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	<title>Klaus Hart Brasilientexte &#187; Brasiliens Rousseff-Regierung und Umweltschutz</title>
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	<description>Aktuelle Berichte aus Brasilien - Politik, Kultur und Naturschutz</description>
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		<title>Brasilianische Umweltorganisationen werfen Rousseff-Regierung &#8222;größten Rückschritt in der Umwelt-Agenda seit dem Ende der Militärdiktatur&#8220; vor. Offener Brief an die brasilianische Gesellschaft. Kongreßabstimmung über neues Waldgesetz verschoben.</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Mar 2012 14:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Klaus Hart]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Kultur]]></category>
		<category><![CDATA[Naturschutz]]></category>
		<category><![CDATA[Politik]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[Brasiliens Rousseff-Regierung und Umweltschutz]]></category>

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		<description><![CDATA[ http://www.hart-brasilientexte.de/2011/09/20/brasilien-daten-statistiken-bewertungen-rankings/ “Da sein, wo gelitten wird”:  http://www.dradio.de/dkultur/sendungen/religionen/1624771/ Nicht zufällig erhält die Rousseff-Regierung von interessierter Seite aus neoliberalen Ländern wie Deutschland sehr viel Lob. Die Regierungsarbeit von Präsidentin Dilma Rousseff wird vom Mainstream teilweise geradezu begeistert gewürdigt, als außerordentlich erfolgreich eingestuft.Wegen der ganz anderen Möglichkeiten brasilianischer Journalisten sind deren Bewertungen der Arbeit Rousseffs entsprechend verschieden. &#8222;Promessas [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2011/09/20/brasilien-daten-statistiken-bewertungen-rankings/"><strong>http://www.hart-brasilientexte.de/2011/09/20/brasilien-daten-statistiken-bewertungen-rankings/</strong></a></p>
<p><strong>“Da sein, wo gelitten wird”: </strong> <a href="http://www.dradio.de/dkultur/sendungen/religionen/1624771/"><strong>http://www.dradio.de/dkultur/sendungen/religionen/1624771/</strong></a></p>
<p><strong>Nicht zufällig erhält die Rousseff-Regierung von interessierter Seite aus neoliberalen Ländern wie Deutschland sehr viel Lob. Die Regierungsarbeit von Präsidentin Dilma Rousseff wird vom Mainstream teilweise geradezu begeistert gewürdigt, als außerordentlich erfolgreich eingestuft.Wegen der ganz anderen Möglichkeiten brasilianischer Journalisten sind deren Bewertungen der Arbeit Rousseffs entsprechend verschieden.</strong></p>
<p><strong>&#8222;Promessas eleitorais de Dilma empacam em 2011.&#8220; Folha de Sao Paulo (&#8222;Wahlversprechen von Dilma stocken 2011&#8243;)</strong></p>
<p><strong>Unterdessen wurde die vorgesehen Kongreßabstimmung über das neue Waldgesetz erneut verschoben &#8211; Gesetze dieser Art beeinflussen die gravierende Umweltrealität Brasiliens indessen kaum, wie die Erfahrungen der letzten Jahrzehnte vor allem nach dem UNO-Umweltgipfel von 1992 in Rio de Janeiro zeigen.</strong></p>
<p><strong>RETROCESSOS DO GOVERNO NA AGENDA  SOCIOAMBIENTAL</strong></p>
<p>O primeiro ano do governo da  Presidente Dilma Rousseff foi marcado pelo maior retrocesso da agenda  socioambiental desde o final da ditadura militar, invertendo uma tendência de  aprimoramento da agenda de desenvolvimento sustentável que vinha sendo  implementado ao longo de todos os governos desde 1988, cujo ápice foi a queda do  ritmo de desmatamento na Amazônia no Governo Lula. Os avanços acumulados nas  duas últimas décadas permitiram que o Brasil fosse o primeiro país em  desenvolvimento a apresentar metas de redução de emissão de carbono e  contribuíram decisivamente para nos colocar numa situação de liderança  internacional no plano socioambiental.</p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2012/03/05/brasiliens-staatsprasidentin-dilma-rousseff-aus-europa-mit-sehr-viel-lob-bedacht-erlebt-in-hannover-einige-proteste-von-menschenrechts-und-umweltorganisationen-wegen-des-neuen-waldgesetzes-mahnwach/"><strong>http://www.hart-brasilientexte.de/2012/03/05/brasiliens-staatsprasidentin-dilma-rousseff-aus-europa-mit-sehr-viel-lob-bedacht-erlebt-in-hannover-einige-proteste-von-menschenrechts-und-umweltorganisationen-wegen-des-neuen-waldgesetzes-mahnwach/</strong></a></p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2012/03/05/brasiliens-neues-waldgesetz-vor-der-end-abstimmung-im-kongres-scharfe-kritik-von-in-und-auslandischen-naturschutzexperten/"><strong>http://www.hart-brasilientexte.de/2012/03/05/brasiliens-neues-waldgesetz-vor-der-end-abstimmung-im-kongres-scharfe-kritik-von-in-und-auslandischen-naturschutzexperten/</strong></a></p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2012/02/26/rio20-und-die-immergleichen-spesenritter-rio-de-janeiros-hotels-fur-die-zeit-der-uno-konferenz-bereits-zu-94-prozent-ausgebucht-laut-landesmedien/"><strong>http://www.hart-brasilientexte.de/2012/02/26/rio20-und-die-immergleichen-spesenritter-rio-de-janeiros-hotels-fur-die-zeit-der-uno-konferenz-bereits-zu-94-prozent-ausgebucht-laut-landesmedien/</strong></a></p>
<p><span id="more-12554"></span></p>
<p>Ao contrário do anúncio de que a  presidente aprofundará as boas políticas sociais do governo anterior, na área  socioambiental, contrariando o processo histórico, há uma completa  descontinuidade. A flexibilização da legislação, com a negociação para aprovação  de um Código Florestal indigno desse nome e a Regulamentação do Artigo 23 da  Constituição Federal, através da Lei Complementar 140, recentemente aprovada,  são os casos mais graves. A lista de retrocessos inclui ainda a interrupção dos  processos de criação de unidades de conservação desde a posse da atual  administração, chegando mesmo à inédita redução de várias dessas áreas de  preservação na Amazônia através de Medida Provisória, contrariando a legislação  em vigor e os compromissos internacionais assumidos pelo país. É também  significativo desse descaso o congelamento dos processos de reconhecimento de  terras indígenas e quilombolas ao mesmo tempo em que os órgãos públicos aceleram  o licenciamento de obras com claros problemas ambientais e  sociais.</p>
<p>Esse processo contrasta com  compromissos de campanha assumidos de próprio punho pela presidente em 2010,  como o de recusar artigos do Código Florestal que implicassem redução de Áreas  de Proteção Permanente e Reservas Legais e artigos que resultassem em anistia a  desmatadores ilegais. Todos esses pontos foram incluídos na proposta que deve ir  a votação no Congresso nos próximos dias, com apoio da base do  governo.</p>
<p>Os ataques às conquistas  socioambientais abrem espaço para outros projetos de alteração na legislação já  em discussão no Congresso. São exemplos a Proposta de Emenda Constitucional que  visa dificultar a criação de novas Unidades de Conservação e reconhecimento de  Terras Indígenas; o projeto de lei que fragiliza a Lei da Mata Atlântica; os  inúmeros projetos para diminuição de unidades de conservação já criadas; a  proposta de Decreto Legislativo para permitir o plantio de cana de açúcar na  Amazônia e no Pantanal e a discussão de mineração em áreas  indígenas.</p>
<p><strong>As organizações da sociedade  </strong>– que apoiam o  desenvolvimento não destrutivo e estão preocupadas com a preservação do  equilíbrio socioambiental no país – subscrevem este documento, alertando a  opinião pública para o fato de que o Brasil vive um retrocesso sem precedentes  na área socioambiental, o que inviabiliza a possibilidade do país continuar  avançando na direção do desenvolvimento com sustentabilidade e ameaça seriamente  a qualidade de vida das populações atuais e futuras.</p>
<p><strong>CÓDIGO  FLORESTAL</strong> – É  o ponto paradigmático desse processo de degradação da agenda socioambiental a  iminente votação de uma proposta de novo Código Florestal que desfigura a  legislação de proteção às florestas, concede anistia ampla para desmatamentos  irregulares cometidos até julho de 2008, instituindo a impunidade que estimulará  o aumento do desmatamento, além de reduzir as reservas legais e Áreas de  Proteção Permanente em todo o País. A versão em fase final de votação nos  próximos dias afronta estudos técnicos de muitos dos melhores cientistas  brasileiros, que se manifestam chocados com o desprezo pelos alertas feitos  sobre os erros grosseiros e desmandos evidentes das propostas de lei oriundas da  Câmara Federal e do Senado.</p>
<p>Em outras oportunidades, durante os  oito anos da administração Fernando Henrique Cardoso e nos dois mandatos da  administração de Luís Inácio Lula da Silva, houve tentativas de reduzir os  mecanismos legais de proteção a florestas e ao meio ambiente. Mas a maior parte  delas foram barradas pelo Executivo, devido à forte contestação da sociedade.  Hoje o Executivo se mostra inerte e insensível à opinião pública, a começar pelo  Ministério do Meio Ambiente que interrompeu a realização das Conferências  Nacionais de Meio Ambiente e tem sido conivente e passivo frente ao desmonte da  legislação pertinente à sua área de atuação.</p>
<p>Invertendo aquela tradição, a atual  administração deixou sua base parlamentar fazer o que bem entendesse, entrando  na discussão quando o fato já estava consumado e de forma atabalhoada. Setores  do governo interferiram para apoiar, às vezes veladamente, às vezes nem tanto,  as propostas que reduzem as florestas, enquanto a tendência mundial, diante das  mudanças climáticas, é aumentar a cobertura florestal.</p>
<p><strong>REDUÇÃO DE UNIDADES DE  CONSERVAÇÃO</strong> –  Nesse primeiro ano, o governo Dilma não criou nenhuma unidade de conservação e,  numa atitude inédita, enviou ao Congresso a Medida Provisória nº 558 que excluiu  86 mil hectares de sete Unidades de Conservação federais na Amazônia para  abrigar canteiros e reservatórios de quatro grandes barragens, nos rios Madeira  e Tapajós. Além de não ter havido prévia realização de estudos técnicos e debate  público sobre as hidrelétricas do Tapajós, a Constituição Federal estabelece que  a alteração e supressão de áreas protegidas só poderia se dar através de lei, o  que levou a Procuradoria Geral da República a impetrar Ação Direta de  Inconstitucionalidade (ADI) junto ao Supremo Tribunal Federal contra o uso de  Medida Provisória pela Presidente.</p>
<p><strong>REDUÇÃO DO PODER DE FISCALIZAÇÃO DO  IBAMA</strong> – O  governo federal eleito com a maior bancada de apoio da história do país, que  deveria ser capaz de implementar as reformas necessárias para avançar o caminho  da democracia, da governança política, da economia ágil e sustentável, vem dando  sinais de ser refém dos grupos mais atrasados encastelados no Congresso. O que o  levou a aceitar e sancionar sem vetos a citada Lei Complementar 140, que retirou  poderes de órgãos federais, tais como o Ibama e o Conama, fragilizando esses  órgãos que tiveram importância fundamental na redução do desmatamento da  Amazônia e na construção da política ambiental ao longo dos últimos  anos.</p>
<p><strong>ATROPELOS NO  LICENCIAMENTO</strong>  – Mais do que omitir-se diante dos ataques à floresta, o governo federal vem  atropelando as regras de licenciamento ambiental, que visam organizar a expansão  dos projetos de infraestrutura no Brasil. Diferente do tratamento dado ao  licenciamento da BR 163 num passado recente, quando o governo construiu junto  com a sociedade um Plano de Desenvolvimento Sustentável da região de abrangência  da obra, o licenciamento da Hidrelétrica de Belo Monte é marcado pelo desprezo  às regras, às condicionantes ambientais e à necessidade de consulta às  populações indígenas afetadas. Esse novo “modus operandi” vem tornando-se  prática rotineira, o que ameaça a integridade da região amazônica, onde  pretende-se instalar mais de 60 grandes hidrelétricas e 170 hidrelétricas  menores. O conjunto de grandes e pequenas hidrelétricas provocará não só mais  desmatamento associado à migração e especulação de terras como, ao alterar o  regime hidrológico dos rios da região, afetará de forma irreversível populações  indígenas e comunidades locais.</p>
<p><strong>PARALISIA NA AGENDA DE MUDANÇAS  CLIMÁTICAS</strong> –  Entre 2005 e 2010 o Brasil vinha dando passos decisivos ano após ano para  avançar a agenda de enfrentamento das mudanças climáticas no cenário nacional e  internacional. Esse esforço culminou, em 2009, com a acertada definição de metas  para redução de gases de efeito estufa incorporadas na Lei da Política Nacional  de Mudanças Climáticas que pautaram a virada de posição das economias  emergentes. A regulamentação da lei em 2010 determinou a construção dos planos  setorias para redução de emissões em 2011. Porém o que se viu em 2011 foi uma  forte retração da agenda e nenhum dos planos setoriais previstos para serem  desenvolvidos no primeiro ano do governo Dilma foram finalizados nem sequer  passaram por qualquer tipo de consulta publica.</p>
<p><strong>LENTIDÃO NA MOBILIDADE  </strong>– A agenda  socioambiental caminha vagarosamente mesmo nas áreas apontadas pelo governo como  prioritárias — a construção de obras de infraestrutura. O PAC da Copa, lançado  em 2009, prevê investimentos de R$ 11,8 bilhões em melhoria da mobilidade  urbana, mas só foram efetivados 10% dos. Já é de conhecimento público que os  sistemas metroviários não estarão em operação em 2014. No início deste governo  foi lançado o PAC da Mobilidade, mas até o presente momento ainda não foram  selecionados oe projetos e assinados nenhum contrato para desembolso de verba  foi assinado.</p>
<p><strong>LENTIDÃO NO SANEAMENTO  </strong>– Os  investimentos em saneamento também andaram mais devagar do que fazia crer a  intensa propaganda eleitoral. Com um orçamento inicial de R$ 3,5 bilhões, o  governo investiu efetivamente apenas R$ 1,9 bilhões, valor 21% menor que em  2010. A liberação de recursos pela Caixa Econômica Federal também deixou a  desejar (R$ 2,3 bilhões até novembro, apenas 25% do contratado). Peça  fundamental de uma estratégia de redução da poluição de nossas águas, o  saneamento básico no Brasil tem números vergonhosos: apenas 44,5% da população  brasileira está conectada a redes de esgotos; e desse esgoto coletado, somente  cerca de 38% é tratado (o que significa que mais de 80% do esgoto produzido no  Brasil é despejado na natureza).</p>
<p><strong>LENTIDÃO NA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA  E AUMENTO DA VIOLÊNCIA NO CAMPO </strong>– Não é apenas na criação de  unidades de conservação e terras indígenas e quilombolas que a hegemonia dos  setores mais retrógrados do país se faz presente. O primeiro ano do governo  Dilma foi marcado pelo pior desempenho na área de criação de assentamentos da  reforma agrária desde, pelo menos, 1995. O desembolso de recursos com ações para  estruturar produtivamente os assentamentos já existentes foi o mais baixo da  última década: R$ 65,6 milhões. O processo de titulação de terras indígenas e de  quilombos também se arrasta – em 2011, só uma terra de quilombo foi titulada e  três terras indígenas homologadas.</p>
<p>Esses retrocessos coincidiram com o  aumento da violência no campo. Segundo levantamento do Conselho Indigenista  Missionário (Cimi), 38 índios foram assassinados nos nove primeiros meses do ano  passado, sendo 27 no Mato Grosso do Sul, cenário de tensas disputas por direitos  territoriais. Esses números são engrossados por pelo menos oito assassinatos de  agricultores familiares e/ou extrativistas em disputas com grileiros de terras,  principalmente na região norte.</p>
<p><strong>MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE INERTE  </strong>– Diante  desses ataques contra a estrutura e competências de sua pasta, o Ministério do  Meio Ambiente, de forma inédita, tem acatado com subserviência inaceitável os  prejuízos para as atribuições de órgãos , como a fragilização do Conama e a  redução dos poderes do Ibama na fiscalização e no licenciamento. Frente as  agressões ao bom senso e à ciência contidas na proposta do Código Florestal, a  Ministra deu seu beneplácito ao aceitar a alegação de que o texto não continha  cláusulas de anistia, quando ele claramente concede perdão amplo, geral e  irrestrito para a grande maioria dos desmatadores  ilegais.</p>
<p>Diante desses retrocessos apontados,  as organizações sociais signatárias apelam para que a Presidente cumpra os  compromissos assumidos em campanha e retome a implementação da agenda de  sustentabilidade no País. Somente uma ação forte nesse sentido evitará os graves  prejuízos para a sociedade brasileira e que o Brasil viva o vexame de ser ao  mesmo tempo anfitrião e vilão na Rio + 20, em junho deste  ano.</p>
<p><strong>QUADRO</strong></p>
<p>O pior resultado de políticas  ambientais desde o fim da ditadura militar</p>
<p>PASSIVO: Interrupção dos processos  de criação de Unidades de Conservação (UCs) e redução do tamanho de algumas já  existentes.</p>
<p>A MP 558 excluiu 86 mil ha de sete  UCs federais da Amazônia para abrigar canteiros e reservatórios de barragens nos  rios Madeira e Tapajós. O governo, desde sua posse, não autorizou a criação de  nenhuma UC.</p>
<p>PASSIVO: Omissão frente à ação do  Congresso Nacional para aprovação do Código Florestal que, na prática, reduz a  proteção das florestas.</p>
<p>O projeto do Código Florestal  defendido pelo governo e por sua base legislativa anistia desmatamentos  irregulares e reduz as reservas legais e as Áreas de Proteção Permanentes (APP)  em todo o país, atendendo a interesses dos ruralistas, ignorando os argumentos  científicos e socioambientais .</p>
<p>PASSIVO: Congelamento de processos  de reconhecimento de terras indígenas e quilombolas.</p>
<p>Paralisação dos processos em  andamento levou inclusive a aumento da violência no campo: 38 índios foram  assassinados de janeiro a setembro de 2011, segundo dados do  CIMI.</p>
<p>PASSIVO: Pressão para que órgãos  públicos acelerem o licenciamento de obras com problemas  socioambientais.</p>
<p>Modificação nas normas de  licenciamento visando a redução da capacidade dos órgãos públicos federais em  analisar com a profundidade necessária obras de grande impacto socioambiental,  em especial na Amazônia.</p>
<p>PASSIVO: Enfraquecimento de órgãos  federais como IBAMA e Conama.</p>
<p>A sanção sem vetos da Lei  Complementar 140 retirou atribuições do Conama e diminuiu o papel do Ibama na  fiscalização de irregularidades ambientais, em especial no combate do  desmatamento ilegal.</p>
<p>PASSIVO: Priorização à construção de  grandes hidrelétricas na Amazônia, em detrimento de fontes de energia renováveis  de baixo impacto.</p>
<p>Sob o falso argumento de que é  energia limpa, o governo planeja implantar novos projetos de 60 grandes  hidrelétricas e 171 pequenas centrais hidrelétricas na Amazônia. Isso aumentará  a pressão sobre o desmatamento e afetará de forma irreversível populações  indígenas, comunidades locais, o estoque de peixes e o regime  hidrológico.</p>
<p>PASSIVO: Redução dos investimentos  em saneamento básico.</p>
<p>Com orçamento inicial de R$ 3,5  bilhões, O governo investiu, em 2011apenas R$ 1,9 bilhão em obras de saneamento  básico. Somente 44,5% dos brasileiros têm acesso a rede de esgoto e mais de 80%  do esgoto gerado no país é despejado na natureza.</p>
<p>PASSIVO: Redução do ritmo de  assentamentos para efeito de Reforma Agrária.</p>
<p>O primeiro ano do governo Dilma  registrou o pior desempenho na criação de assentamentos desde 1995. O desembolso  para a estruturação de assentamentos já existentes foi o menor valor da última  década: R$ 65,6 milhões.</p>
<p>PASSIVO: Lentidão na  mobilidade</p>
<p>Do PAC da Copa, lançado em 2009, só  foram efetivados 10% dos recursos. Já é de conhecimento público que os sistemas  metroviários não estarão em operação em 2014.</p>
<p><em>Instituto Socioambiental –  ISA</em></p>
<p><em>Instituto Democracia e  Sustentabilidade – IDS</em></p>
<p><em>Fundação SOS Mata  Atlântica</em></p>
<p><em>Instituto do Homem e Meio Ambiente  da Amazônia – Imazon</em></p>
<p><em>Instituto de Pesquisa Ambiental da  Amazônia – Ipam</em></p>
<p><em>Rios Internacionais –  Brasil</em></p>
<p><em>Rede de ONGs da Mata Atlântica  (RMA)</em></p>
<p><em>Grupo de Trabalho Amazônica (Rede  GTA)</em></p>
<p><em>Associação de Preservação do Meio  Ambiente e da Vida (Apremavi)</em></p>
<p><em>Associação Alternativa  Terrazul</em></p>
<p><em>WWF Brasil</em></p>
<p>Hintergrund:</p>
<h1>Fünf Schritte zurück</h1>
<h2>NGOs protestieren gegen die Schlußdokumente der &#8222;Rio + 5&#8243;-Konferenz</h2>
<p><strong>Vom  13.-19.3. tagte der Earth Council unter dem Titel &#8222;Rio+5&#8243; in Rio de  Janeiro. Eingeladen waren dazu VertreterInnen von NGOs,  Privatwirtschaft, Gewerkschaften, Frauen, indigenen Völkern,  Landwirtschaft, Wissenschaft sowie von Regierungen und  UN-Organisationen. Die Konferenz diente der Vorbereitung der  Sondergeneralversammlung der UNO, die im Juni 1997 in New York  stattfinden und die Umsetzung der Rio-Beschlüsse von 1992 unter die Lupe  nehmen wird.</strong></p>
<p><strong>Am Ende der internationalen Konferenz, die eine  Woche lang am Zuckerhut über Fortschritte und Rückschläge seit dem  UN-Umweltgipfel von 1992 beriet, kam es zum Eklat: Vor Weltbankberater  Maurice Strong, der die damalige wie die jetzige Veranstaltung leitete,  protestierten NGO-VertreterInnen lautstark gegen die Schlußdokumente und  zerrissen sie.<br />
Die Papiere enthielten die offiziellen Empfehlungen für die Vereinten  Nationen &#8211; erarbeitet in einjährigen Konsultationen mit Regierungen,  Unternehmen, Banken, Experten und den NGOs und verfeinert auf der  &#8222;Rio+5&#8243;-Konferenz. Die regierungsunabhängigen Organisationen und selbst  der Vertreter der UN-Wirtschaftskommission für Lateinamerika betonten,  die Empfehlungen seien zu allgemein, zudem oberflächlich und die  hochinteressanten Workshop-Resultate von &#8222;Rio+5&#8243; habe man schlichtweg  unterschlagen.<br />
Liszt Vieira, Präsident des Instituts für Ökologie und Entwicklung und  einer der führenden Unweltexperten Brasiliens kommentierte: &#8222;Die Kritik  am Welthandel, an Marktwirtschaft, Globalisierung und zerstörerischer  Landwirtschaft tauchte in den Schlußdokumenten nicht mehr auf. In den  Workshops dominierten die Positionen der Zivilgesellschaft und der NGOs &#8211;  in den Empfehlungen dagegen jene von Maurice Strong, den Regierungen  und Unternehmern. `Rio+5` endete schlecht.&#8220; Laut Vieira mußte Strong  jedoch nachgeben und die Dokumente zurückziehen, was für die gewachsene  Stärke der Zivilgesellschaft und der regierungsunabhängigen  Organisationen spreche.</p>
<p>Ignoranz der Presse</strong>   <strong></p>
<p>Auf dem Gipfel 1992 standen Staatschefs und Minister im Rampenlicht &#8211;  aus ihren Versprechen und Absichtserklärungen schlossen viele, daß auf  dem Erdball nun unwiderruflich die Ära der nachhaltigen Entwicklung  begonnen habe. Selbst Strong mußte nunmehr auf der &#8222;Rio+5&#8243;-Konferenz  einräumen, daß die Regierungen im Gegensatz zu den NGOs ihre Zusagen von  damals nicht einhielten. So steht Gastgeberland Brasilien  weiterhin an  der Spitze der waldvernichtenden Staaten. </strong>   <strong><br />
Die internationalen NGOs veranstalteten 1992 etwa dreißig Kilomenter vom  eigentlichen Umweltgipfel entfernt, ihren Alternativgipfel &#8222;Global  Forum&#8220;, wurden von den Medien belächelt, kaum ernstgenommen. Auf der  &#8222;Rio + 5&#8243;-Konferenz waren die &#8222;Regierungsunabhängigen&#8220; stark vertreten,  sie mußten daher gehört werden. Indessen fuhren die großen privaten  Weltmedien ebenso wie die Presse Brasiliens einen sehr ähnlichen Kurs  wie 1992: Gerade bei den komplexen Diskussionen und der Vorstellung der  Workshopberichte waren ReporterInnen und marktbeherrschende  internationale Nachrichtenagenturen nicht präsent, wurde somit nichts  übermittelt. Damit entstand auch bei der europäischen Presse der  Eindruck, &#8222;Rio+5&#8243; sei ein unwichtiges, uninteressantes Ereignis. Volle  Pressekkonferenzen hatten nur Prominente wie Michail Gorbatschow oder  Weltbankpräsident James Wolfensohn, die indessen nur hinlänglich  Bekanntes äußerten.</p>
<p>Der Gang in die falsche Richtung</strong>   <strong></p>
<p>Die Standpunkte der NGOs lassen sich wie folgt zusammenfassen:  Umweltschonende, nachhaltige Entwicklung auf dem Erdball wird ihrer  Ansicht nach durch die heute vorherrschenden globalen  Wirtschaftsstrukturen keineswegs gefördert, sondern vielmehr verhindert.  In der Dritten Welt getätigte Investitionen bedeuteten eine Art neuer  Kolonialisierung und schafften vor Ort ein Machtungleichgewicht. Dies  insbesondere dadurch, daß sich die Industrien über die lokale  Bevölkerung hinwegsetzten und die multinationalen Unternehmen über ihre  weltweiten Aktivitäten nicht ausreichend Rechenschaft ablegten. </strong>   <strong><br />
Zwar würden die regierungsunabhängigen Organisationen mittlerweile von  Regierungen und der Wirtschaft tatsächlich mehr konsultiert, doch ihre  Vorschläge und Projektideen dann oft nicht im geringsten berücksichtigt.  Globale Entscheidungen, wie beispielsweise die durch die  Welthandelsorganisation (WHO) getroffenen, führten in die falsche  Richtung: Den Lebens-, Konsum-, und Produktionsstil des Nordens zu  globalisieren sei ökologisch nicht tragbar. Pervers sei deshalb, von den  Ländern des Südens zu verlangen, ihn zu kopieren &#8211; letztlich nur mit  dem Zweck, dem Norden neue Absatzmärkte zu verschaffen. Den Regierungen  fehle es schließlich am politischen Willen und Interesse, das ökologisch  Notwendige zu tun.<br />
Als Beweis letzterer These diente zuletzt eine Äußerung des bei den  Regierungen der Ersten Welt hochangesehenen brasilianischen Staatschefs  Fernando Henrique Cardoso: Vor den über 500 KonferenzteilnehmerInnen  erklärte er, man sei durch Satellitenaufnahmen über Abholzung und  Brandrodung in Amazonien detailliert informiert. Indessen sehe sich die  brasilianische Regierung einfach nicht in der Lage, diese zu stoppen.  Der Umweltaktivist Vieira bemerkte dazu nur, diese Äußerung werde  Cardoso noch &#8222;teuer zu stehen kommen&#8220;.<br />
Denn nicht nur Brasiliens NGOs halten Cardosos Argument für unsinnig,  wonach in den Amazonasregionen der Staat fast nicht präsent sei und die  Kontrollinstanzen unfähig seien, den Gesetzen Achtung zu verschaffen.  Vielmehr sind in den betreffenden Teilstaaten politische Bündnispartner  des Staatschefs am Ruder, die Interessen von Großgrundbesitzern und  Holzfirmen vertreten. An Streitkräften, Polizei und Justiz,  Umweltschutzbehörden sowie an  Finanzmitteln fehlt es nicht. Brasilien  ist schließlich die zehntgrößte Wirtschaftsnation und das Land gilt bei  Investoren als großer Wachstumsmarkt &#8211; deutsche multinationale  Unternehmen erbringen etwa 15 Prozent der gesamten Industrieproduktion.</p>
<p>Draußen das Terrorregime</strong>  <strong></p>
<p>Im noblen Sheraton-Hotel machte sich die Konferenz im Umweltkontext auch  für die Menschenrechte stark. Nachhaltige Entwicklung und  Menschenrechte seien untrennbar miteinander verbunden. Draußen, in den  angrenzenden Slums, wurden sie unterdessen auf barbarische Weise  verletzt: Todesschwadrone und das organisierte Verbrechen hielten ihr  Terrorregime aufrecht. An jedem Konferenztag berichteten die Zeitungen  darüber &#8211; zum Teil mit Großfotos über Geköpfte und lebendig Verbrannte.</strong></p>
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