Klaus Hart Brasilientexte

Aktuelle Berichte aus Brasilien – Politik, Kultur und Naturschutz

Rio+20: Brasiliens Teilstaat Bahia von verheerender Dürre betroffen – eine hausgemachte Umweltkatastrophe. Massives Abholzen statt Aufforstung. Uralt-Ratschläge von Padre Cicero bis Bischof Krapf fruchten nichts.

Informativo Eletrônico do SASOP 

                                                                                        04 de abril de 2012

Famílias sofrem com a falta de água no semiárido baiano

Längste Dürre seit 30 Jahren, akuter Wasser-und Nahrungsmangel: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2012/04/municipios-da-bahia-vivem-seca-mais-prolongada-dos-ultimos-30-anos.html

http://www.hart-brasilientexte.de/2011/12/26/dom-cristiano-krapf-aus-der-schweiz-ein-ausergewohnlicher-bischof-brasiliens-in-jequie-bahia/

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Unterernährte Rinder werden rasch zum Opfer von Krankheiten und Schwäche. 

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Über eine Autostunde von Jequié entfernt, hat der aus der Schweiz stammende Bischof Krapf eine Diözese-Fazenda gegründet, zählt ein Pionier-Aufforstungsprojekt bereits über 12000 Bäume –  klar, alles bewässert mit den vom Bischof entwickelten Solarpumpanlagen. Als kleiner Junge hat er in Bernhardzell in der Familienlandwirtschaft mitgearbeitet, das Feld gehackt, Kühe auf die Weide getrieben. Und als Bischof in dem als Folge brutaler Abholzung von Dürre und Klimawandel geplagten Brasilien gibt er, kaum zu glauben, den Fazenda-Arbeitern detaillierte Anweisungen, was zu tun ist. Und faßt selber mit an, hackt Erde, macht sich die Klamotten dreckig.

Gerade wird Brasilien erneut von einer Umweltkatastrophe heimgesucht, mit den gleichen Ursachen und politischen Verwantwortlichkeiten wie bei den Überschwemmungen und Erdrutschen, der verheerenden Dürre von 2011. „Wie kann man Bebauung in Risikozonen direkt an Flüssen zulassen“, sagt er empört. Krapf ist nicht der einzige Öko-Bischof des Tropenlandes, der Landwirte, Großfazendeiros zu überzeugen versucht, systematisch aufzuforsten. „Sie machen es nicht, weil das eben dauert, bis man einen Nutzen davon hat.“

Bis zur Diözese-Fazenda auf beiden Seiten der Straße ist fast nur abgeholztes Land, mit armseliger Sekundärvegetation. „Das könnte alles aufgeforstet werden – doch die Flächen werden nicht einmal bepflanzt –  im ganzen Nordosten ist es so! Eigentlich haben wir Regenzeit, doch der ersehnte Regen wird von Jahr zu Jahr schwächer, seltener.“ Früher, als noch Wald da war, stand auch das Grundwasser viel höher. Krapf setzt deshalb mit seinen über 12000 indischen Nimbäumen, aus deren Samen und Blättern sich Medizin gewinnen läßt,  ein Zeichen, hofft auf Nachahmer. Gesunde Kühe weiden zwischen den Bäumen – doch warum sind die vielen Rinder auf der anderen Seite des Zauns so grauenhaft abgemagert, krank? „Als Dürrefolge konnte ein Fazendeiro die Herde nicht mehr ernähren, trieb sie in unsere Region“, erklärt der Vorarbeiter. „Viele Rinder sind vor Hunger und Schwäche an der Straße zusammengebrochen.“ Auf einem verendeten Rind sitzt bereits ein Dutzend Geier, wirkt als Gesundheitspolizei. „Das sind hier die Landwirtschaftsprobleme.“

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Bischof Krapf.

http://www.hart-brasilientexte.de/2012/04/04/boomland-brasilien-regierungsprogramm-fur-kriselnde-industrie-wird-von-unternehmen-und-wirtschaftsexperten-scharf-kritisiert-wenig-wirkung-nicht-ausreichend-neuauflage-unwirksamer-hilfsprogr/

http://www.hart-brasilientexte.de/2012/01/28/zdf-adveniat-in-sao-paulo-welcher-slum-aus-sicherheitsgrunden-fur-den-gottesdienst-nicht-infragekam-favela-do-moinho-wo-bitte-gehts-hier-zum-boom/

A seca na Bahia já atinge milhões de pessoas. Dos 417 municípios, 186 já decretaram situação de emergência por causa dos efeitos de uma das secas mais longas dos últimos anos. Famílias agricultoras dos municípios de Remanso, Campo Alegre de Lourdes, Casa Nova e Pilão Arcado, áreas que o SASOP acompanha no Sertão do São Francisco, estão sofrendo com a falta de água e, por consequência, de alimentos. As plantas dos quintais produtivos, especialmente fruteiras, verduras e hortaliças, estão morrendo devido à falta de água. As cisternas já estão secas. Desde o ano passado não chove o suficiente para acumular água nas cisternas para consumo da família, nem para produção.

Em algumas comunidades, as famílias precisam percorrer uma distância de cerca de 30 quilômetros para buscar água, que, ainda assim, não tem qualidade para o consumo humano. Alimento e água para os animais também estão escassos. Organizações locais, como o SASOP, as Paróquias e os Sindicatos dos Trabalhadores Rurais estão tentando sensibilizar o poder público, quase sem retorno. O exército tem abastecido algumas comunidades com água para consumo humano, mas poucos são contemplados, negando o direito das famílias à água de qualidade e à alimentação adequada, garantida pela Constituição Brasileira. Nesse, contexto, muitas famílias acabam tendo que comprar água de carros pipa para encher as cisternas e tentar amenizar o problema.

Em um Semiárido com inúmeras desigualdades são também múltiplas as alternativas e estratégias possíveis para a garantia do acesso à água por suas populações, muitas construídas por elas próprias. Mulheres e homens aprenderam com a natureza a arte de conviver com o meio ambiente local, percebendo os ciclos das chuvas, o comportamento das plantas, dos animais e as características do clima e do solo. Esse conhecimento possibilitou a construção de alternativas de captação e armazenamento de água para convivência com o Semiárido. No entanto, a infraestrutura insuficiente e inadequada ainda atinge grande parte da população rural e urbana nos municípios do semiárido, dificultando o acesso à água de qualidade, a produção de alimentos e dessedentação animal. Enquanto direito fundamental à pessoa humana, o direito a água de qualidade deve ser garantido pelo poder público com adoção de políticas e ações necessárias que promovam a segurança alimentar e a dignidade da população.

Para contribuir com abastecimento de água nas comunidades rurais atingidas pela seca, entre em contato com o SASOP ou com STR de Remanso.

Bischof Krapf über Brasilias verfehlte Wirtschaftspolitik und andere aktuelle Themen – zitiert aus seinem Blog:

Economia do Futuro

março 9th, 2012

Preparar um Futuro para Todos

Em 1995, quando a nossa dívida pública interna era de cem bilhões, avisei que juros acima de 15% iam levar a dívida a meio trilhão até o fim do século. Em vez de imprimir dinheiro para financiar seus serviços, o Governo preferiu tomar dinheiro emprestado e pagar os juros mais altos do mundo. Ainda no século 21, e mesmo num governo do PT,  a política econômica comandada por economistas do capital conservou os juros acima de 10%. São juros que agora transferem mais de cem bilhões por ano para engordar as contas dos credores. Bilhões que fazem falta nos serviços públicos para todos.

Agora, essa dívida está chegando aos dois trilhões. Já estaria em três trilhões, se a lei do “superávit primário” não reservasse 50 bilhões por ano para pagar uma parte dos juros. O pior nessa dívida é o seu custo. Juros de 15% ao ano fazem o valor da dívida dobrar em cinco anos. Outros países têm dívidas até maiores, mas dívidas contraídas para investir em infra-estrutura e serviços para todos, e não apenas para pagar lucros fabulosos aos detentores dos títulos públicos que defendem juros reais acima de 5%.

O nosso Governo gastou tanto dinheiro com juros acima de 15% até 1998 que o Brasil se tornou o eldorado para capitais especulativos que conseguiam dobrar de valor em poucos anos. Depois, a desvalorização forçada fez estragos, mas ajudou a equilibrar a balança comercial e recuperar a indústria prejudicada pelo valor irreal do Real,

No novo milênio, os nossos juros ainda são os maiores do mundo. Continuam atraindo mais capitais pela oferta de novos lucros fabulosos. A cotação do Real subiu de novo. Baixou na transição para o governo Lula, mas voltou a subir. Agora, os responsáveis da política econômica finalmente percebem os prejuízos do Real forte. Começam a botar um freio na valorização do Real com algumas medidas paliativas de impostos sobre a entrada de capitais voláteis.

Enquanto nossos juros oferecem o lucro mais alto do mundo para atrair dinheiro que foge de países em crise, tais remendos vão apenas produzir a migração do capital para investimentos mais consistentes. Será que a compra de terras e de empresas e ações por estrangeiros será melhor para o futuro do país? Essas alienações se tornam dívida externa a ser paga com pesados dividendos sem fim. Por outro lado, brasileiros ricos aplicam e gastam dinheiro em Miami e outros paraísos, em vez de investir no Brasil.

Para conseguir que a nossa indústria volte a ser competitiva, não adianta reclamar contra a política econômica de outros países. Precisamos melhorar a nossa.

A redução atual da taxa SELIC, que ontem passou para 9,75%, me parece um passo importante para uma mudança real na política econômica. Se a diminuição da cotação do Real for acelerada por uma fuga do capital especulativo, os interessados nos juros altos vão tentar convencer a opinião pública com argumentos dos seus economistas que amedrontam o povão com o bicho papão da inflação.

As medidas recentes adotadas para trazer o Real para seu valor real podem pressionar a inflação. No entanto, são importantes para reduzir os gastos do Governo com juros, para aumentar os investimentos na infra-estrutura e recuperar a indústria do Brasil.

Os donos do capital e seus empregados até agora conseguiram deixar o povo com a idéia que a inflação prejudicaria principalmente os pobres. Não querem que possamos entender que existem componentes da inflação que prejudicam apenas os ricos.

Meu economês de camponês pode ser questionado por argumentos sofisticados de economistas adeptos de teorias complicadas de escolas variadas de economia, mas desde o começo do Real venho fazendo previsões e acertando quase todas.

Tenho uma teoria heterodoxa sobre a inflação que doutores em economia apresentam como inimiga maior do povo. Com o remédio genérico de “metas de inflação” querem esfriar o mercado aquecido. Querem vencer o sintoma da febre com aplicação de gelo.

Certos doutores em economia apresentam seus argumentos num economês tão difícil que me parecem não querer ser entendidos, mas apenas admirados na sua sabedoria.

Na realidade, a inflação não é o inimigo maior dos pobres, mas do dinheiro guardado que faz perder valor. Economistas defensores dos interesses do capital botam todos os tipos de inflação na mesma geladeira, para mobilizar o povo todo no combate contra qualquer inflação. Exemplos de inflação boa com o Real mais fraco:

1)      Preços maiores de produtos importados de luxo, e de bebidas e cigarros.

2)      Custo maior em Reais de viagens para o exterior.

3)      Atração de turistas estrangeiros pelo custo menor em Dólares e Euros.

4)      Preços mais competitivos dos nossos produtos no mundo. Eventuais preços internos maiores não vão pesar muito no orçamento familiar do brasileiro.

Carros e gasolina também devem subir de preço, mesmo que isso pese sobre a inflação. Como ficará o futuro das cidades, com carros e motos em número mais que dobrado em cada década? Se continuar assim, o pedestre vai chegar ao seu destino antes do motorista com seu carrão. E o aquecimento global? E a poluição do ar?

Precisamos cuidar do desenvolvimento do país para criar empregos e melhorar a vida dos pobres. Mas estamos caminhando para o esgotamento irreversível dos recursos naturais da terra. Na situação atual da nossa morada comum, todos precisam aprender a combinar o crescimento com a proteção do ambiente para o futuro da humanidade.

Um futuro de paz depende de uma solidariedade maior entre pessoas e povos. Com os limites dos recursos naturais, a vida dos mais pobres só pode melhorar se os mais ricos se contentarem com um padrão de vida mais modesto. Amar o próximo já não será dar esmolas maiores, mas trabalhar para criar estruturas boas para todos. Precisamos passar a colocar o bem comum acima dos interesses pessoais de cada um.

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Recursos limitados exigem solidariedade

março 6th, 2012

TERRA DE TODOS, VIDA PARA TODOS

A humanidade não dispõe de muito tempo para perceber que estamos caminhando a passos largos para um esgotamento irreversível dos recursos naturais da terra. Essa situação exige mudanças radicais de mentalidades e atitudes e ações de todos.

Desde as teorias de Malthus, analistas de visão capenga enxergam apenas o aumento da população mundial como causa do crescimento insustentável do consumo.  Assim, a única solução estaria na redução do número de bocas por métodos de controle de nascimentos, até por destruição de uma nova vida já presente no ventre materno.

O consumo de alimentos, água, energia e combustíveis aumenta com o número de consumidores, sim, mas cresce muito mais com o grande aumento do padrão de vida de algumas centenas de milhões.

O número de chineses, por exemplo, vem crescendo num ritmo inferior a 1% por ano, mas o consumo cresce perto de 10% por ano.  Em trinta anos a população da China aumentou menos de 30%, mas o seu PIB que mede o consumo se multiplicou por 17. Com isso ajudou o Brasil a crescer, mas contribuiu para o aquecimento global com suas consequências que ameaçam o futuro da terra.

No Brasil temos algo parecido com o crescimento do PIB da China, só que o aumento nosso é da dívida pública interna nos tempos do Real, pelos juros sempre acima de 10% por ano, e mesmo acima de 15% até 2000. Esses juros absurdos fizeram a dívida passar de 100 bilhões em 1995 a meio trilhão no ano 2000, como “profetizei” em 95. Agora está chegando a dois trilhões, com a continuação de uma política econômica que privilegia o capital financeiro, num Governo de PT. Sobre a transferência aos ricos de tantos bilhões que deveriam ser investidos em serviços para todos, vou fazer outro texto, se ninguém me tirar o direito de falar.

A causa maior do esgotamento iminente dos recursos naturais não está no número maior de pessoas, mas na disparada do consumo por pessoa. Por isso, a solução não está na diminuição do número de bocas, mas na diminuição dos gastos dos mais ricos. O problema é: Como chegar a isso?

Como convencer a todos que o padrão de vida dos mais pobres só pode melhorar com a diminuição do padrão de vida dos mais ricos?  O ser humano é egoísta por natureza. Quanto mais dinheiro tem, mais ainda quer. O mundo precisa de um novo João Batista a pregar: Convertei-vos e fazei penitência. Será mais uma voz a clamar no deserto?

O Rio + 20 será decisivo para o futuro da terra, mas os problemas não serão resolvidos pelo poder de Governos e ONGs. Estamos todos no mesmo barco. Para construir um futuro melhor, todos devem aprender a colocar o bem comum acima dos interesses pessoais. A terra precisa de cidadãos menos egoístas e de estadistas mais altruístas.

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Saúde para você!

fevereiro 29th, 2012

CF 2012      Fraternidade para Saúde

O manual da Campanha deste ano comenta os serviços públicos de saúde. Elogia o objetivo do SUS de oferecer um atendimento de qualidade a todos e indica caminhos para superar as deficiências que ainda existem. Uma conquista importante foi a diminuição da mortalidade infantil para 15 mortes entre mil crianças nascidas vivas.

No entanto, o número de crianças que têm seu direito à vida negada pela violência do aborto é muito maior. São eliminadas por pessoas que deveriam oferecer-lhes acolhida numa família unida no amor. Muitos querem negar à criança no ventre materno o direito à proteção da lei civil. Protestam contra igrejas que cobram do Estado a defesa do direito fundamental de todos, do direito de viver.  Alguns chegam ao absurdo de defender práticas abortivas em nome dos direitos da mulher. Só falta querer proibir que a Igreja diga que provocar aborto é pecado.  Alguns países chegam a tolerar até que sejam mortas crianças já nascidas com defeitos, e velhos doentes. Quanto às praticas homossexuais é até perigoso dizer que são pecados. Pelo menos não são atentados diretos contra a vida.

Denunciar as falhas nos serviços de saúde do Governo pode contribuir para melhorar, mas a campanha de fraternidade pela saúde de todos é para motivar cada um a fazer  o que pode pela saúde dele mesmo e dos outros, e para levar os outros a participar. Fraternidade requer conversão pessoal para cada um fazer a sua parte na realização de ações transformadoras para construir um mundo melhor para todos.

Convertei-vos, e fazei penitência!        Convertei-vos e crede no Evangelho

Algumas observações podem ajudar a pensar para melhorar

1)      Muitas doenças são causadas por comportamentos pouco saudáveis.

2)      Milhões de pessoas estão doentes porque comem demais.

3)      Outros milhões por falta de comida.

4)      Outros milhões por falta de água boa para todos.

5)      O caminho para conseguir água boa e alimentação saudável pra todos passa por uma distribuição melhor dos recursos da terra.

6)      Aos que gostam de pensar com a própria cabeça como eu e acreditam num ser inteiramente diferente de tudo que conhecemos, o criador de tudo mais que existe no céu e na terra, proponho uma pergunta essencial para meditação:    Se Deus pode tudo e nos ama, porque não nos dá de presente muita saúde, muitos amigos, prosperidade e tudo mais que queremos para nossa felicidade?

1 A ) O primeiro passo é cada um cuidar de sua própria saúde, evitar tudo que possa causar doenças. Muitas doenças têm suas causas na própria pessoa. A doença do alcoolismo, por exemplo, é causada pelo vício da bebida. Uma pesquisa diz que um em quatro brasileiros bebe demais, e uma em dez brasileiras também.

Além das doenças causadas pela bebida, ela ainda contribui para 60% dos desastres no trânsito com todas as suas consequências. Coisa pior ainda são os estragos da bebida no convívio familiar.     A miséria de milhões de crianças é agravada por pais que gastam dinheiro com bebidas e amantes e trazem doenças com esses pecados.

1 B ) Outros estragos são causados por outras drogas que costumam ter seu início no vício da bebida e da maconha. O Governo deve entrar mais pesado contra o tráfico de drogas, com a colaboração do povo que precisa estar atento e perder o medo de denunciar traficantes perversos que estragam o futuro de tantos jovens para ganhar seu dinheiro. Mas a nossa missão mais importante não é reprimir, mas prevenir. Devemos educar os jovens para resistir às tentações de vendedores de ilusões.

Os problemas de 2) a 5), precisam ser enfrentados sem demora para melhorar as condições de vida na terra para todos no presente e no futuro. A humanidade não tem mais muito tempo para desistir de um caminho sem volta de exploração predatória dos recursos naturais. A terra não tem nenhuma possibilidade de oferecer a todos uma vida de rico. Se não surgir ainda nesta década uma mudança radical de mentalidades e atitudes, teremos conflitos piores que todas as guerras do passado. Devemos aprender a colocar o bem comum da humanidade inteira acima dos interesses de cada pessoa, ou de classes ou nações. Sobre a dificuldade de combinar crescimento com proteção ambiental estou preparando para breve um texto sobre a iminência do esgotamento irreversível dos recursos naturais da terra.

6 A ) Estamos num tempo que muitos pregadores cristãos prometem milagres de cura e prosperidade para seus adeptos, numa volta à mentalidade do Antigo Testamento que esperava de Deus prêmios terrenos para os fiéis e castigos para os outros. Falsos profetas ensinam que ter fé seria esperar de Deus a solução dos seus problemas, em vez de levar os crentes a fazer a sua parte para colaborar com Deus na construção de um mundo melhor para todos. Quanto à pergunta sobre o problema de certa ausência de Deus diante dos sofrimentos da vida, sobre a falta de intervenções diretas do poder divino para resolver as dificuldades dos crentes e evitar doenças e desastres, vão aqui umas dicas com outras perguntas para pensar:

O que faz um homem mais feliz: Receber tudo de presente, ou ter recebido a vida com o poder de conquistar as coisas da sua escolha com seu próprio esforço? Se a sua felicidade está em ter tudo que quer, ofereço uma pista para conseguir o que deseja: Para ter tudo que quer, é só querer apenas o que pode ter.

Quanto à saúde: Se não existissem doenças, quem daria valor à saúde?

Quanto ao problema da morte:  Será que a vida nesta terra seria melhor se ninguém pudesse morrer?

Bons serviços de saúde para todos!        Água limpa para todos!

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O Sentido dos Mandamentos

fevereiro 22nd, 2012

Quem ama sabe esperar

Terminei minhas Reflexões de Transição, do dia 30 de janeiro, com considerações a partir de uma canção que diz que amar não é pecado.  Se você leu aquele artigo meu, mais outro sobre opções sexuais, e este agora, talvez queira perguntar se vivo num outro mundo. Não neste carnaval de distribuição de camisinhas até para menores, com recomendações para promiscuidade responsável: Quem ama, usa camisinha.

Sem medo de ser chamado de alienado, acrescento mais algumas provocações para adeptos da mentalidade de um mundo hedonista a serviço do ídolo do dinheiro que compra poder e prazer. Entender o sentido dos mandamentos para melhorar o futuro.

Quem diz que amar não é pecado, confunde sexo com amor e não entende nada do sexto mandamento. Como é que alguém pode estar tão mal informado que venha dizer que a Igreja estaria ensinando que sexo seria pecado? Quem inventou o amor e o sexo foi o Criador que nos fez homem e mulher. Pecado é atrapalhar o amor com a procura egoísta do prazer do sexo sem a responsabilidade da fidelidade.

Quem ama, usa camisinha, diz outra propaganda infeliz. Digo que o método do sexto mandamento é mais seguro. Quem ama mesmo, sabe esperar a construção de uma história de amor que aprende a vencer todos os desvios das tentações deste mundo consumista.     Quem não comete adultério, não precisa de camisinha.

Se Deus nos deu os dez mandamentos, não foi para diminuir a nossa alegria de viver, mas para nos orientar para o convívio na família e na sociedade. Procure imaginar como seria o mundo, se todos fossem obedientes aos mandamentos.                       Como seria o Brasil, se todos os brasileiros cristãos fossem cristãos coerentes?

Uma dificuldade: A obediência de todos ao quinto mandamento teria como primeiro resultado a confusão de um grande desemprego. Mesmo assim, seria tão bom viver sem necessidade de policiais e tribunais, sem prisões e casas para recuperar viciados. O dinheiro economizado daria para criar um grande número de empregos produtivos.

Bem, não tenho a ilusão de chegar a ver tal utopia acontecer.  Falta muita quaresma de conversão e penitência.

Este artigo foi escrito na sonolência da madrugada do carnaval. Agora, já em pleno dia de cinzas, fiz alguns remendos no texto. Espero que a Campanha da Fraternidade 2012 possa contribuir para cada um fazer a sua parte para melhorar os serviços de saúde, e aprender a renunciar a tudo que possa prejudicar seu próprio corpo e seu futuro. Mais ainda: ajudar a melhorar o presente e futuro dos companheiros nos caminhos da vida.

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Eucalipto polêmico

fevereiro 17th, 2012

Eucalipto, Vilão ?

De “uma frente de defesa pela preservação do bioma da caatinga contra o avanço do cultivo de eucalipto” recebi um convite para uma Audiência Pública em Maracás.  Pensando que seria uma manifestação de ambientalistas radicais contra “um grupo de capitalistas descomprometidos com a causa humana e ambiental“, preparei um texto em defesa do eucalipto contra acusações propagadas por seus adversários. Sou defensor do ambiente. Para isso não preciso ser inimigo da agroindústria que cria empregos. Por isso questiono a propaganda radical contra o eucalipto, e contra o agronegócio de exportação.

Para minha surpresa, a Audiência foi o contrário do que eu pensava. Foi tanta propaganda do Eucalipto da Ferbasa, com palestras tão cheias de pormenores que não interessavam a ninguém, e tão demoradas que não sobrava tempo para um bom debate.  Mesmo assim, ainda apresento aqui alguns argumentos resumidos em favor do Eucalipto:

1.      O eucalipto resseca a terra? – – – Não sou doutor em agronomia nem biologia, mas gosto de lógica e matemática. Se o eucalipto resseca a terra, só pode ser porque consome muita água para crescer ligeiro.  Quase toda essa água volta ao ar e depois retorna na chuva. Minha intuição me diz que o reflorestamento de metade do sertão com eucalipto e outras árvores pode melhorar o clima.

2.      O eucalipto traz prejuízo ambiental? – – – Quanto à biodiversidade, sim, se for plantado em monocultura, coisa que deve ser evitada. Quanto aos problemas do aquecimento global pelo aumento de CO2, acontece o contrário. Será que existe outra planta tão eficiente para retirar gás carbono da atmosfera? Minha intuição me diz que uma floresta de eucalipto pode sequestrar tanto carbono do ar quanto é tirado pela mesma área de floresta amazônica.

3.      O eucalipto causa desemprego? – – – Só se alguém tiver a tolice de substituir horticultura ou fruticultura, ou cereais, pelo eucalipto que não deve ocupar as terras melhores. Proponho que seja plantado nas terras degradadas e regiões despovoadas por falta de condições para o agricultor viver da roça. Pequenas florestas de eucalipto, plantadas por agricultores familiares com apoio de recursos da agroindústria da celulose, podem melhorar a situação do homem do campo, contanto que não desista de plantar outras coisas também.

Questionamentos:  1) Para que a Ferbasa só quer plantar em terras próprias? Para que comprar as terras, em vez de apoiar o proprietário a plantar?

2) Como fazer o eucalipto produzir num futuro de chuvas menores nas regiões que agora ainda têm os 800 mm de chuva por ano?

3) Compensa plantar eucalipto em regiões mais secas do sertão?    Com irrigações iniciais e emergenciais?   Em Manoel Vitorino, por exemplo, onde desde 2009 não chove para valer nem na temporada de chuva?

Para facilitar a plantação de árvores no semi-árido, apresento um método de irrigação que gasta menos água e aproveita melhor as chuvas escassas. Um método especial para árvores com raiz pivotante como tem o neem. Serve também para recuperação das matas ciliares. Nas beiradas dos rios muitos ainda desperdiçam despreocupados as águas preciosas. Meu método de irrigar com menos água oferece vantagens especiais para propriedades familiares, por exigir mais mão de obra e menos dinheiro e água que os outros métodos que fazem da irrigação o maior gastador de água do mundo.  Está na hora de começar a pensar num futuro de águas contadas.

Explicações no Blog:  www.domcristiano.com.br, na categoria: Irrigar com menos água.

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Sexo e questões de gênero

fevereiro 13th, 2012

SOBRE SEXO E OPÇÕES

A  opção que falta nas discussões sobre sexo e gênero

Acabo de ver uma entrevista de Gabi com travesti. Ou transsexual, gay, terceiro sexo, opção de gênero, de orientação (ou natureza?) diferente.

Em todas as discussões sobre sexo e questões de gênero, e também nas tentativas de resolver problemas de doenças e de gravidez indesejada com distribuição de preservativos que facilitam a promiscuidade do sexo sem amor, está faltando outra opção: Obedecer ao sexto mandamento da Bíblia, qualquer que seja o tipo de atração sexual que a pessoa possa sentir.

É a opção de renunciar aos prazeres do sexo fora do casamento entre um homem e uma mulher. Inclui a opção pela virgindade antes do casamento, uma coisa para jovens corajosos que querem algo mais do que viver na mediocridade do consumismo egoísta.

Um caso especial é a opção pela virgindade vitalícia por vocação religiosa, especialmente a escolha do celibato na igreja católica. Essa opção inclui a renúncia mais pesada ao convívio familiar. Tal sacrifício só faz sentido com a disposição de deixar tudo para dedicar-se ao serviço do Evangelho, deixar até esposa e filhos que poderia ter.

É opção de risco nem sempre cumprida à risca.  A vocação não torna o padre ou a freira uma pessoa acima das limitações da condição humana     e livre das tentações da vida. Requer vigilância constante para resistir às atrações dos prazeres deste mundo e não deixar-se contaminar por uma mentalidade hedonista que não reconhece nenhum pecado em práticas sexuais fora do casamento. Tal esforço não é só para celibatários, mas é exigência da fidelidade no casamento também.

A Igreja não pode deixar de lembrar a todos que o sexto mandamento continua em vigor. Mas precisa explicar também que os mandamentos não foram inventados para diminuir a nossa alegria de viver, mas para orientar o convívio na família e na sociedade para uma felicidade maior no amor. Uma grande história de amor pode começar num primeiro olhar, mas é construída num clima de amizade que sabe esperar o momento certo de formar uma família. Fruto colhido antes do tempo não tem o mesmo sabor.

www.domcristiano.com.br

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Preparando Transição

janeiro 30th, 2012

Reflexões de um Bispo em fim de mandato

Com 33 anos de Bispo de Jequié e 75 anos de idade, estou aqui esperando a chegada de um novo Bispo. Ainda falta arrumar muita coisa para preparar o futuro, mas é hora também de voltar um olhar ao passado.

A Diocese começou numa situação de calamidade pastoral:  Para 400 000 habitantes, apenas 13 padres: 4 capuchinhos, 5 passionistas, 2 padres espanhóis do IEME. Padres diocesanos brasileiros apenas dois, seminarista nenhum. A paróquia de Maracás, por exemplo, tinha 5000 km², 50 000 habitantes, cinco municípios, para um só padre.

Numa situação assim, o que fazer? Reclamar contra o celibato que muitos acusam de ser culpado pela falta de padres? Nos encontros de formação, os jovens perguntam: Por que é que os padres não casam? Às vezes respondo com uma brincadeira séria: Renunciamos a ter esposa e filhos para ajudar os outros a casar melhor.

Se eu fosse Papa, ficaria preocupado com a exigência do celibato para os padres. Que bom que sou um simples bispo do interior da Bahia, para sorte minha e da Igreja. Assim posso caminhar confiante, com fé na missão que Pedro recebeu com as chaves pesadas da responsabilidade de manter a Igreja unida e confirmar os irmãos na fé.

O problema da falta de padres e das faltas de padres para a Igreja e para o mundo não se resolve com a eliminação da exigência do celibato. A igreja anglicana tem padres e bispos casados e mulheres ordenadas, mas está numa crise pior que a igreja católica.

Alguém é tão ingênuo de pensar que os padres casados seriam todos exemplos de vida como maridos e pais? Seriam sempre os primeiros a praticar o que pregam aos outros? Penso que a renovação da Igreja não passa pela diminuição das exigências, mas pelo aumento da disponibilidade na disposição de aceitar os sacrifícios inerentes à missão.

Isso vale também para as dificuldades com a formação de jovens na fé e na moral. Não adianta querer atrair a juventude com um evangelho adaptado à mentalidade atual do egoísmo que procura vantagem em tudo, do comodismo que foge do esforço pessoal, do consumismo que não quer perder nada que possa comprar.

A renovação da Igreja no seu serviço à humanidade inteira depende muito dos padres, mas depende também dos leigos, de homens e mulheres fiéis e dedicados à missão de primeiros educadores dos filhos, de profissionais e políticos honestos e competentes.

Não adianta querer consertar o mundo com jovens que protestam contra o sistema aí, mas não se dedicam aos estudos para preparar-se para fazer a sua parte para melhorar o seu pedaço, e não levam a sério o namoro como preparação para o convívio familiar. Como esperar que um político seja fiel na sua administração, se não é fiel à esposa?   Se um pobre tem uma segunda mulher ou se entrega ao vício da bebida ou de drogas piores, como é que os filhos poderão sair da miséria?

A vocação para o serviço de padre tem muito a ver com o conselho de Jesus ao jovem rico: Se queres ser meu discípulo, deixe tudo para me seguir.  Não podemos ignorar a proposta de Jesus de deixar até esposa e filhos (que podia ter) para ser um discípulo que tem a coragem de colocar sua vida inteira à disposição do Senhor.

O texto original fala em odiar até a si mesmo, mas o sentido evidente está na direção do mandamento de amar a Deus acima de tudo. Em Lc 14,33 temos tudo resumido: Quem não renunciar a tudo que tem, não pode ser meu discípulo.

Se todos os padres e bispos não tivessem nenhum apego aos bens deste mundo, não faltariam jovens generosos dispostos a seguir seus exemplos. Se muitos jovens ainda não se decidiram a dedicar sua vida à realização de um grande ideal, é porque ainda não sabem o que querem.  Ainda não descobriram o que vale a pena querer.

A caminhada da Diocese de Jequié na paciência da obediência à Igreja pode mostrar que é possível aumentar o número de padres sem fazer do sacerdócio uma carreira, um ganha-pão qualquer.

A Diocese foi criada em 1979, com apenas dois padres brasileiros e sem seminaristas. Em tal situação era necessário dar prioridade à formação de padres. Agora temos padres residentes em todas as 35 paróquias, das quais 22 criadas por mim. Foram construídas perto de cem igrejas e capelas pelas paróquias. Costumam estar cheias aos domingos, apesar da saída de muitos católicos para outras igrejas.

Para o surgimento de vocações foram importantes os grupos e movimentos de jovens e os encontros tipo CURSILHO e TLC no Centro de Treinamento de Líderes construído em 1980 com ajuda do ADVENIAT da Alemanha e do FASTENOPFER da Suiça.

Levamos oito anos para chegar à primeira ordenação. Nos 25 anos seguintes pudemos ordenar mais 51 padres, mantendo sempre o princípio de não recusar candidatos por falta de dinheiro para custear os estudos. Dos nossos padres diocesanos atuais, apenas um não foi ordenado por mim.

Com o número crescente de seminaristas foi necessário completar os recursos da Diocese com a aposentadoria do Bispo e com doações pessoais de amigos, do FIDEI DONUM e da DIOCESE DE ST GALLEN da Suiça, além de colaborações da KIRCHE IN NOT da Alemanha. Parte dos recursos pessoais ficou para plantar uma pequena floresta de árvore NIM na propriedade da Diocese no sertão de Manoel Vitorino.

Poucos ainda percebem a importância do meu novo método de irrigação para o futuro da Diocese e do sertão, para a proteção do meio ambiente com reflorestamento e com agricultura orgânica. A plantação de pequenas florestas pode melhorar bastante a vida do homem do campo. O problema é convencer o povo da roça a plantar árvores que levam anos para começar a produzir.

Por muitos anos contamos com a colaboração valiosa de até oito padres FIDEI DONUM da Espanha. Eles depois passaram em renovado espírito missionário para Dioceses mais necessitadas na Bahia e na Amazônia.

Reconheço que em outros campos ainda fizemos pouca coisa organizada pela Diocese.  Aos que me criticam por dar tanta prioridade à formação de padres na destinação dos recursos financeiros, respondo que um padre é mesmo muito caro. São sete anos de residência no seminário para o estudo de filosofia e teologia. Ao todo, um padre custa setenta mil Reais à diocese, cerca de cem salários mínimos. Mas tenho certeza que o dinheiro não podia ser aplicado melhor.

Conseguindo formar um padre bom para uma paróquia, faço para o povo muito mais do que faria com a distribuição do dinheiro aos pobres. Aprender a viver como cristão que obedece aos mandamentos de Deus na vida pessoal e no convívio familiar é mais importante para melhorar de vida que receber esmolas. Mas o meu argumento sobre o valor do padre também para a vida terrena do povo só vale para padres dispostos a colocar o bem comum e os interesses da comunidade acima do seu interesse pessoal.

Meu último ano como bispo foi o mais complicado. Padres com problemas de saúde e outros. Alguns descontentes com o bispo. Quando surgem doenças e crises existenciais com sintomas de depressão, fica difícil distinguir entre causas e efeitos.

Muitos condenam um padre que abandona o serviço pastoral.  Sua coragem anterior de aceitar desde jovem as exigências da missão do sacerdote e dedicar os melhores anos da vida ao estudo da teologia e ao serviço do Povo de Deus, tudo isso não conta mais nada aos olhos dos seus julgadores.

Não adianta culpar o celibato pela falta de padres e pela desistência de alguns, mesmo que a causa imediata possa ter sido a falta de firmeza na hora de surgir alguma paixão. Padres são feitos do mesmo material dos outros. Mesmo assim, maior é a proporção de homens casados levados por uma nova paixão a abandonar esposa e filhos.

Diante de comportamentos inadequados e desistências de alguns, muitos pedem um rigor maior nos critérios de admissão ao seminário. Reconheço que no começo, diante da situação de calamidade, numa diocese de trinta mil habitantes para cada padre, era muito grande a pressão para aceitar quem viesse com um mínimo de disposição. Por outro lado, se quisesse ter a garantia de ter apenas padres santos, não podia ordenar ninguém. Entre os que o próprio Jesus escolheu a dedo, um se tornou traidor.

Tenho deixado os padres muito à vontade. Isso funciona bem com padres e líderes leigos conscientes da sua missão, que não precisam de incentivos e controles para agir. São maioria, mas reconheço que muitas vezes faltou presença maior do bispo.

Vejo, sem inveja, que temos padres mais organizados que o bispo, mais espirituais, melhores pregadores. Vou deixar uma boa herança de padres à disposição do  bispo que vier, graças a Deus. Espero que o sucessor possa fazer valer mais sua autoridade de bispo, quando for preciso, sem ser autoritário demais.

Coisa urgente a melhorar por ele, com a colaboração dos padres, é a administração diocesana e paroquial. Fiz teologia em Roma, longe no tempo e no espaço da realidade pastoral atual. Iniciei o meu trabalho de bispo ainda no tempo do Código de Direito Canônico antigo que me parecia complicado demais. Confesso que não me esforcei para conhecer as minúcias do Direito Canônico. Mais complicadas ainda são as leis mutantes que temos no direito civil no Brasil, ao ponto que até os maiores juristas divergem na interpretação e na aplicação de tantas leis.

O nome BISPO vem do latim EPISCOPUS, que significa supervisor. No entanto, nunca me senti como diretor de empresa que precisa supervisionar os empregados para que trabalhem direito.  Ainda bem que a maioria dos padres não precisa de fiscal.

Como primeiro Bispo da Diocese deveria cuidar melhor para organizar tudo de acordo com as leis da Igreja, pelo menos com o novo Código que veio cinco anos depois. Confesso que o novo Bispo vai ter trabalho para colocar em dia muitas coisas na diocese e nas paróquias.

Ao chegar o dia de deixar o ofício de Bispo, ando preocupado com o futuro do mundo e dos jovens de hoje. Do jeito que a desordem avança, o mundo vai precisar de mais e mais prisões e policiais para manter um mínimo de ordem na confusão. Como levar a luz do evangelho a uma juventude que parece estar em outra? Forças sinistras trazem uma conotação pejorativa a tudo que tem cheiro de moral. A mentalidade dominante apresenta os mandamentos de Deus de maneira muito distorcida para não incomodar ninguém na sua maneira de viver.  Acabo de ouvir alguém cantar: Amar não é pecado.

Isso deixa uma impressão totalmente errada dos fundamentos da moral, como se a Igreja ensinasse que amar seria pecado. O pecado neste campo é confundir o amor com sexo, é não ter amor suficiente para dedicar-se à construção de um futuro melhor para todos. Pecado é o egoísmo que procura fazer do outro um instrumento de prazer.

A Igreja ainda precisa aprender a fazer-se entender pelos jovens marcados por um ambiente desligado de Deus. Em vez de dizer: Não faça isso porque é pecado, não faça aquilo porque será castigado, precisamos tentar fazer entender que Deus quer apenas o que seja melhor para nós. Os mandamentos são orientações para acertar os passos no caminho para um futuro pessoal melhor e para um convívio mais feliz. Não são contra o amor que é a chave de tudo. Se todos aprenderem a tratar os outros como querem ser tratados, a vida será melhor para todos. Quanto mais surgirem cristãos obedientes a Deus, menos o mundo vai precisar de policiais e prisões.

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Lição que li por aí:

janeiro 23rd, 2012

Uma coisa é bem explicada quando é bem entendida.

Tal lição vale para palestra, aula, artigo, livro, e para sermão.  Em questões de fé precisamos aprender a falar a língua falada por Deus, a língua do amor.

Foi assim que Deus se deu a conhecer: Nos enviou seu Filho que entregou sua vida por nós.   Jesus é a Palavra de Deus para nós.  Falou por sua vida e nos deixou seus ensinamentos. Para entender sua língua, precisamos aprender a amar como Jesus amou.

Convertei-vos e crede no Evangelho!  Para aprender a amar como Ele amou, precisamos de fé. Muitos querem ver para crer. Outros preferem fechar os olhos para não ver.  A crise no mundo e na Igreja é crise de fé.  A pergunta de Paulo é para nosso tempo: Como podem crer sem ouvir?  Como podem ouvir, se ninguém anuncia?  Ninguém pode crer sem ter razões para crer.  Para muitos faltam fundamentos racionais para crer. Assim, sua fé depende demais das qualidades dos padres e de outras lideranças da Igreja.

Alguém poderá complicar a questão: O que vem primeiro: Fé ou conhecimento do Evangelho?   As duas coisas crescem juntas. Ninguém ama sem conhecer. Quem ama, procura conhecer.

Deus confiou à Igreja, aos cristãos, a missão de revelar ao mundo de hoje o seu amor e os seus ensinamentos por meio de atitudes e ações e palavras. Exemplos falam melhor que sermões.

Por outro lado, a fé é dom da graça divina. Sem mim, nada podeis fazer.  Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrair.  Tal atração pode surgir em qualquer situação da vida. Mais com celebrações, palavras em cursos e encontros, leituras e reflexões pessoais. Sempre depende das atitudes da pessoa, da vontade de acolher a verdade, mesmo que seja exigente. Deus não cancela nossa liberdade, nem quando andamos por caminhos errados. Nem quando nos perdemos em becos sem saída.

Quanto aos fundamentos racionais da fé, são questionados por teorias que tentam explicar o surgimento do mundo sem Deus.  Quando a filosofia sadia explica que nada existiria se não existisse um Deus que tudo criou, qualquer criança pergunta quem foi que criou Deus, mas entende a explicação que Deus é aquele que não é feito por outro, o único que existe por si mesmo e criou tudo mais que existe. Com strings ou big bangs  e outras evoluções do passado e do futuro.  A Bíblia nos diz que Deus criou o homem com a incumbência de tomar conta do mundo e aprender a colaborar na evolução.

No entanto, o maior perigo para a fé não vem de teorias de ateus e agnósticos inimigos da Igreja, mas de teorias de teólogos que põem em dúvida a veracidade histórica do Evangelho. Em nome de uma teologia que se diz científica passam a excluir do conteúdo da fé cristã tudo que seus preconceitos pseudocientíficos declaram como coisas impossíveis. Não acreditam na palavra do anjo que informou Maria sobre a gravidez da velha Isabel estéril para oferecer-lhe um apoio para sua fé, para que possa ver que nada é impossível para Deus. Até teólogos que se dizem católicos não acreditam que o Papa tem a missão de confirmar seus irmãos na fé e cuidar da unidade da Igreja. Levados pelas críticas de escribas e doutores da lei contra o Papa, muitos católicos nem procuram conhecer os ensinamentos do Papa.  Para cristãos do nosso tempo valem as palavras de Jesus: Convertei-vos e crede no Evangelho.

Texto tirado do meu Diário Raro de ontem.

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Epifania 2012

janeiro 9th, 2012

Festa da Manifestação do Amor de Deus às Nações

Hoje quero fazer uma tentativa de ler nas entrelinhas do Evangelho de Mateus que fala de visitantes que vieram de longe para estar com o menino Jesus em Belém.

O texto não diz que foram reis, nem que foram três. Talvez chefes de pequenas tribos árabes ou persas chamados de reis.       Tres presentes sugerem que foram três visitantes, talvez com acompanhantes.

Magos?  Na boca de descrentes, hoje seriam chamados de cientistas, astrônomos, astrólogos, ou de pessoas supersticiosas que pretendiam ver nas estrelas alguma mensagem do além. Na perspectiva da fé cristã, não seguiram apenas o brilho de alguma estrela, mas se deixaram conduzir por luz interior do Espírito Santo.

Sábios: Conhecedores de coisas desconhecidas para outros. O Evangelho não explica como ficaram sabendo que deviam seguir a estrela que os levou do oriente distante até Jerusalém. Simplesmente conta que ao chegar à cidade não viram mais a estrela e procuravam saber onde estava o recém nascido rei dos judeus.

Parada em Jerusalém

Imaginemos o alvoroço dos judeus que conheciam as profecias sobre o Messias anunciado pelos profetas. Podemos imaginar o susto de Herodes que também sabia alguma coisa das antigas profecias. Era dele o título de rei dos judeus. Ele não tinha filho pequeno e reagiu à notícia de um concorrente de outra família ao trono dele.

Naquele tempo, os judeus esperavam um Messias glorioso que os libertasse do domínio do império de Roma e recuperasse e aumentasse a grandeza do povo eleito. Herodes procurou os estudiosos das escrituras, os teólogos daquele tempo, para saber onde deveria nascer o Messias. Esses citaram um texto do profeta Miquéias: De ti, Belém, sairá aquele que haverá de governar Israel.

Neste tempo de enfraquecimento dos fundamentos racionais da fé precisamos saber que as profecias sobre o Messias não foram coisas inventadas pelos cristãos depois dos acontecimentos para provar que Jesus era o Messias anunciado pelos profetas. São textos que estão também na Bíblia dos judeus que ainda esperam pelo Messias.

Diante da notícia sobre o nascimento de um novo rei, Herodes mandou chamar os visitantes para saber quando foi que a estrela apareceu. Falou para eles ir a Belém e voltar depois com informações exatas sobre o menino. Fingiu interesse pela criança, mas suas intenções eram outras.

Esse Herodes era o pai de Herodes Antipas que trinta e poucos anos depois mandou cortar a cabeça de João Batista. O velho Herodes já tinha mandado matar até pessoas da sua própria família.  Ao ficar sem informações dos sábios do oriente sobre o menino da profecia, mandou matar os meninos de Belém até dois anos de idade, para garantir a eliminação de um possível concorrente ao trono. Não sabemos quantos meninos foram mortos em Belém. Não era cidade grande com centenas de meninos pequenos.

Todos ficam escandalizados com a crueldade daquele Herodes, mas numa civilização que se considera mais evoluída, a matança acontece cada dia em escala muito maior. Não existe cidade grande onde não são eliminadas milhares de crianças, impedidas por um aborto violento de vir à luz.  Não por um Herodes pagão para evitar a chegada de alguém que podia tornar-se um concorrente ao trono, mas por cristãos e outros que procuram eliminar um herdeiro que possa trazer dificuldades aos que tiveram o privilégio de nascerem antes.

Esse não seria um assunto a tratar na festa da manifestação do amor de Deus que veio estar conosco. São João explica que Deus nos amou ao ponto de entregar seu Filho para nossa salvação. Mas não posso deixar de tocar no problema do aborto, diante de tentativas sucessivas de justificar e legalizar práticas abortivas no Brasil e no mundo.

Muitos chegam a falar de um “direito da mulher” ao aborto. Falam como se o direito à vida não fosse o fundamental de todos os direitos humanos. Alegam que a Igreja não deve interferir na legislação civil. Para eles, falar em pecado é apenas coisa de religião.

O pior é que até alguns cristãos só fazem um esforço maior para evitar um pecado quando o mesmo é considerado crime pela lei civil e pode sofrer punições.

O ideal seria que qualquer cristão procurasse evitar qualquer pecado para obedecer aos mandamentos de Deus e à voz da consciência. Todo pecado já tem um castigo em si mesmo, nas suas consequências para o próprio pecador. Na realidade, devido ao egoísmo e à consciência relaxada ou à dureza do coração, a convivência de pecadores precisa do reforço da lei civil para proteger os direitos dos mais fracos.

Por outro lado, ninguém tem o direito de julgar e desprezar um pecador. Vítima de um aborto não é só a criança, mas a mãe também. Não precisa conhecer muitos dramas pessoais para saber como a consciência pesada faz sofrer, mesmo que psicanalistas e psicólogos e psicoterapeutas possam oferecer algum alívio superficial com tentativas de eliminar “complexos de culpa”. Muitos abortos começam com comportamentos irresponsáveis de homens egoístas. De namorados egoístas que depois pretendem consertar um erro com outro erro pior.

Para um bom entendedor, poucas palavras bastam. Para quem não quer entender, não adianta tentar aprofundar a reflexão.

Voltando ao assunto mais ameno da festa de hoje, procuremos imaginar o encontro dos sábios ricos com o menino Jesus e com Maria e José e alguns pastores de ovelhas na gruta pobre de Belém. Naquele ambiente, para que presentes de ricos, presentes de reis? Para que ouro, mesmo que pouco, se o Filho de Deus escolheu nascer em família pobre?

Tenho minha explicação pessoal. Como é que o pobre José, sem poder ganhar seu pão com seu trabalho de carpinteiro, podia enfrentar a viagem complicada com Maria e o menino pequeno através do deserto até chegar ao Egito distante?

Só se pudesse contar com a intervenção divina de muitos milagres. O presente dos sábios foi uma solução bem melhor, que não dispensava o esforço de José e Maria. Os presentes não livravam aquela família dos sofrimentos próprios da condição humana.

Nos nossos tempos surgem igrejas que fazem da religião um negócio e prometem aos seus adeptos todo tipo de milagres. Muitos apresentam a fé como coisa para pessoas preguiçosas que esperam que Deus venha fazer a vontade delas, em vez de fazer o que podem para realizar a vontade de Deus. Nem a igreja católica está livre de tendências interesseiras de uma piedade egoísta.

Temos o exemplo de vida de Jesus e dos apóstolos, dos mártires e missionários, para perceber os desvios das pregações de “pastores” que prometem aos seus seguidores saúde e prosperidade.

A pregação da Igreja deve ter a coragem de apresentar aos jovens de hoje as exigências do Evangelho inteiro com os mandamentos de Deus que proíbem de fazer mal aos outros e estão resumidos no mandamento do amor que procura fazer o bem a todos. Foi aos nossos cuidados que Deus confiou o futuro da terra que criou para todos.

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Para 2012 até ?

dezembro 31st, 2011

O ANO NOVO É SEU PARA FAZER ACONTECER

No fim de um ano costumamos pensar nos dias que se foram, com sentimentos divididos entre queixas e agradecimentos, entre reconhecimentos e ressentimentos. Um mínimo de sabedoria nos ensina a não perder nosso tempo com lamentações sobre coisas que já não podemos mudar. Melhor cuidar de superar erros e pecados que ainda podemos reparar com novas atitudes de compreensão e perdão.

Ao nosso alcance está apenas o momento presente que nos é dado para preparar o futuro. Mas o nosso agir de agora depende das coisas que imaginamos e queremos para o tempo que vem.

Uma pergunta que todos temos na chegada de um ano novo é esta: O que será que este ano vai trazer para mim e para nossa casa? Para meu país e para o mundo?  Sempre digo que a pergunta mais importante a fazer é outra: O que é que vou fazer com os dias que ainda me são dados a viver?  —  A resposta a tal pergunta depende da situação do ambiente onde estou e para onde quero ir.

As perspectivas mundiais parecem sombrias. No plano material, desastres naturais, conflitos e corrupção na política, agravamento da crise na economia mundial e nacional. No plano espiritual, aprofundamento da crise de fé que enfraquece os fundamentos do cristianismo e a motivação religiosa para superar o egoísmo individual e grupal.

Este ano teremos no Brasil um encontro muito importante para o futuro da humanidade:  A Rio+20, a Conferência da ONU sobre o desenvolvimento sustentável.  A terra está chegando aos limites dos seus recursos naturais. Não consegue oferecer a sete bilhões de habitantes um padrão de vida de ricos, coisa que muitos ricos e pobres querem acima de tudo.

Sem mudanças radicais de mentalidade e de atitude das pessoas e das nações vamos caminhar a passos largos para coisas piores que todas as guerras do passado.

O mundo está precisando de novos pregadores do tipo João Batista: Convertei-vos e fazei penitência. Produzi frutos que provem a vossa conversão!

Tentei imaginar o que o Batista diria hoje para cada tipo de pessoas: Para políticos, advogados, juízes, comerciantes. Também para teólogos, pastores, padres, bispos. Certamente não teria medo dede falar contra os pecados de corrupção e injustiça, de adultérios e abortos, contra a falta disposição dos cristãos ao perdão. Daria algum resultado, ou seria um novo pregar no deserto?  Reclamações não transformam o mundo que precisa de novas atitudes e novas ações.

Amar o próximo como a si mesmo já não significa dar esmolas a mendigos, mas cuidar da construção de um mundo melhor para todos, onde cada um possa progredir com seu próprio esforço.

Tempos atrás havia na Igreja discussões sobre um bolo. Setores considerados avançados diziam que o bolo dos bens materiais deveria logo ser distribuído melhor. Setores considerados conservadores diziam que não adiantava dividir o bolo ainda pequeno, que o mais importante era fazer o bolo crescer para todos.

Poucas décadas atrás, os conservadores ainda podiam dizer que a gastança dos ricos beneficiava os pobres com a criação de empregos. Agora, diante da ameaça de esgotamento dos recursos naturais, aquele argumento não vale mais nada. O bolo já está assado. O consumo não pode mais crescer. A terra está chegando ao limite das suas possibilidades. Especialistas dizem que o consumo mundial de água, de energia e de alimentos já passou além dos limites da capacidade de reposição da natureza.

Voltando ao bolo: A situação mundial agora é esta: Sete bilhões de habitantes têm à sua disposição um bolo de sete pedaços. Os mais ricos (um bilhão) devoram quatro pedaços. Os quase ricos (dois bilhões) comem dois pedaços. Dois bilhões de remediados comem o último pedaço. Para dois bilhões de pobres só ficam migalhas.

Para melhorar o padrão de vida dos pobres, os outros cinco bilhões precisam aprender a contentar-se com um padrão de vida mais modesto. Não existe outro caminho para enfrentar os resultados do aquecimento global. João Batista talvez dissesse a todos: Contentai-vos com um salário máximo de cinco salários mínimos.

Se todos seguissem tal conselho radical, teríamos um caos na economia. Mas esse perigo não existe, pois poucos aceitariam tal pregação, mesmo no Brasil católico, um dos campeões em desigualdade. Agora mesmo a imprensa noticia que o Brasil já tem 30 bilionários e 137 mil milionários, cada dia mais 19. Turistas brasileiros são os maiores gastadores em certos templos internacionais do luxo e da luxúria. Parte do dinheiro que eles gastam vem dos juros exagerados sobre a dívida pública interna e sobre compras a prazo e outros empréstimos que a propaganda faz o povo tomar.

Tudo indica que já não há sermões que consigam evitar as mudanças radicais de atitudes e mentalidades que ainda possam evitar as consequências desastrosas de um consumismo egoísta que não faz nenhum esforço para preparar um futuro melhor para todos.

Peço a Deus que você consiga realizar em 2012 as coisas boas que deseja fazer.

Atualizado em 02 de janeiro de 2012            + Cristiano Krapf, ainda Bispo de Jequié, BA

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Im Hintergrund die Diözese-Fazenda.

http://www.hart-brasilientexte.de/2011/10/16/brasilien-interessante-orte/

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Die Öko-Gebote von Padre Cicero:

    “Não derrube o mato, nem mesmo um só pé de pau.

 

    Não toque fogo no roçado nem na caatinga.

 

    Não cace mais e deixe os bichos viverem.

    Não crie o boi nem o bode soltos; faça cercados e deixe o pasto descansar para se refazer.

 

    Não plante em serra acima, nem faça roçado em ladeira muito em pé: deixe o mato protegendo a terra para que a água não a arraste e não se perca a sua riqueza.

 

    Faça uma cisterna no oitão de sua casa para guardar água da chuva.

 

    Represe os riachos de cem em cem metros, ainda que seja com pedra solta.

 

    Plante cada dia pelo menos um pé de algaroba, de caju, de sabiá ou outra árvore qualquer, até que o sertão todo seja uma mata só.

 

    Aprenda a tirar proveito das plantas da caatinga, como a maniçoba,a favela e a jurema; elas podem ajudar a você a conviver com a seca.

 

    Se o sertanejo obedecer a estes preceitos, a seca vai aos poucos se acabando, o gado melhorando e o povo ter sempre o que comer.

 

    Mas, se não obedecer, dentro de pouco tempo o sertão todo vai virar um deserto só.”

 

Padre Cícero (1844-1934)

Dieser Beitrag wurde am Mittwoch, 04. April 2012 um 17:46 Uhr veröffentlicht und wurde unter der Kategorie Kultur, Naturschutz, Politik abgelegt. Du kannst die Kommentare zu diesen Eintrag durch den RSS-Feed verfolgen.

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