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	<title>Klaus Hart Brasilientexte</title>
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	<description>Aktuelle Berichte aus Brasilien - Politik, Kultur und Naturschutz</description>
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		<title>Scharfe Kritik am Thyssen-Krupp-Stahlwerk bei Rio de Janeiro &#8211; Brasiliens katholische Nachrichtenagentur ADITAL, Sandra Quintela.</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 14:16:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Klaus Hart]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Naturschutz]]></category>
		<category><![CDATA[Politik]]></category>
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		<category><![CDATA[Baia de Sepetiba]]></category>
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		<description><![CDATA[Adital - Em outubro de 2006 é lançada no bairro de Santa Cruz, na Zona Oeste do municÃ­pio do Rio de Janeiro, a pedra fundamental da planta industrial de uma das maiores empresas do mundo no ramo de mineraçáo, siderurgia e tecnologia de ponta no setor automotivo. SerÃ¡ a maior siderÃºrgica a ser instalada na [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Adital </strong>- Em outubro de 2006 é lançada no bairro de Santa Cruz, na Zona Oeste do municÃ­pio do Rio de Janeiro, a pedra fundamental da planta industrial de uma das maiores empresas do mundo no ramo de mineraçáo, siderurgia e tecnologia de ponta no setor automotivo. SerÃ¡ a maior siderÃºrgica a ser instalada na América Latina.</p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2009/03/20/thyssenkrupp-entlassungen-in-deutschland-neues-riesen-stahlwerk-im-billigstlohnland-brasilien/">http://www.hart-brasilientexte.de/2009/03/20/thyssenkrupp-entlassungen-in-deutschland-neues-riesen-stahlwerk-im-billigstlohnland-brasilien/</a></p>
<p><span id="more-1333"></span>Cinco milhÃµes de toneladas de placas de aço, 100% voltadas para exportaçáo: 3 milhÃµes de toneladas para os Estados Unidos e 2 milhÃµes para a Alemanha. A energia prevista para viabilizar essa produçáo virÃ¡ de uma fonte altamente poluente: seráo 4 milhÃµes de toneladas de carváo por ano, que chegaráo de navio Ã  empresa. Ao todo, nove milhÃµes de toneladas/ano de matéria prima circulando pela bela BaÃ­a de Sepetiba.</p>
<p>Enquanto isso, cerca de oito mil famÃ­lias de pescadores que vivem no entorno jÃ¡ experimentam o sumiço do robalo, da corvina, do camaráo. O lugar em que a empresa estÃ¡ fazendo a dragagem para garantir a acessibilidade dos navios ao seu porto é exatamente onde essas espécies fazem sua desova, garantem sua reproduçáo e, com isso, a fartura na mesa dessa gente que hÃ¡ geraçÃµes vive do que a BaÃ­a lhes presenteia.</p>
<p>Quanto ao grande argumento para prima atrair investimentos dessa monta, criar empregos¦ O prÃ³prio governo do Estado náo sabe quantos postos ao certo seráo criados. Com base no estudo do Programa das NaçÃµes Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), que mostra que a cada R$ 200 mil de investimentos é gerada uma nova vaga de emprego, a Secretaria de Estado de CiÃªncia e Tecnologia do Rio de Janeiro (SECT) anunciou no dia 10/06/08 que as obras do complexo siderÃºrgico do grupo alemáo ThyssenKrupp e da Companhia Vale do Rio Doce váo gerar 35 mil vagas a partir de um investimento de R$ 7 bilhÃµes. SÃ³ que a Secretaria de Obras do mesmo governo, em relatÃ³rio disponÃ­vel na pÃ¡gina http://www.obras.rj.gov.br/projetos.asp, afirma que seráo gerados 10 mil empregos durante a obra e 3,5 mil empregos apÃ³s seu pleno funcionamento. SÃ³ aÃ­ jÃ¡ haveria uma contradiçáo nessas informaçÃµes: a diferença entre elas é de cerca de 13,5 mil empregos.</p>
<p>Ao mesmo tempo, denÃºncias jÃ¡ realizadas ao Ministério PÃºblico Federal apontam para mais de 80 mortes de operÃ¡rios durante a implantaçáo da usina em Santa Cruz. HÃ¡ questÃµes graves também relacionadas ao impacto ambiental e Ã  legalidade das obras que estáo sendo realizadas a ritmo acelerado, para garantir sua inauguraçáo em março de 2009. Recentemente (09/06/08) o Ministério PÃºblico Federal ”recomendou ao Estado a suspensáo das licenças ambientais dadas pela Fundaçáo Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema) para as obras. Requisitos legais das licenças expedidas foram descumpridos, com destaque para a exigÃªncia do aval do Ibama ao empreendimento. Essa anuÃªncia é necessÃ¡ria devido Ã  intervençáo no entorno da BaÃ­a de Sepetiba, Ã¡rea de preservaçáo permanente. A licença para desvio do canal de Sáo Fernando, por exemplo, dependeria da autorizaçáo do Ibama para a retirada da vegetaçáo nativa de Mata AtlÃ¢ntica (1). Enquanto isso, as populaçÃµes locais lutam para enfrentar essa espécie de Tsunami que é a implantaçáo de fÃ¡bricas desse porte em regiÃµes de forte presença de comunidades e de biodiversidade.</p>
<p>Seria interessante também calcular quanto custa matar o local de desova de espécies marinhas. Quanto custa a destruiçáo de manguezais, a escassez de peixe que compromete a vida daqueles e daquelas que vivem da pesca? Quanto valem a atmosfera e a Ã¡gua que seráo contaminadas pela operaçáo da CSA?</p>
<p>O atual modelo econÃ´mico quer transformar os alimentos, a energia e todos os recursos naturais em mercadorias para atender Ã  ganÃ¢ncia de lucros das grandes empresas transnacionais. O consÃ³rcio ThyssenKrupp/Vale é um dos empreendimentos cujas operaçÃµes envolvem vÃ¡rios setores industriais, se apropriando da terra, das Ã¡guas, dos minerais e da biodiversidade, privatizando o que é de todos e todas. E tudo isso, contando com o apoio financeiro do Governo Federal através de isençÃµes fiscais (sÃ³ em 2006 cerca de R$ 250 milhÃµes) e de empréstimos pÃºblicos, como foi o do BNDES, da ordem de R$ 1,48 bilháo.</p>
<p>O que seria possÃ­vel fazer com esses recursos? Que tipo de desenvolvimento poderia ser pensado para esta regiáo do municÃ­pio do Rio de Janeiro, que é a mais pobre da cidade, e onde inÃºmeros conflitos fundiÃ¡rios (por falta de moradia) e ambientais (pela atuaçáo das grandes empresas) gritam e denunciam a situaçáo de superexploraçáo em que vivem os trabalhadores daquela regiáo?</p>
<p>A BaÃ­a de Sepetiba jÃ¡ sofre hÃ¡ anos a açáo irresponsÃ¡vel de grandes empresas que a tratam como depÃ³sito de lixo. Ao invés de adotar polÃ­ticas pÃºblicas que reparem os erros passados e busquem projetos limpos e includentes, os governos tÃªm optado por continuar insistindo no modelo do passado: o primÃ¡rio-exportador baseado na exploraçáo mÃ¡xima da força de trabalho, energia e matéria prima baratas e abundantes, sem qualquer consideraçáo com a justiça social e ambiental.</p>
<p>Ã‰ preciso refletir se é desse tipo de emprego que os trabalhadores precisam. Outras fontes de vida e de trabalho estáo sendo destruÃ­das em nome do ˜progresso™. Ainda é tempo de reagir! (2).</p>
<p>Notas:</p>
<p>(1) DisponÃ­vel em http://www.prrj.mpf.gov.br<br />
(2) Entidades alemás solidÃ¡rias com as comunidades locais afetadas pelo projeto ThyssenKrupp conseguiram introduzir o caso numa discussáo no Parlamento alemáo. O Governo central terÃ¡ que responder Ã s perguntas do Parlamento nas prÃ³ximas semanas.</p>
<p>* Socioeconomista do Pacs</p>
<p><a href="http://www.thyssenkrupp-steel.de/csa/de/">http://www.thyssenkrupp-steel.de/csa/de/</a></p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2008/12/04/neuer-menschenrechtsreport-direitos-humanos-no-brasil-2008-folter-sklavenarbeit-terror-gegen-arme/">http://www.hart-brasilientexte.de/2008/12/04/neuer-menschenrechtsreport-direitos-humanos-no-brasil-2008-folter-sklavenarbeit-terror-gegen-arme/</a></p>
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