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	<title>Klaus Hart Brasilientexte &#187; Morde an Landlosenführern in Brasilien</title>
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	<description>Aktuelle Berichte aus Brasilien - Politik, Kultur und Naturschutz</description>
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		<title>Brasilien: Erneut zwei systemkritische Landlosenführer ermordet. &#8222;Exekution&#8220; laut Regierungsbehörde INCRA. Brasiliens gravierende Menschenrechtslage &#8211; Protestmanifest an Rousseff-Regierung.</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2012 13:09:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Klaus Hart]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Kultur]]></category>
		<category><![CDATA[Politik]]></category>
		<category><![CDATA[Morde an Landlosenführern in Brasilien]]></category>

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		<description><![CDATA[Clestina und Milton Nunes da Silva führten ein Landlosencamp mit 80 Familien in Miraporanga, Teilstaat Minas Gerais, und wurden durch gezielte Kopfschüsse außerhalb des Camps liquidiert, hieß es. Erst kürzlich hatten Brasiliens Sozialbewegungen in einem Manifest an die Regierung ein Ende der Straflosigkeit bei Morden an Systemkritikern, darunter Landlosenführern, Gewerkschaftern und Umweltaktivisten, gefordert. Wie üblich, [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Clestina und Milton Nunes da Silva führten ein Landlosencamp mit 80 Familien in Miraporanga, Teilstaat Minas Gerais, und wurden durch gezielte Kopfschüsse außerhalb des Camps liquidiert, hieß es. Erst kürzlich hatten Brasiliens Sozialbewegungen in einem Manifest an die Regierung ein Ende der Straflosigkeit bei Morden an Systemkritikern, darunter Landlosenführern, Gewerkschaftern und Umweltaktivisten, gefordert. Wie üblich, fand das Manifest bisher bei Alibi-NGO in Ländern wie Deutschland keinerlei Resonanz. </strong></p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2012/03/26/der-papst-und-die-menschenrechte-in-mexiko-scharfe-kritik-an-der-durch-die-regierung-nicht-garantierten-offentlichen-sicherheit/"><strong>http://www.hart-brasilientexte.de/2012/03/26/der-papst-und-die-menschenrechte-in-mexiko-scharfe-kritik-an-der-durch-die-regierung-nicht-garantierten-offentlichen-sicherheit/</strong></a></p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2012/03/21/brasiliens-diktatur-verbrechen-wie-unter-lula-und-seiner-chefministerin-dilma-rousseff-die-aufklarung-behindert-wurde-diktaturverbrecher-einen-wichtigen-aufschub-erhielten/"><strong>http://www.hart-brasilientexte.de/2012/03/21/brasiliens-diktatur-verbrechen-wie-unter-lula-und-seiner-chefministerin-dilma-rousseff-die-aufklarung-behindert-wurde-diktaturverbrecher-einen-wichtigen-aufschub-erhielten/</strong></a></p>
<h2>Brasiliens Sozialbewegungen fordern von  Rousseff-Regierung Ende der Straflosigkeit bei Morden an Systemkritikern  &#8211; Menschenrechtsaktivisten, Gewerkschaftsführer, Geistliche. Protest  gegen umweltzerstörende Staudammprojekte in Amazonien, illegale  Besetzung von Staatsland durch Großgrundbesitzer, schleppende  Agrarreform. <a href="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-admin/post.php?action=edit&amp;post=12700" title="Beitrag bearbeiten">**</a></h2>
<p><span id="more-12743"></span><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/tag/morde-an-systemkritikern-brasiliens/" rel="tag"> </a></p>
<p><strong>Abaixo-assinado Manifesto de Intelectuais em Apoio à Declaração das Organizações Sociais no Campo </strong></p>
<p><strong>Para:Presidência da República Federativa do Brasil</strong></p>
<p><strong>Nós, professores e pesquisadores de diferentes instituições  do país, declaramos nosso apoio ao manifesto conjunto lançado por doze  organizações sociais que atuam no campo &#8211; Associação dos Povos Indígenas  do Brasil (APIB), Cáritas Brasileira, Conselho Indigenista Missionário  (Cimi), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag),  Comissão Pastoral da Terra (CPT), Confederação Nacional dos  Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf), Movimento dos Atingidos  por Barragens (MAB), Movimento Camponês Popular (MCP), Movimento de  Mulheres Camponesas (MMC), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA),  Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Via Campesina  Brasil &#8211; e que deflagraram uma luta unificada em defesa da Reforma  Agrária, dos direitos territoriais e da produção de alimentos saudáveis,  no Seminário Nacional de Organizações Sociais do Campo, realizado nos  dias 27 e 28 de fevereiro de 2012, em Brasília. </strong></p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2009/12/14/nach-wie-vor-hemmungslose-aktionen-der-todesschwadronen-institutionalisierte-barbarei-lulas-menschenrechtsminister-paulo-vannuchi-raumt-gegen-ende-der-zweiten-amtszeit-erneut-fortbestehen-der-b/"><strong>http://www.hart-brasilientexte.de/2009/12/14/nach-wie-vor-hemmungslose-aktionen-der-todesschwadronen-institutionalisierte-barbarei-lulas-menschenrechtsminister-paulo-vannuchi-raumt-gegen-ende-der-zweiten-amtszeit-erneut-fortbestehen-der-b/</strong></a></p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2009/12/12/folter-ohne-ende-tortura-sem-fim-brasiliens-soziologiezeitschrift-sociologia-uber-folter-unter-der-lula-regierung/"><strong>http://www.hart-brasilientexte.de/2009/12/12/folter-ohne-ende-tortura-sem-fim-brasiliens-soziologiezeitschrift-sociologia-uber-folter-unter-der-lula-regierung/</strong></a></p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2012/03/23/brasiliens-arbeiter-unruhen-auf-staatlichen-baustellen-fur-amazonas-wasserkraftwerke-jirau-und-santo-antonio-rousseff-regierung-schickt-truppen/"><strong>http://www.hart-brasilientexte.de/2012/03/23/brasiliens-arbeiter-unruhen-auf-staatlichen-baustellen-fur-amazonas-wasserkraftwerke-jirau-und-santo-antonio-rousseff-regierung-schickt-truppen/</strong></a></p>
<p><img src="http://www.hart-brasilientexte.de/wp-content/uploads/2012/03/gilmarmaurogut.jpg" alt="gilmarmaurogut.jpg" /></p>
<p><strong>Gilmar Mauro, Führer der Landlosenbewegung MST, die das Manifest mit unterzeichnet hat. “Barbarie social”.</strong></p>
<p>Consideramos que, apesar de avanços importantes registrados em políticas  – sociais, especialmente &#8211; adotadas pelo governo federal nos últimos  dez anos, no que tange à questão agrária o essencial ainda está por ser  feito.</p>
<p>Entendemos que uma solução definitiva para a questão agrária passa  pela democratização da propriedade da terra. O desempenho econômico do  chamado agronegócio, em algumas regiões do país, não deve maquiar a  existência de precárias condições de vida de amplos segmentos da  população tanto na cidade como no campo. Além disso, há ilegalidades que  precisam ser enfrentadas, como a existência de milhões de hectares da  União ocupados irregularmente por grandes fazendas, em estados como o  Mato Grosso, enquanto milhões de famílias aguardam por um pedaço de  terra para plantar. As áreas de concentração de assentamentos rurais em  todo o país mostram, por outro lado, que uma distribuição de renda mais  efetiva pode ser conquistada em situações com forte presença da  agricultura familiar.</p>
<p>Reconhecemos que pôr um fim a séculos de exploração e de  desigualdades existentes no país não é tarefa fácil para nenhum governo,  mesmo porque muitos avanços relacionados à democratização do uso do  solo, da água e proteção dos recursos naturais tropeçam, por vezes, em  decisões de um Congresso que, em boa parte, está comprometido com formas  (tradicionais ou modernas) de dominação social. No entanto, é preciso  que este governo se empenhe fortemente para evitar a produção de novas  iniquidades tanto na cidade como no campo.</p>
<p>Importantes medidas foram tomadas – como o limite imposto à  estrangeirização das terras no país -, mas há questões prementes que se  encontram estancadas, inclusive registrando-se um declínio no processo  de desapropriação de terras para a Reforma Agrária e no orçamento  destinado a este fim. É preciso uma reação firme e decidida a isso. É  preciso que o governo se comprometa a implantar uma Reforma Agrária  ampla, massiva e imediata, beneficiando populações rurais e urbanas.</p>
<p>Uma questão que não pode ser esquecida está relacionada às  consequências sociais e ambientais da construção de novas barragens para  hidrelétricas. Obras desta natureza não podem ser levadas a efeito sem  se considerar seriamente os impactos sociais, ecológicos, econômicos e  culturais para as populações atingidas, direta ou indiretamente, por  estas drásticas modificações na paisagem e em seu modo de vida. O  governo deve ficar atento ainda à atuação das mineradoras que vêm  conduzindo um processo de expropriação das populações tradicionais nos  locais onde operam, muitas vezes com ameaças veladas (e até mesmo  explícitas) às terras indígenas.</p>
<p>Por fim, enfatizamos que é preciso acabar com a impunidade envolvendo  os crimes e as violências praticadas no campo contra trabalhadores,  líderes sindicais, ativistas sociais e religiosos – crimes esses que  maculam, escandalosamente, a construção da democracia no Brasil,  especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Os assassinatos, as  violências, as perseguições e as intimidações praticadas pelo  latifúndio, por fazendeiros, empresários, grileiros e por seus agentes  (jagunços, pistoleiros e milícias privadas) não podem ter lugar e ficar  impunes num país democrático. Outro modo de violência está relacionado  às formas degradantes do trabalho, com uma exploração abusiva da  mão-de-obra e desrespeito total aos direitos. Em que pesem as  manifestações e ações de setores do governo em relação a estas questões,  há muito ainda por ser feito para que as violências no meio rural sejam  efetivamente punidas e para que os direitos dos trabalhadores, assim  como os direitos humanos, passem a ser respeitados.</p>
<p>Pelas razões expostas, unimo-nos ao manifesto lançado pelas doze  entidades, que configura uma aliança histórica entre essas organizações  que atuam no campo, no sentido de pressionar o governo a acelerar a  Reforma Agrária e a promover políticas para o desenvolvimento rural com  distribuição de renda, entre outros aspectos.</p>
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