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	<title>Klaus Hart Brasilientexte &#187; Montes Claros</title>
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	<description>Aktuelle Berichte aus Brasilien - Politik, Kultur und Naturschutz</description>
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		<title>Brasiliens bischöfliche Landpastoral CPT &#8211; Abschlußerklärung des Kongresses in Montes Claros: Agrarreform, Agrobusiness, zerstörerische Großprojekte, Umweltschutz, Menschenrechte, Sklavenarbeit unter Lula.</title>
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		<pubDate>Fri, 28 May 2010 21:12:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Klaus Hart]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[CARTA FINAL III CONGRESSO NACIONAL DA CPT http://www.hart-brasilientexte.de/2010/05/27/amnesty-internationa-verurteilt-polizeigewalt-unter-lula-folter-todesschwadronen/ http://www.hart-brasilientexte.de/2010/05/02/sklavenarbeit-unter-lula-angeprangert-vom-deutschstammigen-kardinal-odilo-scherer-im-protest-gottesdienst-am-1-mai-in-der-kathedrale-sao-paulo/ No clamor dos povos da terra, a memÃ³ria e a resistÃªncia em defesa da vidaNeste momento em que a humanidade toda toma consciÃªncia do grito da máe terra,nossa casa comum, a Comissáo Pastoral da Terra reuniu-se em seu III CongressoNacional, em Montes Claros, MG, de 17 [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>CARTA FINAL</strong></p>
<p><strong>III CONGRESSO NACIONAL DA CPT</strong></p>
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<p><span id="more-5549"></span>No clamor dos povos da terra, a memÃ³ria e a resistÃªncia em defesa da vidaNeste momento em que a humanidade toda toma consciÃªncia do grito da máe terra,nossa casa comum, a Comissáo Pastoral da Terra reuniu-se em seu III CongressoNacional, em Montes Claros, MG, de 17 a 21 de Maio de 2010, com o tema: ”Biomas,TerritÃ³rios e Diversidade Camponesa. Trabalhadores e trabalhadoras, a maioria desteCongresso (376), de diversas categorias “ indÃ­genas, quilombolas, ribeirinhos,posseiros, assentados, acampados entre outros “ tornaram palpÃ¡vel a diversidadecamponesa deste Brasil e sua resistÃªncia diante do processo de destruiçáo em curso.Ao todo 760 pessoas &#8211; 440 homens e 320 mulheres &#8211; fizeram ecoar no semiÃ¡ridomineiro os clamores do povo da terra. 272 agentes da CPT “ entre eles quatro bispose 51 entre padres, religiosos e religiosas e seminaristas “ e 112 convidados demovimentos populares e pastorais, parceiros, puderam sentir a vida que pulsa, nascomunidades camponesas, cheia de esperança, em meio a dificuldades e frustraçÃµes.A Arquidiocese de Montes Claros, que neste ano completa seu centenÃ¡rio, e o ColégioSáo José, dos Irmáos Maristas, nos acolheram de braços abertos. O calor humano deMontes Claros contrasta com a frieza de interminÃ¡veis plantaçÃµes de eucalipto e depastagens que substituÃ­ram a rica biodiversidade do Cerrado pela monotonia domonocultivo predador na paisagem que circunda a cidade.”Vamos lutar porque esse é o nosso lugar (cacique Odair Borari, de Santarém “PA)Tivemos a alegria de ouvir e conhecer muitas experiÃªncias de resistÃªncia e de luta decamponeses e camponesas de todo Brasil. Na defesa de seus territÃ³rios e de suasculturas, mostraram que é possÃ­vel e necessÃ¡rio conviver com os diversos biomassem destruÃ­-los e alimentar uma relaçáo de respeito e de fraternidade com a máe terrae com todos os seres vivos.Estas experiÃªncias nos fazem ver, também, a criatividade com que os camponeses ecamponesas sabem responder aos desafios gerados pela crise ecolÃ³gica e por ummodelo de desenvolvimento que destrÃ³i os biomas de nosso PaÃ­s, de forma cada vezmais violenta e acelerada, concentrando terras e riquezas para poucos e matandomuitas formas de vida.”Matam até o querer (Sabrina, 19 anos, de Montes Claros “ MG)Estas experiÃªncias, cheias de vida e de esperança, se misturam com o clamor diantedo poder estarrecedor dos grandes projetos que, em nome de um equivocadocrescimento, assassinam lideranças, expulsam povos tradicionais de seus territÃ³rios edegradam o meio ambiente com suas hidrelétricas, mineradoras, ferrovias,transposiçáo de Ã¡guas, irrigaçáo intensiva, monocultivos, desmatamentos. Sáoprojetos impostos com arrogÃ¢ncia, de cima para baixo, ludibriando a legislaçáo agrÃ¡riae ambiental. Revestem-se de um legalismo hipÃ³crita com controle e direcionamento deaudiÃªncias pÃºblicas.”As leis nÃ³s temos que respeitar, mas as leis tÃªm que respeitar nÃ³s (Joaninha,58 anos, MG)Ouvimos a denÃºncia veemente de um Estado que, com uma máo dÃ¡ a sua ajuda paramitigar a fome e a miséria imediatas, ou até para libertar modernos escravos, e quecom a outra estimula, promove e financia este modelo perverso de crescimento queprejudica a sustentabilidade da sociedade e da prÃ³pria vida.Sáo inÃºmeros os casos em que o poder judiciÃ¡rio se torna o braço jurÃ­dico que executae legaliza a espoliaçáo, despejando todo ano milhares de famÃ­lias e garantindo aimpunidade de assassinos, de grileiros e de empresas que náo respeitam as leis.Ficamos indignados com a soltura, nestes mesmos dias em que realizamos nossoCongresso, de quem mandou matar Irmá Dorothy.Veementes, também, foram as denÃºncias contra um legislativo inoperante e submetidoaos interesses da bancada ruralista que quer mudar o cÃ³digo florestal para favorecer aexpansáo dos monocultivos, e que engaveta a Proposta de Emenda Constitucional(PEC) que propÃµe o confisco de Ã¡reas com trabalho escravo, e a PEC que reconheceo Cerrado e a Caatinga como patrimÃ´nio nacional.Também, com indignaçáo, foram denunciadas as tentativas de criminalizaçáo dosmovimentos do campo pelo judiciÃ¡rio, pelo Congresso e pelos grandes meios decomunicaçáo. Enquanto isso o agronegÃ³cio que depreda e polui a natureza, expropriacomunidades tradicionais e submete trabalhadores Ã  escravidáo, é apresentado comoalavancador do progresso.”Resistir para existir (Zacarias,do Fundo de Pasto da Areia Grande, BA)Ficamos entusiasmados em ouvir o testemunho corajoso da valentia de muitoscompanheiros e companheiras que continuam apostando na luta e na mudança.Alguns deles, ameaçados de morte, náo temem continuar lutando por justiça e vidaplena.Maravilhou-nos o nÃºmero de jovens presentes e a qualidade de sua participaçáo. Elese elas nos testemunham, com clareza, que as novas geraçÃµes acreditam que épossÃ­vel vencer o individualismo mercantilista e consumista.”VocÃªs precisam nos ajudar (Augusto Justiniano de Souza, sindicalista, 55anos, GO)Nosso coraçáo ficou apertado ao ouvir o grito de solidáo, desamparo e abandono aque estáo submetidos camponeses e camponesas em nosso PaÃ­s. Eles cobraram oapoio dos sindicatos, dos partidos e dos movimentos sociais que, outrora, osrepresentavam e acompanhavam. Eles cobraram, também, o apoio firme da CNBB esua palavra profética diante da gravidade da situaçáo do campo.Esta realidade e o clamor das camponesas e camponeses e dos povos tradicionaissáo um chamado para o discipulado e a missáo da CPT, no seguimento de Jesus deNazaré, na fidelidade aos Deus dos pobres e aos pobres da terra.Pela força desta missáo, a CPT assume:- a luta pela terra e pelos territÃ³rios, combatendo o latifÃºndio e o agronegÃ³cio eincorporando, na luta pela Reforma AgrÃ¡ria, as exigÃªncias atuais de convivÃªncia comos diversos biomas e as diversas culturas dos povos que ali vivem e resistem,buscando formar comunidades sustentÃ¡veis. Como sinal concreto, compromete-secom a realizaçáo do Plebiscito Popular para se colocar um limite Ã  propriedade daterra a ser realizado em setembro, junto com o Grito dos ExcluÃ­dos, durante a semanada PÃ¡tria.- o enfrentamento ao modelo predador do ambiente e escravizador da vida de pessoase comunidades. Modelo assentado em monocultivos para exportaçáo, amparado pormega-projetos impostos a toque de caixa. EmblemÃ¡ticas desta resistÃªncia sáo as lutascontra a transposiçáo do Rio Sáo Francisco, contra as hidrelétricas a exemplo da deBelo Monte e de outras, propostas para a AmazÃ´nia, e o combate incansÃ¡vel da CPTcontra o trabalho escravo.- a formaçáo para uma espiritualidade, centrada no seguimento radical de Jesus quenos dÃª força para náo servir a dois senhores e que testemunhe os valores do Reino.- a necessidade de contribuir com a articulaçáo e o fortalecimento das organizaçÃµespopulares, do campo e da cidade, para que sejam protagonistas da construçáo de umnovo projeto polÃ­tico para o Brasil que queremos, em uniáo com os outros paÃ­ses daAmérica Latina e Caribe avançando em direçáo a uma globalizaçáo justa e fraterna.Ao concluir este III Congresso Nacional, a CPT renova seu compromisso proféticopastoraljunto aos pobres da terra até que ”o reinado sobre o mundo pertença aonosso Senhor e ao seu Cristo e ele reinarÃ¡ para sempre e chegue o tempo em queseráo destruÃ­dos os que destroem a terra (Apoc. 11,15.18).Montes Claros, 21 de maio de 2010.Os participantes do III Congresso Nacional da CPT</p>
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