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	<title>Klaus Hart Brasilientexte &#187; WettrÃ¼sten</title>
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	<description>Aktuelle Berichte aus Brasilien - Politik, Kultur und Naturschutz</description>
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		<title>Brasilien: Leonardo Boff über Schuldige der Finanzkrise, Neoliberale, Wettrüster: &#8222;Sie lieben das Leben nicht.&#8220;</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 11:51:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Klaus Hart]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Naturschutz]]></category>
		<category><![CDATA[Politik]]></category>
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		<description><![CDATA[Adital &#8211; A busca de uma saÃ­da para a crise econÃ´mico-financeira mundial estÃ¡ cercada de riscos. O primeiro é que os paÃ­ses ricos busquem soluçÃµes que resolvam seus problemas, esquecendo do carÃ¡ter interdependente de todas as economias. A inclusáo dos paÃ­ses emergentes pouco significou, pois suas propostas mal foram consideradas. Prevaleceu ainda a lÃ³gica neoliberal [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Adital &#8211; A busca de uma saÃ­da para a crise econÃ´mico-financeira mundial estÃ¡ cercada de riscos. O primeiro é que os paÃ­ses ricos busquem soluçÃµes que resolvam seus problemas, esquecendo do carÃ¡ter interdependente de todas as economias. A inclusáo dos paÃ­ses emergentes pouco significou, pois suas propostas mal foram consideradas.</p>
<p><span id="more-1313"></span>Prevaleceu ainda a lÃ³gica neoliberal que garante a parte leonina aos ricos. O segundo é perder de vista as demais crises, a ecolÃ³gica, a climÃ¡tica, a energética e a alimentar. Concentrar-se apenas na questáo econÃ´mica, sem considerar as outras, é jogar com a insustentabilidade a médio prazo. Cabe recordar o que diz a Carta da Terra: &#8222;nossos desafios ambientais, econÃ´micos, polÃ­ticos, sociais e espirituais estáo interligados e juntos podemos forjar soluçÃµes includentes&#8220; (PreÃ¢mbulo). O terceiro risco, mais grave, consiste em apenas melhorar as regulaçÃµes existentes em vez de buscar alternativas, com a ilusáo de que o velho paradigma neoliberal teria ainda a capacidade de tornar criativo o caos atual.<!--  	google_ad_client = "pub-3196111432276770";  	google_ad_slot = "6994039295";  	google_ad_width = 468;  	google_ad_height = 60;  	//--></p>
<p>O problema náo é a Terra. Ela pode continuar sem nÃ³s e continuarÃ¡. A magna quaesto, a questáo maior, é o ser humano voraz e irresponsÃ¡vel que ama mais a morte que a vida, mais o lucro que a cooperaçáo, mais seu bem estar individual que o bem geral de toda a comunidade de vida. Se os responsÃ¡veis pelas decisÃµes globais náo considerarem a inter-retro-dependÃªncia de todas estas questÃµes e náo forjarem uma coalizáo de forças capaz de equacionÃ¡-las aÃ­ sim estaremos literalmente perdidos.</p>
<p>Na verdade, se houvesse um mÃ­nimo de bom senso, a soluçáo do cataclismo econÃ´mico e dos principais problemas infra-estruturais da humanidade seria encontrada. Basta proceder a um amplo e geral desarmamento jÃ¡ que náo hÃ¡ confrontos entre potÃªncias militares. A construçáo de armas, propiciada pelo complexo industrial-militar, é a segunda maior fonte de lucro do capital. O orçamento militar mundial é da ordem de um trilháo e cem bilhÃµes de dÃ³lares/ano. JÃ¡ se gastaram somente no Iraque dois trilhÃµes de dÃ³lares. Para este ano, o governo norte-americano encomendou armas no valor de um trilháo e meio de dÃ³lares.</p>
<p>Estudos de organismos de paz revelaram que com 24 bilhÃµes de dÃ³lares/ano &#8211; apenas 2,6% do orçamento militar total &#8211; poder-se-ia reduzir pela metade a fome do mundo. Com 12 bilhÃµes &#8211; 1,3% do referido orçamento &#8211; poder-se-ia garantir a saÃºde reprodutiva de todas as mulheres da Terra.</p>
<p>Com grande coragem, o atual Presidente da Assembléia da ONU, o padre nicaragüense Miguel d™Escoto, denunciava em seu discurso inaugural em meados de outubro: existem aproximadamente 31.000 ogivas nucleares em depÃ³sitos, 13.000 distribuidas em vÃ¡rios lugares no mundo e 4.600 em estado de alerta mÃ¡ximo, quer dizer, prontas para serem lançadas em poucos minutos. A força destrutiva destas armas é aproximadamente de 5.000 megatons, força que é 200.000 vezes mais avassaladora que a bomba lançada sobre Hiroshima. Somadas com as armas quÃ­micas e biolÃ³gicas, pode-se destruir por 25 formas diferentes toda a espécie humana. Postular o desarmamento náo é ingenuidade, é ser racional e garantir a vida que ama a vida e que foge da morte. Aqui se ama a morte.</p>
<p>SÃ³ este fato mostra que a atual humanidade é feita, em grande parte, por gente irracional, violenta, obtusa, inimiga da vida e de si mesma. A natureza da guerra moderna mudou substancialmente. Outrora &#8222;morria quem ia para a guerra&#8220;. Agora náo, as principais vÃ­timas sáo civis. De cada 100 mortos em guerra, 7 sáo soldados, 93 sáo civis, dos quais 34, crianças. Na guerra do Iraque jÃ¡ morreram 650.00 civis e apenas cerca de 3.000 soldados aliados. Hoje assistimos algo absolutamente inédito e de extrema irracionalidade: a guerra contra a Terra. Sempre se faziam guerras entre exércitos, povos e naçÃµes. Agora, todos unidos, fazemos guerra contra Gaia: náo deixamos um momento sem agredi-la, explorÃ¡-la até entregar todo seu sangue. E ainda invocamos a legitimaçáo divina para o nosso crime, pois cumprimos o mandato: &#8222;multiplicai-vos, enchei e subjugai a Terra&#8220;(Gen 1,28).</p>
<p>Se assim é, para onde vamos? Náo para o reino da vida.</p>
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