Klaus Hart Brasilientexte

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Pianist Arnaldo Cohen mit OSESP, dirigiert von Claus Peter Flor.

PIANISTA BRASILEIRO ARNALDO COHEN VOLTA AO PALCO DA SALA SÃO PAULOEm três concertos com a Osesp, regido por Claus Peter Flor, musico apresenta o Concerto nº1, de Brahms;

o repertório inclui também a Sinfonia nº2 “ Asrael do compositor tcheco Josef Suk

 21 MAI quinta 21h00   22 MAI sexta 21h00   23 MAI sábado 16h30   CLAUS PETER FLOR regente  Arnaldo Cohen piano    JOSEF SUK  Sinfonia nº 2 em dó menor, Op.27 - Asrael  JOHANNES BRAHMS  Concerto nº 1 em ré menor, Op.15      A última das três semanas consecutivas de concertos da Osesp sob a regência do maestro alemáo Claus Peter Flor traz ao público da Sala Sáo Paulo duas obras que marcam o início da carreira de dois grandes compositores. Os concertos têm início com a dramática e fúnebre Sinfonia nº2, do compositor tcheco Josef Suk, também conhecida como Sinfonia Asrael, escrita após o falecimento de sua esposa e de seu mestre e sogro, Antonín Dvórak, como uma homenagem póstuma a ambos. Na segunda parte do espetáculo, a Osesp, ao lado do pianista Arnaldo Cohen, apresenta o Concerto nº1 para piano, de Brahms, cujo processo de criaçáo iniciou-se com o projeto de um sinfonia, passando para um concerto para dois pianos, até tomar o formato de um concerto para piano e orquestra. O compositor alemáo começou a escrever sua obra incentivado por Robert Schumann e por sua esposa Clara Schumann, por quem era apaixonado. Quinta, 21/5 (21h); Sexta, 22/5 (21h) e Sábado, 23/5 (16h30). Preços: de R$ 30 a R$ 104Aposentados, pessoas acima de 60 anos, estudantes e professores da rede pública estadual pagam1/2, mediante comprovaçáoRecomendaçáo etária: 7 anosEstacionamento: 610 vagas (592 comuns e 18 para Portadores de Necessidades Especiais) – R$ 8.Sala Sáo Paulo (1484 lugares) “ Pça. Júlio Prestes 16 (11) 3223-3966.Cartões de crédito: Visa, Mastercard, American Express e Diners.Ingressos também pela Ingresso Rápido 4003-1212 – www.ingressorapido.com.br  Repertório Josef SUKKrecovice (República Tcheca), 4 de janeiro de 1874 / BeneÅ¡ov (República Tcheca), 29 de maio de 1935Sinfonia nº 2 em dó menor, Op.27 – AsraelDuraçáo aproximada: 58 minutosAno da composiçáo: 1905-06 Josef Suk foi herdeiro de uma grande escola de compositores tchecos que incluiu, entre outros, Smetana, Janácek e Dvorák. Este último foi seu professor no Conservatório de Praga de 1885 a 1892. A relaçáo dos dois ultrapassou o plano profissional quando, em 1898, Suk casou-se com a filha do mestre, Otilie. Tornou-se conhecido ainda jovem em seu país, quando sua Serenata para Cordas, escrita aos 18 anos, obteve significativo sucesso de público. Sua primeira grande obra foi sua Primeira Sinfonia, escrita em 1899, que seguiu o modelo das sinfonias de Dvorák. Ela revelava um compositor com amplo domínio técnico da escrita orquestral, porém ainda à procura de uma voz própria. A tristeza pela morte de Dvórak motivou a concepçáo de uma segunda sinfonia que seria sua homenagem póstuma ao mestre. Iniciou a composiçáo em Hamburgo em janeiro de 1905. A sinfonia rapidamente tomou forma e, seis meses depois, Suk já completara os três primeiros movimentos. Iniciava o quarto movimento quando outra notícia trágica, ainda menos previsível, abalou-o profundamente. Sua mulher, filha do mestre querido, falecera com apenas 27 anos de idade. Reunindo todas as energias que lhe restaram durante essa fase de luto, descartou a música que esboçara para o quarto movimento e reiniciou os dois últimos movimentos, desta vez como uma homenagem fúnebre à própria mulher. Por se tratar de uma obra de complexo significado catártico, os temas desta sinfonia estáo todos ligados ao luto e às lembranças de momentos felizes. Isso justifica que a obra tenha recebido do compositor o subtítulo de Sinfonia Asrael, emprestando o nome do anjo da mitologia islâmica que transporta a alma dos mortos para o além. O desafio de escrever uma obra com referências autobiográficas induziu o compositor a encontrar neste trabalho uma linguagem mais pessoal, distanciando-se da esfera de influência da música de Dvorák, ainda que a obra faça citações a diversas passagens da obra do mestre. A complexidade da harmonia aproxima-se em certos momentos das correntes do romantismo expressionista e do modernismo simbolista, ainda que no geral o compositor permaneça sintonizado com o prolongamento do sinfonismo romântico de Tchaikovsky. O principal material da obra, chamado pelo autor de ˜tema do destino™, é exposto dramaticamente nas cordas em uníssono após uma longa e sombria introduçáo. Este tema do destino ecoará ciclicamente em todos os outros movimentos. O primeiro dos dois movimentos finais que homenageiam Otilka, apesar das referências recorrentes ao tema do destino, faz prevalecer inicialmente um tom introspectivo de lamento saudoso que evoca a personalidade gentil da esposa. Em súbito contraste, o último movimento irrompe dramaticamente com o referido tema, o que sugeriria uma redençáo triunfante sobre o destino. Entretanto, essa transformaçáo é interrompida por uma versáo sombria do mesmo tema do destino, conduzindo a sinfonia para sua dissoluçáo final. Johannes BRAHMSHamburgo (Alemanha), 7 de maio de 1833 / Viena (Áustria), 3 de abril de 1897Concerto nº 1 para Piano em ré menor, Op.15Duraçáo aproximada: 42 minutosAno da composiçáo: 1854-57 Em carta a um amigo Joseph, Brahms relatou no seguinte tom a recepçáo do Concerto nº 1, após a segunda apresentaçáo em Leipzig, na qual atuara como solista: ”O concerto foi um brilhante e definitivo… fracasso. O primeiro e o segundo movimento foram ouvidos sem a menor demonstraçáo de apreço. No final, três pares de máos aplaudiram timidamente enquanto assobios partiram de todos os cantos do teatro, sufocando os aplausos. Mas o fracasso náo me impressionou de modo algum. Afinal de contas, estou apenas experimentando e tentando encontrar o meu caminho. Mesmo assim, a vaia foi além da conta. Brahms estava com 25 anos de idade e trabalhara quatro anos naquela partitura. Seis anos antes, Schumann tinha escrito um artigo no Novo Jornal da Música saudando Brahms como o sucessor de Beethoven pela qualidade de sua música de câmara. A profecia soou como um desafio para o jovem compositor. Em 1854, ele escreveu ao casal Schumann para anunciar que estava compondo uma sinfonia. Pouco depois, Schumann foi internado em um asilo, onde viveu por apenas mais dois anos, até sua morte. Nesse período, Brahms, que manteve a vida toda uma paixáo secreta por Clara Schumann, mas nunca se declarou em respeito à grande amizade que tinha por Robert, resolveu mudar-se para a residência de Clara para ajudá-la a tomar conta dos filhos do casal. Continuou ali a composiçáo da sinfonia, nutrindo-se da inspiraçáo que Clara lhe proporcionava. Em pouco tempo notou que ainda náo possui o mesmo domínio que Beethoven e decidiu transformar a sinfonia numa sonata para dois pianos, mas Brahms continuava insatisfeito com a obra e decidiu náo publicá-la. Um amigo sugeriu entáo que ele fizesse uma combinaçáo das duas versões e transformasse a obra num concerto para piano e orquestra. Brahms aceitou de imediato a ideia, porque percebeu que a grandiosidade do discurso exigia a sonoridade da orquestra. O trabalho ainda estendeu-se por mais de um ano, pois seu perfeccionismo o levou a refazer os dois últimos movimentos. Após o fracasso da estreia, Brahms passou outros dois anos revisando a partitura, especialmente o terceiro movimento, até publicá-la em 1861. Os vestígios desse tortuoso processo criativo, inevitavelmente, aparecem na versáo final do Concerto. Às vezes, a orquestra parece ter um destaque excessivo, principalmente no primeiro movimento. O piano, por sua vez, frequentemente aparenta estar numa obra de câmara, em vez de desempenhar um papel virtuosístico, apesar das dificuldades técnicas da parte solista. O público da época náo estava acostumado, e isso certamente explica a recepçáo fria na estreia para uma obra que hoje nos soa táo fascinante. Mas há que se considerar também que a extrema concisáo da obra, com temas derivados de variantes de uma única ideia, deve ter sido outro obstáculo difícil para o público. É possível que isso tenha ajudado a convencer Brahms de que era necessário promover tais revisões, especialmente no último movimento, que ganhou três temas claramente contrastantes, dando à parte do piano uma expressáo mais intensa de virtuosidade.  RegenteClaus Peter Flor – Última vez com a Osesp em setembro de 2007Nascido em Leipzig, em 1953, Claus Peter Flor estudou violino em sua cidade natal. Posteriormente teve aulas de regência com Rolf Reuter e, mais tarde, com Rafael Kubelik e Kurt Sanderling. Aos 31 anos de idade, tornou-se diretor artístico da Sinfônica de Berlim e passou a colaborar com as orquestras Gewandhaus (Leipzig) e Staatskapelle (Dresden). Em 1988, fez sua estreia com a Filarmônica de Berlim. Ocupou o cargo de regente principal convidado da Philharmonia (de 1991 a 1994), da Sinfônica de Dallas (de 1999 a 2008) e da Sinfônica de Miláo Giuseppe Verdi (de 2003 a 2008) ”a convite pessoal do diretor artístico Riccardo Chailly. De 1991 a 1996 foi consultor artístico da Tonhalle de Zurique. Regeu as orquestras Concertgebouw, de Paris, as sinfônicas de Viena, Londres, do Teatro alla Scala de Miláo, Houston, Sáo Paulo, Nacional Real da Escócia e Bamberg e as filarmônicas de Roterdá, da Holanda, da Rádio da Holanda, Munique, das Rádios de Munique, Frankfurt, Hamburgo, Leipzig, da Ópera do Estado da Baviera, NHK e Yomiuri Nippon. Foi regente em produções operísticas na Staatsoper e na Deutsche Oper de Berlim, em Munique, Dresden, Hamburgo e Colônia. Tem grande atuaçáo na Ásia, tendo regidoa Filarmônica da Malásia, Sinfônica KBS da Coreia, Filarmônica da China e Sinfônica de Cingapura. Também regeu o concerto de abertura do Festival de Artes Boca de 2008, com a Orquestra Nacional Russa e Lang Lang. Tem ampla discografia, incluindo uma série de gravações de Mendelssohn com a Sinfônica Bamberg. Claus Peter Flor é atualmente diretor artístico da Orquestra Filarmônica da Malásia.  SolistaArnaldo Cohen – pianoÚltima vez com a Osesp em agosto de 2008, no Quinteto com Piano em fá menor, Op.34 de Brahms Arnaldo Cohen teve no grande pianista brasileiro Jacques Klein seu principal mestre e conquistou por unanimidade o 1º Prêmio no Concurso Internacional Busoni, na Itália. Desde entáo, apresentou-se em mais de 2.000 concertos, como solista das mais importantes orquestras do mundo. Em dezembro de 2006, o jornal New York Times definiu a arte de Cohen: ”Com uma técnica infalível, sua performance foi um modelo de equilíbrio e de imaginaçáo. Também em 2006, a revista Gramophone incluiu uma gravaçáo de Cohen para integrar a prestigiosa lista do ”Editor™s Choice e justificou: ”Sua interpretaçáo de Liszt náo fica nada a dever à famosa gravaçáo feita por Horowitz e sua maturidade musical e virtuosidade estonteante o colocam na mesma categoria de Richter. O último CD de Cohen, como solista da Osesp, regida por John Neschling, foi saudado pela mesma revista como ”difícil de superar.Após viver mais de 20 anos em Londres, Cohen transferiu-se para os Estados Unidos em 2004, tornando-se o primeiro músico brasileiro a assumir uma cátedra vitalícia na Universidade de Indiana. Na Inglaterra, Cohen lecionou na Royal Academy of Music e no Royal Northern College of Music, onde recebeu o título de Fellow Honoris Causa. Os destaques da última temporada incluem apresentações de Cohen como solista das orquestras de Cleveland, Filadélfia e Los Angeles.  Osesp “ Desde 1954, a Orquestra Sinfônica do Estado de Sáo Paulo (Osesp) trilhou uma história de conquistas, que culminou em uma instituiçáo hoje reconhecida nacional e internacionalmente pela qualidade e excelência. Foi dirigida pelo maestro Souza Lima e pelo italiano Bruno Roccella, mais tarde sucedidos por Eleazar de Carvalho, que por 24 anos permanece à frente da Orquestra e deixa um projeto para sua reformulaçáo. Com o apoio do Secretário de Cultura e o empenho do Governador Mario Covas, em 1997 o maestro John Neschling é escolhido para assumir a direçáo artística e conduzir essa nova fase na história da Osesp.           A Sala Sáo Paulo é inaugurada em 1999 e, nos anos seguintes, sáo criados os coros Sinfônico, de Câmara, Juvenil e Infantil; o Centro de Documentaçáo Musical Maestro Eleazar de Carvalho; o Serviço de Assinaturas; o Serviço de Voluntários; os Programas Educacionais; a editora de partituras Criadores do Brasil; e a Academia da Osesp.                       Em 2008, a Osesp é indicada pela revista inglesa Gramophone como ”uma das três orquestras emergentes no mundo nas quais se deve prestar atençáo.Instituída em junho de 2005, a Fundaçáo Osesp administra a Orquestra, a Sala Sáo Paulo e, conseqüentemente as relações de trabalho de mais de 290 pessoas “ entre músicos, administraçáo e técnicos “ permitindo maior agilidade administrativa, ampliaçáo de parcerias e melhoria na qualidade dos serviços oferecidos.   ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO “ OSESP CLAUS PETER FLOR regenteArnaldo Cohen piano JOSEF SUKSinfonia nº 2 em dó menor, Op.27 – AsraelJOHANNES BRAHMSConcerto nº 1 em ré menor, Op.15

Dieser Beitrag wurde am Donnerstag, 21. Mai 2009 um 01:28 Uhr veröffentlicht und wurde unter der Kategorie Kultur abgelegt. Du kannst die Kommentare zu diesen Eintrag durch den RSS-Feed verfolgen.

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