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	<title>Klaus Hart Brasilientexte</title>
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	<description>Aktuelle Berichte aus Brasilien - Politik, Kultur und Naturschutz</description>
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		<title>&#8222;Neoliberalismus und Kultur&#8220; &#8211; Befreiungstheologe Frei Betto.</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Sep 2008 21:14:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Klaus Hart]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Adital &#8211; Â O neoliberalismo náo visa a destruir apenas as instÃ¢ncias comunitÃ¡rias criadas pela modernidade, como famÃ­lia, sindicato, movimentos sociais e Estado democrÃ¡tico. Seu projeto de atomizaçáo da sociedade reduz a pessoa Ã  condiçáo de indivÃ­duo desconectado da conjuntura sÃ³cio-polÃ­tica-econÃ´mica na qual se insere, e o considera como mero consumidor. Estende-se, portanto, também Ã  esfera [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Adital &#8211; Â O neoliberalismo náo visa a destruir apenas as instÃ¢ncias comunitÃ¡rias criadas pela modernidade, como famÃ­lia, sindicato, movimentos sociais e Estado democrÃ¡tico. Seu projeto de atomizaçáo da sociedade reduz a pessoa Ã  condiçáo de indivÃ­duo desconectado da conjuntura sÃ³cio-polÃ­tica-econÃ´mica na qual se insere, e o considera como mero consumidor. Estende-se, portanto, também Ã  esfera cultural.</p>
<p><span id="more-797"></span></p>
<p>Â Um dos avanços da modernidade foi, com o advento da democracia, reconhecer a pessoa como sujeito polÃ­tico. Este passou a ter, além de deveres, direitos. Dotado de consciÃªncia crÃ­tica, livrou-se da condiçáo de servo cego e dÃ³cil Ã sÂ  ordens de seu senhor, consciente de que autoridade náo é sinÃ´nimo de verdade, nem poder de razáo.</p>
<p align="center">Agora, busca-se destituir a pessoa de sua condiçáo de sujeito. O protÃ³tipo do cidadáo neoliberal é o que se demite de qualquer pensamento crÃ­tico e, sobretudo, de participar de instÃ¢ncias comunitÃ¡rias. E para essa cultura da demissáo voluntÃ¡ria contribui, de modo especial, a TV.</p>
<p>Â Em si, a TV é poderoso instrumento de formaçáo e informaçáo. Mas pode facilmente ser convertido em mecanismo de deformaçáo e desinformaçáo, sobretudo se atrelada Ã  mÃ¡quina publicitÃ¡ria que rege o mercado. Assim, a prÃ³pria TV torna-se um produto a ser consumido e, portanto,Â  centrado no aumento dos Ã­ndices de audiÃªncia.</p>
<p>Â Para isso,Â  recorre-se a todo tipo de apelaçáo, desde que os telespectadores sintam-se hipnotizados pelas imagens. O problema é que a janela eletrÃ´nica estÃ¡ aberta para dentro do nÃºcleo familiar. Ã‰ ali que ela despeja a profusáo de imagens e atinge indistintamente adultos e crianças, sem o menor escrÃºpulo quanto ao universo de valores da famÃ­lia.</p>
<p>Â Se a TV transmitisse cultura &#8211; tudo aquilo que aprimora a nossa consciÃªncia e o nosso espÃ­rito -, ela seria o mais poderoso veÃ­culo de educaçáo. Ã‰ verdade, náo deixa de fazÃª-lo, mas a regra geral náo sáo os programas de densidade cultural, e sim o meroÂ  entretenimento &#8211; distrai, diverte e, sobretudo, abre a caixa de Pandora de nossos desejos inconfessÃ¡veis. A imagem que &#8222;diz&#8220; o que náo ousamos pronunciar.</p>
<p>Â Ao superar o diÃ¡logo entre pais e filhos e impor-se como interlocutora hegemÃ´nica dentro do nÃºcleo familiar, a TV altera as referÃªncias simbÃ³licas fundamentais do psiquismo infantil. Ã‰ pelo falar que uma geraçáo transmite a outra crenças, valores, nomes prÃ³prios, mega-relatos, genealogias, ritos, relaçÃµes sociais etc. Transmite a prÃ³pria aptidáo humana de uso da palavra, através do qual se tece a nossa subjetividade e a nossa identidade. Ã‰ essa interaçáo, propiciada pelo diÃ¡logo oral, cara a cara, que nos educa Ã s relaçÃµes de alteridade, faz-nos reconhecer o eu diante do Outro, bem como as mÃºltiplas conexÃµes que ligam um ao outro,Â  como emoçÃµes, imagens provocadas por gestos, expressÃµes faciais carregadas de sentimentos etc.</p>
<p>Â A fala ou o diÃ¡logo demarcam referÃªncias fundamentais ao nosso equilÃ­brio psÃ­quico, como a identificaçáo do tempo (agora) e do espaço (aqui), e dos limites do meu ser em relaçáo aos demais. Se a fala reduz-se a uma enxurrada de imagens que visam a exacerbar os sentidos, as referÃªncias simbÃ³licas da criança correm perigo. Ela tende Ã  dificuldade de construir seu universo simbÃ³lico, náo adquirindo sensos de temporalidade eÂ  historicidade. Tudo se reduz ao &#8222;aqui e agora&#8220;, Ã  simultaneidade. A prÃ³pria tecnologia que abrange distÃ¢ncias em tempo real &#8211; Internet, telefone celular etc. &#8211; favorece uma sensaçáo de ubiqüidade: &#8222;eu náo estou em nenhum lugar porque estou em todos&#8220;.</p>
<p>Â Muitos professores se queixam de que os alunos náo sáo táo atentos Ã s aulas. Claro, o sonho deles seria poder mudar o professor de canal&#8230; Muitas crianças e jovens demonstram dificuldade de se expressar porque náo sabem ouvir. Possuem raciocÃ­nio confuso, no qual a lÃ³gica derrapa frequentemente no aluviáo de sentimentos contraditÃ³rios. Acreditam, sobretudo, que sáo inventores da roda e, portanto, pouco interessa oÂ  patrimÃ´nio cultural das geraçÃµes anteriores (o financeiro sim, sem dÃºvida).</p>
<p>Â Assim, a cultura perde refinamento e profundidade, confina-se aos simulacros de talk-show, onde cada um opina segundo sua reaçáo imediata, sem reconhecimento da competÃªncia do Outro. No caso da escola, este Outro é o professor, visto náo sÃ³ como destituÃ­do de autoridade, mas sobretudo como quem abusa de seu poder e náo admite que os alunos o tratem de igual para igual&#8230; Ora, jÃ¡ que o professor náo &#8222;escuta&#8220;, entáo sÃ³ hÃ¡ um meio de fazÃª-lo ouvir: a violÃªncia. Pois foram educados pela TV, onde náo hÃ¡ oÂ  exercÃ­cio da argumentaçáo paciente, da construçáo elucidativa, doÂ  aprimoramento do senso crÃ­tico. Ã‰ o perde ou ganha incessante, e quase sempre Ã  base da coaçáo.</p>
<p>Â Assim, cai-se numa educaçáo qualificada por Jean-Claude Michéa de &#8222;dissoluçáo da lÃ³gica&#8220;. Deixa-se de distinguir o prioritÃ¡rio do secundÃ¡rio, de perceber o texto em seu contexto, de abranger o particular no pano de fundo do geral, para acatar passivamente as pressÃµes de consumo que buscam transformar valores éticos em meros valores pecuniÃ¡rios, ou seja, tudo é mercadoria, e é o seu preço que imprime, a quem a possui, determinado valor social, ainda que destituÃ­do de carÃ¡ter.</p>
<p>Â Demite-se do ato de pensar, refletir, criticar e, sobretudo, participar do projeto de transformar a realidade. Tudo passa a uma questáo de conveniÃªncia, gosto pessoal, simpatia. Também sáo considerados comercializÃ¡veis a biodiversidade, a defesa do meio ambiente, a responsabilidade social das empresas, o genoma, os Ã³rgáos arrancados de crianças etc.</p>
<p>Â Ã‰ o apogeu do capitalismo total, capaz de mercantilizar até mesmo o nosso imaginÃ¡rio.</p>
<p>* Frei dominicano. Escritor.</p>
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