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	<title>Klaus Hart Brasilientexte &#187; Weltwirtschaftsforum Lateinamerika</title>
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	<description>Aktuelle Berichte aus Brasilien - Politik, Kultur und Naturschutz</description>
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		<title>Weltwirtschaftsforum Lateinamerika in Rio de Janeiro &#8211; teilnehmender Befreiungstheologe Frei Betto analysiert: 200 Jahre dominierender Kapitalismus, soziale Resultate weltweit, aktuelle Finanzkrise systembedingt&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Apr 2009 14:58:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Klaus Hart]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Kultur]]></category>
		<category><![CDATA[Politik]]></category>
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		<description><![CDATA[Novo modelo de sociedade Adital &#8211; Ao participar do FÃ³rum EconÃ´mico Mundial para a América Latina, a 15 de abril, no Rio, indaguei: diante da atual crise financeira, trata-se de salvar o capitalismo ou a humanidade? http://www.hart-brasilientexte.de/2009/04/14/weltwirtschaftsforum-lateinamerika-in-rio-de-janeiro-laut-medienberichten-herrschen-trotz-krise-zuversicht-optimismus-und-hoffnung-usa-und-europa-seien-starker-von-krise-betroffen-ein-blick-auf/ http://www.fr-online.de/in_und_ausland/politik/aktuell/1713514_UN-Vollversammlung-Eine-Milliarde-Menschen-hungert.html A resposta é aparentemente Ã³bvia. Por que o advérbio de modo? Por uma simples razáo: náo sáo [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Novo modelo de sociedade<br />
Adital &#8211;<br />
Ao participar do FÃ³rum EconÃ´mico Mundial para a América Latina, a 15 de abril, no Rio, indaguei: diante da atual crise financeira, trata-se de salvar o capitalismo ou a humanidade?</p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2009/04/14/weltwirtschaftsforum-lateinamerika-in-rio-de-janeiro-laut-medienberichten-herrschen-trotz-krise-zuversicht-optimismus-und-hoffnung-usa-und-europa-seien-starker-von-krise-betroffen-ein-blick-auf/">http://www.hart-brasilientexte.de/2009/04/14/weltwirtschaftsforum-lateinamerika-in-rio-de-janeiro-laut-medienberichten-herrschen-trotz-krise-zuversicht-optimismus-und-hoffnung-usa-und-europa-seien-starker-von-krise-betroffen-ein-blick-auf/</a></p>
<p><a href="http://www.fr-online.de/in_und_ausland/politik/aktuell/1713514_UN-Vollversammlung-Eine-Milliarde-Menschen-hungert.html">http://www.fr-online.de/in_und_ausland/politik/aktuell/1713514_UN-Vollversammlung-Eine-Milliarde-Menschen-hungert.html</a></p>
<p><span id="more-2077"></span>A resposta é aparentemente Ã³bvia. Por que o advérbio de modo? Por uma simples razáo: náo sáo poucos os que acreditam que fora do capitalismo a humanidade náo tem futuro. Mas teve passado?</p>
<p>Em cerca de 200 anos de predominÃ¢ncia do capitalismo, o balanço é excelente se considerarmos a qualidade de vida de 20% da populaçáo mundial que vivem nos paÃ­ses ricos do hemisfério Norte. E os restantes 80%? Excelente também para bancos e grandes empresas. Porém, como explicar, Ã  luz dos princÃ­pios éticos e humanitÃ¡rios mais elementares, estes dados da ONU e da FAO: de 6,5 bilhÃµes de pessoas que habitam hoje o planeta, cerca de 4 bilhÃµes vivem abaixo da linha da pobreza, dos quais 1,3 bilháo abaixo da linha da miséria. E 950 milhÃµes sofrem desnutriçáo crÃ´nica.Â Â  Se queremos tirar algum proveito da atual crise financeira, devemos pensar como mudar o rumo da histÃ³ria, e náo apenas como salvar empresas, bancos e paÃ­ses insolventes. Devemos ir Ã  raiz dos problemas e avançar o mais rapidamente possÃ­vel na construçáo de uma sociedade baseada na satisfaçáo das necessidades sociais, de respeito aos direitos da natureza e de participaçáo popular num contexto de liberdades polÃ­ticas.</p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2008/11/22/ich-bin-christ-und-sehe-mich-als-revolutionar-brasiliens-wichtigster-befreiungstheologe-frei-betto/">http://www.hart-brasilientexte.de/2008/11/22/ich-bin-christ-und-sehe-mich-als-revolutionar-brasiliens-wichtigster-befreiungstheologe-frei-betto/</a></p>
<p>O desafio consiste em construir um novo modelo econÃ´mico e social que coloque as finanças a serviço de um novo sistema democrÃ¡tico, fundado na satisfaçáo de todos os direitos humanos: o trabalho decente, a soberania alimentar, o respeito ao meio ambiente, a diversidade cultural, a economia social e solidÃ¡ria, e um novo conceito de riqueza.</p>
<p>A atual crise financeira é sistÃªmica, de civilizaçáo, a exigir novos paradigmas. Se o perÃ­odo medieval teve como paradigma a fé; o moderno, a razáo; o pÃ³s-moderno náo pode cometer o equÃ­voco de erigir o mercado em paradigma. Estamos todos em meio a uma crise que náo é apenas financeira, é também alimentar, ambiental, energética, migratÃ³ria, social e polÃ­tica. Trata-se de uma crise profunda, que pÃµe em xeque a forma de produzir, comercializar e consumir. O modo de ser humano. Uma crise de valores.</p>
<p>Desacelerada a ciranda financeira, inÃºtil os governos tentarem converter o dinheiro do contribuinte em boia de salvaçáo de conglomerados privados insolventes. A crise exige que se encontre uma saÃ­da capaz de superar o sistema econÃ´mico que agrava a desigualdade social, favorece a xenofobia e o racismo, criminaliza os movimentos sociais e gera violÃªncia. Sistema que se empenha em priorizar a apropriaçáo privada dos lucros acima dos direitos humanos universais; a propriedade particular acima do bem comum; e insiste em reduzir as pessoas Ã  condiçáo de consumistas, e náo em promovÃª-las Ã  dignidade de cidadáos.</p>
<p>HÃ¡ que transformar a ONU, reformada e democratizada, no fÃ³rum idÃ´neo para articular as respostas e soluçÃµes Ã  atual crise. Urge implementar mecanismos internacionais de controle do movimento de capitais; de regular o livre comércio; de pÃ´r fim Ã Â  supremacia do dÃ³lar e aos paraÃ­sos fiscais; e assegurar a estabilidade financeira em Ã¢mbito mundial.</p>
<p>Náo haveremos de encontrar saÃ­da se náo nos dermos conta de que novos valores devem ser rigorosamente assumidos, como tornar moralmente inaceitÃ¡vel a pobreza absoluta, em especial na forma de fome e desnutriçáo. Ã‰ preciso construir uma cultura polÃ­tica de partilha dos bens da Terra e dos frutos do trabalho humano, e passar da globocolonizaçáo Ã  globalizaçáo da solidariedade.</p>
<p>As Metas do MilÃªnio e, em especial, os sete objetivos bÃ¡sicos do Programa das NaçÃµes Unidas para o Desenvolvimento, de 1995, devem servir de base a um pacto para uma nova civilizaçáo: 1) Escolaridade primÃ¡ria universal; 2) Reduçáo imediata do analfabetismo de adultos em 50%; 3) Atençáo primÃ¡ria de saÃºde para todos; 4) Eliminaçáo da desnutriçáo grave e reduçáo da moderada em 50%; 5) Serviços de planificaçáo familiar; 6) Ãgua apta para o consumo ao alcance de todos; 7) Créditos a juros baixos para empresas sociais.</p>
<p>A experiÃªncia histÃ³rica demonstra que a efetivaçáo dessas metas exige transformaçÃµes estruturais profundas no modelo de sociedade que predomina hoje, de modo a reduzir significativamente as profundas assimetrias entre naçÃµes e desigualdades entre pessoas.</p>
<p>[Autor, em parceria com Luis Fernando VerÃ­ssimo e outros, de &#8222;O desafio ético&#8220; (Garamond), entre outros livros].</p>
<p>* Escritor e assessor de movimentos sociais</p>
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