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	<title>Klaus Hart Brasilientexte &#187; Brasiliens Atomprogramm unter Dilma Rousseff</title>
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	<description>Aktuelle Berichte aus Brasilien - Politik, Kultur und Naturschutz</description>
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		<title>Brasilien Nuklearpolitik unter Dilma Rousseff &#8211; Umweltjournalist Norbert Suchanek.</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 14:07:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Klaus Hart]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Kultur]]></category>
		<category><![CDATA[Politik]]></category>
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		<description><![CDATA[Norbert Suchanek Países como Alemanha e Suíça estão saindo do uso da Energia Nuclear: simplesmente porque é perigoso demais e ninguém sabe onde deixar o lixo atômico no final. Itália e Áustria já desistiram há muitos anos atrás da opção nuclear. A realidade do século 21 depois de Chernobyl e Fukushima é essa: a maioria [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Norbert Suchanek</strong></p>
<p><strong>Países como Alemanha e Suíça estão saindo do uso da Energia Nuclear:  simplesmente porque é perigoso demais e ninguém sabe onde deixar o lixo atômico  no final. Itália e Áustria já desistiram há muitos anos atrás da opção  nuclear.</strong></p>
<hr width="50%" /><strong>A realidade do século 21 depois de Chernobyl e Fukushima é essa: a maioria  dos países do mundo nunca quiseram ou não querem mais usinas nucleares. Até a  grande empresa alemã Siemens acabou com o seu setor de energia nuclear.</strong><strong>Mas, ao contrário desta onda de países &#8222;desenvolvidos&#8220;, países como o Brasil  e a Índia estão investindo bilhões de dolares neste setor radioativo e de riscos  não contráveis.</strong></p>
<p><strong>A nova Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, continua o programa nuclear  civil e militar do Governo Lula da Silva. A Dilma não apenas confirmou a  construção do primeiro submarino nuclear da América Latina, como também iniciou  a construção de Angra 3, no Estado do Rio de Janeiro e deu sinal verde a outras  usinas nucleares no Nordeste, especialmente no Sertão de Pernambuco, às margens  do Rio São Francisco.</strong></p>
<p><span id="more-11407"></span></p>
<p>Em Recife, um documento oficial do escritório regional da Eletronuclear,  estatal responsável pela implantação e operação de usinas nucleares no governo  federal, aponta às margens do Lago de Itaparica, perto da pequena cidade de  Itacuruba, no Sertão do São Francisco, distante 481 km do Recife, como a  primeira opção para a instalação de uma usina nuclear no Nordeste. &#8222;Em  Pernambuco, o local escolhido é Itacuruba. É o local mais adequado ao projeto.  Outros Estados também têm interesse e o governo Dilma pode fazer duas centrais&#8220;,  afirma uma fonte do governo do Estado, sob reserva.</p>
<p>Mas nem todo mundo no Brasil está satisfeito com a decisão Pro-Nuclear do  Governo Dilma. Começaram prostestos, especialmente contra os planos de novas  usinas nucleares . Do dia 28 a 31 de outubro, a Caravana Antinuclear estará  percorrendo os municípios pernambucanos de Belém do São Francisco, Floresta,  Itacuruba e Jatobá. O objetivo é levar para estas cidades sertanejas informações  sobre os impactos que ocorrerão com a instalação de uma usina nuclear em  Itacuruba.</p>
<p>A caravana anti-nuclear é liderada pelo MESPE &#8211; Movimento Ecossocialista de  Pernambuco, com apoio da Fundação Heinrich Boell, Caritas, Greenpeace,  Articulação Anti Nuclear Brasileira e CESE – Coordenadoria Ecumênica de  Serviço.</p>
<p>&#8222;A Caravana terá atividades integradas como exposições, debates, feira de  ciências, apresentação de teatro, cantadores e poetas populares, para ajudar a  população a compreender os riscos de uma usina nuclear na região, assim como as  possibilidades de gerar energia elétrica a partir do sol, dos ventos, de outras  fontes renováveis de energia que não destroem a natureza e nem causam danos às  pessoas&#8220;, informa o coordenador da Caravana, Físico e Professor da Universidade  Federal de Pernambuco Heitor Scalambrini Costa. &#8222;A Caravana Antinuclear espera  alertar as populações para os riscos da instalação dessa usina. O governo  decidiu e planeja instalar a usina nuclear, mas não faz um diálogo com o povo da  região para que ele fique ciente dos riscos, principalmente à saúde e ao meio  ambiente. A Caravana vem para cumprir esse papel, para isso organizações locais  ajudam a mobilizar o maior número de pessoas.&#8220;</p>
<p>Faz parte da Caravana Antinuclear a minha exposição fotográfica &#8222;Mãos de  Césio&#8220; sobre as vítimas do acidente com o Césio 137 em Goiânia. As vítimas do  césio ainda lutam por indenizações. A exposição é um projeto do Arquivo Amerelo  e do Uranium Film Festival e foi feita com fotos da AVCésio, DocJB e Memória  Roberto Pires, com apoio da Fundação Heinrich Boell. Também é importante saber  que este grave acidente nuclear pode acontecer a qualquer momento e em qualquer  lugar do Brasil e do mundo, onde tiver falta de controle adequado dos aparelhos  radioativos usados em hospitais e dos aparelhos usados para a radiação dos  alimentos. A exposição já foi exibida no Rio de Janeiro e Salvador. Espero que a  exposição &#8222;Mãos de Césio&#8220; chegue à Goiânia, à Brasília e a outras regiões e  países, como por exemplo, Galícia e Portugal.<br />
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