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	<title>Klaus Hart Brasilientexte &#187; soziale Ungleichheit in Brasilien 2012</title>
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	<description>Aktuelle Berichte aus Brasilien - Politik, Kultur und Naturschutz</description>
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		<title>Brasiliens soziale Ungleichheit unter Lula-Rousseff: Viertgrößte Ungleichheit in Lateinamerika laut UNO-Statistik 2012, hinter Guatemala, Honduras und Kolumbien. 86,5 Prozent der Brasilianer leben in Städten &#8211; mit riesigen Slum-Peripherien&#8230;Morde an Frauen &#8211; Brasilien in Welt-Spitzengruppe.</title>
		<link>http://www.hart-brasilientexte.de/2012/08/21/brasiliens-soziale-ungleichheit-unter-lula-rousseff-viertgroste-ungleichheit-laut-uno-statistik-2012-hinter-guatemala-honduras-und-kolumbien-865-prozent-der-brasilianer-leben-in-stadten-mit-rie/</link>
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		<pubDate>Tue, 21 Aug 2012 16:28:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Klaus Hart]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Kultur]]></category>
		<category><![CDATA[Politik]]></category>
		<category><![CDATA[soziale Ungleichheit in Brasilien 2012]]></category>
		<category><![CDATA[Zubin Mehta]]></category>

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		<description><![CDATA[http://g1.globo.com/brasil/noticia/2012/08/brasil-avanca-mas-e-quarto-pais-mais-desigual-da-america-latina-diz-onu.html http://www.hart-brasilientexte.de/2010/03/28/soziale-sauberungen-in-brasilien-film-von-regisseurin-teresa-aguiar-uber-das-systematische-toten-von-obdachlosen-in-rio-de-janeiro-vor-dem-besuch-von-konigin-elizabeth-wegen-der-fusball-wm-201/ http://www.hart-brasilientexte.de/2010/09/05/brasiliens-zeitungen-eine-fundgrube-fur-medieninteressierte-kommunikations-und-kulturenforscher/ Der indische Dirigent Zubin Mehta äußerte sich im August 2012 in Rio gegenüber der Landespresse nicht zu den gravierenden Menschenrechtsverletzungen im Lande sowie in der Zuckerhutstadt, weist indessen lobend auf ein &#8222;brasilianisches Wirtschaftswunder&#8220;. &#8222;Die ganze Welt spricht darüber&#8220;. Nach Venezuela reise er nicht, weil er gegen Diktaturen sei. Auf der UNO-Statistik für [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://g1.globo.com/brasil/noticia/2012/08/brasil-avanca-mas-e-quarto-pais-mais-desigual-da-america-latina-diz-onu.html"><strong>http://g1.globo.com/brasil/noticia/2012/08/brasil-avanca-mas-e-quarto-pais-mais-desigual-da-america-latina-diz-onu.html</strong></a></p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2010/03/28/soziale-sauberungen-in-brasilien-film-von-regisseurin-teresa-aguiar-uber-das-systematische-toten-von-obdachlosen-in-rio-de-janeiro-vor-dem-besuch-von-konigin-elizabeth-wegen-der-fusball-wm-201/"><strong>http://www.hart-brasilientexte.de/2010/03/28/soziale-sauberungen-in-brasilien-film-von-regisseurin-teresa-aguiar-uber-das-systematische-toten-von-obdachlosen-in-rio-de-janeiro-vor-dem-besuch-von-konigin-elizabeth-wegen-der-fusball-wm-201/</strong></a></p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2010/09/05/brasiliens-zeitungen-eine-fundgrube-fur-medieninteressierte-kommunikations-und-kulturenforscher/"><strong>http://www.hart-brasilientexte.de/2010/09/05/brasiliens-zeitungen-eine-fundgrube-fur-medieninteressierte-kommunikations-und-kulturenforscher/</strong></a></p>
<p><strong>Der indische Dirigent Zubin Mehta äußerte sich im August 2012 in Rio gegenüber der Landespresse nicht zu den gravierenden Menschenrechtsverletzungen im Lande sowie in der Zuckerhutstadt, weist indessen lobend auf ein &#8222;brasilianisches Wirtschaftswunder&#8220;. &#8222;Die ganze Welt spricht darüber&#8220;. Nach Venezuela reise er nicht, weil er gegen Diktaturen sei. Auf der UNO-Statistik für soziale Gleichheit in Lateinamerika steht Venezuela auf dem Spitzenplatz, gefolgt von Uruguay . </strong></p>
<p><strong>Centro Santo Dias de Direitos Humanos da Arquidiocese de São Paulo</strong></p>
<p><span id="more-13527"></span></p>
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<strong> Em favor da cidadania, da justiça e da paz! Boletim de Julho de 2012</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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<strong>MPF começa a investigar queima de corpos de desaparecidos políticos</strong></p>
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O Ministério Público Federal (MPF)  em Campos (RJ), na região conhecida como Norte Fluminense, abriu  investigação para apurar a informação de que pelo menos dez corpos foram  incinerados na usina de Cambaíba durante a ditadura. Está previsto para  a semana que vem o depoimento de um ex-funcionário da usina, citado no  livro “Memórias de uma Guerra Suja”, que traz declarações do ex-delegado  do Dops Cláudio Guerra. O procurador da República Eduardo Santos de  Oliveira observa que o livro é tratado apenas como referência, mas, ao  conhecer o ex-agente, disse que ele respondeu “todas as perguntas com  muita firmeza e riqueza de informações”.</p>
<p>Em 28 e 29 de maio, Eduardo e mais três  procuradores ouviram Guerra durante mais de oito horas na sede do MPF no  Espírito Santo. “Agora vamos começar efetivamente algumas oitivas, para  ter um cenário mais concreto”, diz o procurador, que no início do mês  fez uma recomendação à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da  República no sentido de demarcar e proteger a área na usina de Cambaíba,  hoje abandonada. A intenção é fazer uma perícia no local. Também se  pretende ouvir as pessoas citadas no livro. O procurador disse ter  “profunda preocupação com a integridade física” de Guerra devido às  declarações do ex-delegado.</p>
<p>O MPF pretende levá-lo até o local. “No  caso específico da usina, ele sustenta que não matou nem torturou”,  lembra Eduardo Oliveira. No livro, Guerra afirma que foi responsável por  levar dez corpos de desaparecidos políticos, mortos sob tortura em  outros locais. A usina pertencia a Heli Ribeiro Gomes,  ex-vice-governador do Rio de Janeiro – a família contesta as afirmações  do ex-delegado. Ainda pelo relato do livro, dois funcionários da  Cambaíba, conhecidos como Vavá e Zé Crente, “eram os responsáveis pelas  queimadas”. Um desses funcionários, Herval Gomes da Silva, o Vavá, já se  dispôs a falar sobre o episódio.</p>
<p>Mais adiante, os dois jornalistas  responsáveis pelo depoimento de Guerra – Marcelo Netto e Rogério  Medeiros – também serão ouvidos pelo Ministério Público. Para Oliveira,  as declarações do ex-delegado aos quatro procuradores chamaram a atenção  pela riqueza de detalhes. “Foram coerentes com a narrativa do livro e  coerentes entre si”, comenta, lembrando que as informações são o ponto  de partida da apuração. “Nosso papel é investigar e tentar jogar luz  nessa história”, afirma.</p>
<p>O entendimento do MPF é de que os  agentes públicos que cometeram crimes durante a ditadura agiram como  representantes de todo o Estado, não apenas do segmento militar,  submetendo-se à jurisdição federal. Oliveira integra o grupo de trabalho  chamado Justiça de Transição, para investigar violações de direitos  humanos durante a ditadura e responsabilizar os agentes do Estado por  essa prática. A iniciativa está alinhada à sentença da .orte  Interamericana de Direitos Humanos, que condenou o Brasil por violações  de direitos previstos na Convenção Americana de Direitos Humanos durante  a Guerrilha do Araguaia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Nota do MNDH sobre a crítica da Anistia Internacional ao relatório de revisão periódica da ONU</strong></p>
<p>A Anistia Internacional divulgou a  Revisão Periódica Universal (RPU) da ONU, do período de maio-junho de  2012, com um balanço dos direitos humanos no Brasil.</p>
<p>Sobre este relatório, o Movimento Nacional de Direitos Humanos, destaca e recomenda o seguinte:</p>
<p>O texto expõe, novamente, o Estado  Brasileiro como protagonista na violação de direitos humanos no país.  Seja através de sua força militarizada, ou pelo discurso de  desenvolvimento e progresso, o Estado Brasileiro inclina sua preferência  aos setores mais ricos da sociedade, com maior trânsito nas altas  instâncias da esfera executiva, legislativa e judiciária, se omitindo,  ou, fazendo pesar sua mão sobre as populações ás margens do capitalismo.</p>
<p>Destaca-se no RPU a omissão do Governo  Brasileiro na implementação e consolidação de políticas em direitos  humanos, expressa na demora para a criação de legislação específica,  como no caso do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos,  e na constituição do Conselho Nacional de Direitos Humanos; omissão na  produção e divulgação de dados e estatísticas para monitorar a avaliar o  cumprimento de normas internacionais de direitos humanos; e deficiência  de acesso a justiça, comprovando recorrentemente que nosso sistema de  justiça criminal permanece discriminatório.</p>
<p>O relatório noticia ainda a faceta mais  perversa do Estado Brasileiro que se expressa nas circunstâncias onde a  brutalidade e violência de agentes institucionais são desproporcionais  frente as resistência. Os relatos de violência e tortura em prisões vêm  crescendo juntamente com o número de confinados no país, amparado por  uma opinião pública punitiva, formada pela mídia sensacionalista. As  operações policiais de caráter militar produzem centenas de vítimas que,  não coincidentemente, possuem sempre as mesmas condições de pobreza e  marginalidade, seja nos centros urbanos, seja na área rural.  Os grupos  de extermínio, formado em sua maioria por policiais fora de serviço, têm  expandido seu domínio territorial e econômico, além de fortalecer suas  bases político-eleitorais em suas comunidades.</p>
<p>De maneira geral, são as inúmeras  minorias ao redor do país que mais sofrem violações de direitos  humanos.  Tanto na falta de acesso aos serviços públicos básicos, como  na violação direta ao direito a vida e a moradia. Com o crescimento de  investimento em grandes obras de infra-estrutura e dos  mega-empreendimentos, somados aos mega-eventos nos próximos anos, o  Estado Brasileiro se fortalece pelo discurso desenvolvimentista, porém  omite os custos sociais que essas ações têm trazido. Custos esses  divididos exclusivamente pelas comunidades indígenas afetadas pela  construção de usinas como Belo Monte, pelas comunidades carentes  removidas violentamente para a especulação imobiliária e pelos  mega-eventos, por trabalhadores rurais constantemente mortos por  interesses de ruralistas, por comunidades quilombolas expulsas de seus  territórios, e por tantos outros grupos que não possuem a força  necessária para garantir seus direitos.</p>
<p>A imagem de centenas de pessoas  alinhadas para defender sua moradia em Pinheirinhos demonstra, por um  lado, a grande desigualdade de forças no campo de lutas sociais, uma vez  que parece nos restar somente a alternativa de juntar os poucos e  precários recursos que o Estado Brasileiro disponibiliza para a proteção  e promoção de direitos humanos no país e continuar em uma frente de  luta desigual. Porém, por outro lado, essa imagem também expõem toda  potência de vida que persiste em existir, se movimentar, compartilhar,  se solidarizar, se unir e lutar. No mesmo ritmo que crescem as violações  no Brasil, cresce também a visibilidade, por meio de mídias  alternativas, de diferentes lutas. Uma vez assumindo as diferenças, mas  reconhecendo nos direitos humanos universais uma causa em comum a todos,  torna-se imprescindível que a sociedade civil brasileira se mobilize  ainda mais para a garantia de voz a todos os povos, todas as culturas, a  garantia de vida a todo brasileiro e estrangeiro que aqui escolhe  viver. Se o Estado brasileiro persiste em se omitir, ou mesmo ser o  agressor, em nome do desenvolvimento dito econômico do país, é  responsabilidade da sociedade civil se articular e se mobilizar em prol  de todos aqueles que estão sendo violentados.</p>
<p>Para tanto, destaca-se algumas  exigências ao Estado Brasileiro expostos no RPU que nós da sociedade  civil devemos divulgar e exigir do Estado brasileiro, por todos os meios  possíveis. Sabemos que, quando necessário, os poderes legislativo,  judiciário e executivo do Brasil são enérgicos em cumprir interesses  particulares, tendo como exemplo a rapidez de apresentar autorizações  para empreendimentos lucrativos (como Belo Monte, CSA e Porto do Açu),  na votação de legislações duvidosas (como o novo Código Florestal e a  legislação específica para a Copa do Mundo), na execução de ordens de  despejo ilegais (como Pinheirinhos), e tanto outros exemplos. Que essa  imensa vontade política seja o parâmetro para o cumprimento imediato das  seguintes medidas:</p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Garanta que as autoridades federais e  estaduais trabalhem de modo mais eficiente na produção de dados,  estatísticas e relatórios regulares sobre direitos humanos, a fim de  permitir uma melhor elaboração e avaliação de políticas e legislações;</li>
<li>Aprove legislação confirmando o status oficial do Programa Nacional de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos;</li>
<li>Tome medidas para melhorar as condições  prisionais, de acordo com o compromisso assumido pelo País por ocasião  da revisão anterior.</li>
</ul>
<p>
Com relação aos crimes do passado</p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Assegure que a Comissão da Verdade  conte com mandato apropriado, que tenha independência e que disponha dos  recursos necessários para garantir que as vítimas de violações  perpetradas pelo regime militar (1964-1985) tenham pleno acesso à  justiça, bem como à verdade e à reparação;</li>
<li>Acate integralmente a decisão da Corte  Interamericana de Direitos Humanos no caso Julia Gomes Lund e Outros,  sobretudo no que se refere à Lei 6.883/79 (Lei da Anistia), a fim de  possibilitar ações penais relativas a atos de tortura e a execuções  extrajudiciais, e de garantir que as vítimas de violações dos direitos  humanos e seus familiares tenham pleno acesso à justiça.</li>
</ul>
<p>
Com relação à Convenção Contra a  Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes e  seu Protocolo Facultativo:</p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Conclua as iniciativas no sentido de  estabelecer mecanismos preventivos, em âmbito nacional e estadual, de  modo que todos os estados criem e implementem legislação necessária a  esse processo, garantindo que tais mecanismos funcionem de acordo com os  Princípios de Paris, e que contem com financiamento integral e  independente a fim de que possam ser eficazes;</li>
<li>Apresente seu segundo relatório  periódico ao Comitê contra a Tortura, atento ao fato de que o relatório  inicial foi apresentado há 11 anos;</li>
<li>Concorde em publicar o relatório do  Subcomitê para a Prevenção da Tortura, elaborado a após sua visita ao  País, em setembro de 2011.</li>
</ul>
<p>
Com relação à segurança pública:</p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Adote a legislação necessária para  fazer com que todas as mortes provocadas pela polícia sejam registradas e  investigadas de acordo com a legislação e normas internacionais de  direitos humanos; proibida através de letra de lei que homicídios  cometidos por policiais sejam registrados como &#8222;autos de resistência&#8220;;  garanta que todas as cenas de crimes sejam devidamente preservadas, a  fim de que as equipes de perícia criminal possam ter independência da  polícia; e crie um sistema nacional de registros para assegurar efetiva  fiscalização em todo o País;</li>
<li>Investigue e processe suspeitos de atos  criminosos cometidos no âmbito do serviço policial, e adote a tão  aguardada legislação que permitirá a federalização das investigações e  julgamentos de atividades de milícias e de grupos de extermínio, assim  como a caracterização de tais grupos como criminosos;</li>
<li>Assegure a proteção das pessoas que  denunciam, investigam e julgam crimes cometidos por policiais, e conduza  investigações exaustivas sobre os assassinatos e ameaças contra as  pessoas que conduzem tais investigações.</li>
</ul>
<p>
Com relação aos povos indígenas:</p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Garanta que os povos indígenas sejam  capazes de defender o direito constitucional a suas terras ancestrais  sem sofrer discriminações, privações, ameaças, ataques e assassinatos;</li>
<li>Implemente de modo integral os requerimentos expressos na Constituição de 1988, para demarcar e homologar as terras indígenas;</li>
<li>Estabeleça mecanismos e procedimentos,  em consulta com os povos indígenas e conforme as normas internacionais  de direitos humanos, a fim de garantir que estes exerçam seu direito a  uma consulta livre, prévia e informada antes que sejam iniciados  projetos que possam afetar direitos indígenas;</li>
<li>Cumpra as promessas feitas pelo Brasil  na ocasião de sua eleição ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, de  acatar e fortalecer o Sistema Interamericano de Direitos Humanos.</li>
</ul>
<p>
Com relação ao acesso à terra e à moradia:</p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Dedique-se a solucionar a difícil  situação de indivíduos e comunidades que têm de lutar por acesso à terra  e pela garantia do direito à posse nas áreas rurais, protegendo-os  contra remoções  forçadas, intimidações, ameaças e assassinatos;</li>
<li>Cumpra com suas obrigações em virtude  do Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais,  das legislações municipais e da Constituição Federal, as quais  determinam informar os moradores, de modo pleno, prévio e oportuno,  sobre as propostas governamentais que afetem suas comunidades,  engajando-se em negociações genuínas com a comunidade a fim de examinar  todas as alternativas as remoções, e, mesmo quando estas se fizerem  necessárias, oferecendo indenizações integrais ou moradias alternativas  adequadas próximas à comunidade em que vivem.</li>
</ul>
<p>
O Movimento Nacional de Direitos  Humanos, articulação política e institucional em nível nacional, que  congrega centenas de entidades na área de direitos humanos no Brasil,  conclama a todos e todas para exigir e monitorar o cumprimento destas  recomendações, com vistas à construção de uma sociedade mais justa e  fraterna, que respeite os Direitos Humanos como valor indispensável para  a democracia e o Estado de Direito constitucionalmente declarados.</p>
<p>
<strong>Programas Construindo Cidadania de junho</strong></p>
<p>
O Centro Santo Dias de Direitos  Humanos da Arquidiocese de São Paulo é responsável pela coprodução do  programa Construindo Cidadania, que vai ao ar todas as sextas-férias,  das 9h30 às 10 horas pela Rádio 9 de Julho (AM 1600). No mês de junho  foram tratados os seguintes temas:</p>
<p>
Dia 01: A pedagogia social e o educador social</p>
<p>De 25 a 27 de julho será realizado, no  Brasil, o IV Congresso Internacional de Pedagogia Social, que terá como  tema “A hora e a vez da Educação Social”. Este evento, promovido pela  Unicamp, Unisal, PUC de São Paulo, USP e Mackenzie, ocorrerá no momento  em que o Congresso Nacional deu parecer favorável ao projeto de lei  5346/2009, que torna a Educação Social uma profissão. Caso seja aprovado  e sancionado pela presidente Dilma Rousseff, o projeto estará criando  um marco na área da Educação Social em nosso país, uma atividade  desenvolvida em espaços não escolares, envolvendo setores da população  mais vulneráveis e sem acesso à educação formal, que é aquela feita  dentro do sistema escolar tradicional.</p>
<p>A importância da Pedagogia Social, que  tem suas raízes na Pedagogia desenvolvida pelo mestre Paulo Freire, e o  papel do educador social em nossa sociedade são fundamentais como uma  alternativa educacional que inclua socialmente todos aqueles setores que  a educação formal não alcança. E entre estes poderíamos destacar a  população indígena, os quilombolas, a população rural, a população de  rua, os presidiários, entre outros grupos socialmente fragilizados e  muitas vezes não considerados possuidores de direitos pela nossa  sociedade.</p>
<p>Por isso, a Pedagogia Social muitas  vezes é mal compreendida, pois exige uma postura mais aberta e a  utilização de espaços informais para a prática da educação, diferente do  que vemos na educação formal feita em sala de aula. Além disso, o  educador precisa ser capaz de explorar as possibilidades que a educação  não formal oferecem para a construção da identidade, a recuperação da  autoestima e a afirmação da cidadania desses excluídos sociais,  transformando-os em sujeito de direitos e atores de seu próprio destino.</p>
<p>Entrevistada: professora Maria Stela  Graciani, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, membro do  Centro Santo Dias de Direitos Humanos da Arquidiocese de São Paulo e  participante da comissão organizadora do IV Congresso Internacional de  Pedagogia Social.</p>
<p>Dia 08: Crianças vítimas de agressão</p>
<p>Esta semana, no dia 4 de junho, o mundo  lembrou uma data que não deveria fazer parte do calendário: o Dia  Internacional das Crianças Vítimas de Agressão. Ele foi instituído pela  ONU, a Organização das Nações Unidas, em 1982. E hoje, ao observarmos as  estatísticas que ainda mostram as inúmeras formas de violência às quais  estão submetidas muitas crianças nos mais diversos países, inclusive no  Brasil, infelizmente continua a ser necessário dedicar ao menos um dia  do ano para denunciar, lutar contra e refletir sobre todos os tipos de  abuso cometidos contra esse segmento da população.</p>
<p>Durante muito tempo as crianças foram  tratadas em nossa sociedade como um grupo privado de direitos.  Submetidas ao poder ilimitado dos adultos, eram vítimas indefesas de  diversas formas de violência, algumas cometidas no seio da própria  família pelos próprios pais ou por outros parentes próximos.</p>
<p>Felizmente isso começou a mudar. E, no  Brasil, um marco importantíssimo dessa mudança foi a promulgação, em  1990, do ECA, o Estatuto da Criança e do Adolescente. Nessa legislação  está inscrito que todos os meninos e meninas, independentemente de  classe social, origem, etnia ou gênero, são, sim, sujeito de direitos e  devem ser objeto de proteção de toda a sociedade, a fim de que tenham  plenas condições para crescer e se desenvolver.</p>
<p>Apesar deste avanço e do esforço feito  por muitas entidades de defesa dos direitos da criança, ainda são  registrados contra esse grupo mais fragilizado da população um número  significativo de agressões, envolvendo desde violência física e  psicológica à violência sexual, sem esquecer de mencionar também aquela  que ocorre no mundo do trabalho e até mesmo no universo escolar.<br />
Tudo isso mostra que ainda há um longo caminho a percorrer até  conseguirmos assegurar o efetivo respeito aos direitos de crianças e  adolescentes do Brasil e do mundo.</p>
<p>Entrevistada: Denise Cesário, Gerente  Executiva de Programas e Projetos da Fundação Abrinq &#8211; Save the  Children, entidade que promove a defesa dos direitos e o exercício da  cidadania de crianças e adolescentes.</p>
<p>Dia 14: A Cúpula dos Povos na Rio+20</p>
<p>Entre 15 e 23 de junho deste ano,  ocorrerá no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, a Cúpula dos Povos na  Rio+20 por Justiça Social e Ambiental. A sociedade civil global,  organizações, coletivos e movimentos sociais ocuparão o Aterro para  propor uma nova forma de se viver no planeta, em solidariedade, contra a  mercantilização da natureza e em defesa dos bens comuns.</p>
<p>A Cúpula dos Povos ocorrerá de forma  paralela à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento  Sustentável, a Rio+20. A reunião oficial marca os vinte anos da  Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio  92 ou Eco 92). Nestas duas décadas, a falta de ações para superar a  injustiça social ambiental tem frustrado expectativas e desacreditado a  ONU, a Organização das Nações Unidas. A pauta prevista para a Rio+20  oficial, a chamada “economia verde” e a institucionalidade global, é  considerada pelos organizadores da Cúpula como insatisfatória para lidar  com a crise do planeta, causada pelos modelos de produção e consumo  capitalistas.</p>
<p>Para enfrentar os desafios dessa crise  sistêmica, a Cúpula dos Povos não será apenas um grande evento. A Cúpula  dos Povos quer transformar o momento da Rio+20 numa oportunidade para  tratar dos graves problemas enfrentados pela humanidade e demonstrar a  força política dos povos organizados. “Venha reinventar o mundo” é o  chamado e o convite à participação feito pelos organizadores da Cúpula  dos Povos para as organizações e movimentos sociais do Brasil e do  mundo.</p>
<p>Entrevistado: FRANCISCO WHITAKER, um dos  idealizadores do Fórum Social Mundial, membro do Movimento de Combate à  Corrupção Eleitoral e participante da organização da Cúpula dos Povos,  que se encontra no Rio de Janeiro para participar das atividades da  Cúpula.</p>
<p>Dia 22: O balanço da Rio+20.</p>
<p>A Rio+20 está chegando ao fim, e de  forma melancólica segundo muitos representantes de movimentos sociais  que acompanharam todo esse processo A tão aguardada Conferência das  Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que deveria contribuir  para definir a agenda de desenvolvimento sustentável para as próximas  décadas, resultou num documento final pouco ambicioso e quase omisso em  relação aos desafios planetários enfrentados pela humanidade. Na  avaliação de muitos analistas, o encontro, que envolveu negociadores de  mais de 190 nações, não será marcado por qualquer progresso em relação  aos compromissos assumidos vinte anos atrás, na ECO-92. Há quem diga até  que houve retrocessos.</p>
<p>O documento, por exemplo, deixa de fora o  fundo de US$ 30 bilhões para financiar a transição para uma economia  verde proposto pelo Grupo dos 77 – bloco de nações em desenvolvimento  mais a China – e não define objetivos de desenvolvimento sustentável  tangíveis para substituir as Metas do Milênio, que expiram em 2015. Ou  seja, a Rio +20 acabou sem que os países assumissem compromissos  concretos.</p>
<p>Para a maioria dos movimentos sociais  que tiveram representação no Rio de Janeiro, através da Cúpula dos  Povos, a Rio+20, passará para a história como uma Conferência da ONU que  ofereceu à sociedade mundial um texto marcado por graves omissões que  comprometem a preservação e a capacidade de recuperação socioambiental  do planeta, bem como a garantia, às atuais e futuras gerações, de  direitos humanos adquiridos.</p>
<p>Na verdade, grande parte do documento é  reafirmação de compromissos já assumidos, e o pouco que tem de ação fica  para depois. Só em 2015 definiremos os Objetivos de Desenvolvimento  Sustentável do Milênio. Com um documento sem metas, prazos e origem dos  recursos para transição, fica difícil afirmar que avançamos.</p>
<p>Procurando dar à Conferência um tom mais  otimista, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, avaliou que o  texto não atende a todas as ambições do Brasil, mas representa o melhor  acordo possível.</p>
<p>Entrevistado: Francisco Whitaker, um dos  idealizadores do Fórum Social Mundial, membro do Movimento de Combate à  Corrupção Eleitoral e participante da organização da Cúpula dos Povos,  que acompanhou toda Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento  Sustentável.</p>
<p>Dia 29: Como enfrentar a violência?</p>
<p>Nos últimos dias, alguns bairros de São  Paulo têm vivido um clima de tensão. O motivo são as frequentes  depredações de ônibus, atentados contra policiais militares e ameaças de  saques ao comércio. Desde o dia 13 de junho, seis coletivos foram  incendiados na Zona Sul da Capital Paulista e na cidade de Guarulhos;  seis policiais foram mortos na região metropolitana fora do horário de  serviço, quando vestiam roupas civis; e comerciantes do Sacomã e da Vila  das Mercês fecharam as portas, na quarta-feira, entre as 15h e as 17h30  por medo de uma suposta onda de saques que aconteceria na região.</p>
<p>Muitos acreditam que esses ataques sejam  retaliação a uma ação da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), que  matou seis integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da  Capital), no mês passado, na zona leste da capital. Para muitos ainda  está na lembrança a série de atentados cometidos em maio de 2006 pelo  PCC, que paralisou a cidade de São Paulo. Tão grave quanto a ação  criminosa foi a repressão policial, que vitimou diversas pessoas  inocentes, resultando em mais de 400 assassinatos numa única semana,  muitos deles com característica de execução.</p>
<p>Ainda não se sabe se essa nova onda de  violência é articulada pelo PCC ou não. O fato é que a sensação de  insegurança tem crescido na capital paulista nos últimos meses,  alimentada também pelo aumento no número de arrastões cometidos em  restaurantes, uma prática que vem se tornando frequente.</p>
<p>Mas o que o poder público e a sociedade  podem fazer para enfrentar esse clima de insegurança? Mais que isso:  como prevenir essa violência, instaurando na sociedade uma cultura de  paz e impedindo situações que gerem ainda mais violência e insegurança?</p>
<p>Entrevistada: Lígia Rechenberg, coordenadora da área de Gestão do Conhecimento do Instituto Sou da Paz.</p>
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