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	<title>Klaus Hart Brasilientexte</title>
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	<description>Aktuelle Berichte aus Brasilien - Politik, Kultur und Naturschutz</description>
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		<title>Ehrenmorde und Machismus in Brasilien &#8211; der Fall EloÃ¡ Pimentel, 15, in Santo André bei Sao Paulo.&#8220;Brasil &#8211; Feminicidio ao vivo.&#8220; Polizei schont machistischen Killer.</title>
		<link>http://www.hart-brasilientexte.de/2008/10/20/ehrenmorde-und-machismus-in-brasilien-der-fall-eloa-in-santo-andre-bei-sao-paulobrasil-feminicidio-ao-vivo/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Oct 2008 21:26:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Klaus Hart]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Adital &#8211; Tudo o que o Brasil acompanhou com pesar no drama de EloÃ¡, em suas cem horas de suplÃ­cio em cadeia nacional, náo pode ser visto apenas como resultado de um ato desesperado de um rapaz desequilibrado por causa de uma intensa ou incontrolada paixáo. Ã‰ uma expressáo perversa de um tipo de dominaçáo [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Adital &#8211; Tudo o que o Brasil acompanhou com pesar no drama de EloÃ¡, em suas cem horas de suplÃ­cio em cadeia nacional, náo pode ser visto apenas como resultado de um ato desesperado de um rapaz desequilibrado por causa de uma intensa ou incontrolada paixáo. Ã‰ uma expressáo perversa de um tipo de dominaçáo masculina ainda fortemente cravada na cultura brasileira.</p>
<p>Hintergrund: <a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2008/02/29/hartere-strafen-fur-brutale-machos/#more-166">http://www.hart-brasilientexte.de/2008/02/29/hartere-strafen-fur-brutale-machos/#more-166</a></p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2008/09/15/brasilianische-stadte-mit-totungsraten-wie-im-irak-meldet-landespresse-brasilien-mit-fast-zehn-prozent-der-morde-weltweit/#more-871">http://www.hart-brasilientexte.de/2008/09/15/brasilianische-stadte-mit-totungsraten-wie-im-irak-meldet-landespresse-brasilien-mit-fast-zehn-prozent-der-morde-weltweit/#more-871</a></p>
<p><span id="more-1047"></span></p>
<p>No Brasil, foram os movimentos feministas que iniciaram nos anos de 1970, as denÃºncias, mobilizaçáo e enfrentamento da violÃªncia de gÃªnero contra as mulheres que se materializava nos crimes cometidos por homens contra suas parceiras amorosas. Naquele perÃ­odo ainda estava em vigor o instituto da defesa da honra, e desenvolveram-se açÃµes de movimentos feministas e democrÃ¡ticos pela puniçáo aos assassinos de mulheres. A alegaçáo da defesa da honra era entáo justificativa para muitos crimes contra mulheres, mas no contexto de reorganizaçáo social para a conquista da democracia no paÃ­s e do surgimento de movimentos feministas, este tema vaiÂ  emergir como questáo pÃºblica, polÃ­tica,Â  a ser enfrentada pela sociedade por ferir a cidadania e os direitos humanos das mulheres. O assassinato de Ã‚ngela Diniz, em dezembro de 1976, por seu namorado Doca Street, foi o acontecimento desencadeador de uma reaçáo generalizada contra a absolviçáo do criminoso em primeira instÃ¢ncia, sob alegaçáo de que o crime foi uma reaçáo pela defesa &#8222;honra&#8220;. Na verdade, as circunstÃ¢ncias mostravam um crime bÃ¡rbaro motivado pela determinaçáo da vÃ­tima em acabar com o relacionamento amoroso, e a inconformidade do assassino com este fim. Essa decisáo da justiça revoltou parcelas significativas da sociedade cuja pressáo levou a um novo julgamento em 1979 que condenou o assassino. Outro crime emblemÃ¡tico foi o assassinato de Eliane de Grammont pelo seu ex-marido Lindomar Castilho em março de 1981. Crimes que motivaram a campanha &#8222;quem ama náo mata&#8220;.<!--  	google_ad_client = "pub-3196111432276770";  	google_ad_slot = "6994039295";  	google_ad_width = 468;  	google_ad_height = 60;  	//--></p>
<p>Agora, apÃ³s trÃªs décadas, o Brasil assistiu ao vivo, testemunhando, o assassinato de uma adolescente de 15 anos por um ex-namorado inconformado com o fim do relacionamento. Um relacionamento que ele mesmo tomou a iniciativa de acabar por ciÃºmes, e que EloÃ¡ náo quis reatar. O assassino, durante 100 horas manteve EloÃ¡ e uma amiga em cÃ¡rcere privado, bateu na vitima, acusou, expÃ´s, coagiu e por fim martirizou o seu corpo com um tiro na virilha, local de representaçáo da identidade sexual, e na cabeça, local de representaçáo da identidade individual. Um crime em que náo apenas a vida de um corpo foi assassinada, mas o significado que carrega &#8211; o feminino. Um crime do patriarcado que se sustenta no controle do corpo, da vontade e da capacidade punitiva sobre as mulheres pelos homens. O feminicÃ­dio é um crime de Ã³dio, realizado sempre com crueldade, como o &#8222;extremo de um continuum de terror anti-feminino&#8220;, incluindo vÃ¡rias formas de violÃªncia como sofreu EloÃ¡, xingamentos, desconfiança, acusaçÃµes, agressÃµes fÃ­sicas, até alcançar o nÃ­vel da morte pÃºblica. O que o seu assassino quis mostrar a todas/os nÃ³s? Que como homem tinha o controle do corpo de EloÃ¡ e que como homem lhe era superior? Ao perceber EloÃ¡ como sujeito autÃ´nomo, sentiu-se traÃ­do, no que atribuÃ­a a ela como mulher (a submissáo ao seu desejo), e no que atribuÃ­a a si como homem (o poder sobre ela &#8211; base de sua virilidade). Assim o feminicÃ­dio é um crime de poder, é um crime polÃ­tico. Juridicamente é um crime hediondo, triplamente qualificado: motivo fÃºtil, sem condiçÃµes de defesa da vÃ­tima, premeditado.</p>
<p>Se antes esses crimes aconteciam nas alcovas, nos silÃªncios das madrugadas, estáo agora acontecendo em espaços pÃºblicos, shoppings, estabelecimentos comerciais, e agora na mÃ­dia. Para Laura Segato [1] é necessÃ¡rio retirar os crimes contra mulheres da classificaçáo de homicÃ­dios, nomeando-os de feminicÃ­dio e demarcar frente aos meios de comunicaçáo esse universo dos crimes do patriarcado. Esse é o caminho para os estudos e as açÃµes de denÃºncia e de enfrentamento para as formas de violÃªncia de gÃªnero contra as mulheres.</p>
<p>Muita coisa jÃ¡ se avançou no Brasil na direçáo da garantia dos direitos humanos das mulheres e da equidade de gÃªnero, como a criaçáo das Delegacias de Apoio Ã s Mulheres &#8211; DEAMs, que hoje somam 339 no paÃ­s, o surgimento de 71 casas abrigo, além de inÃºmeros nÃºcleos e centros de apoio que prestam atendimento e orientaçáo Ã s mulheres vÃ­timas, realizando trabalho de denÃºncia e conscientizaçáo social para o combate e prevençáo dessa violÃªncia, além de um trabalho de apoio psicolÃ³gico e resgate pessoal das vÃ­timas. Também ocorreram mudanças no CÃ³digo Penal como a retirada do termo &#8222;mulher honesta&#8220; e a adoçáo da pena de prisáo para agressores de mulheres, em substituiçáo Ã s cestas bÃ¡sicas. A criaçáo da Lei 11.340, a Lei Maria da Penha, para o enfrentamento da violÃªncia doméstica contra as mulheres.</p>
<p>Mas, ainda assim, as violÃªncias e o feminicÃ­dio continuam a acontecer. Vejamos o exemplo do Estado do CearÃ¡: em 2007, 116 mulheres foram vÃ­timas de assassinato no CearÃ¡; em 2006, 135 casos foram registrados; em 2005, 118 mortes e em 2004, mais 105 casos [2]. As mulheres estáo num caminho de construçáo de direitos e de autonomia, mas a instituiçáo do patriarcado continua a persistir como forma de estruturaçáo de sujeitos. Ã‰ preciso que toda a sociedade se mobilize para desmontar os valores e as prÃ¡ticas que sustentam essa dominaçáo masculina, transformando mentalidades, desmontando as estruturas profundas que persistem no imaginÃ¡rio social apesar das mudanças que jÃ¡ praticamos na realidade cotidiana. <strong>O comandante da açáo policial de resgate de EloÃ¡ declarou que náo atirou no agressor por se tratar de &#8222;um jovem em crise amorosa&#8220;, num reconhecimento ao seu sofrer. E o sofrer de EloÃ¡? Por que náo foi compreendida empaticamente a sua angÃºstia e sua vontade (e direito) de ser livremente feliz?</strong></p>
<p>Notas:</p>
<p>[1] SEGATO, Rita Laura. Que és um feminicÃ­dio. Notas para um debate emergente. Serie Antropologia, N. 401. BrasÃ­lia: UNB, 2006.<br />
[2] Dados disponÃ­veis em: <a href="http://www.patriciagalvao.org.br/apc-aa-patriciagalvao/home/noticias.shtml?x=1076">http://www.patriciagalvao.org.br/apc-aa-patriciagalvao/home/noticias.shtml?x=1076</a></p>
<p>* Ma. Dolores: SociÃ³loga, professora da Universidade Federal do CearÃ¡ / Maria da Penha: Inspiradora do nome da Lei Federal 11340/2006. Colaboradora de Honra da Coordenadoria de PolÃ­ticas para Mulheres da Prefeitura de Mulheres</p>
<p>Als die Polizei die Wohnung, in der sich der Geiselnehmer mit den beiden Frauen verschanzt hielt, schließlich stürmte, wurde darauf verzichtet, auf den Verbrecher zu schießen, um das Leben der Frauen zu retten. Wie die Autorinnen des Textes der katholischen Nachrichtenagentur Adital schreiben, sagte der Kommandeur, nicht auf den Geiselnehmer gefeuert zu haben, weil es sich um einen jungen Mann in einer &#8222;amourösen Krise&#8220; gehandelt habe. Der machistische Killer hatte daher noch auf beide Frauen schießen können. Eine starb rasch an den Verwundungen, die andere wird wegen der Schüsse ins Gesicht und in die Leistengegend im Hospital behandelt.</p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2008/10/10/taglich-ausergerichtliche-exekutionen-in-brasilien-menschenrechts-minister-paulo-vannuchi/">http://www.hart-brasilientexte.de/2008/10/10/taglich-ausergerichtliche-exekutionen-in-brasilien-menschenrechts-minister-paulo-vannuchi/</a></p>
<p><a href="http://www.hart-brasilientexte.de/2008/10/18/kannibalismus-in-brasilien-nachrichtenmagazin-epoca/">http://www.hart-brasilientexte.de/2008/10/18/kannibalismus-in-brasilien-nachrichtenmagazin-epoca/</a></p>
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