Claro que existem exceções, isto é, casais que vivem bem com arranjos assim; mas o fato é que esses arranjos costumam ter prazo de validade curto. E muitas brigas versam sobre essa „situação“.
Esse normalmente é aquele tipo de tema sobre o qual não se fala em famílias educadas ou entre pessoas que fingem que o mundo mudou depois dos anos 1960. Este tipo então é muito engraçado.
A verdade é que, mesmo que bem-sucedidas, mulheres que sustentam seus parceiros sentem, no silêncio do cotidiano, ou na agonia de ter que pagar as contas no final mês, um gosto amargo de solidão na boca. Seria idiota imaginar um homem que sustenta sua mulher sofrer por se sentir „só“ na função de provedor da família. Por que as mulheres se sentem sozinhas nessa situação, e os homens não?
Mas nossa heroína se pergunta: será que eu não mereço mais? Por que justo eu não consigo que meu parceiro me „banque“?
O mais duro é que mesmo em casos comuns nos quais os casais dividem os gastos, essas mulheres, que dividem os gastos, também „invejam“ aquelas que têm maridos que „bancam“.
Há casos em que mesmo que elas não precisem, gostariam de ter maridos que „banquem“. Eis o príncipe eterno. Todas o querem.
Aliás, o verbo „bancar“ (e sua ambiguidade entre „sustentar“, „enfrentar situações difíceis“ e o substantivo „banco“, lugar de dinheiro) vem muito a calhar.
É comum dizer que, em casos nos quais a mulher tem muita grana, isso nunca é um problema. Acho que sim, mas nem tanto. Se ele não a banca financeiramente, porque ela de fato não precisa, ele terá que bancá-la em outro lugar. A mulher sempre quer „ser bancada“.
O incômodo feminino com homens „que não bancam“ parece passar não só pela falta de grana (essa é apenas a mais universal das referências), mas essencialmente pelo problema do homem que „não tem atitude“. „Ele podia pelo menos se mexer…“, diria nossa heroína. Logo ela perderá o respeito por ele. Seria a causa biológica ou cultural?
Se a mulher séria tem de provar que não dá por aí, o homem sério tem de provar que não quer pegar dinheiro de mulher. Eis dois limites do blá-blá-blá contemporâneo.
Mesmo que façam pose de bem resolvidas bancando seus homens, essas mulheres sofrem com isso e estão mentindo.
Laut einer Studie trennen sich viele Frauen, wenn sie mehr verdienen als der Partner bzw. dieser arbeitslos wird.
« Brasilien, Rio de Janeiro, die sogenannten „befriedeten“ Favelas: „Wenn es heißt, ein Großteil der Favelabewohner mag, was derzeit vor sich geht, muß man daran erinnern, daß auch das deutsche Volk den Nazismus unterstützte.“ Marcelo Yuka, Künstler, Komponist, Vizebürgermeister-Kandidat(PSOL) in Rio de Janeiro 2012. – Brasilien: Wegen wachsender Exportschwäche steigt Handelsdefizit auf Januar-Rekordhöhe – bisher 2,7 Milliarden Dollar. Derartiges Ungleichgewicht zuletzt 1998, laut Landesmedien. “Die brasilianische Wirtschaft befindet sich in einem allgemein guten Zustand.” »
Bisher gibt es keine Kommentare.
Die Kommentarfunktion ist zur Zeit leider deaktiviert.