Artigos – Opinião

22.10.2014

Brasil ]

Os sem água de São Paulo

Roberto Malvezzi, Gogó

Adital


Imagem: www.circuitomt.com.br/

A nordestina que assistia televisão começa a chorar quando vê o sofrimento de uma mulher paulistana da periferia, com a pia cheia de pratos, o vaso sanitário cheio de outras coisas, há dois dias sem tomar banho e sem saber como lidar com essa penúria de água.

Essa história ouvi na cidade de Canudos nesse sábado passado, aqui no sertão da Bahia, local simbólico da luta nordestina pela terra e pela água. Quem me contou foi o Pe. Alberto, pároco da cidade, durante a romaria de Canudos que acontece todos os anos.

Não queria estar na pele de Geraldo Alckmin quando essa eleição passar. Quando os “sem água” saírem às ruas, como fizeram em Cochabamba (Bolívia), em Rosário (Argentina) ou em tantas cidades nordestinas em outras épocas, a classe política vai conhecer o que é a fúria popular causada pela sede. Como se diz aqui pelo sertão “a fome e a sede tem cara de herege”.

O sofrimento humano causado pela falta d’água se generaliza em todo o país. Primeiro como resultado de um processo histórico de degradação e maltrato para com nossos mananciais. Segundo pela incapacidade total de nossas autoridades que tem poder de decisão de ver o que acontece e tomar medidas preventivas contra o pior. Terceiro porque a questão eleitoral não permite o debate sério que a cidade de São Paulo e outras regiões do país – como o São Francisco – terão que tomar ao menos para sobreviver, causando até piedade de uma senhora nordestina que sabe o que é passar uma vida labutando por um pouco de água. Hoje, no sertão de Canudos, ela está muito melhor que a paulistana.

O sofrimento humano deveria gerar solidariedade, não preconceitos e raivas. Prefiro a sensibilidade da nordestina de Canudos que todos os discursos feitos nessa eleição contra o Nordeste e seu povo. A voz das redes sociais, então, mesmo vindo de médicos, advogados, políticos, intelectuais, etc., espelha o que há de pior no ser humano. A lágrima da nordestina o que há de melhor no Nordeste e no povo brasileiro.

Mas, Alckmin que se proteja. Basta um palito de fósforo e essa água pega fogo.

Roberto Malvezzi, Gogó

Equipe CPP/CPT do São Francisco. Músico. Filósofo e Teólogo

Dilma é reeleita com a missão de unificar forças antagônicas e ampliar política do hemisfério sul

Marcela Belchior

Adital

Em uma das eleições mais instáveis e disputadas dos últimos anos no Brasil, Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), é reeleita presidente do país. A petista obteve 51,64% dos votos válidos contra 48,36% do candidato de direita Aécio Neves (Partido da Social Democracia Brasileira – PSDB). Pelos próximos quatro anos, a mandatária terá como algumas das principais incumbências reestabilizar a economia do país, lidar com uma oposição aparentemente fortalecida e consolidar sua integração com a política autônoma do hemisfério sul.

A diferença entre os dois candidatos foi de apenas 3,4 milhões de votos dentre os 141,8 milhões de eleitores brasileiros — a menor em um segundo turno desde as eleições de 1989, no período de redemocratização do Brasil, quando Fernando Collor de Mello (então PRN – Partido da Reconstrução Nacional) venceu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por 4 milhões de votos, registrando-se 53,03% contra 46,97%, respectivamente. Já na última eleição, em 2010, Dilma venceu o candidato tucano José Serra com diferença de 12 milhões de votos.

As abstenções no pleito superaram marcas históricas. Os eleitores que optaram por não votarem nem em Dilma nem em Aécio somaram 6% de votos em branco e/ou nulos do total das urnas. No primeiro turno, esse número chegou a 10%. Analistas compreendem o percentual como um reflexo do descrédito de grande parte do eleitorado com relação à política, aos partidos políticos, aos próprios representantes públicos e ao Estado brasileiro.

Em seu primeiro discurso após reeleita, reunindo a militância em hotel próximo ao Palácio da Alvorada, em Brasília, Dilma mencionou uma série de compromissos da nova gestão. O principal deles, segundo ela, será a concretização da reforma política no país, que prevê a alteração nos moldes eleitorais e na própria estrutura do Estado brasileiro.

 

Após uma campanha de tom e recursos fortemente agressivos e diante do resultado apertado entre os dois candidatos, a presidenta se recusou a compreender o Brasil como um país dividido, conclamando as diversas vozes políticas à união e ao diálogo. “Tenho a esperança de que a energia mobilizadora preparou um bom terreno para a construção de pontes. (…) Vou estimular o diálogo e as alianças com todas as forças produtivas do país”, declarou a petista.

 

Articulações para novo mandato

 

Até 1º de janeiro, quando assume o novo mandato, Dilma tem a missão de compor os cargos do governo em primeiro e segundo escalão, negociando com uma ampla gama de forças políticas que a apoiaram durante a campanha eleitoral. Além disso, a nova composição do Congresso Nacional conta com uma maioria conservadora, especialmente na Câmara dos Deputados, que deve firmar uma dura oposição ao governo e dificultar as negociações entre Executivo e Legislativo.

 

A presidenta reeleita também enfrentará um quadro econômico instável, devendo trabalhar para recuperar a confiança de investidores, organizar as contas públicas sem que o ajuste fiscal sacrifique programas sociais, que são os principais avanços do governo esquerdista comandado pelo PT desde 2003 e que contribuem, de maneira decisiva, para a mudança do quadro social brasileiro. Dilma deverá articular os muitos interesses programáticos e ideológicos dos aliados, além das divergências dentro do próprio Partido dos Trabalhadores.

 

O desempenho do candidato Aécio Neves também alerta para uma oposição mais dura nos próximos quatro anos. Nos últimos anos, os maiores conflitos políticos com o governo foram protagonizados por grandes conglomerados de comunicação, e não por um antagonismo organizado dos partidos opositores. Agora, o PSDB de Aécio elegeu para o Senado Federal um grupo que sinaliza fazer frente, de maneira mais contundente, dificultando a governabilidade da presidente e galgando uma candidatura forte para as eleições de 2018.

 

Parceria latino-americana

 

Em comunicado, o presidente da Venezuela Nicolás Maduro celebrou a conquista da petista. “A vitória da presidenta Dilma Rousseff é o resultado de uma extraordinária mobilização das forças populares do Brasil, que, uma vez mais, demonstram o elevado nível de consciência política e de compromisso com a união da região sul-americana, latino-americana e caribenha”, escreveu o mandatário. “Sem dúvida alguma, ela garantirá a continuidade do processo de construção da Pátria Grande, como sonharam o libertador Simón Bolívar e o herói José Ignacio Abreu de Lima”, complementou o bolivarianista.

 

Maduro manifestou apoio ao governo e ao povo brasileiro no que ele entende por “nova etapa sociopolítica” para um compromisso com a chamada Revolução Bolivariana, na consolidação de uma aliança estratégica entre Brasil e Venezuela. O presidente venezuelano destacou que os dois países deverão fortalecer planos e projetos de desenvolvimento conjuntamente. Para ele, a gestão petista escreve uma nova história no Brasil que, juntamente com o restante da América Latina e Caribe, segue em direção à soberania, independência, proteção recíproca, unidade e paz.

 

Sobre Dilma

 

Dilma é economista e iniciou sua trajetória política na militância armada contra a Ditadura Civil e Militar no Brasil (1964-1985). Após a redemocratização brasileira, foi militante do Partido Democrático Trabalhista (PDT) juntamente com Leonel Brizola, na época um dos maiores líderes da esquerda no país.

 

Integra o PT há 14 anos e, durante o governo do ex-presidente Lula (2003-2010), assumiu a chefia do Ministério de Minas e Energia e, posteriormente, da Casa Civil. Foi indicada por Lula para sucedê-lo na Presidência e, em 2009, foi eleita a primeira mulher presidenta do Brasil. Seu primeiro governo apresentou economia instável, mas manteve e ampliou os programas sociais implantados por Lula.

 

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Marcela Belchior

Jornalista da ADITAL

“Handelsblatt” über rechtsgerichteten brasilianischen Präsidentschaftskandidaten Aecio Neves(PSDB): “Er galt als Hoffnung der Wirtschaft, sollte Reformen bringen, am Ende muss sich Herausforderer Aecio Neves geschlagen geben.” Neoliberale Wertvorstellungen und Aecio Neves. **

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http://www.handelsblatt.com/finanzen/boerse-maerkte/marktberichte/praesidentenwahl-brasilien-rousseffs-wahlsieg-schickt-boerse-auf-talfahrt/10895620.html

Üblicherweise will der straff gesteuerte deutsche Wirtschaftsmainstream den Eindruck erwecken, als sei an der jetzigen Situation – Rezession und hohe Teuerung – einzig und allein die Rousseff-Regierung schuld – und nicht eine mental entsetzlich zurückgebliebene brasilianische Unternehmerschaft, die sich nach wie vor strikt weigert, fortschrittliche Wirtschafts-und Effizienzmodelle aus kapitalistischen Ländern der Ersten Welt zu übernehmen, den gravierenden Produktivitätsrückschritt zu bekämpfen. Ein Blick in den alltäglichen Wahnsinn anti-marktwirtschaftlichen Improvisierens der brasilianischen Unternehmerschaft spricht Bände.  Ebenso aufschlußreich ist, welche großen Privatunternehmen Brasiliens den Wahlkampf der drei von den Geldeliten ins Rennen geschickten Präsidentschaftskandidaten hauptsächlich finanzierten. Immer noch ist Tatsache, daß als dominierender Korrumpierer, Käufer von Politikern im Lande just Privatunternehmen auftreten – und damit für entsprechend viel Sand im Getriebe Brasiliens sorgen. 

Wahlkampfkosten – dreifach höher als für die Fußball-Weltmeisterschaft 2014, laut Landesmedien…

Laut neuesten nationalen Wahlanalysen hängt der Wahlerfolg absolut von durch Tausende von Unternehmen bereitgestellten Mitteln für die immer kostspieligeren Wahlkampagnen ab:”Wer bei den Wahlen bestimmt, sind die Unternehmen. Sie setzen fest, wer gewählt wird.”

Die jüngste Wahlkampagne wurde zum allergrößten Teil durch 30 brasilianische Konzerne finanziert – an der Spitze JBS, OAS und Vale. 

Der Präsident der brasilianischen Anwaltsvereinigung OAB, Marcus Coelho:”Unsere Demokratie darf keine Geisel der wirtschaftlichen Macht sein…Tausende von Brasilianern sind nicht in der Lage, für Wahlen zu kandidieren, weil ihnen das nötige Geld fehlt.”  Nachvollziehbar liest man über derartige Tatbestände nichts im straff gesteuerten deutschen Wirtschaftsmainstream. 

 http://www.hart-brasilientexte.de/2008/02/11/deutsche-firmen-und-wirtschaftskriminalitat-in-brasilien1/

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 José Roriz Coelho, Fachdirektor für Wettbewerbsfähigkeit und Technologie in Lateinamerikas wichtigstem Industriellenverband FIESP in Sao Paulo,  im Website-Interview. 

 ”In Brasilien existiert eine regelrechte Banken-Diktatur – Brasiliens Banken sind die rentabelsten der Welt. Dieses hiesige Bankensystem hat sehr viel Macht. In Ländern wie Deutschland ist dieses System ein Mechanismus, um die Wirtschaft zu ölen, ist das Öl im Räderwerk. Doch in Brasilien nimmt es sich fast allen Reichtum, den die Wirtschaft erzeugt. Die Regierung muß die Augen öffnen – und Korrekturen veranlassen.”

 ”Die großen Unternehmen, ob Banken, Baufirmen oder Großgrundbesitzer, investierten massiv in Rousseffs Präsidentschaftswahlkampagne – über 100 Millionen Real – betrachteten dies als Investition, verlangen jetzt von Rousseff Gegenleistungen. Sie unterwirft sich diesen Interessen.” Waldemar Rossi, Führer der Arbeiterseelsorge in der Erzdiözese Sao Paulo 2012.

Die Werte, Wertvorstellungen der heutigen neoliberalen “Wirtschaft” – Aecio Neves:

 Dieser galt als Favorit der Wirtschaft. „Aus Marktsicht ist der Rousseff-Erfolg eine klar negative Nachricht“, betonte Analystin Stanislawa Prawdowa von der Danske Bank

Tricksen, Manipulieren etc.:

 http://www.hart-brasilientexte.de/2014/10/30/brasilien-prasidentschaftswahlen-2014-warum-der-deutschsprachige-mainstream-den-rechtsgerichteten-kandidaten-aecio-neves-so-mochte-die-tricks-mit-umfragen-die-neves-mit-grosem-vorsprung-klar-in-f/

Brasiliens führende Wirtschaftszeitung “Valor economico” über lügende Top-Manager:”Studie über 330 Top-Manager zeigt, daß Entscheider die Angestellten, Kunden und sogar die Regierung anlügen.” Top-Entscheider-Sprüche werden weltweit fast problemlos in die Medien durchgeschaltet – mit bekanntem Ergebnis. **

tags: 

 ”Os dirigentes brasileiros mentem.”

Laut Valor economico haben die Top-Manager eingeräumt, daß in ihren Unternehmen das Lügen gängig sei – in Angelegenheiten, die Angestellte, Zulieferer, Partner und sogar die Regierung betreffen. “Sie sagen eine Sache, und tun etwas ganz anderes.” 74 Prozent hätten zugegeben, daß der offizielle Diskurs das Gegenteil von dem sei, was in der Praxis geschehe. In den brasilianischen Unternehmen sei Autoritarismus vorherrschend. Von demokratischer Führung zu reden, sei eine große Lüge. Unter Top-Managern jemanden “Amigo” zu nennen, bedeute garnichts, da hinter dessen Rücken” jeder mit dem Messer auf diesen einsticht”. Klassischer Fall sei, daß der Manager etwas abstreite, was er tatsächlich gesagt habe. 

Parallelen zu anderen Ländern sind natürlich wie immer rein zufällig…

Unternehmen, Automultis, Lebensqualität: Luftvergiftung im Teilstaat Rio de Janeiro ist zweifach über dem von der Weltgesundheitsorganisation akzeptierten Niveau. Brasiliens Unternehmerschaft hat bisher defacto nicht das geringste Interesse gezeigt, für eine Verbesserung zu sorgen. 

Dieser Beitrag wurde am Dienstag, 28. Oktober 2014 um 12:01 Uhr veröffentlicht und wurde unter der Kategorie Politik abgelegt. Du kannst die Kommentare zu diesen Eintrag durch den RSS-Feed verfolgen.

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